…em preparação…

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Nichos em ebulição

Corrida 2
Minha visão não é em nada turva sobre a movimentação dos políticos locais. É cética. Independentemente do que acontecerá com o instituto “reeleição”, tempo de mandato e a frágil reforma política que está se delineando, uma coisa é certa: os eleitores discutem o processo mais do que em outras épocas e de maneira aprofundada, além do que imaginam os políticos.

Gato 6

É que algo mexeu com o perfil do cidadão. Os valores foram sacudidos a tal modo, que os institutos de pesquisas não conseguem avaliar. O Brasil lidou com uma série de eventos de grande impacto social, tais os movimentos em desagravo aos políticos, depois os escândalos, prisões, o “petrolão”; o desgaste é grande não apenas no PT, mas em todas as siglas. O país é um Titanic para qualquer ser com cargo eletivo, seja no Legislativo ou Executivo. Desta vez a bola cheia está nas mãos do Judiciário.

O quarto poder não é mais a imprensa, a opinião está pulverizada nas redes sociais; acabou-se o que era doce. Qualquer elogio ao governo ou político é traduzido imediatamente em verba publicitária. A transparência acaba com a vida das corporações de comunicação. A Polícia Federal e o Ministério Público aparecem antes das emissoras de rádio, blogs, televisão e jornais. Quase todos os formadores da opinião caíram em descrédito.

As eleições do ano que vem exibirão um pouco dessa ira. Creio que o brasileiro não desperdiçará mais a oportunidade de eleger alguém, com voto de protesto, condendo poder aos inconsequentes e larápios. O eleitor sabe que no fim das contas isso custará caro.

E como está Foz e os seus políticos em cenário tão incerto? Hoje todos rodam num liquidificador, fazendo força para não resvalar seus rabos nas lâminas. Ninguém escapa com facilidade desse redemoinho medonho.

Para começo de conversa as “maquinas” governamentais estão enferrujadas. No caso de Foz do Iguaçu, quem vai querer apoio de Dilma Roussef ou Beto Richa? Qualquer dos dois fará desabar o palanque. Neste caso o bicho come se ficarem ou correrem. E dependendo das pesquisas, só doido para contar com o apoio de Reni Pereira ou colar nele (caso não participe).

Então vamos pelas beiradas: Reni começou a trabalhar tarde. Mesmo duplicando a Av. Felipe Wandescheer, Morenitas, lançando editais para uma série de obras, pavimentando e, concluindo o viaduto da Br 277, não escapará da praga que o abateu ao não saber rodar o bambolê. É necessário arte e traquejo para sacudir a cinturinha política onde não há muito ânimo e disposição por parte do povo. Ele vai penar para ficar em condições de igualdade com um primeiro pelotão. Pecou numa porção de áreas e ações. O prefeito aposta na divisão dos votos, com um horizonte cheio de balões de ensaio, mas pelo que sinto até isso será difícil de acontecer.

Paulo Mac Donald está na graça do povo e não pelos “olhos de coelho”, como brincou o Dilto Vitorassi em certa ocasião. A falta de atitude de Rení foi que estendeu esse tapetão vermelho para o antecessor. As pessoas ficaram com saudade das atitudes de governante. Mas e daí? Ele precisa se livrar das pendengas jurídicas e elas parecem um embrulho de três cocos, coisa complicada de acomodar; são como uma “perca de porquinhos”: pega-se um e outros tantos escapam. Se sair candidato será um páreo duro de vencer.

Ficam colocando o nome do Chico Brasileiro na disputa. Em minha opinião é algo que nem pega bem. Ele não vai abandonar a Assembleia Legislativa. Para alguém cujos valores políticos são pautados pelas promessas, deixar de ser deputado em apenas depois anos seria como trair a confiança dos eleitores. Vai ficar é na dele, quietinho, usando do prestígio para apoiar alguém de sua simpatia ou alinhamento partidário. Cláudia Pereira deve seguir o mesmo caminho.

Daí aparecem nomes como Nancy Rafagnin, Fernando Duso, Anice, dentre outros. Em minha opinião, são indicações para compor chapa como vice e olha lá, ou arriscando a Câmara de Vereadores, coisa complicada de buscar uma vaga com o olhar de “revesgueio” da população. O Legislativo local que não dê bobeira, do contrário levará uma surra por meio de uma renovação histórica. A população reclama muito do desempenho da atual legislatura.

Sim, teremos mindinhos lançando candidatura, a exemplo de “todo o sempre”. Há quem só encontre palco e microfone em momento assim, pagando mico de otário em nome da democracia. E a gente tem que engolir. É por isso que conseguem tão poucos votos. Por que são ridículos e desprezíveis.

E vou além, poderá haver surpresas. Samek, por exemplo, pode decidir deixar Itaipu (ele só sai de lá se quiser) e se candidatar a prefeito. Vice ele já tem, o Gilmar Piolla. Embora a Binacional seja algo importante, muita gente acredita que ser prefeito de uma cidade como Foz é algo pra lá de importante.

Ouvi empresários mencionando Ivone Barofaldi e a ala dos investidores falando em Cláudio Rorato. Mas duvido que tanto um como o outro e até mesmo Paulo Ghisi, Piolla e Samek permitiriam a ventilação dos nomes em momento assim. Queimariam mais o filme do que levariam vantagem. É hora de testar e não de expor. Uma coisa é bem diferente da outra.  

Mas e daí? Um quatro assim proporcionaria um cenário novo, com possibilidades de alterações agravantes na postura de muitos postulantes. Alguém duvida de uma peneira de novos nomes? Meus amigos, a política é a arte do improvável. Tudo pode acontecer.

Gostem ou não, queiram ou não, a realidade está aí em cima. Quem não acreditar que continue usando a peneira para tapar o sol. Político que engana a sí é o que vai pendurar a chuteira. Todos estão em situação complicada; ninguém pode bater no peito que a vida é fácil e o futuro está resolvido. Todos precisarão decidir e decisão em épocas tão difíceis, com a credibilidade dos políticos tão em baixa, é coisa bem difícil de fazer.
Gato 11a

Nomes das Ruas de Foz

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Moradores não

querem mudanças

O vereador José Carlos quer retirar das ruas e avenidas os nomes de coronéis, milicos e demais pessoas que teriam feito parte da “ditadura militar”. E quais seriam esses nomes? Vamos analisar: Bom, no centro da cidade há apenas duas ruas com nome de generais, a Rua Castelo Branco e a Avenida Costa e Silva. Pergunte aos moradores e comerciantes instalados nos endereços se querem a mudança? Não querem. A vontade do vereador não deve suplantar a dos moradores.

