vaza…

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David

Contra fatos não há argumentos

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Agravo

amigos…muitos amigos!

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A rede é vasta

Fiquei muito feliz e ver tantos amigos brigando por mim na rede social, em especial no Facebook, onde fui sumariamente censurado. Se acontece comigo, longe das redações, imagino como não é a vida dos jornalistas que atuam em A Gazeta do Iguaçu, depois que ela foi tomada de assalto em função de um negócio mal feito.

Eu bem que alertei, mas não me levaram em consideração. Nas voltas do destino, as coisas lamentavelmente acontecem, daí as pessoas aparecem dizendo: “puxa vida, foi como você alertou”.

Caso Gazeta do Iguaçu

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Tribunal nega provimento

por unanimidade

Grupo controlado pelo empresário Ermínio Gatti deve assumir A Gazeta do Iguaçu. Rosalvo Tavares levou uma surra no Tribunal de Justiça do Paraná e não há mais recurso. 

Prtocesso

Exclusivo

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A verdade sobre a venda

de A Gazeta do Iguaçu!

 

 

Minha versão é a de “testemunha” ocular. Ao final de maio de 2013, eu atravessava a Ponte Tancredo Neves juntamente com o amigo Adrianno Cunha. Íamos comprar uma garrafa de vinho na Argentina (O que não é pecado e nem contraria a Lei). Isso se deu por volta das 19hs.

Recebi um telefonema de José Reis Cazuza. Ele perguntou: “É verdade que o jornal A Gazeta do Iguaçu acabou de ser vendido?”. E eu respondi: “acho que não, mas pode até ser, pois o jornal sempre esteve à venda”. Imediatamente retornei para Foz, fui diretamente ao Hotel Carimã, onde fui informado pelo Dr. Ermínio Gatti, que de fato haviam feito negócio. Ele também se disse arrependido.

Eu manifestara para muita gente, estar cansado de jornal. Puxa vida, sempre na mesma rotina, cuidando da vida dos outros e filtrando todos os pecados do mundo. De certa maneira fiquei até aliviado, mas só até saber para quem a empresa (que ajudei a fundar) foi vendida: Rosalvo Tavares.

No ato alertei ao Ermínio: “isso vai dar dor de cabeça”. E deu, muita do de cabeça.

O negócio foi concretizado, segundo informaram, graças um intermediário, um conhecido empresário do setor de câmbio e turismo. O maior e bem sucedido doleiro da cidade. Ele teria encaminhado Rosalvo até Ermínio e inclusive avalizado a transação. Tive o cuidado de telefonar para a pessoa em questão (ela prefere se manter no anonimato) e para variar, negou tudo. Disse que “conhecendo o perfil dos compradores, jamais os avalizaria”. Que barbaridade! 

 

A negociação

O que vou relatar está na Justiça, mas não me refiro ao processo e seus ritos judiciais; escrevo o que vi e apurei jornalisticamente. As partes assinaram uma minuta que rezava o seguinte: o comprador (ou compradores) pagariam duas parcelas de R$ 300 mil e R$ 200 mil respectivamente, em cheques preenchidos para as datas de 20/07/2013 e 20/09/2013. Os “cheques” estavam em nome “JR Construtora” com sede em Cascavel. Pagariam também por uma terceira parcela com o valor de R$ 2.500.000,00, em 20/12/2013, com cheque da mesma empresa. A minuta contratual previa, dentre outras, que qualquer descumprimento acarretaria uma multa de R$ 1.000.000,00 (Um milhão de Reais) para qualquer uma das partes. No documento constava que o comprador deveria quitar todos os passivos financeiros da empresa jornalística, impostos, insumos, bem como ativos trabalhistas até o dia 20/12/2013. Segundo a avaliação de contadores e advogados, o negócio foi realizado na casa dos R$10 milhões de Reais, como popularmente dizem, de “porteiras fechadas” e com um burro empacado do lado de dentro, eu.

Fiquei, para salvaguardar o acordo a pedido do Dr. Ermínio. No fim aconteceu tudo como eu havia previsto, apesar de inúmeros alertas.

 

O frigir dos ovos e a frigideira queimada

Os cheques de R$ 300 e R$ 200 mil não foram pagos no prazo. Foram trocados, com uma tortura até receber os valores. Pagaram pingado, com dois ou três meses de atraso. Já começaram descumprindo os termos.

