RogérioBonato

…luto…

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A morte sem a despedida

Anjo da morte

O que nos faz pensar sobre os nossos filhos expostos ao mundo? Pensamos antes em “nosso mundo” e como ele era tão diferente. Não se trata de egoísmo e sim da amplitude da visão. Concluiremos que não há comparação entre os mundos, o que foi o nosso e este, em que vivem os nossos filhos.

E eu não penso em coisas assim apenas em momentos de dor, como a que sinto neste exato momento, ao saber sobre o assassinato de um amigo, filho de um outro amigo querido. Penso em questões assim todos os dias e instantes. Penso na dor dos outros como fosse a minha, com compaixão, solidariedade e imensa tristeza.

Deixa eu divagar: em alguns países, como é o caso dos Estados Unidos, há muitos casos de latrocínio, assassinatos a céu aberto, alguns mesmo incompreensíveis e inexplicáveis. Num apanhado geral e segundo as estatísticas, 84,3% dos casos são solucionados prontamente, 12,3% posteriormente. É mínima a fração de homicídios pendentes ou que não foram elucidados.

Refiro-me àquele país, devido o orçamento que é empregado em segurança pública e em sua abrangência, que vai da prevenção, passa pela educação e termina na recuperação e acompanhamento dos condenados. Há respostas para a sociedade.

De outro modo, eu citaria um caso ocorrido por lá, em 2008 no Estado do Alabama, onde Antony G. Brambosi, com 28 anos, foi assassinado em frente a sua casa. Assaltantes tentaram levar sua caminhonete por causa da quantidade de ferramentas que nela havia. Antony era empreiteiro de obras. Na tentativa de defender o patrimônio ele foi morto no local. O fato chocou o condado. Dois assaltantes receberam pena perpétua e o homem que disparou o revólver foi parar no corredor da morte. Mas o que mais chocou foi o depoimento de Albert Brambosi, 78, pai da vítima:

“A sentença não atenua o meu sofrimento. Jamais serei o mesmo. Tenho três filhos, Joseph, Margie e Tony (Antony) e a dor que eu sinto agora é diferente e tento entendê-la: Joseph foi para o Afeganistão, combater o terrorismo. Levei-o até a estação ferroviária, abracei-o forte, senti que ele nunca mais voltaria e de fato não voltou. Recebemos apenas os seus restos mortais. Eu, acreditem, estava preparado; sei como é a guerra, lutei no Vietnã e um dia me despedi do meu pai, mas voltei. Meu pai lutou na Segunda Guerra Mundial e se despediu de meu avô e também voltou; meu avô lutou na Primeira Guerra e passou pelo mesmo, pelas despedias e retornou. Levamos sorte. Mas a dor que eu sinto agora é diferente de todas, é avassaladora. Meu querido filho não saiu para a guerra, nem para ser morto por ela e sim, saiu para trabalhar. Essa minha dor sufoca”.

A dor de Albert não seria diferente da minha, e não será e nem é, do que sentem os pais que perderam seus amados filhos em situações absolutamente dantescas, por tragédias sociais que poderiam ser evitadas caso não houvesse tanta ignorância e o sistema fosse mais eficaz, justo e seguro em favor dos cidadãos. Caso não houvesse tanta imprudência do Estado, quando não protege seus filhos como deveria; quando não investe; quando ignora a pobreza, a desigualdade social, o desemprego; quando ignora a corrupção.

Na contramão dos números, o Brasil se destaca entre os países onde mais se mata por futilidades, por meio de assaltos, brigas, tráfico e situações que pela banalidade, nos parecem comuns. São comuns enquanto não nos atingem diretamente. Quando somos direta ou indiretamente atingidos, como é o casso agora, é que abrimos mais os olhos e sentimos o gosto amargo da inversão dos valores naturais, no pesadelo onde pais enterram os filhos.

Mais pessoas perderam a vida em ocorrências assim, em nosso país, do que americanos que foram mortos na Guerra do Iraque e em operações no Afeganistão. O fato é que a guerra – apesar de suas agruras e injustiças – nos parece menos perigosa. Menos traiçoeira. Peço perdão e confesso meu constrangimento ao lidar com tal comparação.

Puxa vida, eu não queria me despedir de um filho indo para uma guerra, mas não suporto imaginar essa sensação horrível, pela qual todos estão expostos; de um filho não voltar.

Há quem culpar sim. A intensidade de algumas fatalidades poderiam ser atenuadas. Culpo a corja de políticos imbecis que se acovarda ou se amoita quando devem votar leis mais severas contra o crime, pelo fato de estarem ligados a ele; pessoinhas de estatura moral baixa, que se escondem debaixo do manto da democracia; deveriam se envergonhar quando levam para o vazio temas de suma importância, como é o caso da maioridade penal. A inércia e a decorrente ineficácia política é a onda que dá tempo ao crime e aos criminosos.

Nunca devemos nos esquecer que somos os moldadores da coletividade. A construímos e a demolimos quando consideramos a necessidade.

Chegamos ao cúmulo de nos despedir de nossos filhos como fossem para uma guerra, ou atravessassem um campo minado. Mas eles só estão á caminho da escola, do trabalho ou de um encontro com os amigos numa derradeira noite de sexta, sábado ou domingo. Que pavor.

Me atemoriza o fato de memorizar a enorme lista de pais que passaram pelo mesmo nos últimos anos; pessoas com quem mantive estreito relacionamento, próximas, no auge da vida e da alegria; do merecimento de paz, mas que encontraram o limbo úmido e escuro por meio da insensatez, como fosse ela anunciada.

O que dizer para pessoas em tal estado? Não. Não há mesmo o que se dizer. 

…no front…

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Tudo se copia…

Ivone

Taí um nó para o Reni Pereira desatar: Ivone Bartofaldi candidata e segundo ela, convidada pelo governador Beto Richa. Seria algum sinal da quebra da sintonia entre o governo local e o Estadual? No mínimo Reni deve ter gritado: Poxa Beto, qual é a tua?

Ivone, pré-candidata a deputada estadual vai bulir na colmeia de Cláudia Pereira e., ajudar na divisão de votos. De outra forma, dona Ivone pode ganhar apoio irrestrito da ala empresarial, meio de nariz torcido com o desempenho do governo municipal (foto Sônia Vendrame). 

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Ela tem chances?

Ninguém saberá responder com fidelidade, sobretudo diante do quadro incerto que vai se montando ao passar dos tempos. As nuvens negras não saem de cima do Palácio Cataratas nem mesmo com a turma anunciando obras. Reni deixou formar uma onda difícil de amainar e para complicar, leva chumbo de ex-aliados. Sendo assim, Ivone passa a ter mais chances ao se distanciar da administração pública, mas sabe que terá uma batalha pela conquista dos votos. O que atrapalha ainda é a grande quantidade de candidatos.

 

Efeito

Em minha modesta opinião, dois desastres comprometeram a campanha de Chico Brasileiro: o apoio de Dobrandino com a sua turma e, Ivone Barofaldi como vice de Reni. Pode ser que como candidata, consiga sensibilizar uma parcela da oposição ao governo. Muita gente ainda se mostra inconformada e o passado não é tão recente assim, caminhamos para um ano e meio de governo.    

 

Famoso quem?

Tenho recebido e-mails e convites nas redes sociais de várias pessoas anunciando pré-candidatura. Há gente conhecida, mas francamente, nunca ouvi falar no nome de algumas pessoas. Completamente estranhos ao nosso meio e o resultado já sabemos: terão votos dos familiares e de alguns amigos. Expressão pública ao ponto de conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa ou Câmara federal não se conquista assim. Famosos Zé-Ninguém poderão roubar a quantidade de votos que faltará para eleger alguém. Deviam cuidar mais do futuro da cidade do que da vaidade.

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Avião

Os noticiários estão esfriando o avião desaparecido na Indonésia. Não se sabe nada da caixa preta, do resgate dos destroços, de absolutamente nada.

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Operação

A Polícia Federal prendeu um número muito grande de contrabandistas e pessoas envolvidas com o ilícito em Foz e micro região. Aliás, muita gente fica se perguntando: onde é que cabe tantos presos em Foz do Iguaçu. Todos os dias se tem notícias de operação disso, daquilo e de filas esfregando o polegar na delegacia. Haja xilindró.

 

Estrago

Aos que estão atentos aos telenoticiários, é possível notar um certo esforço para atenuar a paulada sobre a compra da refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos. Mostram cálculos, valores sobre taxas, obrigações judiciais, tentam explicar de que forma 42 milhões, se tonaram 1,2 bilhão. Vai lá saber a mágica que Nestor Cerveró aprontou, aquele figura do “zóio caído”, antes, considerado um gênio das operações petrolíferas mundiais. O homem já foi capa de revista mundo afora. Bom, até eu seria, se oferecesse 700 milhões por um monte de canos que só valia 42 milhões. “Como esses brasileiros são ricos”. devem ter pensado os vendedores da refinaria.

E não vamos longe, há outro estopim aceso na Argentina. Não demora o Brasil sentirá o cheiro das pólvora.

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Balaio de gatos

Em momentos assim a gente vê o potencial do toma lá, dá cá, que ocorre em Brasília. A posição quer uma CI para a compra da refinaria e a situação quer outras sobre metrô, aeroportos e afins. É para ver a quantidade de pedras no sapato de todas as esferas políticas.

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Campos e Marina

Não seguirei o riso ao me deparar com Roberto Campos e Marina Silva sentadinhos, um ao lado do outro, discutindo o Brasil pré-eleitoral. Lembraram o Paulo Mac Donald conversando com a menina Vitória em sua campanha pela reeleição. Nada se cria, tudo se copia.

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Andrézão

Pois é, André Vargas perdeu a oportunidade de ficar calado, um direito que lhe pertencia perante o escândalo da viagem em jatinho de doleiro. Foi à tribuna, falou e se complicou mais ainda. E qual a razão do plenário não se manifestar nem contra e nem à favor? Hahahaha, claro, todo mundo lá adora uma “carona” em aviãozinho particular durante as férias, com a família. Taí um assunto difícil de rolar em CPI. 

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…de lá para cá…

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Milagres Brasileiros

Anos Dourados

Foi quando Juscelino Kubitscheck resolveu abrir as portas do gigante adormecido para as siderúrgicas e multinacionais, mudando a capital federal para Brasília, construindo pontes, estradas e fábricas de caminhões e automóveis para rodar sobre elas, esquecendo-se das ferrovias e navegação fluvial. O Brasil sobre rodas deu no que deu. A pílula foi dourada pela sorte de Antonio Carlos Jobim e seus parceiros, desabrocharem por meio de suas belas e inesquecíveis canções, interpretadas pelas vozes célebres da humanidade, na época. Lá fora só dava Brazil, terra de paz, água de coco, “ordem e progresso”, diga-se uma frase positivista.

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E depois?

Depois só confusão. Erros e mais erros conduziram o país ao populismo, guiado por Jânio e sua vassourinha. João Goulart era o vice. Vale lembrar que o mundo estava dividido. De um lado o comunismo e de outro, vertentes de todas as espécies, aspirando ares de liberdade e expirando ditaduras. O Brasil também estava dividido, de um lado gente que não queria saber de nada e de outro uma turba que sabia menos ainda.

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E daí?

Jânio eleito por uma massa inquieta, no lugar de pacificar acirrou, condecorou Che Guevara, irritou, acirrou, proibiu o biquine, o lança perfume, despachou bilhetinhos para todos os cantos e amarelou diante das “forças ocultas”. João Goulart assumiu e foi para a esquerda. Diante de sua monumental fraqueza, acabou alimentando um golpe. E o Brasil foi parar nas mãos dos militares. Antes disso Ranieri Mazzilli governou por 13 dias, como interino.  

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Como?

O que muitos não dizem é a verdade. O povo da esquerda, ligado aos partidos comunistas era menor que o da direita. O Congresso Nacional, formado por deputados e senadores, foi que ceifou a democracia, apoiado pelo Poder Judiciário. Eles escolheram Humberto de Alencar Castelo Branco como presidente. E vieram Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo; passaram-se 21 anos até José Sarney.

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Regime militar

Deploro qualquer regime que contrarie a vontade do povo; qualquer forma de governo autocrática ou ditatorial, em que a população é desprezada e inibida, impedida de participar e expressar suas vontades e opiniões. Mas o fato é que muita gente e organizações apoiaram os militares no poder; transformaram o estado num braço de ferro sem oportunidades de discussões e vias abertas para o debate. A transição foi muito lenta. Se Castelo Branco usasse seu mandado para organizar politicamente o Brasil e o devolvesse à democracia (como prometeu), possuiria uma estátua em cada praça brasileira.