Na mesma Linha: alguém vai concordar em retirar o nome do Costa Cavalcanti do Hospital e Ginásio de Esportes? Ou a intenção do nobre edil é mais aprofundada contra os que vestiram fardas como Duque de Caxias, marechais Floriano Peixoto e Deodoro, almirantes Tamandaré, Barroso? Puxa vida, tive o cuidado de olhar o mapa e descobrir que o município de Foz do Iguaçu, fundado, criado e administrado por tantos militares, nem possui tantos nomes de gente que vestiu farda no período militar em suas ruas, praças e avenidas. Vai ver, estavam preocupados com outras coisas, como era o caso do coronel Clóvis Cunha Vianna, responsável pela construção da Foz moderna, ou quase igual ao que é hoje. O vereador podia arranjar preocupação similar, como é o caso dos bairros que inundam a cada chuvisco, ou a grande quantidade de cães e gatos abandonados em todos os lados, transmitindo doenças; ou ainda o atendimento ao público em muitas áreas, totalmente precário. Nome de rua não é algo tão fácil assim de mudar; gera demanda, exige gastos enormes com alteração em mapas, endereçamento postal, impressos das empresas que estão em tais locais… isso é a maior dor de cabeça para uma porção de pessoas. E vale a pena? Oras, faça-me o favor? Há muita coisa mais importante cuja brilhante mente do vereador poderia se ocupar. 

aa9

Péssimo atendimento

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Upa ou Ula?

O que deveria obedecer a sigla – Unidade de Pronto Atendimento – é na verdade uma unidade do “lento” atendimento. O povo enche a boca para reclamar. Segundo me contaram, as pessoas chegam de madrugada e quando não desistem, são atendidas muitas horas depois. Se é assim, onde está o “p” do Upa?

Passei por lá dias desses – por um motivo muito triste – e enquanto aguardava percebi uma certa agitação das pessoas que aguardavam o atendimento. Doente não tem paciência. Doente quer ser atendido, aliviar a dor, deixar de causar problemas aos parentes ou amigos. Gente humilde é assim, além de sentir dor, se preocupa em atrapalhar a vida dos outros.

A verdade é que cada paciente levava um tempão até ser atendido.

Mas notei algumas esquisitices, coisas em verdade desnecessárias. Por exemplo: pintaram os azulejos verdes claros, originais, com tinta a óleo azul escuro, quase roxo. Algumas crianças estavam brincando de “passar a unha”. Isso mesmo, faziam caretinhas e bichinhos nos azulejos pintados.

Eu fiz parte do governo Paulo Mac Donald Ghisi e tenho um pouco de culpa quanto a cor verde clara, mais precisamente o Pantone 382, aquele verde clarinho, com uma pitada de amarelo. Quando prefeito, Paulo pediu um estudo para cobrir de tinta unidades de saúde e órgãos públicos; tudo estava precisando de limpeza e pintura. Na pesquisa, com a ajuda de arquitetos, descobrimos que na cor verde clara, mais do que no cinza gelo, as pessoas se sentiam mais relaxadas e tranquilas. A medida nada tinha de política e sim de prover bem estar aos cidadãos. Tanto que as cores de campanha e do partido de Paulo são azul, vermelho e branco, tal a coloração do PDT, seu partido.

Ai mudou o governo e mandaram pintar os edifícios de azul marinho, uma cor pedante, pesada, fúnebre, e total desacordo com qualquer padrão de iluminação e comunicação visual. Além do mais, as pastilhas cerâmicas eram higiênicas, de fácil limpeza e manutenção.

Bom, a grana da pintura podia ajudar na reposição de medicamentos, pagamento de médicos, melhoria da iluminação e instalações. Mas é assim que a gente faz a comparação: antes era UPA, hoje é ULA, bem diferente mesmo.

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Assim era o edifício do UPA, claro, ávido, limpo e eficiente no atendimento. Agora está azul marinho e bate recordes de reclamação. Apenas torrar dinheiro pintando as pastilhas com tinta óleo, não resolve. Antes era UPA, agora é ULA.

…mudanças?

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Samek e Itaipu

Pelo o que apurei, as mudanças em Itaipu são mais fruto de especulação do que outra coisa. Isso não quer dizer que não ocorrerão, elas acontecem no Vaticano, Reino da Inglaterra, Império Japonês, Principado de Mônaco e não aconteceriam na Binacional?

Há pressão em todos os setores do governo, sobretudo em meio a crise institucional, com a política mais frágil que vaso de cristal. Dilma quer se acertar com as bases no Congresso Nacional e a cada conversa alguém mira um cargos em ministérios, agências, empresas públicas e não seria diferente em Itaipu, ambição de 9 entre dez políticos. 

O caso é que a usina não é coisa assim fácil de barganhar, politicamente falando; há muita estratégia, responsabilidade técnica e social. Qualquer faísca ameaça parar 60% do Brasil. Portanto, o conhecimento e entrosamento com o setor energético é fundamental. Neste caso, Jorge Samek é uma fortaleza, além do mais, está bem longe dos escândalos que envolvem o PT. 

O que são as especulações? Uns dizem sobre a saída de Samek, outros comentam uma virtual mudança nos postos de diretoria. Mas alguém já ouviu a opinião do Samek? Ele falando sobre o assunto? Até o momento eu não ouvi nada. Penso que chegado o momento, Samek chama a imprensa, explica, diz que fica ou se despede, sem muitos rodeios. É bem ao seu estilo.

No mais, isso é um assunto que interessa muito ao círculo político, aos que estão de olho nos cargos. O cidadão comum só aperta o botão do interruptor e lê a fatura de energia no início do mês. Regionalmente Samek tem o apreço da população. O povo prefere ele em Itaipu, do que alguém do Nordeste, Centro Oeste e até mesmo de Curitiba.  

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Qual político brasileiro não quer Itaipu? A pressão é grande pelas mudanças na Binacional

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Jorge Samek está em posição confortável. Já bateu o recorde de permanência, é querido por muitos e mantém-se como uma reserva moral no PT, dificilmente alguém provará o contrário.

O caso Gazetinha

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Quem não paga…

DEVOLVE!

O Tribunal de Justiça do Paraná publicou decisão sobre a “reintegração de posse” no jornal A Gazeta do Iguaçu. A liminar foi concedida em favor de Ermínio Gatti, que em outra recente decisão, já administrava as empresas que compõem a editora.

Foi um caso escabroso de apropriação de uma empresa jornalística. As pessoas que compraram o jornal não cumpriram o contrato, em verdade, não pagaram. O negócio beirava os 10 milhões de reais; deram um sinal de 500 mil e levaram o matutino no peito, permanecendo no local por mais de dois anos. O contrato é de junho de 2013.

Sem o devido conhecimento no trato jornalístico quase quebraram um veículo de 27 anos. Reduziram-no a um panfleto de notícias requentadas e duvidosas, com informações voltadas para a especulação política, exercício de futuro e babação de ovo. Obviamente o leitor não aprovou, o número de assinaturas e anúncios despencou e a popular “Gazetinha” leva uma surra virtual. O número de reclamações é enorme na rede social.

A transação envolvia os imóveis, dois terrenos no centro de Foz do Iguaçu. Eles também são reintegrados. Curiosamente há uma obra de pavimentação numa das áreas. Pelo visto a empreiteira contratada vai ficar no prejuízo.

Na semana, provavelmente, haverá um desenrolar da questão. Cascavel que se prepare para receber de volta os seus filhos e investidores pródigos.  

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A atual direção sabia que levaria um “reintegração de posse” bem no meio da cachola, mas para complicar, iniciaram uma obra em terreno alheio. Empreiteiros vão arcar com o prejuízo. 