Entendendo a confusão, Ermínio Gatti chamou Rosalvo Tavares em sua sala, no Hotel Carimã, em 16 de Novembro de 2013, eu fui junto. Gatti perguntou: “terei problemas com o cheque de R$ 2.500.000,00 (dois milhões e meio)?”… “vocês honrarão o compromisso até a data especificada 20/12/2013?”. Rosalvo respondeu: “não, dificilmente o senhor receberá o valor do cheque e pelo que estou percebendo, as contas também não serão pagas e é tudo culpa do meu sócio, ele é um enrolado, tanto que eu fui quem pagou os R$500.000,00, referente aos dois cheques, do meu bolso”.

Jamais esquecerei a expressão do meu amigo Ermínio Gatti naquela tarde. Eu apenas ri. Face ao que disse Rosalvo, restava apenas esperar pelo prazo (20 de dezembro de 2013). Na data em questão, ao olhar o cheque, notei que estava simplesmente nulo. Na parte numeral constava R$ 2.500,000,00 e no espaço extenso preencheram “Dois mil e quinhentos reais”. Quem em sã consciência erraria no preenchimento de um cheque nesse valor?

Os cheques foram entregues em envelope e Gatti, por uma questão de cortesia, nem conferiu. Foi descobrir no ato do depósito. Cheque que aliás não pode ser depositado, pois estava nulo.  

No dia 19 de Novembro, fui impedido de entrar no edifício do jornal que eu ajudei a criar e por um segurança mal encarado, com revólver na cintura. Fui ameaçado publicamente. Minha coluna foi sumariamente retirada das páginas e diante da conjuntura, enfrentei uma situação infernal, mas não vem ao caso. Nasci para lidar com dificuldades. Nada foi fácil em minha vida.

Daí iniciou-se uma guerra judicial, na esperança de receber o jornal de volta. Jamais a empresa foi transferida, pelo simples fato de não haver sido paga, foi apenas entregue, mas não pagaram por ela. A minuta foi desrespeitada.

Resumo da ópera, hoje a empresa possui um proprietário e ele se chama Ermínio Gatti. Em minha opinião, dos leitores, assinantes e anunciantes, o jornal piorou substancialmente. Perdeu a aura iguaçuense, se bandeando para as picuinhas cascavelenses; perdeu foi sua essência de veículo combativo, transformando-se num lambe botas de políticos. Tornou-se o endereço impresso para quem quer impressionar e tentar enganar a verdade. Jornalismo assim não bate com o perfil de A Gazeta do Iguaçu.

 

Finalmentes”

Segundo informações, Rosalvo Tavares deveria devolver a empresa até às 18 horas da última segunda-feira, 06 de abril. Não atendeu. Caso pagasse pelo débito, acrescido de juros e correções, poderia permanecer. O fato é que não pagou.

Modus Operandi

A empresa jornalística A Gazeta do Iguaçu possui algo em torno de 60 funcionários dentre empregos diretos e indiretos. Há, portanto, enorme responsabilidade social e isso fez com que mesmo afastado, o empresário Ermínio Gatti honrasse todos os meses a folha de pagamento dos trabalhadores. O empresário – aos 86 anos – preocupou-se em manter em dia os compromissos, assinado à distância os cheques e por meio de uma funcionária que controlava as contas, segundo determinou a Justiça, já que a empresa estava em seu nome. Ele não poderia agir diferente.

Ao saberem que deveriam desocupar a empresa, os “invasores”, utilizaram de um recurso baixo, muito questionável: simplesmente barraram a funcionária responsável pelos pagamentos, no intento de tumultuar o caso e com isto, ganhar tempo. Berraram ao vento que ela sumiu com documentos. O que é uma grande mentira. O dinheiro do salário dos funcionários e dos fornecedores está nas contas da empresa, sendo que o acesso bancário pertence – como sempre pertenceu – ao proprietário, Ermínio.

Rosalvo Tavares foi à delegacia de polícia fazer uma queixa crime contra a funcionária, aliás, fez uma suposta denunciação caluniosa e poderá responder criminalmente por ela. Os profissionais foram informados que possivelmente não receberiam seus pagamentos por parte do proprietário, pelo simples fato de sua representante ter sido impedida de acessar o sistema. O Sindicato dos Jornalistas foi informado.