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Milagre

O único milagre que se pode constatar é a sobrevivência do povo brasileiro. Não faço referência ao período militar e sim à qualquer governo que surgiu depois dele. Foram mais acidentes administrativos do que outras coisas e o Brasil se mantém vivo em razão de seus recursos e a força de trabalho da população. E foi assim durante Collor, Itamar, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. Mas o aparente cansaço, o desestímulo, os exemplos perdulários, escândalos, corrupção, desmandos e badernas, podem por fim aos recursos e ao ímpeto incrustado no caráter do povo, causando fissuras sociais e transformações horrendas; atrás delas virão os aproveitadores e manipuladores da opinião pública. O Brasil, hoje, está muito parecido com o de 1964. É preciso algo bom acontecer para arrefecer os ânimos e desta vez, o remédio não será vencer a Copa do Mundo. Dá um frio na espinha imaginar o que poderemos encontrar pela frente.

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E como será?

Não faço a mínima ideia. É impossível prever o que acontecerá nos próximos meses. Não quero ser o arauto do apocalipse, mas caso os nossos líderes não se resolverem, teremos uma crise política sem precedentes, atemorizante, acompanhada pelo caos econômico e de bandeja, tudo o que ocorre paralelamente na natureza; falta de água num extremo e inundações em outro; desabastecimento, elevação nos preços das mercadorias, combustíveis e serviços; inflação e todas as suas decorrências, afetando o mercado financeiro, a produção, comprometendo a estrutura administrativa; Executivo, Legislativo e Judiciário serão ineficazes diante da revolta popular, onde há bandidos de todas as classes insuflando, promovendo quebra-quebras, explodindo bancos, sequestrando as pessoas. E o que fazer?

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Realidade e ficção

Ou Brasil é real, na forma com a qual o concebemos e participamos dele, ou será a nova novela da seis horas, onde há cores e flores por todos os lados, com belas professorinhas e até, a ingenuidade dos vilões. O Brasil real é bem diferente. É de dar medo. Tomara tudo se ajeite e este meu texto seja apenas o reflexo de uma noite que não foi bem dormida.    

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Iniciando a semana…

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Prisão domiciliar

Me contaram que houve uma comemoração no gabinete de Reni Pereira em razão de uma suposta “prisão domiciliar” do ex-prefeito Paulo Mac Donald Ghisi. Rolou até guaraná e salgadinhos.

 

Prisão domiciliar II

Domingo encontrei o Paulo caminhando e pegando um sol, bem ao seu estilo, sem camisa e em passo de ganso. Perguntei: “ué? Não era para estar ‘preso’, em casa?”. E ele respondeu: “bem que eu queria, assim teria tempo para ler, escrever e postar as minhas ideias no Facebook”, e foi-se dando risada. Estava mais solto que pinto em bombacha.

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Prisão Domiciliar III

Do jeito que a mesa da Promotoria do Patrimônio Público está entulhada de processos é bem provável que alguém cumpra o encarceramento no domicílio ou vá dormir no presídio. Paulo fez questão de dizer: “o Reni não escapa”. Chumbo trocado em brincadeira de piá pançudo, não dói.   

 

Visitante ilustre

Fizeram festa também por causa do novo ministro do Turismo, ao visitar o stand de Foz na 20ª edição do Workshop & Trade Show CVC, ocorrida nos dias 19 e 20 de março, em São Paulo. Vinícius Lages assumiu o ministério no último dia 17, no lugar de Gastão Vieira. Aqui entre nós, ambos desconhecidos e desconhecedores das ações necessárias para o setor.Lá aproveitam o tempo mais para “fazer” Turismo do que trabalhar nele.

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Até quando o Brasil, repleto de potencialidades turísticas, ficará empossando neófitos e políticos em cargos que requerem conhecimento em prol do desenvolvimento? Em minha opinião um setor que  movimenta bilhões em divisas, deveria ser ocupado por gente com capacidade técnica atestada. Pelo visto estamos só perdendo tempo.  

 

Pista emborrachada

Pois eu fui até o “buchometro” da Avenida Paraná conhecer e caminhar na tal pista emborrachada. Passei por ela e nem vi de tão pequena. Não chegou a dar gostinho. Acabei desperdiçando a caminhada que faço todos os dias, de 10 quilômetros, entre o Carimã e o centro da cidade. Se a prefeitura mantivesse o mato baixo e as pistas de caminhadas limpas, já estaria de bom tamanho. Nem precisaria emborrachar o piso, providência que é necessária nas escolas e locais para a prática do esporte.  

 

Frio

Há pessoas exageradas. Bastou uma brisa um pouco mais fresca que já havia gente usando casaco de pele, cachecol e touca de lã. Deem um tempo, nem é pra tanto. Mas seria de bom tamanho tirar as roupas pesadas para pegar um sol. Segundo os entendidos teremos um inverno glacial na Região Sul, com direito a geadas e até neve. Está na hora de aproveitar o peso argentino baixo e renovar a adega.

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Eleições

Dei uma conferida na lista de prováveis candidatos. Para variar há uma porção de nomes interessantes, que serão literalmente atrapalhados por quem não possui a mínima chance de se eleger. Triste o destino de Foz do Iguaçu, sempre atrapalhada por um bando de bobalhões que se acham e esculhambam o pleito. Somados os votos desperdiçados em gente assim, é que deixamos de eleger pessoas com qualidade parlamentar.

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Eleições II

É temerário imaginar que a responsabilidade recairá nos ombros dos eleitores. Sim, pois serão os artífices da escolha. Faz tempo a cidade não consegue um consenso e elege gente capaz e competente. Passados alguns meses, ficam chorando igual bebês atrás da chupeta. Ô povo que não aprende.

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Última morada

Mais uma vez Foz do Iguaçu discute a necessidade de um novo cemitério, desta vez programado para a Gleba Guarani. Os cemitérios São João Batista, Jardim São Paulo, Islâmico, Três Lagoas e Parque Nacional estão superlotados, com defuntos empilhados e em alguns casos (segundo me informaram), deixando a sepultura até mesmo antes do tempo, para dar lugar a outro corpo. Qual a razão da cidade não pensar em crematório, uma solução mais barata e que não ocupa um centímetro do solo. “Há, não temos tradição para isso”, disse-me um político, outro dia. Sim a gente não tem tradição para uma porção de coisas, como é o caso do futebol, carnaval e em escolher políticos eficientes, que não ficam abrindo a boca para tantas bobagens. Se já não entendem sobre a vida, vão saber menos ainda à respeito da morte. Crematórios são eficientes e em muitos casos mais dignos com os restos mortais de quem se vai.

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Iguassu Post

Um endereço esperto está movimentando a cidade. A iniciativa é bastante criativa: The Iguassu Post Journal, um blog cheio de humor na abordagem política e cotidiana. Quem assina é o Mário Backes. Me rachei de rir.  

Na última edição, há um relato do boneco de Reni, sobre a Lei da Inércia, ou seja, o efeito entre ação e reação às críticas, começando pela abordagem do “repórter da mil e uma noites” quando perguntou: “Brefeito, o bobulação não está contente com o seu desempenho…” e deu no que deu. Em verdade o The Iguassu Post transcreve uma página hilária, de um suposto diário. Dá para conferir em http://iguassupostjournnal.blogspot.com.br/.

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Marcha fiasquenta

Um bando de sonhadores cuturnistas realizou uma “marcha pela ditadura”. Segundo o Fábio Campanha mais pareceu um rolezinho, com uma turma de embandeirados que não conseguiu chamar a atenção. O movimento não obteve expressão nas capitais. Passou foi em branco. O povo não quer mais saber de ditadura. Podem esquecer. Foto do evento em Curitiba, de Maringas Maciel.

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ACIFI

Fiquei uns dias fora e não soube da demolição do prédio da Associação Comercial e Industrial de Foz e nem do novo empreendimento, que abrigará a entidade. Levei um susto quando passei pelo local, afinal de contas o endereço era dos mais tradicionais. A calhar, aproveito para avisar que a entidade está atendendo bem em frente à antiga sede, onde funcionavam os laboratórios da Uniamérica. Olhei de perto o projeto e o achei fantástico. Frutos do progresso! 

…ainda tô voltando…rsrsrs

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O trágico e o ridículo

Num mundo onde somos vigiados minuciosamente, filmados, gravados, seguidos por uma infinidade de meios eletrônicos; rastreados por satélites inclusive, uma aeronave moderna e cheia de tecnologia simplesmente desaparece. Some, evapora.

E havia centenas de passageiros, quase todos com seus não menos sofisticados celulares. Em muitos voos na Ásia, não há mais a obrigatoriedade em desligá-los. Não é segredo que um aparelho de celular por ser localizado com certa facilidade, como é o caso de veículos que possuem GPS e aparatos de seguimento. A gente acha que a tecnologia venceu a ficção, mas parece que não é bem assim.

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Reni e Yassine

O jornalista fez uma pergunta pertinente. Quis saber do prefeito, o que ele teria a dizer sobre os problemas de sua administração. Foi 99% mais leve que os entrevistadores do CQC, que jogam muito pesado com os entrevistados. Em minha opinião Reni deveria simplesmente responder e não esbravejar. Deve estar muitíssimo arrependido.

 

Reni e Yassine II

O destempero por trazer algumas consequências inesperadas. Reni briga pela reação na aprovação de governo e quando começou a mostrar algumas benfeitorias, acontece o desastre. Deveria fazer a limonada, desculpando-se, como qualquer cidadão ou autoridade. A opinião pública gosta de ouvir pedidos humildes de desculpas.

 

Reni e Yassine III

Claro, o jornalista tomou providências ao sentir-se ameaçado. O Legislativo já se envolveu na questão. Reni deve ter se dado conta que a vida de prefeito é muito mais complicada que a de deputado. A cobrança é mais frontal aos homens do Executivo público; o povo está mais atento e não seria diferente em cidade onde a disputa foi acirrada entre as duas principais forças políticas. Se Reni quiser acertar, necessitará muito jogo de cintura; mais profissionais e menos puxa-sacos.

 

Professor Sérgio

É normal que no final de tarde eu encontre alguns amigos nos botecos. Nem bebo mais, mas não deixo de bater um papo na tardinha, revendo pessoas e sabendo por meio delas o que há no cotidiano. Escrevendo livros, tornei-me uma espécie de ermitão.

Pois bem, esses dias a discussão era o outdoor que colaram em frente ao estabelecimento, com a cara enorme do deputado Professor Sérgio, onde antes havia o belo sorriso de uma modelo, experimentando uma sandália. Alguém deu de ligar reclamando para a empresa que explora o espaço publicitário. O deputado que abra os olhos, o povo não gostou de sua propaganda.    

 

Eu não voto…

…em deputado por causa de propaganda ou dos apelos que envolvam sua atividade congressista. Eles não me convencem facilmente; mas infelizmente boa parte dos eleitores não são tão exigentes e não discutem o processo eleitoral com a mesmo discernimento da minoria. Não quero discutir a qualidade do deputado em questão e sim, as necessidades mais relevantes de uma cidade como Foz do Iguaçu, que não consegue terminar obras.

 

Trincheira

Ontem precisei me deslocar até a Vila A. Asseguro que não foi uma tarefa das mais confortáveis. Precisei encarar o trânsito iguaçuense, mais louco que o Batmam quando há chuva. Filas em todos os semáforos, ruas inundadas e o trevo do CTG Charruas simplesmente impossível de encarar e sem um único policial rodoviário no local! Mas havia uma viatura estacionada na Ponte Tancredo Neves e outra na Avenida das Cataratas.

 

Arrais

Os motoristas iguaçuenses além da carteira de habilitação necessitariam de um documento da Marinha, se o caso é “navegar” por algumas ruas e avenidas de Foz do Iguaçu.

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Dia da Água

Não vamos longe, o evento que comemora o líquido mais importante do planeta antes da cerveja foi transferido para o dia 27. O motivo foi a chuva! Dia da Água, transferido por causa da chuva beira o irônico.

 

Reza

Convenhamos, cinquenta milhões de pessoas estão rezando para a natureza repor água nos reservatórios e a chuva só cai em sentido oposto. Infelizmente a água que cai em nossa cidade vai em sentido oposto ao da Serra da Cantareira. Ela abastece os reservatórios da Bacia do Plata, na Argentina e Uruguai.  

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Requião na área

Francamente, caso o senador Roberto Requião consiga candidatura ao governo do Estado, eu não gostaria de estar na pele de Gleisi Hoffmann e menos na de Beto Richa, sobretudo em debates nas emissoras de televisão. Acredito piamente que Requião agregaria um pouco de emoção ao pleito. O senador visita Foz do Iguaçu no final de semana.