Aniversário

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Fartal e barro.

Taí uma coisa que não existe sem a outra. Quem vai ao parque de eventos do CTG Charrua reclama.

Mas é um problema sério e difícil de resolver. O barro está na área do estacionamento, pois o terreno é mais baixo e encharca facilmente. A verdade é que não existe Fartal sem chuva e seria necessário uns 200 caminhões de pedras para resolver o problema. E pedra custa caro.

Em minha gestão na Fundação Cultural não era diferente. Arrumávamos caminhões e caminhões de pedriscos e mesmo assim chovia e se fazia o lamaçal. A alternativa era mudar o evento de local. Levá-lo para onde é realizado o Carnaval, Centro de Convenções ou prainha, mas nunca houve recursos para um novo endereço. Particularmente eu gostava muito da Fartal quando acontecia na terceira pista da J.K, mas os tempos mudaram, o número de entidades aumentou, a população dobrou e a cidade merece uma festa bonita para comemorar o seu aniversário. Vi imagens da Fartal na rede social. Está tudo muito bonito.

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Mesmo com iniciativas como a área de shows coberta, o povo não deixa de sujar o sapatinho. São Pedro não dá trégua em junho. 

Viva o gordo?

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A presidenta e o Jô

Não consegui assistir a entrevista. Dormi no segundo bloco. Achei tudo muito chato. Não vou aqui comentar o desempenho do Jô Soares e menos o de Dilma Rousseff, apenas creio que não era o momento ideal. De outra maneira, embora respeitado o protocolo, não gosto desse formato em que os entrevistadores vão ao Palácio da Alvorada. Imagino que Dilma poderia muito bem prestigiar o programa com a sua presença nos estúdios onde é realizado todos os dias, com a plateia, a banda tocando, as piadinhas rotineiras do apresentador. O cenário de uma biblioteca inspira um horário gratuito, do tipo “fala da presidente à nação”, como estamos cansados de ver. O povo está caindo de pau em Jô Soares. Poxa, Barack Obama foi ao David Letterman e sem a mínima frescura!

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Obama não faz o Letterman ir até a Casa Branca…

Reforma política

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Todos esperam

muito mais

Francamente não dá para chamar essa movimentação no Congresso de “reforma”. É uma “pataquada” que não leva a nada e a lugar algum. Os itens fundamentais foram desprezados, como os casos da obrigatoriedade do voto e eleições todas de uma vez, de vereador ao presidente da República. Dizerem que eleições a cada dois anos aproxima o povo da política é conversa fiada, deixa é o povo mais “p” da cara com o segmento político.

Estão é ajeitando as coisas para a tal “perpetuação” no poder, a começar pelos deputados. Eu não acredito mais nos políticos e penso que boa parte da população pensa igual. A classe nunca esteve tão em baixa e no momento em que deveriam dar exemplo, recuperando um pouco a credibilidade, desafinam.

Pena que os eleitores, base da sociedade civil organizada, não levam a sério o pleito. O certo seria uma renovação completa e em todos os níveis, banindo quem não cumpriu o que prometeu  e se desviou da proposta de representação, cuidando apenas de seu umbigo.

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…aposentadorias

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O Buraco Negro

da Dilma

Ih… lá vem outra pendenga sobre a aposentadoria. O governo Dilma deve criar uma PEC para discutir o assunto. A ideia é criar uma “idade mínima” para o trabalhador receber o valor integral do recurso. É o que vão apresentar para as centrais sindicais nesta segunda feria.

A iniciativa visa embaçar a fórmula 85 (Mulheres), 95 (Homens), cujo prazo para vetar ou sancionar encerra na próxima quarta-feira dia 27. A fórmula resulta da soma da idade, com o tempo de contribuição. A idade mínima vai mexer na matemática dos deputados e senadores. Até este domingo não se sabia ainda de uma idade proposta pelo governo, mas dificilmente a faixa fique longe de 65 anos para os homens e 60 para as mulheres. Em alguns países a idade mínima é bem mais alta.

O caso está nos gastos com a Previdência, atualmente na casa dos 12 bilhões. Numa projeção, em 2060, eles chegariam aos 3,2 trilhões, algo impossível de suportar.

Sei dizer que o brasileiro trabalha muito, sobretudo para sustentar essa cambada que não faz absolutamente nada a não ser atrasar o desenvolvimento do país. Em minha opinião, o brasileiro trabalha mais do que japonês, alemão, norte-americano, trabalha pra chuchu, recolhe um monte de impostos, enfrenta necessidades e não vê retorno em seu esforço. Somos, em verdade, escravos de um sistema arcaico e que não reconhece o suor. Precisam melhorar muito as regras até que reconheçam o esforço do trabalhador brasileiro.

Aposentar

…enchente na Georgia

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Arca de Noé

Em Tblize, na Georgia, a chuva causou cenas de cinema. Uma inundação liberou uma porção de bichos de um zoológico; era uma tal de hipopótamos, elefantes, macacos, leões, tigres, ursos, circulando de um lado ao outro da cidade. As autoridades apelaram para o estoque de dardos tranquilizantes, mas o triste é que muitos animais foram abatidos, impiedosamente.

E a jornalista Monalisa Perrone, apresentadora do Hora Um, disse que o caso aconteceu nos Estados Unidos. Dei foi um pulo da cama, pois a notícia se espalho pelo mundo, inclusive nos canais globais. Mas como ela é muito competente, corrigiu em seguida.

Arca 2

O povo conduzindo a bicharada de volta ao zoo

Arca

…na arca de Noé, o Pica-pau fez o maior estrago (Hum pouco de humor não atrapalha a segunda-feira).

De volta…

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Olá amigos e leitores!

Atendendo aos apelos, voltarei a postar regularmente neste endereço lá pelo dia 15 de junho. Tenho manifestado opinião por meio das redes sociais, embora sem muita frequência. O problema é a falta de tempo, uma vez que assumi várias atividades extra jornalismo.

Francamente, eu me sinto um “aposentado” quando o assunto é reportar os fatos, pois com o advento da internet há milhões de pessoas fazendo isso a cada segundo.

Deixa eu fazer um pequeno resumo, as pessoas perguntam e considero oportuno: comecei a trabalhar muito cedo. Fui office boy em produtoras de cinema. Comecei na Rua do Triunfo, em São Paulo, levando latas de filmes de um lado ao outro; dali um tempo o Nelson Sarco me arranjou uma boquinha em seu estúdio, na Rua da Mooca. Para quem não conhece a área, ele foi um dos papas da animação. Considero um grande aprendizado. Tanto que de lá fui parar na Mannesmann do Brasil e depois na Weelabrator. Na primeira, uma indústria siderúrgica, eu animava em 16 mm as montagens de estruturas espaciais da Mero, ou seja, criava uma imagem de como seria o ambiente em uma grande estrutura tubular depois de pronta. Daí surgiu minha paixão pela arquitetura.