Segundo me relataram, Rosalvo se debateu para arrumar dinheiro e cumprir a folha em espécie, do contrário enfrentaria uma manifestação. Supostamente usou a verba do pagamento de papel e insumos, o que pode dar numa enorme bola de neve e até quebrar a empresa. Outras informações dão conta que alguém estaria suplicando pagamentos adiantados dos anunciantes, o que está totalmente fora de praxe, uma vez que eles sempre depositam o dinheiro nas contas da empresa.

Fim de papo

Rosalvo deve desocupar a empresa. Segundo uma fonte, não há recurso. Sua administração causou graves danos e eles devem ser imediatamente contornados, caso contrário, teremos mais uma história triste sobre o fechamento de jornais, com muitos pais de família perdendo o emprego.   

…opinião recente…

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Pelamordedeus….

Deuses 2

Ai, o ato de às vezes precisar escrever me causa marasmo. Ando muitíssimo preguiçoso, com a cabeça nos compromissos audiovisuais. Fazer cinema depois de tantos anos é algo que me ocupa em mente, coração, alma, ocupa em tudo.

Mas fazer o que? Algumas pessoas instigam isso de saber o que penso sobre certas coisas; pudera, escrevi durante ¼ de século em jornais e revistas. Tenho mais é que agradecer ao desejarem que eu expresse esta minha humilde opinião acerca dos acontecimentos.

Algumas perguntas me foram formuladas e deixadas em minhas caixas postais. Dentre os temas, há muita política local. Me “incluam fora dessa”, por favor. Simplesmente passei a repudiar a política local, estadual, nacional e internacional. Não estou sozinho nisso de esboçar desagrado ao setor público. Pela ordem, Reni, Beto e Dilma – nossos mandatários – estão mais por baixo que cu de cobra. E não é um privilégio só deles, raros os prefeitos, presidentes de câmaras, assembleias, deputados e senadores que não caíram em desgraça perante a opinião pública. A desmoralização é geral, sendo assim não vou perder o meu tempo e nem ocupar o de vocês, defendendo o “indefensável” argumento da punibilidade por meio do voto, a arma mais poderosa e menos usada para punir escroques da política, em todos os níveis. O povo não aprende.

Dentre outras há abordagens das mais generalizadas querendo saber o que penso, como fossem assuntos espalhados ao vento, como o famigerado viaduto, a prisão e soltura dos “Mensaleiros”; o mar melequento de óleo queimado da Petrobras, o dólar nas alturas, a reforma da Ponte da Amizade; a falta de água; a decaída da Gazetinha e derradeira bancarrota, puxa vida, quanta coisa querem saber? Não quero mais comentar sobre o que me causa enjoo.

Mas eu escolhi um assunto sim, para publicar aqui hoje: O     “Terrorismo”! A irracionalidade humana na saga da vingança disfarçada de ideologia. Eu morrerei não compreendendo e repudiando o terrorismo, mais do que qualquer coisa, como o que há de medonho em ceifar inocentes em nome de uma bandeira, crença, ou idolatria. Matar em nome de “Deus”, seja lá qual for, é a maior de todas as blasfêmias.

Então vamos lá: Alguém saberia enumerar a quantidade de deuses e seres imaginários venerados desde a nossa existência?