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Pegar a mão

Confesso que está um pouco difícil encontrar tempo para escrever rotineiramente neste espaço. Vou tentando portar mais regularmente, mas o meu compromisso com a editora me absorve totalmente na produção de três livros. Dois já estão no prelo: “Onze maneiras de amar antes de o mundo acabar” e “O vampiro do empório japonês”. “O solar das bonecas mudas” está em vias de revisão. Os três títulos terão lançamento nacional. Sei dizer que foi uma tarefa colocar o contrato em dia. Mas vou me virando e informando as postagens via rede social. 

…no aquecimento…

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Mundico

Ficar de fora da área de comunicação uns tempos até que faz bem. Não quer dizer alienação, ou simplesmente desaperceber a ocorrência dos fatos. Refiro-me ao ato de não participar deles no efeito da propagação, em geral, emitindo a opinião. Longe disso a gente percebe que em muitos casos, ressaltam o tal “mundico” ou seja, dão importância ao que interessa a poucos, em favor das suas realizações pessoais. É ruim quando a relevância da notícia é vilipendiada desta forma. Em outras palavras: quando forçam algo que simplesmente não existe, como fosse um grande acontecimento. De fora, a gente percebe isso com mais clareza.

Hoje, com a rede social tão ativa e orgânica, é impossível ficar de fora dos principais acontecimentos. Os meios sociais são uma dádiva em favor da informação. Quando alguém erra, exagera ou mente, é cobrado cruamente. As pessoas se movem na rede social como o sangue nas veias; alguns fatos bombeiam mais e outros, nem saem do lugar.

 

O que eu vi

Vi tudo o que permeou a comunidade ou de certa fora a atingiu. Estive de olho nos fatos estaduais, nacionais e internacionais. No Brasil, os principais acontecimentos que envolvem a Saúde, Segurança, Educação e claro, as pendengas judiciais que paralisaram o país, como o caso do julgamento do mensaleiros. Sobre segurança, a recente tragédia envolvendo a estudante de Antropologia da Unila, cujo corpo foi encontrado num apartamento. Voltarei ao assunto em breve.

 

O que eu não vi

Fuxico, fofoca, papo furado, confusões corriqueiras e arranca rabo entre políticos. Isso eu não vi mesmo. Como é bom estar longe desse tipo de coisa. O mundo, apesar dos agravantes problemas, parece que fica mais arejado.

 

Estatuto

Mudando de assunto, preciso deixar claro alguns pontos aqui sobre a Canja do Galo Inácio, especificamente em relação ao evento realizado neste ano (2014), em sua décima quarta edição.

Ontem recebi vários telefonemas de pessoas interessadas no Estatuto do Evento. Mas quero adiantar que o eu interesse aqui é começar a projetar o evento para o seu 15o ano e se possível expandi-lo e para tanto, preciso da ajuda de todos os órgãos voltados aos serviço social, a começar pelo Provopar. Espero que não encarem como crítica. É apenas um balizamento em benefício de um dos eventos mais sérios e assimilados pela comunidade.

E existe sim um “estatuto” pois a ação, dado o seu volume e envolvimento comunitário, exigiu a postulação de regras; um conjunto muito simples de normas, sempre obedecidas e levadas à risca pelos voluntários e entidades que foram se somando aos eventos realizados desde o Carnaval de 2000. Vejamos:

 

Canja do Galo Inácio – Estatuto

1 – O evento denominado Canja do Galo Inácio, será realizado em todas as noites da “terça-feira”, feriado de Carnaval. O intuito, além da filantropia, é ressaltar a alegria e a união por meio da boa nutrição. Uma canja, é tradicionalmente o alimento que propõe repor as energias deixadas na folia. A Canja após o Carnaval, está incorporada ao folclore brasileiro.

 

2 - No aspecto filantrópico, propõe-se escolher a cada ano, apenas uma entidade a ser beneficiada nas ações da Canja do Galo Inácio.

2.1 – A entidade deve manter as suas ações voltadas para a área da infância e nutrição.

2.2 – A entidade escolhida deve ser ativa, notadamente conhecida pela sociedade e existir perante as regras sociais, portanto CNPJ e certidões em dia. 

2.3 – Quando a entidade escolhida não está legalmente estabelecida, será substituída por outra em condições legais.

2.4 – A entidade escolhida, apta e disposta à participar da Canja do Galo Inácio, deve cumprir as normas do presente estatuto, dedicando-se por meio de seus voluntários, na prospecção, arrecadação e venda do alimento e camisetas.

2.5 – A entidade escolhida receberá todo o proveito da arrecadação, na venda do alimento, camisetas e demais itens promocionais que forem se somando ao passar dos anos. Nenhum valor jamais será descontado do valor arrecadado.

2.6 – A entidade terá acesso às doações e produtos que não foram utilizados no feitio da Canja do Galo Inácio na noite da terça-feira de Carnaval.

2.7 – A entidade pode administrar como bem entender o valor arrecadado e recebido durante a ação.

2.8 – A escolha da entidade beneficiada obedece a critérios de curadoria. Três membros nomeados devem discutir a lista de entidades que se propõe a participar do evento, cumprindo as regras anteriormente enumeradas. Os curadores devem discutir o assunto com a comunidade e órgãos voltados para a Assistência Social. São considerados membros vitalícios da curadoria, os padres Germano Lauck, Giuliano Inzis e o elaborador do evento, jornalista Rogério Romano Bonato. Na ausência de um dos membros, deve haver substituição em pleno acordo com os demais.

2.9 – A escolha da entidade beneficiada deve se dar no início do mês de novembro em ano anterior à realização do evento.

2.10 – Todos os eventos terão prestação de contas e divulgação dos valores arrecadados.

2.11 – O valor arrecadado e doado para a entidade prestigiada terá cobertura irrestrita de todos os órgãos de comunicações interessados.

2.12 – Entidades beneficiadas apenas serão escolhidas novamente, caso todas as demais ações sociais municipais tenham sido atendidas.

2.13 – A Canja do Galo Inácio é uma iniciativa voluntária. Sendo assim não emite cheques, faz pagamentos ou contrai contas. Apenas atua como intermediária perante as ações de ajuda às entidades prestigiadas pelo evento.

1.14 – A Canja do Galo Inácio não aceita doações em espécie, não aceita cheques como doação. Aceita apenas alimentos, camisetas e serviços que possam de alguma maneira ajudar na realização do evento.  

 

3 – A escolha da estampa para a impressão das camisetas deve ocorrer no início de novembro do ano anterior ao evento. É responsável pela escolha da estampa o idealizador da Canja do Galo Inácio, jornalista Rogério Romano Bonato. Cabe ao mesmo solicitar desenhos alusivos ao evento quando forem necessários.

3.1 – Os desenhos alusivos devem ser confeccionados por cartunistas notáveis. Ressaltar o jornalismo ilustrativo por meio do humor é uma das funções da Canja do Galo Inácio.

3.2 – Todos os direitos na utilização dos desenhos alusivos serão doados pelos cartunistas convidados e pertencerão ao acervo da Canja do Galo Inácio.

3.3 – Cabe aos organizadores do evento, ressaltarem o trabalho do cartunista doador da ilustração alusiva no respectivo ano em que ela for utilizada.

3.4 – As ilustrações alusivas serão utilizadas em toda a campanha para a Canja do Galo Inácio: camisetas, brindes, anúncios, ingressos, tickets de venda e devem constar no material promocional do Carnaval.  

3.5 – As camisetas impressas serão doadas ou adquiridas mediante o pagamento de patrocinadores. Os patrocinadores serão orientados em procurar a empresa escolhida para a fabricação e estampa das camisetas.

3.6 – Cabe aos organizadores a apresentação de layout quando ao aproveitamento da marca dos patrocinadores.

 

4 – A Canja do Galo Inácio deve ser preparada mediante doações. Nenhum valor jamais será descontado da arrecadação.  

4.1 – Serão doados apenas ingredientes utilizados no feitio do alimento. Eles são discriminados assim:

-  Carne de Frango

- Temperos diversos como salsa, cebolinha verde, alho e demais condimentos e especiarias.

- Batatas

- Milho

- Arroz

- Óleo

- Sal

- Queijo ralado

- Água

4.2 – Serão doados itens para a segurança e preparo dos alimentos

- Gás de cozinha

- Papel alumínio

- Detergente, demais materiais de limpeza

- Desinfetantes

- Luvas e tocas para quem manusear alimentos

- Extintor de incêndio

- Copos de plástico

4.3 – Todos os que trabalharem na área de cozinha devem usar uniformes e proteções exigidas pela vigilância sanitária.

4.4 – Cabe aos organizadores solicitarem a inspeção do Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária

4.5 – Um chefe de cozinha deverá se responsabilizar pela qualidade da Canja do Galo Inácio.

4.6 – Os organizadores devem manter um nutricionista na área de produção do alimento, bem como em seu acompanhamento.

4.7 – O serviço de atendimento, venda e entrega dos alimentos fica por conta dos voluntários da entidade beneficiada.

4.8 – A limpeza e higienização do local da Canja do Galo Inácio ficas por conta da entidade beneficiada. Sobretudo a “lavagem das panelas”.

4.9 – A sobra do produto será administrada pela entidade beneficiada.

4.10 – A entidade beneficiada administrará os alimentos que não foram usados durante o evento.

 

5 - A Canja do Galo Inácio será lançada nas quinta-feira, antes do Carnaval, em local acertado entre organizadores e voluntários. O evento propõe a confraternização dos que trabalharão na ação.

 

6 – Os organizadores devem comunicar os órgãos de comunicação quanto a entidade beneficiada, não poupando esforços para que ela se torne mais conhecida perante a sociedade.    

 

7 – O nome Canja do Galo Inácio não deve ser utilizado sem a autorização dos curadores.

7.1 – O nome “Galo Inácio” será reservado apenas para a realização do referido evento, não podendo ser associado à pessoas e ações individuais. O termo deve ser registrado em Cartório.

7.2 – O “Frevo do Galo Inácio” será apresentado nos eventos, com a intenção de ajudar na propagação e bons resultados em favor das entidades beneficiadas.

 

8 – Os organizadores e curadores devem propor ao longo do ano ações que priorizem nutrição em favor da infância, bem como o manuseio correto de alimentos, combatendo o desperdício.

 

9 – Os organizadores devem propor a participação das entidades já beneficiadas anteriormente em cada ação à ser realizada, promovendo integração entre entidades sociais. Clubes de serviços sociais e entidades voltadas aos interesses comunitários são parceiros vitalícios da Canja do Galo Inácio.

 

10 – Os organizadores podem propor a existência de um bloco carnavalesco para contribuir nas ações de arrecadação. O bloco carnavalesco deve obedecer critérios e um estatuto próprio, desde que não desvie a sua finalidade, mencionada no presente estatuto.

O estatuto acima foi assinado em abril de 2001, um pouco antes da realização da segunda Canja do Galo Inácio. Os termos foram aceitos por todos os voluntários e organizadores.  

 

Provopar

Após cinco edições da Canja do Galo Inácio e sua evidente exposição, decidiu-se repassar a ação ao Provopar de Foz do Iguaçu. A entidade possui mão de obra e todos os aparatos disponíveis para uma melhor realização do evento, seja na área de cozinha, como em mobilização social.

Foram entregues ao Provopar todos os utensílios arrecadados ao longo dos anos, como fogões, panelas, colheres, mangueiras de água, desenhos confeccionados pelos renomados cartunistas, bem como uma cópia do estatuto. O Provopar prometeu seguir as regras, bem como respeitá-las.

A Canja do Galo Inácio é um dos maiores eventos sociais realizados durante o Carnaval, sem perder o espírito carnavalesco.

É de conhecimento público a sua realização, bem como a grande quantidade de crianças assistidas nos últimos 14 anos

Fim de férias!

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Cadê as águas?

 

Estamos em março, onde as águas fecham o verão. Nem tanto, em Foz do Iguaçu, onde eu vivo, elas fecham as ruas, avenidas, causam a maior esculhambação. É paradoxal a vida com a natureza: rezamos para chover e quando Deus, São Pedro e todos os santos resolvem atender as nossas suplicas, rezamos de novo, suplicando de joelhos que pare de cair água! A vida é isso, um ato de ajoelhar e rezar.

 

No mundo

Bom, preciso citar “Foz do Iguaçu” como a cidade onde moro, especialmente depois de descobrir que muita gente lê este blog e várias localidades e até mesmo n o exterior. É o milagre da Internet, certificado pelo Google Analítico. Sou lido em Foz, quase todos os Estados brasileiros e em 28 outros países, e não importa se há apenas 28 amigos espalhados pelo mundo!

 

Começo

Então o ano começou hoje! Maravilha! 06 de março de 2014, quinta feira-tecnicamente o primeiro dia útil, e amanhã já é sexta-feira! Creio que nunca fiquei tanto tempo assim sem escrever. Mas resolvi dar um pitaco aqui no blogue, exercitando o contato com os leitores, na rede, afinal de contas não foram poucos os pedidos, especialmente nos dias de Carnaval em que coloquei um pouco a cara para o lado de fora do meu estúdio.