Em veículos de comunicação comecei em 1974, moleque de tudo; creio que não havia nem completado os 15 anos. Foi no lendário “O Arauto do Pentágono”, intrépido semanário de São Caetano do Sul e que circulava em todo o Grande ABC, portanto, puxo um vagão de 40 anos, cheio de laudas, desenhos, experiências fantásticas na área dos impressos, rádio e televisão. Em paralelo fui atuando no campo das artes, publicidade e mais tarde caminhei pela literatura, coisa que adoro e tenho uma meta. Hoje, depois de tantas aventuras e desventuras comunicativas, estou de novo no cinema. Muita aventuras e apenas uma “desventura”.

Isso tem um nome: vida. Todo mundo fez uma porção de coisas nela e deve se orgulhar, jamais esconder ou omitir. Provavelmente sentiria o mesmo orgulho caso fosse um dia coletor de lixo, pintor de parede, garçom, motoboy; qual o problema? São profissões igualmente nobres, pois há nobreza de sobra no simples ato de trabalhar. Quem não trabalha, nada fez e se confronta com o passado pobre, da pobreza medíocre de jamais ter arriscado, certamente vive de invejar o passado dos outros. Acreditem, há muita gente assim por aí. Que pena. Mas eu prefiro pensar nos que fizeram.

Mas voltando ao assunto do Blog, como se pode verificar, há uma coluna do lado direito da tela, que mostra um pouco de tudo sobre as minhas atividades e coisas que gosto de fazer. Não estão atualizadas como deveriam, mas vou tratar disso com o tempo.

Aqui é possível escrever textos mais discernidos, longos, coisa impossível de se fazer na rede social, o que é um perigo: as pessoas estão se tornando muito infográficas e não leem mais como deveriam. A velocidade da rede está impregnando uma espécie de preguiça no ambiente da leitura, sem falar das abreviações e termos que jamais usaríamos em jornais, revistas e livros. É lamentável, mas é algo que podemos lutar para melhorar.

Então, vou continuar aqui, no blog e lá na rede. Ficaria honrado com a leitura dos amigos!     

vaza…

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David

Contra fatos não há argumentos

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Agravo

amigos…muitos amigos!

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A rede é vasta

Fiquei muito feliz e ver tantos amigos brigando por mim na rede social, em especial no Facebook, onde fui sumariamente censurado. Se acontece comigo, longe das redações, imagino como não é a vida dos jornalistas que atuam em A Gazeta do Iguaçu, depois que ela foi tomada de assalto em função de um negócio mal feito.

Eu bem que alertei, mas não me levaram em consideração. Nas voltas do destino, as coisas lamentavelmente acontecem, daí as pessoas aparecem dizendo: “puxa vida, foi como você alertou”.

Caso Gazeta do Iguaçu

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Tribunal nega provimento

por unanimidade

Grupo controlado pelo empresário Ermínio Gatti deve assumir A Gazeta do Iguaçu. Rosalvo Tavares levou uma surra no Tribunal de Justiça do Paraná e não há mais recurso. 

Prtocesso

Exclusivo

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A verdade sobre a venda

de A Gazeta do Iguaçu!

 

 

Minha versão é a de “testemunha” ocular. Ao final de maio de 2013, eu atravessava a Ponte Tancredo Neves juntamente com o amigo Adrianno Cunha. Íamos comprar uma garrafa de vinho na Argentina (O que não é pecado e nem contraria a Lei). Isso se deu por volta das 19hs.

Recebi um telefonema de José Reis Cazuza. Ele perguntou: “É verdade que o jornal A Gazeta do Iguaçu acabou de ser vendido?”. E eu respondi: “acho que não, mas pode até ser, pois o jornal sempre esteve à venda”. Imediatamente retornei para Foz, fui diretamente ao Hotel Carimã, onde fui informado pelo Dr. Ermínio Gatti, que de fato haviam feito negócio. Ele também se disse arrependido.

Eu manifestara para muita gente, estar cansado de jornal. Puxa vida, sempre na mesma rotina, cuidando da vida dos outros e filtrando todos os pecados do mundo. De certa maneira fiquei até aliviado, mas só até saber para quem a empresa (que ajudei a fundar) foi vendida: Rosalvo Tavares.

No ato alertei ao Ermínio: “isso vai dar dor de cabeça”. E deu, muita do de cabeça.

O negócio foi concretizado, segundo informaram, graças um intermediário, um conhecido empresário do setor de câmbio e turismo. O maior e bem sucedido doleiro da cidade. Ele teria encaminhado Rosalvo até Ermínio e inclusive avalizado a transação. Tive o cuidado de telefonar para a pessoa em questão (ela prefere se manter no anonimato) e para variar, negou tudo. Disse que “conhecendo o perfil dos compradores, jamais os avalizaria”. Que barbaridade! 

 

A negociação

O que vou relatar está na Justiça, mas não me refiro ao processo e seus ritos judiciais; escrevo o que vi e apurei jornalisticamente. As partes assinaram uma minuta que rezava o seguinte: o comprador (ou compradores) pagariam duas parcelas de R$ 300 mil e R$ 200 mil respectivamente, em cheques preenchidos para as datas de 20/07/2013 e 20/09/2013. Os “cheques” estavam em nome “JR Construtora” com sede em Cascavel. Pagariam também por uma terceira parcela com o valor de R$ 2.500.000,00, em 20/12/2013, com cheque da mesma empresa. A minuta contratual previa, dentre outras, que qualquer descumprimento acarretaria uma multa de R$ 1.000.000,00 (Um milhão de Reais) para qualquer uma das partes. No documento constava que o comprador deveria quitar todos os passivos financeiros da empresa jornalística, impostos, insumos, bem como ativos trabalhistas até o dia 20/12/2013. Segundo a avaliação de contadores e advogados, o negócio foi realizado na casa dos R$10 milhões de Reais, como popularmente dizem, de “porteiras fechadas” e com um burro empacado do lado de dentro, eu.

Fiquei, para salvaguardar o acordo a pedido do Dr. Ermínio. No fim aconteceu tudo como eu havia previsto, apesar de inúmeros alertas.

 

O frigir dos ovos e a frigideira queimada

Os cheques de R$ 300 e R$ 200 mil não foram pagos no prazo. Foram trocados, com uma tortura até receber os valores. Pagaram pingado, com dois ou três meses de atraso. Já começaram descumprindo os termos.

Entendendo a confusão, Ermínio Gatti chamou Rosalvo Tavares em sua sala, no Hotel Carimã, em 16 de Novembro de 2013, eu fui junto. Gatti perguntou: “terei problemas com o cheque de R$ 2.500.000,00 (dois milhões e meio)?”… “vocês honrarão o compromisso até a data especificada 20/12/2013?”. Rosalvo respondeu: “não, dificilmente o senhor receberá o valor do cheque e pelo que estou percebendo, as contas também não serão pagas e é tudo culpa do meu sócio, ele é um enrolado, tanto que eu fui quem pagou os R$500.000,00, referente aos dois cheques, do meu bolso”.

Jamais esquecerei a expressão do meu amigo Ermínio Gatti naquela tarde. Eu apenas ri. Face ao que disse Rosalvo, restava apenas esperar pelo prazo (20 de dezembro de 2013). Na data em questão, ao olhar o cheque, notei que estava simplesmente nulo. Na parte numeral constava R$ 2.500,000,00 e no espaço extenso preencheram “Dois mil e quinhentos reais”. Quem em sã consciência erraria no preenchimento de um cheque nesse valor?