Estima-se que há milhões deles. Dei-me ao trabalho de fazer um pequeno levantamento. De uma maneira simplificada, estes são os deuses mais conhecidos: Amon, Anúbis, Anuket, Atum, Bastet, Bes, Chu, Geb, Hapi, Hathor, Heka, Hórus, Iah, Ísis, ReiaTêmis, Afrodite, Apolo, Ares, Ártemis, Atena, Deméter, Dioniso, Éolo, Eros, Hades, Hefesto, Hera, Hermes, Héstia, Khnum, Cronos, Febe, Hiperião, Jápeto, Mnemoyse, Poseidon, Hades, Eos, Éris, Esculápio, Hebe, Hécate, Hélio, Hipnos, Íris, Maya, Métis, Morfeu, NIx  Pan, Selene, Nêmesis, Quione, Melinoe, Macária, Angerona, Abeona e Adeona, Eos, Baco, Bellona, Caronte, Ceres, Fama, Febo, Fortuna, Invidia, Iustitia, Jano, Juno, Júpiter, Líber, Lupércio, Marte, Minerva, Nemestrino, Netuno, Plutão, Proserpina, Quirino, Saturno, Vênus, Trívia, Vesta, Maet, Mafdet, Mererseguer, Meskhenet, Min, Montu, Nefertum, Néftis, Nekhbeth, Nun Nut, osiris, Ptah, Rá, Sekhmet, Seth, Sai, Sobek, Sokar, Tefnut, Toth, Uadjit, Caos, Érebro, Éter, Gaia, Hemera, Nix, Óreas, Ponto, Tártaro, Urano, Chronos, Zeus, Astéia, Leto,  Vitória, Vulcano, Lúlio, Somnus, Herácles, Aegir, Alfadur, Balder, Borr, Bragi, Buri, Forseti, Frey, Freya, Frigga, Iduna, Loki, Mímir, Njord, Odin, Ran, Saga, Tyr, Oxalá, Oxalufon, Oxaguian, Iemanjá, Oxum, Iansã, Ogum, Oxóssi, Omolu, Xangô, Oxumarê, Nanã, Ossaim, Ibeji, Iroko, Logun, Obá, Yewá, Orumilá, Olokun, Olossa, Orixá Oko, Onilé, Ayrà, Odudua, Orixá, Egungun, Iyami-Ajé, Oranian, Axabó, Ifá, Dangbé, O Dangbé Mawu, Lissá, Loko, Gu, Vodun, Heviossô, Sakpatá, Dan, Agué, Agbê, Ayizan, Agassu, Aguê, Legba, Fa , Aziri, Possun, Bessem, Sogbô, TobossiNaê ou Mami Wata, Nanã, Brama, Vixnu, Xiva, Aditya Mitra, Aryaman, Bhaga, Varuna, Daksha, Ansa GanexaParvatiSarasvatiLakshmiKaliAbhaswas, Abhimani, Ansa, Indra, Savitri, Agni, Airâvata, Amrita, Apadma, Apsarás, Ardjuna, Asuras, Aswing, Avatar, Bali, Bavani, Bod, Bodisatva, Bonzo, Brahm, Brâman, Brahmine, Bram, Brama, Braman, Brâmanes, Brâmine, Caktis, Cakya-Muni, Calidasa, Câma, Cartikeia, Chardo, Civaismo, Civaista, Cri, Dastas, Devas, Darma, Durca, Dusak, Emakong, Esri, Erunia, Eruniakcha, Ganas, Ganges, Garuda, Guira, Hanza, Iama, Indrani, Isamia, Izvara, Kala, Kalidasa, Kalki, Kâma, Kâma-Deva, Kamagra, Kapila, Kartikeya, Kchatrya, Kchatryani, Krishna, Kusa, Kuvera, Mahadeva, Manaswamin, Manava-Dharma-Sâstra, Manu, Meru, Mitríacas, Mudevi, Muruts, Nandi, Ormazd, Para-braman, Paraçu-rama, Pârana, Párias, Pradjapati, Pradyumna, Pritivi, Puchan, Rackshras, Rakchas, Râma, Râma-tchandra, Ramaiana, Rati, Râvana, Richis, Rigveda, Ruckmini, Rudra, Sach, Sakra, Sama-veda, Sani, Shashti, Sita, Skanda, Sôma, Soradeus, Sudra, Sudrani, Surya, Svarga, Tchandra, Tchandramas, Tchinewad, Thug, Trimurti, Tuas, Tugue, Twachtri, Ure, Urvace, Uschas, Vacyá, Vaixiá, Valmiki, Vamana, Vayú, Viaça, Virabhabra, Vixmismo, Vixmista, Vritza, Vyasa, Wecya, Wecyani, Xatria, Xatriani, Yadiur-veda, Yama, Yoni, Zend, Zervane-akerene, Ah Puch, Bolon Yokte, Camazotz, Chac Mool, Huracán, Ixchel, Kukulcán, Acolmiztli, Acolnahuacatl, Acuecucyoticihuati, Amimitl, Atl, Atlacamani, Atlacoya, Atlatonin, Atlaua, Ayauhteotl, Camaxtli, Centeotl, CentzonTotochtin, Centzonuitznaua, Chalchiuhtlatonal, Chalchiuhtlicue, Chalchiutotolin, Chalmecacihuilt, Chalmecatl, Chantico, Chicomecoatl, Chicomexochtli, Chiconahui, Chiconahuiehecatl, Cihuacoatl, Cipactli, Citlalatonac, Citlalicue, Ciucoatl, Ciuteoteo, Civatateo, Coatlicue, Cochimetl, Coyolxauhqui, Ehecatl, Huehueteotl, Huitzilopochtli, Huixtocihuatl, Ilmatecuhtli, Itzlacoliuhque, ItzliItzpapalotl, Ixtlilton, Iztaccihuatl, Macuilxochitl, Malinalxochi, Mayahuel, Metztli, Metzli, Mextli, Mictlan, Mictian, Mictlantecuhtli, Mixcoatl, Nagual, Nahual, Nanauatzin, Omacatl, Omecihuatl, Ometecuhtli, Ometeotl, Opochtli, Patecatl, Paynal, Popocatepetl, Quetzalcóatl, Tlalocan, Tecciztecatl, Teoyaomqui, Tepeyollotl, Teteoinnan, Tezcatlipoca, Titlacauan,Tlahuixcalpantecuhtli, Tlaloc, Tlaltecuhtli, Tlazolteotl, Tlillan-Tlapallan, Tloquenahuaque, Tonacacihuatl, Tonacatecuhtli, Tonantzin, Tonatiuh, Tzitzimime, Tzizimime, Toci, Ueuecoyotl, Xilonen, Xipe Totec, Xiuhcoatl, Xiuhtecuhtli, Xochipilli, Xochiquetzal, Xocotl, Xolotl, Yacatecuhtli, Yaotzin, Aqlla, Apu, Apu Catequil, Apu Illapu, Apu Punchaw, Ataguchu, Cavillaca, Chaska, Chaska Quyllur, Kuka Mama, Copacati, Iqiqu, Hanan Pacha, Waqas, Apu Inti, Ka-Ata-Killa, Kay Pacha, Kon, Mama Hallpa, Mama Qucha, Mama Uqllu, Mama Pacha, Mama Killa, Manco Capac, Unu Pacha Kuti, Pacha Kamaq, Paria Qaqa, Supay, Uku Pacha, Urcaguary, Vichama, Viracocha, Wichama, Sara Mama, Abacai, Andurá, Anhangá, Chandoré, Guaraci, Iara, Jaci, Sumé, Tupã, Rudá, GamabGunab, Maki Maki e outros milhões de ídolos que foram venerados desde os primeiros vestígios da civilização.