 

O que querem saber:

O que eu achei do Carnaval? Não acho nada, posso apenas comentar o que vi. Fui até o “Largo Raúl Quadros” no domingo, para saber sobre os preparativos da Canja do Galo Inácio. Lá conferi a grande aceitação popular diante da iniciativa, ou seja, de um local onde se pode brincar o Carnaval de uma maneira muito sadia, ao som das marchinhas e atividades para todas as idades, principalmente em favor das crianças.

 

Ampliação

Conversei com o presidente da Fundação Cultural, sobre a possibilidade de expandir a área de folia e ampliar o número de dias além do domingo e terça-feira e podem escrever: o Carnaval de Foz do Iguaçu vai acabar se mudando para o centro da cidade.

 

Confraternização

O que se vê no Largo Raul Quadros é aquilo que havia antes nos clubes, em especial Oeste e Country, onde as famílias iam se divertir. Avós, pais, crianças fantasiadas e blocos, todos brincando como antigamente, debaixo de confetes e serpentinas. Não se precisa muito para realizar um bom Carnaval. Simplicidade é tudo. O povo é quem faz a festa.

 

Eu sei…

Eu sei a dureza que foi iniciar o Carnaval naquele local. Durante três anos precisamos (Quando eu estava na Fundação) dobrar todo mundo na lábia, inclusive os membros do Templo Evangélico ao lado. Não demorou até os fiéis acabaram se divertindo. Carnaval não é uma festa tão pagã, pelo contrário, é pura confraternização e encontro entre famílias.

Custo

Em verdade, senti a falta da “Charanga da Saudade”, um grupo musicar derivado da Orquestra e Banda, que hoje não existem mais. Eles abriam o evento conduzidos em carros antigos, levando o Rei Momo e a Rainha do Carnaval. Rendiam mídia nacional inclusive, pela simpatia e saudosismo, inserindo a cidade na grande festa nacional. Na comparação entre o que acontece no Centro e na Duque de Caxias, concluiremos que o Carnaval da Saudade é de graça.

 

Canja

Todos os anos eu sempre fiz de tudo para que a Canja do Galo Inácio arrecadasse em favor da infância e nutrição. Em geral, eu e os meus parceiros começamos a nos movimentar em novembro. Em 2013 e neste ano, os preparativos começaram um pouco tarde. Fui ao Provopar, participei de duas reuniões, senti imensa vontade em manterem o evento em riste, mas infelizmente desviaram do estatuto. A arrecadação deve ser revertida para uma entidade na área da nutrição infantil, sem haver muita conversa. O Provopar reverteu a renda para si próprio e está errado. Não devem desviar o foco de um evento que deu certo nos últimos 13 anos. Muitos voluntários não gostaram, mas tenho fé que as coisas se ajeitarão no ano que vem. Se foi uma experiência, que valha pela opinião das pessoas.

Galo

Bela arte do amigo Dante Mendonça; uma aquarela para a Canja do Galo Inácio de 2014 

Faltou

Outra ideia foi mobilizar parte da cozinha para a área de festejos no centro da cidade. No fim, praticamente desabrigaram a Canja, colocando-a debaixo de uma barraca toda furada, em meio aos jurados dos concursos promovidos pela Fundação Cultural. Para terem ideia, a fila de pessoas que iam provar a Canja do Galo Inácio se estendida entre o Restaurante Tirol e Consulado do Paraguai. Houve momentos em que havia mais gente na fila, do que foliando. E é fácil explicar isso: segundo uma pesquisa, 75% das pessoas que vão comprar a Canja, o fazem com o intuito de colaborar com a entidade prestigiada e, levam o alimento para comer em casa. Muita gente me perguntou qual a entidade escolhida em 2014. A Canja não ganhou a divulgação dos anos anteriores, não estava nem mesmo no material de divulgação do Carnaval. Faltou alimento na ação do centro da cidade.

Boneco

Bacana o boneco que fizeram este ano, mas ele não apareceu pelo centro da cidade.

 

Futuro

A Canja do Galo Inácio é um evento solidário, mas não deve perder a sua característica carnavalesca, ainda pelo fato de ter sido inserida no calendário nacional. Já disputou mídia com o Bloco Bacalhau do Batata, de Olinda e agora está se acanhando. Os voluntários estão se dispersando e isso não pode ocorrer. Espero que as coisas se ajeitem no decorrer do ano, na comemoração da décima quinta edição do evento.

 

Na Duque

Embora os organizadores tenham se esforçado, não ouvi bons comentários. Uns se queixaram das acomodações e outros do preço. Muita gente não aprovou a programação. A velha fórmula de uma banda para aquecer o povo não deve ser descartada. Michel Teló é um baita artista, me rendo à sua simplicidade e qualidade artística, mas Carnaval não é a sua praia. Deveriam tê-lo guardado para os festejos do centenário, durante a Fartal.

 

Terceirizada

Independentemente de quem realizou o Carnafalls, ela dificilmente perderá a expressão pública. Vai ser difícil explicarem a contratação da Tom Maior e das demais atrações, com a suposta cobrança de ingresso. É uma regra: privados não podem e não devem explorar taxas e cobranças em bens públicos. É inegável que a marca do Carnaval de Foz, pertencia ao bem público. Mas isso não cabe a mim julgar e sim ao Ministério Público. Tomara tudo tenha sido realizado nos conformes.  

 

E o mundo?

Continua pegando fogo em algum lugar. O problema agora é entre russos e ucranianos. E o pior é que são nações modernas, com grandes populações. Estão tratando do assunto como ainda existisse a cortina de ferro. Discussão besta, mas de pavio aceso.

 

Simpatia

Os desmandos políticos estão causando uma onda de simpatia em favor dos militares. O general Augusto Heleno Ribeiro Pereira está crescendo perante a opinião pública. A novidade é uma possível dobradinha entre ele e o ministro Joaquim Barbosa. Caso lancem candidatura farão um estrago.

 

Reni e a Felipe Wandscheer

O prefeito foi ao RPCTV do almoço explicar o virtual alargamento da Avenida Felipe Wandscheer e foi atropelado pelo apresentador Carlos Gruber sobre as verbas do Albergue Noturno. Aqui entre nós, não deve haver em Foz uma via mais fácil de alargar do que a Felipe Wandscheer, que possui calçadas de sobra de ponta a ponta. Tomara a obra não demore e nem estacione igual ao famigerado viaduto da BR 277. Aquilo sim é uma novela mexicana.

Por hoje é só. Estou pegando o ritmo, portanto não me cobrem…rsrsrsrs!!! Boa tarde, noite e bom Bia!   

 

…quase lá…

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Bola de Cristal

Ola amigos da Gazeta do Polvo! Todos os meus agradecimentos, pois em 19/12 a página eletrônica, ainda em fase experimental, suplantou os 23 mil acessos o que é um número expressivo, considerando o universo cibernético iguaçuense.

Particularmente estou muito surpreso com o desempenho da página e também com o meio “internet”. Francamente, eu não conseguia tanta leitura e manifestação sobre o meu pensamento exposto, quando dedilhava no segmento impresso. Mas escrever na internet requer mais responsabilidade, levando em conta a concorrência. Os ‘internautas’ fazem comparações e levando isso em conta, devemos ser sucintos e sérios, embora o humor e o desprendimento. Internautas? Eles não existem mais. São potenciais e instantâneos formadores de opinião, se utilizam das redes sociais a cada piscar. Na mesma velocidade e, por uma brecha sociológica, o mundo está atravessando uma metamorfose; redes sociais realizam passeatas, protestos, exaltam as boas e as más ideias, organizam confusões nos shoppings, ajudam entidades, encontram desaparecidos, dilapidam os corruptos, enfim, é perfeitamente possível entender o que o povo acredita sobre o conteúdo cotidiano, quando ele é medido pela internet. O mundo está aproximado.

No mais, na nossa grande e ao mesmo tempo minúscula Foz do Iguaçu, o vento tenta aliviar a onda de calor. A semana passou e não choveu; tomara não despenque um temporal durante as festas de ano novo, esculhambando a decoração dos hotéis que estão se empenhando em agradar os hóspedes.

Nas coisas da política, é aquele marasmo. Recesso na prefeitura e os vereadores estão mais ligados aos seus redutos, apertando mãos e oferecendo um “feliz Natal” por meio da mídia exterior. Zé Carlos posou com um cheque de um milhão e meio, que será devolvido para a prefeitura; como fosse um grande feito. Segundo os economistas, se quisesse, economizaria para devolver cinco milhões. Ai sim seria um fato digno de orgulho, para ser exibido.

É a mesmo coisa que o professor Sérgio gastar com outdoor para informar que conseguiu um milhão para a área de segurança, um valor que não faz cócegas no sovado de um meliante.

Querem saber: a cidade, em muitos aspectos está mais preocupada com outras coisas; com o destino, pode ser. O que será de nós, após o vendaval da Copa do Mundo e Eleições? Quem possuir uma bola de cristal que me avise, por favor!  Bom Dia! 

Bola

Na política

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Fissura bem social 

Ai, ai, ai…o ódio entre Vitorassi e Zé Carlos está suplantando as raias da “pendenga”. Quando é apenas uma “pendenga”, ninguém liga; nem mesmo o povo, pois encrencas no Plenário da Câmara é coisa comum. Agora, o gringo Vitorassi, diga-se “vice-líder” do governo, não é fácil. Zé Carlos deveria saber. Mas a política tem disso, já foram grandes amigos, estão brigando e não duvidem caso não se redimam e voltem a atuar numa mesma orientação. Infelizmente a política, perante a comunidade, é um ato de se ajeitar conforme o soprar do vento.

Os vereadores deveriam ter consciência de que são observados. A opinião pública vai moldando suas atitudes e a soma delas é que dará nota à Legislatura. Numa rápida avaliação, consultando algumas pessoas de diferentes segmentos e, isentas, numa escala de 0 a 10 a nota da atual composição legislativa não passa de 03. É muito ruim. Pior que a nota é a projeção: poucos acreditam que o desempenho possa melhorar.

Ao que se deve isso? Não é uma explicação tão difícil: ao passar dos anos o tecido social tem sido retalhado. Pessoas com capacidade e de expressão vão se afastando do meio público. Foz é muito predadora no aspecto de destruir a imagem dos que propõem produzir ou se dedicam às causas públicas. Basta um fazer algo de bom e se destacar um pouco acima da média, que será sorrateiramente jogado na fogueira da insensatez, alimentada por uma horda de invejosos e gente que nada faz, mas adora destruir. O setor político é uma vítima do processo, quando pessoas de qualidade decidem não correr risco expondo a imagem quando o assunto é atuar politicamente.

Não quero com esta opinião generalizar. Há sim, gente de qualidade na atual política e até mesmo na Câmara, mas em número bem reduzido à cada legislatura. Os que lá estão e pertencem à banda do bom senso, e que prezam pela atividade saudável, já devem estar sentindo a dureza que é esbarrar em politicagem e atos em desacordo aos seus princípios.

Este meu texto não é uma crítica e sim, um retrato. Ou os nossos legisladores mudam e, passem a buscar exemplos mais razoáveis, ou aumentarão o índice de renovação nas próximas eleições. Não sei o que é pior neste caso: manter o que está ai, ou renovar, quando se sabe que há menos gente de qualidade e à cada vez mais candidatos oportunistas e que olham a política como um sonho de vencer financeiramente. Muitos não ligam e nem imaginam de onde vem o dinheiro para as suas farras.

O problema é muito grave, é de fissura social, de entregar os destinos de uma cidade tão próspera, em mãos inábeis. Seria como deixar um embriagado, sem carteira de motorista e habilidade, dirigir uma Ferrari. É provável que se ele fizesse uma roleta russa com três balas no tambor de um revólver, correria risco bem menor. Em outras palavras, não é a qualidade do político que preocupa e sim o estrago que ele fará.

Legislativos ruins e administrações piores, atrasam a vida do povo de uma maneira que poucos sabem dizer. A cidade leva anos até corrigir as deformidades sociais e financeiras; perde o fio do desenvolvimento.

Olhando para isso, o negócio é pressionar e tentar aumentar a onda de controle e mesmo ajudar a orientar quem está no poder. Quebrar o diálogo é pior. Político que se preza deve ouvir e numa dessas, se a argumentação for boa, ele pode mudar. Não se deve perder a esperança de depuração do meio, como não se deve deixar de participar. Por isso meus amigos, a encrenca entre Vitorassi e Zé Carlos e fichinha perto da realidade.  

Mau político

   

Milagre!!!

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porco

…meu porco tricolor fez parte do curta Sacrossanta Confraria…

Lavei o porco!