Os cheques foram entregues em envelope e Gatti, por uma questão de cortesia, nem conferiu. Foi descobrir no ato do depósito. Cheque que aliás não pode ser depositado, pois estava nulo.  

No dia 19 de Novembro, fui impedido de entrar no edifício do jornal que eu ajudei a criar e por um segurança mal encarado, com revólver na cintura. Fui ameaçado publicamente. Minha coluna foi sumariamente retirada das páginas e diante da conjuntura, enfrentei uma situação infernal, mas não vem ao caso. Nasci para lidar com dificuldades. Nada foi fácil em minha vida.

Daí iniciou-se uma guerra judicial, na esperança de receber o jornal de volta. Jamais a empresa foi transferida, pelo simples fato de não haver sido paga, foi apenas entregue, mas não pagaram por ela. A minuta foi desrespeitada.

Resumo da ópera, hoje a empresa possui um proprietário e ele se chama Ermínio Gatti. Em minha opinião, dos leitores, assinantes e anunciantes, o jornal piorou substancialmente. Perdeu a aura iguaçuense, se bandeando para as picuinhas cascavelenses; perdeu foi sua essência de veículo combativo, transformando-se num lambe botas de políticos. Tornou-se o endereço impresso para quem quer impressionar e tentar enganar a verdade. Jornalismo assim não bate com o perfil de A Gazeta do Iguaçu.

 

Finalmentes”

Segundo informações, Rosalvo Tavares deveria devolver a empresa até às 18 horas da última segunda-feira, 06 de abril. Não atendeu. Caso pagasse pelo débito, acrescido de juros e correções, poderia permanecer. O fato é que não pagou.

Modus Operandi

A empresa jornalística A Gazeta do Iguaçu possui algo em torno de 60 funcionários dentre empregos diretos e indiretos. Há, portanto, enorme responsabilidade social e isso fez com que mesmo afastado, o empresário Ermínio Gatti honrasse todos os meses a folha de pagamento dos trabalhadores. O empresário – aos 86 anos – preocupou-se em manter em dia os compromissos, assinado à distância os cheques e por meio de uma funcionária que controlava as contas, segundo determinou a Justiça, já que a empresa estava em seu nome. Ele não poderia agir diferente.

Ao saberem que deveriam desocupar a empresa, os “invasores”, utilizaram de um recurso baixo, muito questionável: simplesmente barraram a funcionária responsável pelos pagamentos, no intento de tumultuar o caso e com isto, ganhar tempo. Berraram ao vento que ela sumiu com documentos. O que é uma grande mentira. O dinheiro do salário dos funcionários e dos fornecedores está nas contas da empresa, sendo que o acesso bancário pertence – como sempre pertenceu – ao proprietário, Ermínio.

Rosalvo Tavares foi à delegacia de polícia fazer uma queixa crime contra a funcionária, aliás, fez uma suposta denunciação caluniosa e poderá responder criminalmente por ela. Os profissionais foram informados que possivelmente não receberiam seus pagamentos por parte do proprietário, pelo simples fato de sua representante ter sido impedida de acessar o sistema. O Sindicato dos Jornalistas foi informado.

Segundo me relataram, Rosalvo se debateu para arrumar dinheiro e cumprir a folha em espécie, do contrário enfrentaria uma manifestação. Supostamente usou a verba do pagamento de papel e insumos, o que pode dar numa enorme bola de neve e até quebrar a empresa. Outras informações dão conta que alguém estaria suplicando pagamentos adiantados dos anunciantes, o que está totalmente fora de praxe, uma vez que eles sempre depositam o dinheiro nas contas da empresa.

Fim de papo

Rosalvo deve desocupar a empresa. Segundo uma fonte, não há recurso. Sua administração causou graves danos e eles devem ser imediatamente contornados, caso contrário, teremos mais uma história triste sobre o fechamento de jornais, com muitos pais de família perdendo o emprego.   

…opinião recente…

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Pelamordedeus….

Deuses 2

Ai, o ato de às vezes precisar escrever me causa marasmo. Ando muitíssimo preguiçoso, com a cabeça nos compromissos audiovisuais. Fazer cinema depois de tantos anos é algo que me ocupa em mente, coração, alma, ocupa em tudo.

Mas fazer o que? Algumas pessoas instigam isso de saber o que penso sobre certas coisas; pudera, escrevi durante ¼ de século em jornais e revistas. Tenho mais é que agradecer ao desejarem que eu expresse esta minha humilde opinião acerca dos acontecimentos.

Algumas perguntas me foram formuladas e deixadas em minhas caixas postais. Dentre os temas, há muita política local. Me “incluam fora dessa”, por favor. Simplesmente passei a repudiar a política local, estadual, nacional e internacional. Não estou sozinho nisso de esboçar desagrado ao setor público. Pela ordem, Reni, Beto e Dilma – nossos mandatários – estão mais por baixo que cu de cobra. E não é um privilégio só deles, raros os prefeitos, presidentes de câmaras, assembleias, deputados e senadores que não caíram em desgraça perante a opinião pública. A desmoralização é geral, sendo assim não vou perder o meu tempo e nem ocupar o de vocês, defendendo o “indefensável” argumento da punibilidade por meio do voto, a arma mais poderosa e menos usada para punir escroques da política, em todos os níveis. O povo não aprende.

Dentre outras há abordagens das mais generalizadas querendo saber o que penso, como fossem assuntos espalhados ao vento, como o famigerado viaduto, a prisão e soltura dos “Mensaleiros”; o mar melequento de óleo queimado da Petrobras, o dólar nas alturas, a reforma da Ponte da Amizade; a falta de água; a decaída da Gazetinha e derradeira bancarrota, puxa vida, quanta coisa querem saber? Não quero mais comentar sobre o que me causa enjoo.

Mas eu escolhi um assunto sim, para publicar aqui hoje: O     “Terrorismo”! A irracionalidade humana na saga da vingança disfarçada de ideologia. Eu morrerei não compreendendo e repudiando o terrorismo, mais do que qualquer coisa, como o que há de medonho em ceifar inocentes em nome de uma bandeira, crença, ou idolatria. Matar em nome de “Deus”, seja lá qual for, é a maior de todas as blasfêmias.

Então vamos lá: Alguém saberia enumerar a quantidade de deuses e seres imaginários venerados desde a nossa existência?