E de pensar que muita gente morreu em nome desta “pequena” lista de adorações. E o pior, é que mesmo na condição de “divindades”, 98% estão mortinhos da silva. Mencken já havia escrito isso nos anos 30 e 40, claro, com bem menos “deuses” em sua lista.

É que quando nos aprofundamos em assuntos assim, descobrimos um caminho perigoso: o do ateísmo, pois fica difícil acreditar em Deus, ou na existência de um ser supremo, especialmente quando ocorrem massacres injustificados, ao lado dessa divisão de mundo tão abruptamente idiota.

É mais ou menos o que acontece no festival de barbaridades perpetradas pelo Estado Islâmico, onde parece haver uma disputa de “como matar com mais crueldade”; e degolam, e metem fogo, e fuzilam, e agora atiram as pessoas do alto dos edifícios! Garrote, afogamento, crucificação, choque, empalação, é o que ainda veremos na linha da maldade em nome do “Senhor”. Pelamor…

Não bastasse o genocídio, estão fuzilando e destruindo tesouros históricos, ou seja, metem bala até na imagem dos deuses fora de prática.

De pensar que ainda nos consideramos racionais. Que droga! Somos o sumo da irracionalidade, longe, muito longe dos animais. Não devemos – de fato – pertencer a este planeta. Creio que fomos jogados aqui para destruí-lo, como o mais mortal de todos os vírus, até que a Natureza resolva se defender, mediante as muitas e recentes demonstrações.

Ai Jesus nos salve! Ou pelo menos cumpra a promessa e volte, para dar jeito nessa bagunça! E mande um raio bem no meio do rabo de quem usa o teu nome em vão, ou quem exploras o próximo como fosse a mando seu!