 

Dei um rápido pulinho no boteco lá pelo meio dia de sábado. Claro, véspera de final de campeonato e todos os sarros despejados em meus ombros, por conta do possível, praticamente inevitável, rebaixamento do Fluminense.

O tricolor estava numa sinuca de bico. Mortinho, esfaqueado pelos pontos, dependendo mais uma vez, do resultado de terceiros. Não se havia o que fazer a não ser torcer em favor da desgraça alheia, coisa que considero abominável. Adoro torcer a favor e jamais contra; faz parte da minha natureza e ética.

- É… dessa vez o negócio é se conformar, disse um amigo, em tom mais do que fúnebre.

Olhei para um lado, outro e fiquei pensando uma saída. Em outras ocasiões a encontrei e enfrentei touros com a unha.

Refiro-me aos companheiros de bar e à minúscula torcida tricolor que há em minha cidade. Uma vez, o Fluminense foi jogar em Assunção (Paraguai) e eu com outro companheiro verde, branco e grená, organizamos uma excursão. Foi uma dor de cabeça. Não conseguimos lotar um ônibus; mudamos para um micro; alteramos para uma van; reduzimos para uma kombi e, mesmo assim, acabamos indo de moto, eu e ele. Nos conformamos em fazer parte da menor torcida da cidade!

…voltando aos companheiros de boteco e elevados os resultados positivos do Tricolor das Laranjeiras, eles sempre reclamaram das minhas catimbas e catiças, alegando que meu patuá é perigoso quando há decisão ou um campeonato. Sim, tenho um patuá e ele já foi ameaçado inclusive de sequestro. Explico melhor:

Certa tarde eu ia estacionando pelas cercanias do Bar do Juca e eis que vejo um porco de cerâmica jogado numa pilha de lixo. Achei que ele era bonitinho. Era um porco tipo “cofre”, daqueles vendidos nas esquinas. Adotei o bibelô.

Notei que haviam praticado tiro ao alvo no bicho, pois havia um furinho na testa e um rombo na nuca. Passei no mercado, comprei massa de epóxi e passei o final de semana fazendo arte. Remendei a cabeça do leitão e depois restaurei a pintura. Como a roupa era toda branca, caprichei no uniforme do Fluminense, com direito ao logotipo no boné.

Porco é o símbolo do Palmeiras, disseram. Não liguei, levei o patuá para o boteco e coloquei sobre um freezer de bebidas. De lá para cá, o Flu só ganhava, invertia as tabelas e irritava os torcedores dos outros times que frequentavam o pé sujo. Júlio Macarrão, um amigo do peio e, vascaíno praticante, disse: “Rogério, vou sumir com esse porco maldito; ele já está conhecido lá em Teresópolis, pelos milagres e agouros que vive causando!”. E causava mesmo!

Então…no sábado, 07 de dezembro de 2013, olhei para o porco lá em cima; no freezer; todo empoeirado e pensei: vou dar um banho no bicho que alguma coisa pode acontecer. A turma desancou em gargalhada. “Pode lavar com perfume francês, que desta vez esse porco sem-vergonha não vai salvar o Fluminense”, disseram em coro. Lavei. Lavei com carinho, detergente, sobretudo atrapalhando o serviço da cozinha, mas lavei caprichadamente.

Passou o domingo e a lavação do bicho ficou gravada entre os “pares etílicos”, que espalharam o meu empenho.

Amanheceu esta bela, ensolarada e fresca quarta-feira e a notícia: a Portuguesa pode ser punida e o Fluminense salvo! Eita porco que vale ouro! Abençoado! E agora? Falaí Macarrão, você que é entendido nas coisas do além e em muitos mistérios da vida! Explica vascaíno?  

…discussão social…

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Imunidade ou isenção?

Pois então, vamos sustentar o IPTU das entidades religiosas? Os impostos já sustentamos, por força Constitucional. Eu não concordo; apesar da imunidade, em alguns casos, muitos deveriam pagar dobrado, pois não prestam serviço algum ao interesse público geral. Causam sim transtorno quando impedem a circulação do tráfego e atormentam a vizinhança com o barulho.

No aspecto de coletividade, impostos são cobrados para a realização de benfeitorias públicas. No bolo da arrecadação de Foz, quando se promove isenções ou imunidades assim, é a coletividade que vai precisar enfiar a mão no bolso caso haja prejuízo, ou quando os impostos não conseguirem cobrir os gastos do governo.

Apesar da Carta Constitucional, a sociedade já contribui e muito com os templos e igrejas; paga dízimos, participa de rifas e bingos; ajuda na promoção para a captação de recursos destinados às obras físicas e melhorias dos espaços para a propagação da fé, portanto, não deve ser sacrificada por meio de um eventual aumento dos impostos em razão do desequilíbrio de uma balança um tanto sensível, quando ela permeia a política por meio do agrado.

O Projeto de Lei Complementar nº 19/2013, de autoria do Prefeito Municipal (Reni Pereira), “que Altera, acresce e revoga dispositivos da Lei Completar que versa sobre Código Tributário Municipal e estabelece Normas Gerais de Direito Tributário aplicáveis ao Município”. Nele está incluída a “imunidade tributária aos templos religiosos”. Imunidade e não isenção. Estacionamentos e áreas ocupadas de alguma forma pelos já imunes, teriam o mesmo benefício. Pessoalmente considero temerário, considerando o enorme número de locais e a forma com a qual o tema possa ser manipulado no futuro, caso pastores, padres, rabinos, xeiques, mulás, monges ou pregadores das inúmeras seitas e religiões existentes, resolvam incluir outros imóveis na lista de utilidades.   

Minha preocupação tem fundamento: não se precisa ser apenas um cidadão, até Jeová caso resolva passear pela cidade, especialmente numa tarde de domingo, testemunhará a enorme quantidade e templos e redutos de louvores, onde em maioria, os pastores estão gritando sozinhos, fazendo uso de microfones, como as moscas fossem surdas. Tais locais permanecem fechados durante parte da semana e não oferecem atividades paralelas aos fiéis, ou que possam contribuir para o alívio das tensões sociais. É certo que algumas instituições são dedicadas e mantém programas de apoio aos carentes, mas não passam de pequenas ilhas num grande oceano de ócio e aproveitamento da ignorância popular. Oras, muitos “redutos” de fé não passam de negócios. Se possuem área de estacionamento (que serão agora imunes), cobram dos fiéis. 

No entanto, alguns templos e igrejas são verdadeiros palácios de cristais, enquanto o rebanho tapa os buracos nas janelas com papelão; mas não deixam de levar um dinheirinho para agradar Deus. Diga-se, agradam os intermediários do plano terreno ao divino. As doações sempre refletem a necessidade de ampliar e melhorar o plano físico e não o espiritual.

O prefeito Reni Pereira que tome tento, pode esbarrar ou incidir no que chamam de “renúncia de receita”, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, mesmo que possua o devido amparo Legislativo. É legal, mas aos olhos do povo, pode ser imoral.

No Artigo 6º da Lei Orgânica do Município de Foz é vedado: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da Lei, a colaboração de interesse público.

Em audiência pública proposta pelo vereador Luiz Queiroga (DEM), cuja finalidade foi tratar sobre tema, compareceram os interessados na imunidade. Segundo o vereador, conforme publicado no portal da Câmara, “desde 2003 não estava incluída no código tributário a isenção de taxas e de IPTU aos templos alugados e seus anexos. Foi falado na audiência que um detento tem um gasto em torno de R$ 1.800,00 para o governo. Desta forma, investir na religião é uma maneira de trabalhar na prevenção de questões como essas”.

Em minha modesta opinião, respeitando o vereador, a comparação foi muito infeliz. Uma coisa nada tem com a outra sobre o aspecto do custo prisional e os benefícios supostamente provenientes de uma isenção aos impostos celestiais; neste caso, não se trata de um “investimento”. Investir pode ser ilegal, ao contrário de se prestar “imunidade”. Afinal a proposta é ampliar a imunidade, ou isentar? Isentar, neste caso, como disse o vereador, pode ser um ato de causar prejuízo aos cofres públicos. Uma medida pública desta natureza, sobretudo imaginando sua dimensão e a baixa que causará na arrecadação do IPTU, merece ser estudada com maior amplitude, amparo legal e tributário.  

 No fim das contas, tanto o vereador Luiz Queiroga e o prefeito Reni Pereira, que sempre se utilizam de preceitos evangélicos em suas manifestações, podem estar contrariando a “Responsabilidade Tributária”, contida na Bíblia. Na Epístola a Tito capítulo 3, versículo 1. (NVI, 2001, p.849): “1 – Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom”. Na Primeira Epístola de João, capítulo 3, versículo 1, (NVI, 2001, p.868), observa-se o grande amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Na Epístola aos Filipenses, capítulo 3, versículo 20, (NVI, 2001, p.837), observa-se que a cidadania dos filhos de Deus, está nos céus. Contudo é obrigação de todo filho de Deus, quando não existir conflito com os mandamentos do Senhor, ser sujeito às autoridades governamentais, inclusive pagando os tributos devidos, uma vez que essa é a vontade de nosso Deus que se apresenta no livro de Apocalipse, capítulo 1, versículo 8, (NVI, 2001, p.871), como aquele que é o “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim”, “o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-Poderoso”.

O capítulo 13, versículos de 1 ao 7, da Epístola de Romanos, (NVI, 2001, p.809), trata sobre a submissão à autoridade: O versículo 6 diz: “É por isso também que vocês pagam impostos, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho”.

Em meu modo de pensar, o assunto, por sua importância legislativa, administrativa e ecumênica, é delicado e deveria ser compartilhado mais abertamente com a sociedade, antes que ela o desaprove de outra maneira. O poder é emanado aos nossos representantes por meio do voto; da mesma maneira é retirado.

…falam os leitores…

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Dia de Corvo! 

Corvo

Cadê a faixa?

Corvolino, você que voa por todas as bandas da cidade já deve ter visto como é difícil atravessar em algumas avenidas. Trabalho próximo a gigante e movimentada Costa e Silva, e bem em frente a Guarda Municipal é quase impossível atravessar logo pela manhã. Existe uma faixa de pedestre apagada, e nenhum motorista se quer respeita a passagem. Já cheguei a ficar por 5 minutos para conseguir atravessar.  Cadê o Foztrans que não vê isso? Vai dizer que os funcionários de lá e também os GMs não notam a faixa deteriorada? Conta isso pra outro né Corvo?

Urubu sem faixa

Faixa de pedestres

 

Multa do povo

Corvolino deveria haver uma espécie de multa popular, ou seja, a população deveria possuir poder para aplicar e penalizar multas quando os políticos que estão no poder falham e não provém benfeitorias. A gente vê casos de omissão todos os dias e só nós e que pagamos o pato?

Marilda Vasconcelos

Resposta do Corvo: Prezada leitora desta coluna, o povo já possui este dispositivo, ele funciona por meio da ação do Ministério Público. Caso a senhora tenha como comprovar um caso de omissão, basta ir até o promotor e denunciar o caso. O resultado demora, só que um dia chega até o bolso do multado. Há vários omissos pendurados em ações judiciais.

O Corvo

político 171

 

Corujão…

Ave Negra, ‘cê’ já ouviu falar num tal ônibus ‘corujão’ aqui na cidade? É aquele que passa depois da meia noite, na madrugada, pelos bairros. Pois bem, sábado recebi visitas na minha casa, no Morumbi, e crente de que a meia noite teria o ‘tal corujão’ fiz com que os meus amigos ficassem por mais tempo em casa. Conclusão: eles foram para o ponto 23h50, e até as 01h nada da ‘coruja de rodas’ passar por lá. Sabe me dizer se esse sistema ainda existe Corvo? E se existir, porque o ônibus não passou?

Borboleta

 

Aumentos e aumentos

Entra ano e saí ano, e o que nós ganhamos de Natal são os aumentos. Concorda Corvo? Aumento no supermercado, na gasolina, no pedágio… E por aí segue.  Olha, ta cada vez mais difícil ser brasileiro… É tanto aumento pra pouco investimento que chega desanimar. Para quem estava planejando umas férias tranqüilas, vai ter que readequar muita coisa, principalmente o bolso na hora de garantir a gasolina e o pedágio!!! Nem quero esperar por janeiro. Dá vontade de ficar em 2013, pra não ter que pagar uma pilha de faturas no início de 2014.

Papagaio

Impostos

 

O bicho ta pegando…

Corvo, a coisa ta pegando pro lado da administração do município né? Tenho acompanhado os noticiários e pelo que me parece, nem os trabalhadores e nem a população estão contentes com a situação atual. Olha Corvo, de duas uma… Ou o prefeito está ainda na fase de adaptação de governo, ou é o iguaçuense que anda apressado demais. E, aí Corvex, o que você acha?