Estima-se que há milhões deles. Dei-me ao trabalho de fazer um pequeno levantamento. De uma maneira simplificada, estes são os deuses mais conhecidos: Amon, Anúbis, Anuket, Atum, Bastet, Bes, Chu, Geb, Hapi, Hathor, Heka, Hórus, Iah, Ísis, ReiaTêmis, Afrodite, Apolo, Ares, Ártemis, Atena, Deméter, Dioniso, Éolo, Eros, Hades, Hefesto, Hera, Hermes, Héstia, Khnum, Cronos, Febe, Hiperião, Jápeto, Mnemoyse, Poseidon, Hades, Eos, Éris, Esculápio, Hebe, Hécate, Hélio, Hipnos, Íris, Maya, Métis, Morfeu, NIx  Pan, Selene, Nêmesis, Quione, Melinoe, Macária, Angerona, Abeona e Adeona, Eos, Baco, Bellona, Caronte, Ceres, Fama, Febo, Fortuna, Invidia, Iustitia, Jano, Juno, Júpiter, Líber, Lupércio, Marte, Minerva, Nemestrino, Netuno, Plutão, Proserpina, Quirino, Saturno, Vênus, Trívia, Vesta, Maet, Mafdet, Mererseguer, Meskhenet, Min, Montu, Nefertum, Néftis, Nekhbeth, Nun Nut, osiris, Ptah, Rá, Sekhmet, Seth, Sai, Sobek, Sokar, Tefnut, Toth, Uadjit, Caos, Érebro, Éter, Gaia, Hemera, Nix, Óreas, Ponto, Tártaro, Urano, Chronos, Zeus, Astéia, Leto,  Vitória, Vulcano, Lúlio, Somnus, Herácles, Aegir, Alfadur, Balder, Borr, Bragi, Buri, Forseti, Frey, Freya, Frigga, Iduna, Loki, Mímir, Njord, Odin, Ran, Saga, Tyr, Oxalá, Oxalufon, Oxaguian, Iemanjá, Oxum, Iansã, Ogum, Oxóssi, Omolu, Xangô, Oxumarê, Nanã, Ossaim, Ibeji, Iroko, Logun, Obá, Yewá, Orumilá, Olokun, Olossa, Orixá Oko, Onilé, Ayrà, Odudua, Orixá, Egungun, Iyami-Ajé, Oranian, Axabó, Ifá, Dangbé, O Dangbé Mawu, Lissá, Loko, Gu, Vodun, Heviossô, Sakpatá, Dan, Agué, Agbê, Ayizan, Agassu, Aguê, Legba, Fa , Aziri, Possun, Bessem, Sogbô, TobossiNaê ou Mami Wata, Nanã, Brama, Vixnu, Xiva, Aditya Mitra, Aryaman, Bhaga, Varuna, Daksha, Ansa GanexaParvatiSarasvatiLakshmiKaliAbhaswas, Abhimani, Ansa, Indra, Savitri, Agni, Airâvata, Amrita, Apadma, Apsarás, Ardjuna, Asuras, Aswing, Avatar, Bali, Bavani, Bod, Bodisatva, Bonzo, Brahm, Brâman, Brahmine, Bram, Brama, Braman, Brâmanes, Brâmine, Caktis, Cakya-Muni, Calidasa, Câma, Cartikeia, Chardo, Civaismo, Civaista, Cri, Dastas, Devas, Darma, Durca, Dusak, Emakong, Esri, Erunia, Eruniakcha, Ganas, Ganges, Garuda, Guira, Hanza, Iama, Indrani, Isamia, Izvara, Kala, Kalidasa, Kalki, Kâma, Kâma-Deva, Kamagra, Kapila, Kartikeya, Kchatrya, Kchatryani, Krishna, Kusa, Kuvera, Mahadeva, Manaswamin, Manava-Dharma-Sâstra, Manu, Meru, Mitríacas, Mudevi, Muruts, Nandi, Ormazd, Para-braman, Paraçu-rama, Pârana, Párias, Pradjapati, Pradyumna, Pritivi, Puchan, Rackshras, Rakchas, Râma, Râma-tchandra, Ramaiana, Rati, Râvana, Richis, Rigveda, Ruckmini, Rudra, Sach, Sakra, Sama-veda, Sani, Shashti, Sita, Skanda, Sôma, Soradeus, Sudra, Sudrani, Surya, Svarga, Tchandra, Tchandramas, Tchinewad, Thug, Trimurti, Tuas, Tugue, Twachtri, Ure, Urvace, Uschas, Vacyá, Vaixiá, Valmiki, Vamana, Vayú, Viaça, Virabhabra, Vixmismo, Vixmista, Vritza, Vyasa, Wecya, Wecyani, Xatria, Xatriani, Yadiur-veda, Yama, Yoni, Zend, Zervane-akerene, Ah Puch, Bolon Yokte, Camazotz, Chac Mool, Huracán, Ixchel, Kukulcán, Acolmiztli, Acolnahuacatl, Acuecucyoticihuati, Amimitl, Atl, Atlacamani, Atlacoya, Atlatonin, Atlaua, Ayauhteotl, Camaxtli, Centeotl, CentzonTotochtin, Centzonuitznaua, Chalchiuhtlatonal, Chalchiuhtlicue, Chalchiutotolin, Chalmecacihuilt, Chalmecatl, Chantico, Chicomecoatl, Chicomexochtli, Chiconahui, Chiconahuiehecatl, Cihuacoatl, Cipactli, Citlalatonac, Citlalicue, Ciucoatl, Ciuteoteo, Civatateo, Coatlicue, Cochimetl, Coyolxauhqui, Ehecatl, Huehueteotl, Huitzilopochtli, Huixtocihuatl, Ilmatecuhtli, Itzlacoliuhque, ItzliItzpapalotl, Ixtlilton, Iztaccihuatl, Macuilxochitl, Malinalxochi, Mayahuel, Metztli, Metzli, Mextli, Mictlan, Mictian, Mictlantecuhtli, Mixcoatl, Nagual, Nahual, Nanauatzin, Omacatl, Omecihuatl, Ometecuhtli, Ometeotl, Opochtli, Patecatl, Paynal, Popocatepetl, Quetzalcóatl, Tlalocan, Tecciztecatl, Teoyaomqui, Tepeyollotl, Teteoinnan, Tezcatlipoca, Titlacauan,Tlahuixcalpantecuhtli, Tlaloc, Tlaltecuhtli, Tlazolteotl, Tlillan-Tlapallan, Tloquenahuaque, Tonacacihuatl, Tonacatecuhtli, Tonantzin, Tonatiuh, Tzitzimime, Tzizimime, Toci, Ueuecoyotl, Xilonen, Xipe Totec, Xiuhcoatl, Xiuhtecuhtli, Xochipilli, Xochiquetzal, Xocotl, Xolotl, Yacatecuhtli, Yaotzin, Aqlla, Apu, Apu Catequil, Apu Illapu, Apu Punchaw, Ataguchu, Cavillaca, Chaska, Chaska Quyllur, Kuka Mama, Copacati, Iqiqu, Hanan Pacha, Waqas, Apu Inti, Ka-Ata-Killa, Kay Pacha, Kon, Mama Hallpa, Mama Qucha, Mama Uqllu, Mama Pacha, Mama Killa, Manco Capac, Unu Pacha Kuti, Pacha Kamaq, Paria Qaqa, Supay, Uku Pacha, Urcaguary, Vichama, Viracocha, Wichama, Sara Mama, Abacai, Andurá, Anhangá, Chandoré, Guaraci, Iara, Jaci, Sumé, Tupã, Rudá, GamabGunab, Maki Maki e outros milhões de ídolos que foram venerados desde os primeiros vestígios da civilização.