É duro, é complicado, mas mesmo assim, não consigo perder a fé. Mas também não matarei em nome dela.

Inté a próxima!

    

 Gato 10

sete…seis…cinco..quatro…três…

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De 2014 para 2015

Ano novo

Pois vejam só, a roda do calendário mantém seu curso e movimento. 2015, para muitos, antes mesmo de chegar, já era um ano estranho em matéria de perspectivas. Eu, pessoalmente, não carrego essa estranheza. Prefiro ser otimista.

Mas e o que foi 2014, além de um ano mais do que estranho? Então vamos rememorar: uma porção de políticos e megaempresários foram parar na cadeia. Caso se entendam vítimas do processo de saneamento, na luta contra a corrupção, o povo brasileiro deve festejar a depuração do sistema. Quando se poderia imaginar uma limpeza assim? Quer dizer que algo está funcionando.

Até no campo futebolístico os traumas foram mais rapidamente cicatrizados, se compararmos o Maracanaço de 1950, com o Mireiraço de 2014. O povo chorou mais em 50. Em 2014 o que se via era muita gente torcendo contra a seleção brasileira, para não elegerem de volta a Dilma Rousseff. E o pedido foi parcialmente atendido. Levamos um chocolate da Alemanha e mesmo assim a Dilma se deu bem. Vai-se lá entender os mistérios ocultos nos desejos populares?

Foi um ano mais do que rápido. Passou voando. Carnaval, Copa do Mundo, Comemorações do Centenário de Foz, Eleições e rapidinho começaram a cantar aquela musiquinha na Globo, “hoje é um novo dia…”. Toda vez que a ouço penso na rapidez do ano que se passou.

Pra variar desastres em várias partes do mundo. Aviões caíram, balsas pegaram fogo, sorte a terra não ter tremido e provocado tsunamis.

2014 foi o ano em que abrimos os olhos para a falta da água. Era olhar a televisão e ver as represas vazias em São Paulo. Outro dia, batendo um papo com Ermínio Gatti, ele confessou a saudade em esquiar em Guarapiranga. Já foi o tempo seo Gatti, lá só dá para fazer ralley e levantar poeira. Água para esquiar não há mais, disse. Bom, se ele é do tempo em que nadar no Tietê não se corria risco em contrair tétano?

O ano para mim foi um tanto inolvidável. Foi a primeira vez, nos últimos 30 anos, que não coloquei o pé uma única vez na redação de um jornal e nem escrevi uma linha para ele. Querem saber, gostei. Hoje me dou conta de quanto era chato atender pedidos de políticos idiotas e madames que adoram aparecer. É ótimo não precisar dar anúncios de graça e menos ouvir balela de candidato. É maravilhoso não precisar receber gente grudenta, papuda, vaidosa na sala de redação; esqueci até o cheiro da tinta. Neste ponto fui um felizardo, mesmo brigando na Justiça contra sacanagens. Mas isso é 2015 quem responderá. Vou deixar pra ele.

No contraponto, realizei sonhos profissionais. Voltei para o “cinema”, onde comecei a minha vida. Troquei a “sétima arte” pelos jornais e agências de propaganda. Completei o ciclo retornando aos set’s de filmagens, olhando a luz, conferindo a câmera e o som. No lugar de gritar “poder rodar a edição”, passei a dize: “ação!”. É muito mais saboroso. Bom, isso poderão ver daqui uns tempos, quando nossos produtos de entretenimento caírem na exibição. Nem posso falar muito sobre o tema, pois além ser um pouco cedo, não estou autorizado. O “cinema” é uma arte coletiva e neste aspecto, devemos respeitar a vontade da maioria; mas é logo que mostraremos dois filmes bem bacanas. Estão em finalização.

Olha, querem saber, que venha 2015. Não será um ano estranho, coisa nenhuma. Será impressionante; que mais corruptos vão para a cadeia; que mais safados políticos sejam descobertos; que a Justiça continue sendo feita; que os nossos projetos sejam contemplados de êxito; que os invejosos continuem roendo as unhas; que os amigos se deem bem, concluam os sonhos, edifiquem mais um pouco de suas gloriosas vidas. Eu prefiro ser otimista.     