Gavião

Resposta do Corvo: o passarinho aqui pensa que a fase de adaptação do atual prefeito é muito demorada. Vai ver ele está ouvindo demais os estrangeiros e se esquecendo do povo. É no que dá trazer gente de outra cidade, uma pecha que dificilmente ele conseguirá se livras e que vai grudar nele até as eleições. De onde se viu desprezar as pessoas da cidade? Mas tomara ele ainda consiga acertar, do contrário a conta do povo ficará bem alta.

 

Faltam vagas

Ave Negra amiga, você está sabendo que os Cmeis vão abrir somente em fevereiro? Pois é, serão 3 meses de férias. E agora Louro José’?… Assim como no meu caso, várias mães não ‘entram’ de férias e não vão ter com quem deixar os filhos. Nessa época do ano é até difícil achar alguém pra cuidar, porque ninguém quer ser babá, todos querem folga. Vi no jornal que quatro Cmeis vão funcionar nas férias, mas, que não vão conseguir atender a demanda de todas as crianças. Olha Corvo, a situação está feia… é fácil querer descanso, mas difícil é pensar na necessidade da população.

Garça Branca

Creches

 

Isenção de IPTU

Eita Corvo, já não bastasse o dízimo, ofertas e afins agora uma proposta aí do Vereador Luiz Queiroga diz sobre acabar com a taxa de IPTU para igrejas que funcionam em locais alugados. A determinação já vale para templos próprios, porém querem estender o beneficio aos demais. Tô sabendo que tem uma audiência na Câmara para discutir a questão. Olha Ave, embora talvez possa parecer justo que todas as igrejas sejam isentas… Eu fico matutando aqui… Se, caso isso mesmo acontecer, quem é que vai pagar essa grana? Porque uma coisa é certa, o dinheiro não pode deixar de ‘entrar’ nos caixas. Será que o município fará a divisão do que ficar com os demais contribuintes? Fica de olho nesse assunto por nós Corvo, porque não podemos pagar por aquilo que não é nosso!

Bem te vi 

IPTU 2

…contrariados…

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Com ou sem saber

Olimpíadas

Não entendo certas medidas, como é o caso do governo Reni Pereira simplesmente desistir de realizas as Olimpíadas do Saber, Artes e Esporte, convertidas num dos eventos anuais mais envolventes na cidade nos últimos anos. Pais, alunos, professores e funcionários das escolas adoravam a manifestação, pois ela congraçava o esforço de um ano. Cerca de 10 mil crianças participavam das provas e se orgulhavam do resultado. Segundo soube, a Secretaria Municipal de Educação confirmou a decisão em realizará apenas um festival cultural envolvendo as escolas municipais na última semana de aulas. As apresentações culturais começam nesta segunda-feira, em concentração maior na Praça da Bíblia. As Olimpíadas  possuíam 42 modalidades.

A professora Rosane Alves, uma das coordenadoras do novo evento disse que o festival contará com a participação de 2.100 alunos em oito modalidades culturais dentre elas dança, música, teatro, coral e poesia. Uma pena. Ações de ciúme não casam bem com a satisfação popular. Ou seria preguiça em realizar um evento que movimentava tantos alunos? Reni quando aplica ato tentando esquecer o passo se complica um pouco mais com a população.  

Olimpíadas

…se era coisa do Paulo, por melhor que fosse, já era…

Educação e Saúde

Sábado houve um apitaço, para variar na Avenida Brasil, onde o povo tenta se organizar nas compras de Natal. Os professores estavam cobrando promessas do prefeito Reni Pereira. Ao que tudo indica ele precisará de comprimidos para dormir no final de ano. Primeiro a falta de grana para pagar médicos e profissionais da área de Saúde, agora a pressão dos professores, o que mais surgirá nos próximos dias?

Professores charge

Paulo Mac

O ex prefeito estava todo faceiro com a comenda recém recebida. Um dos destaques da honraria foi justamente o empenho de Paulo na viabilização do Programa Mais Médicos, uma buzinação que ele armou ao ouvido da “presidenta Dilma, no final de seu mandato. Muita gente nem imagina, mas Paulo, ao sofrer com a falta de médicos, começando pela dificuldade de atraí-los até Foz, foi um dos que iniciou a discussão, primeiramente tentando trazer profissionais do Paraguai e Argentina

 

Braços cruzados

E a crise na área da Saúde anda causando dissabores. No inicio da noite de sábado, (30/11), duas ambulâncias do Siate, permaneceram paradas um bom tempo na porta do Pronto Socorro do Hospital Municipal. O médico plantonista, Dr. Cabanhã, não queria atender os pacientes. Foi preciso a intervenção do Dr. Mauro Mota Martins, do Siate, mas antes disso houve ameaças de prisão do médico plantonista. Sabe-se que há médicos com os salários atrasados, o que prejudica os serviços de plantão e prejudica muitos pacientes.

 greve médicos

Exonerações

O facão passou rasteiro pela Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Foz. Segundo várias portarias, foram exonerados WILSINEIA CRISTINA RICE, a Néia, como é mais conhecida, ela deixou  a Diretoria de Comunicação Social, subordinado à Assessoria Especial de Comunicação Social; ANDRÉ GUEDES ALCOFORADO, da Diretoria de Cerimonial e Relações Públicas; CRISTINA GOULART DE FREITAS e ISMAEL FILADELFI ADORNO. Segundo uma informação, outros nomes estão na lista de exoneração. Pelo visto Reni está preparando o terreno para alguém que deverá assumir a pasta e esse alguém, não quer se indispor com os colegas. Um passarinho me assoviou que o futuro secretário pediu carta branquíssima, lavada com sabão OMO, avisando que a “Comunicação” será meramente técnica, sem pressão política.

 

Efeito

Mas alguém me disse que Reni já se arrependeu de lotear politicamente algumas secretarias. Qualquer bronca que ele dá, ou ameaça trocar o nomeado, leva uma resvalada ou na câmara, ou em partido político. Deve estar numa sinuca de bico, ainda mais levando em contra, que 2014 haverá eleições. Todo apoio conta, não é Reni?    

Cassação

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) entrou hoje (28) com ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cassar o mandato de 13 deputados federais que trocaram de partido sem justa causa. Em todos os casos, os deputados não cumpriram as regras definidas pelo tribunal para as situações de fidelidade partidária. De acordo com resolução do TSE, aprovada em 2007, um político precisa comprovar justa causa para sair do partido pelo qual foi eleito para não perder o mandato por infidelidade partidária. No texto, o tribunal decidiu que o parlamentar pode trocar de legenda somente
nos casos de incorporação ou fusão de partido, criação de legenda, mudança substancial do programa partidário e grave discriminação pessoal. As ações são contra os parlamentares, José Humberto e Stefano Aguiar, de Minas Gerais; Dr. Paulo César, Deley e Alfredo Sirkis, do Rio de Janeiro; Walter Feldman e Beto Mansur, de São Paulo; Luiz Nishimori, do Paraná; Silvio Costa, de Pernambuco; Wilson Filho, da Paraíba; Paulo Henrique Lustosa, do Ceará; Francisco Evangelista, de Roraima; e Cesar Halum, do Tocantins.

 

Monday

Monday de, segunda-feira, em inglês. É que no Paraguay há uma cachoeira com o mesmo nome. Pois bem na onda do Black Friday, movimento que aos poucos começa a pegar no Brasil, onde o comércio, ou parte dele faz promoções e descontos, um empresário de Foz resolveu transferir o evento para a segunda feira, mas manteve o nome Black Friday, quer dizer, uma enjambração bem esquisita. Deveria inovar com o Black Monday, pelo menos isso nos divertiria.    

Black

Corvo

O passarinho está se preparando para atuar com mais informações. Como sabem o espaço é destinado aos leitores. Estou enfrentando um pouco de trabalho na triagem das notas, pois ao contrário do jornalismo impresso, as pessoas enviam notas com muitos palavrões e expressões que são simplesmente impublicáveis. Peço aos que desejam manifestar a opinião que o façam sem tantos exageros, inverdades ou crimes contra a honra. Bastaria apenas informar o problema ou simplesmente fazer a denúncia.

Gazeta do Polvo

Apesar de ainda estar em fase experimental, estou muito satisfeito com o projeto, que hjá recebeu muitos elogios e adesões de colaboradores. Nos próximos dias o rol de informações aumentará, mas com humor e desprendimento, a essência da nova página. Bom início de semana a todos, bom Dezembro, que ele seja dourado. 

Logo Polvo

…novo projeto…

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De tudo um pouco

Eu entro na chuva em geral fazendo uso de um guarda-chuva (rs), sem medo e preconceito. Estou me deliciando com o novo projeto, o diário Gazeta do Polvo! Quem quiser dar uma espiadela acesse em www.gazetadopolvo.com.br. Mas já vou avisando que a página ainda está em fase experimental. Aceito sugestões, participações e tudo o mais que os amigos e leitores queiram. Vamos ao que interessa:
 
Xuxa pichada

Muita gente pergunta: quem é que inventou essa de trazer a Xuxa e atribuí-la de uma missão tão importante? Pois isso não interessa e francamente, apesar de fazer menção e também lembrar a sua participação em “Amor Eterno Amor”, um filme de produzido há 34 anos, considero que ela possa sim, ajudar por meio da imagem.

Mas a pegada é outra para coibir ou pelo menos tentar diminuir os casos de assédio, prostituição infantil e maus tratos aos jovens na região de fronteira. Deve haver investimentos sérios em educação, atividades esportivas, amparo social, reeducação das famílias e antes, maior fiscalização. Embora recém eleitos, os conselheiros são poucos comparando a complexidade do trabalho de campo. Emprego da imagem institucional de uma celebridade pode ajudar, mas o subterrâneo da questão é muito mais problemático do se imagina, especialmente quando se sabe de pais que exploram os filhos e que encaram isso como um meio de sobrevivência.

Quem tiver estômago que circule entre alguns locais da cidade, especialmente nas proximidades de postos de gasolina ao longo da BR 277 e alguns inferninhos que há por ai. Sei de estabelecimentos que são controlados por traficantes e lá não entre Conselho Tutelar, vigilantes sanitários; dificilmente entra até a polícia, sem o devido planejamento e aparato de repressão.

O problema é de consciência e novas medidas práticas e neste caso, a Xuxa, meus amigos, não vai poder ajudar em absolutamente nada. Para finalizar, sem afrontar os fãs da Rainha dos Baixinhos, também acredito e sei que ajuda muitas instituições por meio do seu sucesso e canais de divulgação. No caso dela o passado já foi absolvido.

Xuxa

Vereadores voando

Antes era uma moleza juntar uns trapinhos, ajeitar na mala e sair por ai viajando com o dinheiro público. Ninguém sabia. Tudo transcorria no plano da “prestação de contas” e ela dificilmente vazava; ficava encalacrada nos arquivos dos departamentos financeiros de cada órgão, fosse Legislativo, Executivo e Judiciário.

Não faz muito tempo, não havia Portais de Transparência, o Tribunal de Contas não era tão ativo, o Ministério Público não recebia tantas denuncias; deste mudo muita gente nadava de braçada.

Hoje tudo mudou e além dos órgãos dedicados em fiscalizar o dinheiro do povo, há as redes sociais. Elas sim fazem a terra tremer e é o que acontece cada vez que alguém pisca o olho errado. Os vereadores que se cuidem, pois o povo está de olho e absolutamente tudo o que fazem. Ou aprendem a andar na linha, honrando suas promessas de campanha, otimizando a máquina pública, fiscalizando-a, como se deve, ou vão além de responder na Justiça, perder a cadeira, ou o que convencionam como poder.

A “Marcha” que está acontecendo em Brasília, possui lá um simbolismo, mas pouco fará em matéria de resultados, sobretudo quando clamam “maior poder para os vereadores”. Em minha opinião vereadores não deveria possuir poder algum, além do que já desfrutam; deveriam sim trabalhar mais e de maneira correta, sem tanto fisiologismo e defesa de seus interesses particulares. Político que se preza respeita a vontade do eleitor e cumpre com a palavra.

Alguns gastos com viagens são simplesmente apavorantes. Lembro que fiquei quase cinco anos na presidência de um órgão público e só usei uma vez o auxílio para viagem e a conta não ultrapassou R$ 2.322 reais, se não me engano. As diárias do “executivo” eram bem menores, não ultrapassavam R$ 300,00. Gastávamos 90% do próprio bolso e ainda devolvíamos o dinheiro. No entanto a prestação de contas precisava ser muito detalhada e em geral, eu fazia questão que fosse checada. Outra, quem tinha um Adilson Pasini controlando os gatos, era obrigado a pisar em terreno bem firme. Para terem ideia, tivemos todas, absolutamente todas as contas aprovadas pelo Tribunal, ao longo do período. Não fiz mais do que a minha obrigação. Acho feio político ou homem público ficar se gabando de méritos em gastos e contas; tudo não passa de obrigação e respeito ao contribuinte. 