E de pensar que muita gente morreu em nome desta “pequena” lista de adorações. E o pior, é que mesmo na condição de “divindades”, 98% estão mortinhos da silva. Mencken já havia escrito isso nos anos 30 e 40, claro, com bem menos “deuses” em sua lista.

É que quando nos aprofundamos em assuntos assim, descobrimos um caminho perigoso: o do ateísmo, pois fica difícil acreditar em Deus, ou na existência de um ser supremo, especialmente quando ocorrem massacres injustificados, ao lado dessa divisão de mundo tão abruptamente idiota.

É mais ou menos o que acontece no festival de barbaridades perpetradas pelo Estado Islâmico, onde parece haver uma disputa de “como matar com mais crueldade”; e degolam, e metem fogo, e fuzilam, e agora atiram as pessoas do alto dos edifícios! Garrote, afogamento, crucificação, choque, empalação, é o que ainda veremos na linha da maldade em nome do “Senhor”. Pelamor…

Não bastasse o genocídio, estão fuzilando e destruindo tesouros históricos, ou seja, metem bala até na imagem dos deuses fora de prática.

De pensar que ainda nos consideramos racionais. Que droga! Somos o sumo da irracionalidade, longe, muito longe dos animais. Não devemos – de fato – pertencer a este planeta. Creio que fomos jogados aqui para destruí-lo, como o mais mortal de todos os vírus, até que a Natureza resolva se defender, mediante as muitas e recentes demonstrações.

Ai Jesus nos salve! Ou pelo menos cumpra a promessa e volte, para dar jeito nessa bagunça! E mande um raio bem no meio do rabo de quem usa o teu nome em vão, ou quem exploras o próximo como fosse a mando seu!

É duro, é complicado, mas mesmo assim, não consigo perder a fé. Mas também não matarei em nome dela.

Inté a próxima!

    

 Gato 10

sete…seis…cinco..quatro…três…

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De 2014 para 2015

Ano novo

Pois vejam só, a roda do calendário mantém seu curso e movimento. 2015, para muitos, antes mesmo de chegar, já era um ano estranho em matéria de perspectivas. Eu, pessoalmente, não carrego essa estranheza. Prefiro ser otimista.

Mas e o que foi 2014, além de um ano mais do que estranho? Então vamos rememorar: uma porção de políticos e megaempresários foram parar na cadeia. Caso se entendam vítimas do processo de saneamento, na luta contra a corrupção, o povo brasileiro deve festejar a depuração do sistema. Quando se poderia imaginar uma limpeza assim? Quer dizer que algo está funcionando.

Até no campo futebolístico os traumas foram mais rapidamente cicatrizados, se compararmos o Maracanaço de 1950, com o Mireiraço de 2014. O povo chorou mais em 50. Em 2014 o que se via era muita gente torcendo contra a seleção brasileira, para não elegerem de volta a Dilma Rousseff. E o pedido foi parcialmente atendido. Levamos um chocolate da Alemanha e mesmo assim a Dilma se deu bem. Vai-se lá entender os mistérios ocultos nos desejos populares?

Foi um ano mais do que rápido. Passou voando. Carnaval, Copa do Mundo, Comemorações do Centenário de Foz, Eleições e rapidinho começaram a cantar aquela musiquinha na Globo, “hoje é um novo dia…”. Toda vez que a ouço penso na rapidez do ano que se passou.

Pra variar desastres em várias partes do mundo. Aviões caíram, balsas pegaram fogo, sorte a terra não ter tremido e provocado tsunamis.

2014 foi o ano em que abrimos os olhos para a falta da água. Era olhar a televisão e ver as represas vazias em São Paulo. Outro dia, batendo um papo com Ermínio Gatti, ele confessou a saudade em esquiar em Guarapiranga. Já foi o tempo seo Gatti, lá só dá para fazer ralley e levantar poeira. Água para esquiar não há mais, disse. Bom, se ele é do tempo em que nadar no Tietê não se corria risco em contrair tétano?

O ano para mim foi um tanto inolvidável. Foi a primeira vez, nos últimos 30 anos, que não coloquei o pé uma única vez na redação de um jornal e nem escrevi uma linha para ele. Querem saber, gostei. Hoje me dou conta de quanto era chato atender pedidos de políticos idiotas e madames que adoram aparecer. É ótimo não precisar dar anúncios de graça e menos ouvir balela de candidato. É maravilhoso não precisar receber gente grudenta, papuda, vaidosa na sala de redação; esqueci até o cheiro da tinta. Neste ponto fui um felizardo, mesmo brigando na Justiça contra sacanagens. Mas isso é 2015 quem responderá. Vou deixar pra ele.

No contraponto, realizei sonhos profissionais. Voltei para o “cinema”, onde comecei a minha vida. Troquei a “sétima arte” pelos jornais e agências de propaganda. Completei o ciclo retornando aos set’s de filmagens, olhando a luz, conferindo a câmera e o som. No lugar de gritar “poder rodar a edição”, passei a dize: “ação!”. É muito mais saboroso. Bom, isso poderão ver daqui uns tempos, quando nossos produtos de entretenimento caírem na exibição. Nem posso falar muito sobre o tema, pois além ser um pouco cedo, não estou autorizado. O “cinema” é uma arte coletiva e neste aspecto, devemos respeitar a vontade da maioria; mas é logo que mostraremos dois filmes bem bacanas. Estão em finalização.

Olha, querem saber, que venha 2015. Não será um ano estranho, coisa nenhuma. Será impressionante; que mais corruptos vão para a cadeia; que mais safados políticos sejam descobertos; que a Justiça continue sendo feita; que os nossos projetos sejam contemplados de êxito; que os invejosos continuem roendo as unhas; que os amigos se deem bem, concluam os sonhos, edifiquem mais um pouco de suas gloriosas vidas. Eu prefiro ser otimista.     

Gato 6

ho…ho…ho…

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Jesus x Papai Noel

Noel

É mais um Natal! E o mundo todo se empenha na maior festa cristã; ela faz alusão direta ao nascimento de Jesus Cristo, como mostram os presépios, filmes, catecismos e Bíblias. O fato é narrado em todos os idiomas e celebrado até por culturas distantes, afinal de contas, Jesus foi – e na visão de muitos ainda é – uma figura muito importante. A “Natalidade” em sua amplitude é repleta de significativos e simbolismos. Que bom se o Natal fosse apenas isso ou ficasse por aí; na reverência exemplar do sentimento comungado de “nascimento”.

Uma correção: a maior comemoração cristã, pelo menos no âmbito de sua essência não é o Natal e sim a Páscoa. Mas vamos deixar isso para lá, ou discutir o tema mais adiante.

Então, como reverenciar o nascimento de Jesus era pouco, inventaram o Papai Noel, uma figura bonachona, barriguda e de barba e cabelos brancos. Ele é assessorado por duendes, puxado em seu trenó por lindas renas cujos nomes são Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. Viram só como eu entendo do assunto?

Perguntem por ai: quem é a pessoa mais famosa ou que faz lembrar o Natal? 99% das crianças dirão “Papai Noel”! Muitos adultos repetirão o mesmo. 1% estará dividido entre o dono do empório que deixa marcar na caderneta, o proprietário da lojinha que parcela os presentes e o patriarca da família, que assina a caderneta e o parcelamento. E cadê o jesus?

Algo contra? Fora o esquecimento de Jesus, não, de jeito algum, mesmo sabendo que o bom velhinho é uma invenção da Coca Cola, patenteado inclusive. É o simbólico doador de presentes quem colabora na preservação do espírito natalino e é por causa dele as famílias ainda se reúnem antes da ceia.

Esta quase tudo errado, mas vou fazer o que? E tudo errado mesmo, pois segundo os astrônomos e matemáticos, Jesus nem teria nascido num 25 de dezembro, embora já existissem dezembros, janeiros, fevereiros… conforme o “calendário Juliano”. De novo, isso pouco importa.

O que eu lembro do Natal? Tenho boas lembranças e algumas amargas, que eu disfarço para não entristecer. Mas dentre as boas, havia a preparação da cerimônia, com o pinheirinho plantado numa lata de banha e que era arrastado para dentro da casa de minha avó e depois decorado.

Os enfeites cabiam todos numa caixa de biscoito; bolas e adereços eram de um vidro bem fininho e se quebravam facilmente. Havia a estrela que encaixava na ponta da árvore, linda como um anjo. Minhas tias sapecavam tudo com pedacinhos de algodão, simulando neve. Aos poucos os pacotes rodeavam e ornamentavam a sala. Os adultos se fartavam nos assados e castanhas, enquanto eu, minha irmã e meus primos aguardavam o término da Missa do Galo, naquele tempo já transmitida pela televisão. Ué? Que novidade? Para o quê, afinal, inventaram o Sputnik?

Depois era uma rasgação de papéis para encontrar os presentes. Brincávamos até bater o sono e como era bom acordar na euforia do Natal! Daí o almoço, o cheiro das frutas, a conversa que não acabava mais.

Eu particularmente lembro os Natais, mas de todos, um ficou mais marcado. Foi uma noite triste. Meus pais trabalhavam em dois turnos e coincidentemente, naquele 24 de dezembro, não puderam deixar as fábricas. Eu, hiperativo, era considerado um “levado”, mas tão levado que beirava o perigoso, sobretudo com uma caixa de fósforos nas mãos. Daí a árvore pegou fogo e um dos tios me colocou para o lado de fora da casa. Minha mãe diz que eu tinha apenas 3 aninhos.

Mas lá fora, apenas com a luz da fresta da porta, abri o meu presente. Era magnífico! Meus primos brincavam com as coisas de pilhas, barulhentas, bonecas que falavam e choravam; eu tinha o “Carro de Bombeiros”, vermelho, todo de madeira, com os bombeirinhos se encaixando em forma de pinos. Meu pai quem fez e embrulhou. Além da máquina de escrever, presenteada muitos anos depois, aquele caminhãozinho de bombeiros foi o meu regalo mais radiante! Reluzente!   

O caso é que o Natal de muita gente ainda é assim. A tradição segurou as pontas. É por isso a correria um dia antes, as lojas cheias; o que se vê é a economia em movimento. Impressionante.

Então vamos raciocinar: o que aconteceria se surgisse uma brisa de realidade e todo o mundo deixasse de celebrar o lado mentiroso e comercial do Natal? Se todos apenas se contentassem em dar as mãos e meditar sobre o surgimento do menino Jesus? Como seria, caso Papai Noel fosse ignorado e as chaminés das lareiras tapadas para ele não entrar?

Seria muito chato. Além, é claro, da catástrofe econômica mundial. A quebradeira geral, pois o Natal, graças aos seus artifícios, consegue gerar bilhões de dólares. Uma roda que não pode parar. O trenó precisa voar. 

Então deixar o papai Noel entrar e ao mesmo tempo não esquecer o pequeno Jesus em sua manjedoura. Vamos manter as coisas como estão, sem filosofar tanto sobre a realidade e o desperdício. Desta vez não vou praguejar o comercialismo e a ganância. Vou só reverenciar a união e a fraternidade. Vou assistir o Papa argentino, caso nesta noite não tome um remédio para dormir.

Desejo a todos um bom Natal!   

Gato 11a   

Agilidade

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Dezembro, que venha! 

Jornalismo maçante

Eu só vejo telejornais na Rede Globo. Deixa eu aclarar: em minha casa não pega outro canal. Não tenho mais cabo e nem satélite. Depois do advento da internet, com as informações tão ágeis e sucessivamente postadas, a Tv ficou meio sem graça, de um modo geral. Cancelei as assinaturas eletrônicas, além do mais a repetição era uma coisa medonha.

Todo mundo é abarcado com isso, como essa informação sintomática via redes sociais e sites de notícias. Antes a gente ligava o computador para ler um e-mail, escrever uma carta; uma matéria; hoje a gente aperta o botão para saber o que há de novo.

Então, a Dona Globo resolveu dar uma agitada na programação e implantou mais um telejornal, por tabela mudou o horário dos demais, especialmente os que são transmitidos pela manhã. O “Hora um” começa as cinco da matina! Isso que é agradar a insônia do povo brasileiro! Arrancaram fora o telecurso, a única veia educacional televisiva e, colocaram no lugar, todas as desgraças do mundo, que serão repetidas até as 9 horas da manhã! Dá para acreditar? Ô povo sem juízo!

E tiraram do ar também o Globo Rural! O compacto semanal da roça simplesmente evaporou das telas! Mais cinco horas seguidas de repetições? Ah ninguém merece! Encurtaram inclusive o Louro José, a única brisa de humor das manhãs.

A Globo virou sucursal da Globonews; deu pra ver como é que o rabo morde o cachorro. Mas pra quem gosta (como eu confesso que gosto), é um prato bem cheio.

 

Minha mãe

Uns meses atrás, diante do infeliz advento que envolveu A Gazeta do Iguaçu, dona Gina telefonou. Mãe parece que sente as dores mesmo lá de longe. E ela, na altura dos seus 74 anos, disse: Rogérinho – ainda me chama assim – não fica triste e parte pra outra, pois esse negócio de jornal impresso já era. Eu cancelei as assinaturas aqui em casa, pois além de ruins, esses jornais espalhavam ácaros e cheiro de tinta por toda a casa. Ficavam empilhados lá no quartinho, “trancando canto”. Hoje eu fico sabendo de tudo pelas redes sociais, quem morreu no bairro; vejo as fotos dos parentes; os aniversários, não vejo nem televisão. Quando passa o Jornal Nacional, tudo parece notícia velha, tanto que vou passear com a cachorra na praça. Pois veja meu filho: se a televisão já era, imagina os jornais?

É e mãe tem esse dom de refrescar a mente da gente. Ri e até esqueci dos problemas. Toquei mesmo a vida pra frente.

 

A qualidade

Se por um lado há espaço para a notícia, por outro, a qualidade dos noticiários anda um tanto ameaçada. Nunca se viu erros tão sucessivos e pedidos de desculpas no ar. Trocam nomes; parafraseiam equivocadamente; suprimem fontes, precisam melhorar e muito, se o desejo é o de segurar a credibilidade. Neste caso me refiro a tudo e todos. O jornalismo está, de certa forma, empobrecendo diante da necessidade de ser veloz.