Dinheiro Público

O Corvo aqui…

Não teve jeito, precisei acomodar o Corvo, cujas notas e textos são  de autoria de leitores e amigos. Mas não será todos os dias que poderei abrir o espaço. Mesmo assim, ele está aberto para os que desejarem utilizar.

Corvo

Assalto
Corvo das alturas, viste que assaltaram a loja de artesanato no Marco das Fronteiras? Demorou passarinho, pois sei de muitas pessoas que foram assaltadas lá em plena luz do dia. Meu sobrinho perdeu o skate e o tênis, uma judiaria. O local merece policiamento 24 horas. O resultado é que o atrativo é muito mal aproveitado, já que as pessoas gostam de ver de lá o Paraguai e Argentina.
João A. Dias.
 
Lombadas
Seo Corvo, que enorme prazer poder escrever para você novamente! Pediria ao nobre prefeito que retirasse algumas lombadas da nossa amada cidade. Tem uma próxima a Guarda Mirim que mais parece uma montanha. Já danifiquei o meu veículo duas vezes no local. Semáforos, câmeras, radares, puxa vida, é muita fiscalização.
M.R.C
 
Radar
Mais um radar na Avenida das Cataratas? Quanto isso custa aos cofres públicos? Quantos acidentes houve naquele trecho, em frente ao Hotel Mabu? Será que controlar a velocidade vai render algum resultado. Dá uma bica nisso Corvo!
Cecília Bicuda
 
Parque
O povo está esquecendo que em 31 de dezembro os iguaçuenses não poderão mais frequentar o PNI. Estou achando todo mundo em clima de vencido, como se nada mais se pudesse fazer. Parecem um bando de ovelhas rumo ao abatedouro. O que é isso gente? Vamos nos mobilizar. Nem mesmo a Justiça sabe enfrentar uma população quando ela quer reivindicar seus direitos! Vamos nessa amados, vamos dar demonstrações de força!
R.B.V
 
Gastos
Corvolino de las candongas, que baita confusão esses vereadores estão armando com o povo. Acho que não se deram conta que estão com o pescoço na guilhotina. A rede social está fazendo um estrago n a imagem deles. Precisam mudar, do contrario perderão a teta.
Geraldo Marques
 
Gazeta
Parabenizo pela criação do ótimo espaço eletrônico, a Gazeta do Polvo. Estou acessando desde ontem e achei a sacada muito boa! Bem escrita, com humor de sobra, além das pitadas de veneno é claro, que não poderiam faltar. Gostei muito!
Rafael Grande 

…na política…

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Parlamentarices

Os políticos e legisladores brasileiros podiam fazer um favor à nação e a eles próprios: devem aceitar a decisão da Justiça como qualquer cidadão e não afrontá-la com base em ritos e preceitos que consideram fundamentais. Fundamental é respeitar a Lei.
Que nação consegue vivem em paz, quando os seus representantes legítimos, empossados pelo voto, oferecem exemplos esdrúxulos e de salvação de seus pares, quando são condenados por abusos contra o patrimônio público?

Qual a razão de proclamar um ato público garantindo os poderes legislativos aos que comprovadamente lesaram o povo? Foi o caso do deputado e presidiário Natan Donadon e será a oportunidade para José Genuíno bater no peito, erguer o braço com o punho fechado e,. continuar o berreiro sobre o sonho de ser uma vítima de perseguição política. Um absurdo.

Os ministros que condenaram Genuíno, em grande maioria, foram indicados por Luiz Inácio Lula da Silva ou Dilma Rousseff, ex companheiros e parceiros históricos do condenado. De que forma, o Estado poderia perseguir alguém dessa forma?

É temerário imaginar, que no Brasil, onde durante décadas se clama pela Justiça, crimes comuns e contra o erário, poder ser confundidos com luta ideológica. Genuíno desta vez, não assaltou um banco para prover a guerrilha de recursos e sim, meteu a mão nos cofres públicos, para ajudar a distribuir dinheiro entre parlamentares, deputados e senadores. Foi um agente intermediário eficaz no propinoduto conhecido como “mensalão”.

E olha o perigo: foram condenados e estão em processo de cumprimento de pena, várias pessoas acusadas de distribuir dinheiro para parlamentares, para assegurar a votação em projetos de interesse. A Câmara, em mais uma demonstração de solidariedade, como já o fez para Donadon, desabará perante os olhos da Nação, não restando uma gota de credibilidade, se é que ainda exista.

É muito sério o processo de degradação política e legislativa no país, tanto, que está rapidamente afastando pessoas sérias e que poderiam em muito contribuir para o arejamento do setor. Em velocidade assim, não demora, teremos a cada dia, pessoas menos qualificadas no âmbito da representação, o que deteriora consideravelmente a fertilidade dos proveitos públicos; tenho pavor ao imaginar a possibilidade de ser regido legislativamente por uma camarilha absoluta. É um pesadelo vislumbrar algo assim.

Pois não vamos longe: o meio é tão ruim e contaminado, ao ponto em que o palhaço e deputado Tiririca abandonar o barco; ele está prestes a desistir de concorrer à reeleição. Segundo ele, é muito difícil encontrar espaço para as propostas de interesse da coletividade.

De Brasília para Foz do Iguaçu, segundo se sabe há movimentações para aumentar a representatividade na Câmara. Isso mesmo, de novo alguns vereadores estão se mexendo, na tentativa de colocar 21 cadeiras no plenário. Mesmo sabendo que levarão uma surra da sociedade organizada, tramam o processo, por enquanto de maneira mais reservada.

A política brasileira deve pensar em depuração e maturação. Deve acreditar que a satisfação popular tem limites e as demonstrações ocorrem todos os dias nas ruas e de duas maneiras: pacífica e na base da quebradeira. Devem imaginar, que cedo ou tarde, os eleitores acordarão e quando isso acontecer muitos estarão marcados. É uma pensa saber que muitos políticos ainda apostam na ignorância, a única forma com a qual lidam com a manutenção do poder. Um dia isso acaba.

Donadon

Donadon agradece a Deus pela votação de seus colegas. Genuíno agradecerá quem?

…um dia como o de hoje…

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Por inconsciência

Eu não sinto o mínimo preconceito por pessoas negras, amarelas, vermelhas, branquicelas; simplesmente convivo com todos de forma tranquila e, natural. Não houve uma única vez em minha vida em que a cor de alguém, sobressaiu ao ato. Vou na linha do Morgan Freeman: simplesmente não lembro da palavra “racismo”, embora seja obrigado mencioná-la em dias como o de hoje, em que se comemoram a “Consciência Negra”.

Infelizmente o Brasil insiste em oficializar o racismo, até quando comemora o sofrimento e a dor dos irmãos negros, como foi o martírio do “guerreiro” Zumbi dos Palmares, homem digno de ser lembrado – Não sei se com a necessidade de um feriado – Neste ponto o Brasil se divide; o Dia da “Consciência Negra” não é data oficial em muitas cidades.

Mas isso de oficializar o racismo é verdade, sobretudo quando torna-se vigente um sistema de cotas, que minimiza, subjulga e inferioriza a capacidade dos negros. Perguntem ao ministro Joaquim Barbosa se ele precisou de cota para cursar a universidade e chegar até onde chegou; perguntem ao Pelé, se algum técnico tinha dúvida ao escalá-lo no time principal, no meio de uma maioria branca; perguntem para a Zezé Mota, se um atriz branca, devidamente maquiada, faria melhor o papel de Chica da Silva? A capacidade não tem cor, é puro mérito e se há ou houve opressão, ela deve ser implacavelmente punida.

Sim, houve épocas em que jogadores de futebol negros, usavam pó de arroz para se parecerem com brancos. Taí a razão da torcida do Fluminense ser chamada assim: pó de arroz. Os torcedores consideravam que o esporte bretão era nobre demais para “a ralé dos morros”. Eram tempos bem diferentes. Negros, por exemplo, não ascendiam ao oficialato militar; não podiam exercer cargos públicos, não frequentavam locais reservados para brancos. Mas faz tempo, isso mudou.

Se esta quarta-feira é de “Consciência”, é também um bom dia para refletir sobre as cotas, uma regra racista. Eu, se fosse negro, me sentira ofendido, ultrajado, repugnado com algo assim. Com esse desequilíbrio da igualdade, tão arduamente conquistado.   

A sociedade é sim preconceituosa, ao longo da história não houve lugar para as mulheres, judeus, negros, japoneses, índios, ciganos, homossexuais, portadores de deficiências, como é imperativamente correto, que em muitos casos não se há lugar para os pobres, independentemente da cor da sua pele. O racismo, amigos, é muito subjetivo. Discriminar o pobre e impossibilitar que ele se liberte da pobreza, é a pior forma de racismo que há nos dias de hoje.

Penso que o dia de comemoração dos negros brasileiros seja o 13 de maio, o da libertação da escravidão. Não há uma data melhor para se comemorar em todas as esferas da humanidade do que um “Dia de Liberdade”. A data da Abolição, consagra o esforço de Zumbi e de toda a massa brasileira que se considera oprimida, perseguida, ultrajada e discriminada.

Gostaria que os amigos e leitores assistissem ao vídeo abaixo. Bom dia!    

 

…acxabando o prazo…

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Calor e c rise

Bom dia! Segunda-feira linda, até fresca para a época do ano, pelo menos na parte da manhã. Devemos lembrar que nos picos de temperatura já amanhecemos com tudo ligado, ar-condicionado, ventiladores de teto e parede, climatizadores e se for o caso, até leques e abanadores. No alto verão, até o capeta, se resolver a cidade, entrará na fila para se refrescar numa câmara de gelo; o asfalto arde mais que o mármore do quinto dos infernos, até a borracha dos pneus derrete.

E eu pensava que visitar o Bar de Gelo que há na Argentina (se é que ainda existe) era frescura. Não é não, apesar do preço salgado para permanecer alguns minutos na sensação térmica do Polo Sul. Não conheço, mas no verão até encaro, se for o caso.

Ambiente

Mudando de assunto, bateu um certo desespero com a aproximação do final do ano e não é por causa do calor. Olhando para o movimento que ocorreu em todos, absolutamente todos os atrativos da cidade, sobretudo o Parque Nacional, fico pensando no grande furdúncio que se armará no dia 31 de Dezembro, último dia de 2013, quando taxistas e transportadores não poderão mais entrar com seus veículos no Parque Nacional do Iguaçu.

Foz tem dessas, é calça de veludo ou bunda de fora. Se com o apoio da estrutura de transporte da cidade, havia gente ameaçando procurar o Procon neste final de semana, é de se imaginar a bagunça que será na passagem do ano.

Temo um caos que nos custará muito caro em termos de imagem. Bela maneira de se festejar a entrada dos 100 anos da cidade, nos arranjaram. Turista que enfrenta confusão e desconforto nunca mais volta e pior, ajuda a discriminar o destino. Será difícil explicar, como uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza, passará por tanto constrangimento, deixando o povo que trabalha na área, do lado de fora. Realmente uma pena e que desagrada a todos, inclusive os concessionários que atuam no PNI. É uma opinião só minha, mas penso que é bem melhor atuar no transporte com a participação das empresas e taxis da cidade, do que sem eles e ainda embirrados. Teremos, sem dúvidas, uma grande crise para iniciar 2014.

Enquanto isso os negócios da Argentina vão de vento em popa, com mil facilidades para visitar as Cataratas do lado de lá. É encostar o veículo no estacionamento, entrar no trem ou caminhar até os atrativos, sem tantas frescuras. Explica-se: não há Instituto Chico Mendes do outro lado da fronteira e olha que os argentinos são ultraradicais em questões ambientalistas. Para se ter ideia, foram eles que melaram os pousos de helicópteros do lado brasileiro, mesmo que possuam um aeroporto internacional encravado no interior do parque deles. Vai se explicar uma barbaridade dessas? No fim das contas sabem sobre sustentabilidade muito mais do que a gente. Até onças existem no lado argentino e sabemos disso, pelo fato delas comerem um turista de vez em quando.

Os caminhos para reverter o problema estão cada vez mais escassos. Agora, depois do bonde fora dos trilhos aparece o deputado Professor Sérgio com Audiência Pública. E isso vai adiantar o que? Até a presidente Dilma já deu sinais de que o assunto é espinhoso.

Voltarei ao assunto. Um bom dia e início de semana melhor ainda!   

 

…a outra farsa…

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Montagem defeituosa 

Bom dia! Feriado de 15 de novembro; Proclamação da República! Será que se precisava de feriado, afinal de contas tanta coisa deu errado ao longo dos anos republicanos? Francamente eu preferia o Império, com um rei ou imperador safo, inteligente, que possuísse capacidade de gerir o Estado sem macular tanto seus interesses. Monarcas, em geral, são mais leais com o país e os súditos, do contrário, perdem a cabeça.

Quem disse que monarquia não é democracia? Escolhemos os Primeiros Ministros, governadores, prefeitos, tudo acontece do mesmo jeito. Não perdemos tempo escolhendo um rei. Uma eleição a menos a cada quatro anos.

No Brasil, o império regido por D. Pedro II, por exemplo, foi de grandes avanços em muitas áreas, inclusive na ciência. O imperador era um cientista, fotógrafo, geólogo, um interessado por grandes obras, que falava seis idiomas fluentes. Apesar da tardia abolição da escravatura, muitas coisas funcionavam em melhores condições que hoje, se analisadas proporcionalmente. Mas deixa estar, é um assunto espinhoso e cansativo.

 

Em Foz, mais uma escaramuçazinha tentou afetar a credibilidade do IDEB, realizado nesta semana. Uma mãe foi fazer queixa na delegacia de polícia, alegando que os professores facilitaram a prova do filho, com intenções de faturar os benefícios prometidos para as unidades que obtivessem as melhores notas. A criança possui apenas 10 amos, imagina?

O imbróglio contaria com a ajuda de um vereador. Não acredito que ele seria tão burro, ao acreditar que ofender professores e diretores renderia notabilidade e, votos. Ou vereadores não lutam pela manutenção dos votos?

Ao vazar a notícia, houve uma espécie de comoção entre pais, mestres e até mesmo as crianças, que estudaram muito para realizar a prova com êxito, honrando o nome da cidade, campeã de qualidade no ensino. As notas das escolas de Foz são comentadas e festejadas por celebridades no setor da Educação; muita gente já subiu em avião para conferir os métodos aplicados pela cidade; o índice conquistado elevou o espírito e o moral dos cidadãos.

Mas há quem não se conforme. Onde há o sucesso, sempre surge um recalcado tentando desmoralizar quem deu certo, prosperou, alcançou, foi adiante. A face predatória de Foz do Iguaçu é muito nojenta, repleta de inveja e ‘malcaratismo’. Pessoas que fazem e se dedicam, são atacadas de forma vil, por todos os lados. Trata-se de algo que merece estudo científico.

Na questão do IDEB, tentar desacreditar os resultados alcançados, nos surge como uma agressão, como fosse proibido demonstrar a inteligência; como se a capacidade fosse algo mentiroso, burlado. Subestimam demais a capacidade do povo. O que dói é saber da maldade que há por traz de ações assim, brotadas do ranço político. Em Foz, os políticos ao se destruírem, acabam primeiro com a cidade, sem dó e nem piedade.

Creio que a sociedade deva ir fundo nas investigações e de vez, mostrar ao povo como agem certas pessoas.   

Polêmica

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 Fouad responde

a Gazetona

 

A publicação de uma reportagem com o título “Foz teme efeitos da vinda de Free Shops“, na Gazeta do Povo (10/13), não foi bem recebida por muita gente do setor comercial. Mas a cidade tem os seus “índios guardadores” e um deles é o Fouad Faki, sempre pontual em suas abordagens, como a que reproduzo abaixo. 

“Há vários anos não questiono as barbaridades que acontecem com Foz do Iguaçu.  É impressionante o número de pessoas que sabem de tudo e que insistem em dizer que sabem de tudo, quando, na verdade, nada sabem sobre matérias alheias as suas atividades.

Além do “achismo”, outra coisa que tem me indignado é a indiferença e o descaso das nossas autoridades que ainda não elaboraram um projeto amplo na tentativa de transformar Foz do Iguaçu num centro de compras semelhante ao de Ciudad Del Este.

Quando assumi a Presidência de Associação Comercial em 1974 lutamos incansavelmente para que Foz tivesse um tratamento diferenciado. Felizmente este sonho está por se materializar a partir da regulamentação da proposta da recém-criada lei.

Sempre que questionava as barbaridades cometidas contra a cidade, especialmente pelos órgãos públicos que eram respaldados demagogicamente por aqueles que diziam representar as “entidades de classe”, os representantes do governo federal se defendiam afirmando que estavam apenas cumprindo a lei.

Então, novamente estamos diante da lei, e se a lei contempla Foz do Iguaçu e outras 28 cidades brasileiras com loja francas, o mínimo que devemos fazer é acatá-la e esperar a regulamentação que, entendo eu, deve contemplar toda a cidade.

Aproveito para perguntar: Quem tem o estudo que prove que a proposta da loja franca é nociva ao comércio local? Mesmo que venha em detrimento de um ou de outro, será menos prejudicial que o Duty Free da Argentina e da concorrência desleal do comércio de Ciudad Del Este. Ambos afrontam a economia brasileira.

Estou no comércio de Foz do Iguaçu há mais de 40 anos e tenho testemunhado muita hipocrisia quanto à representatividade da classe empresarial. As pessoas são colocadas nos cargos muito mais por amizade e companheirismo que pelo próprio conhecimento. Poucos representam seus verdadeiros setores, logo atuam sem conhecimento de causa.

Desafio autoridades, entidades e técnicos de Foz do Iguaçu, do Paraná ou da União a apresentarem um diagnóstico da real situação do Comércio de Foz do Iguaçu assim como das atividades comerciais formais e informais da Tríplice Fronteira. Se existe tal estudo está cinicamente guardado. Caso ele não exista, por favor, parem de falar ao vento. Deixem de prejudicar a cidade com projetos fantasiosos, que só iludem e anestesiam as pessoas impedindo-as de buscarem soluções efetivas e definitivas.

Oponho-me a qualquer avaliação, equivocada e desprovida de dados científicos. Avaliações empíricas e comentários que prejudicam a cidade devem ser excluídos das discussões. Após a apresentação do diagnóstico sobre a real situação do comércio local, lanço outro desafio: A discussão dos números desnudando, de uma vez por todos, quem é quem nesse processo.

As reuniões rotuladas como representativas para as classes, que fortalecem apenas interesses pessoais, não merecem credibilidade. A representatividade deve contemplar o todo e não o grupo que diz ser sua detentora. É certo que todos têm o direito e o dever de cuidar dos seus interesses pessoais e empresariais, mas façam isso sem comprometer a representatividade coletiva.

Particularmente acho que Foz do Iguaçu deveria ser isenta de todos os tributos por várias razões. A primeira seria a possibilidade de se igualar as condições de todos os empreendedores instalados em território iguaçuense formais e informais e aos instalados do outro lado da fronteira.

Creio que se fizerem um diagnóstico minucioso da movimentação comercial ou financeiro da tríplice fronteira serão constatadas terríveis desigualdades. Os pequenos pagam a maior fatia da carga tributária e os gigantes sequer aparecem no ranking dos órgãos arrecadadores. Seria mais honroso isentar os pequenos, uma vez que os grandes, muitas vezes, já são privilegiados pela informalidade.

Como cidadão e empresário não autorizo ninguém a falar em meu nome ou em nome das minhas empresas no que tange a lei das lojas francas. Vale lembrar, ainda, que os legítimos interesses de uma cidade não podem permitir que os interesses particulares de uma ou mais pessoa investidas de algum cargo, seja público ou privado, se sobreponha ao que anseia a maioria.

A lei contempla 28 cidades fronteiriças do lado brasileiro, que sofrem a concorrência de cidades que estão do outro lado das fronteiras. Ela não foi criada nominalmente para esta ou aquela pessoa, para esta ou aquela entidade. Reitero, ela foi criada para toda a cidade e isso é o que interessa”.

Fouad Mohamad Fakih 

 

Os índios guardadores.

Para quem não sabe ou não teve a chance de ler o meu “Ara’puka”, os “índios guardadores” era formados por grupos nômades que acreditavam que a região de Foz do Iguaçu se tratava de um santuário abençoado, devido a grande quantidade de água, terra fértil e atributos naturais dos mais encantadores. Quem me fez a revelação, em minha pesquisa, foi o professor Darcy Ribeiro. Há 2 mil anos, nativos de outras regiões e bem depois, os exploradores europeus, eram reprimidos por esses “cuidadores” do santuário.    

 

Cotidiano

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Antes do feriado

Fim do caso

Sem embargos, argumentos, apelações e apelos, não houve jeito: 13 réus do mensalão terão que ocupar seus cubículos em várias penitenciárias. Alguns até se antecipam pedindo um indulto natalino! É boa, nem estrearam e já querem folga para passar o Natal com a família. Indulto só é concedido aos presidiários com bom comportamento.

Mas aqui entre nós, a decisão colocou uma pá de areia na sensação de impunidade. Deste modo pode ser que o brasileiro acredite um pouco mais na Justiça. As manobras judiciais estavam prejudicando a imagem até de uma figura como Joaquim Barbosa.    

 

Filipinas

Impressionantes e desesperadoras as imagens da destruição e a tristeza de um povo, sem saber para onde ir ou o que fazer. As autoridades temem as endemias, além da mau humor da Natureza naquele lado do mundo. Em momentos assim, se pode ver que o arsenal bélico também pode ser utilizado para salvar vida, como é o caso do emprego de aviões, helicópteros e supernavios com usinas de dessalinização da água e capacidade de abrigar milhares de vítimas. Nem tudo está perdido.

 

Comando

O tenente-coronel Lauro Ota assumiu o Batalhão de Polícia Militar em Foz. O caso da falsificação de assinaturas na papelada do Detran e a liberação irregular de veículos no pátio da PM acabou ofuscando a posse, não se falava em outra coisa.

 

Mogênio

Ele anuncia que será o líder do prefeito na câmara, cuja principal missão é enfrentar o comunista Nilton Bobato e a sua metralhadora giratória de denúncias. Nilton não denuncia apenas a área de saúde, onde Hermógenes de Oliveira garante que tudo está às mil maravilhas. Vai ver ele ainda não visitou os bairros. Os postos de saúde estão um tristeza, ainda mais com os médicos importados, cubanos, espanhóis e argentinos, literalmente engessados, sem poder exercer as atividades enquanto não chega a autorização do Ministério da Saúde.

 

Comunicação

Reni está conversando com algumas pessoas. Em verdade o prefeito ainda não encontrou um conceito de comunicação que se encaixe bem ao seu governo. Por enquanto, a coisa é manobrada à base de fuxico e fofoca, algo que aliás, cai bem entre os políticos. Há quem dê muita importância a isso. Mas o povo não está nem ai. Não liga, fica é esperando o cumprimento das promessas de campanha. Reni se não cuidar, vai perder para o Papai Noel.

 

Casinha

Pois é, parece que está difícil construir a casinha do bom velhinho este ano. A comunidade torceu o nariz para a ideia de colocar a decoração nas costas dos alunos da rede municipal. Mais uma vez a área da praça do Mitre vai ficar por conta do aparato bancado pela Itaipu Binacional. O pessoal da Conscienciologia vai dar uma força, liberando a área para o pouso de discos voadores, para o trenó, então as crianças podem ficar tranquilas.

 

Diabetes

Ontem foi o dia Mundial de alerta contra a doença e um dos cartões postais brasileiros mudou de nome, chamou-se Pão sem Açúcar. Não sei a medida convenceu, mas pelo mesmo surgiu como original. Açúcar e sal, estão entre os produtos mais vendidos nos supermercados e curiosamente são os que mais ajudam a matar, juntando-se a outros pós brancos malditos, como a farinha de trigo e a cocaína, nem se fala. É um desastre!

 

Novo diário

O povo deve se preparar para o novo arauto iguaçuense; ele chegará aos leitores nos próximos dias, com direito à campanha publicitária e coisa e tal. Começou a contagem regressiva.

 

Caminhada

Alô, alô pessoal que cuida da limpeza: caminho quase todos os dias entre o trevo com a Argentina até as imediações do Bar do Juca, no centro. Vejo lixo espalhado por todos os cantos, mais ainda no percurso da Vila Iolanda. Uma nojeira. Centenas de pessoas estão aproveitando as tardinhas para colocar a saúde em dia e não é um exercício interessante precisar driblar a sujeira. Ontem havia uma ratazana enorme no meio do caminho.

 

Fedentina

Estava fazendo uma horinha na aprazível calçada do Bar do Juca, bebendo uma limonada (única coisa que eu posso beber atualmente além de água) e passou o caminhão do lixo, na sua tarefa diária de recolhimento. Acontece que o caminhão estava tão fedido, deixando escorrer aquela água podre, que o povo deu no pirandelo. O fedor permaneceu por lá um bom tempo. Vale lembrar que o trecho é muito frequentado por estudantes e concentra um número considerável de comércios voltados para a área de alimentação. Deve haver solução para algo assim.