Gato 6

ho…ho…ho…

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Jesus x Papai Noel

Noel

É mais um Natal! E o mundo todo se empenha na maior festa cristã; ela faz alusão direta ao nascimento de Jesus Cristo, como mostram os presépios, filmes, catecismos e Bíblias. O fato é narrado em todos os idiomas e celebrado até por culturas distantes, afinal de contas, Jesus foi – e na visão de muitos ainda é – uma figura muito importante. A “Natalidade” em sua amplitude é repleta de significativos e simbolismos. Que bom se o Natal fosse apenas isso ou ficasse por aí; na reverência exemplar do sentimento comungado de “nascimento”.

Uma correção: a maior comemoração cristã, pelo menos no âmbito de sua essência não é o Natal e sim a Páscoa. Mas vamos deixar isso para lá, ou discutir o tema mais adiante.

Então, como reverenciar o nascimento de Jesus era pouco, inventaram o Papai Noel, uma figura bonachona, barriguda e de barba e cabelos brancos. Ele é assessorado por duendes, puxado em seu trenó por lindas renas cujos nomes são Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. Viram só como eu entendo do assunto?

Perguntem por ai: quem é a pessoa mais famosa ou que faz lembrar o Natal? 99% das crianças dirão “Papai Noel”! Muitos adultos repetirão o mesmo. 1% estará dividido entre o dono do empório que deixa marcar na caderneta, o proprietário da lojinha que parcela os presentes e o patriarca da família, que assina a caderneta e o parcelamento. E cadê o jesus?

Algo contra? Fora o esquecimento de Jesus, não, de jeito algum, mesmo sabendo que o bom velhinho é uma invenção da Coca Cola, patenteado inclusive. É o simbólico doador de presentes quem colabora na preservação do espírito natalino e é por causa dele as famílias ainda se reúnem antes da ceia.

Esta quase tudo errado, mas vou fazer o que? E tudo errado mesmo, pois segundo os astrônomos e matemáticos, Jesus nem teria nascido num 25 de dezembro, embora já existissem dezembros, janeiros, fevereiros… conforme o “calendário Juliano”. De novo, isso pouco importa.

O que eu lembro do Natal? Tenho boas lembranças e algumas amargas, que eu disfarço para não entristecer. Mas dentre as boas, havia a preparação da cerimônia, com o pinheirinho plantado numa lata de banha e que era arrastado para dentro da casa de minha avó e depois decorado.

Os enfeites cabiam todos numa caixa de biscoito; bolas e adereços eram de um vidro bem fininho e se quebravam facilmente. Havia a estrela que encaixava na ponta da árvore, linda como um anjo. Minhas tias sapecavam tudo com pedacinhos de algodão, simulando neve. Aos poucos os pacotes rodeavam e ornamentavam a sala. Os adultos se fartavam nos assados e castanhas, enquanto eu, minha irmã e meus primos aguardavam o término da Missa do Galo, naquele tempo já transmitida pela televisão. Ué? Que novidade? Para o quê, afinal, inventaram o Sputnik?

Depois era uma rasgação de papéis para encontrar os presentes. Brincávamos até bater o sono e como era bom acordar na euforia do Natal! Daí o almoço, o cheiro das frutas, a conversa que não acabava mais.

Eu particularmente lembro os Natais, mas de todos, um ficou mais marcado. Foi uma noite triste. Meus pais trabalhavam em dois turnos e coincidentemente, naquele 24 de dezembro, não puderam deixar as fábricas. Eu, hiperativo, era considerado um “levado”, mas tão levado que beirava o perigoso, sobretudo com uma caixa de fósforos nas mãos. Daí a árvore pegou fogo e um dos tios me colocou para o lado de fora da casa. Minha mãe diz que eu tinha apenas 3 aninhos.

Mas lá fora, apenas com a luz da fresta da porta, abri o meu presente. Era magnífico! Meus primos brincavam com as coisas de pilhas, barulhentas, bonecas que falavam e choravam; eu tinha o “Carro de Bombeiros”, vermelho, todo de madeira, com os bombeirinhos se encaixando em forma de pinos. Meu pai quem fez e embrulhou. Além da máquina de escrever, presenteada muitos anos depois, aquele caminhãozinho de bombeiros foi o meu regalo mais radiante! Reluzente!   

O caso é que o Natal de muita gente ainda é assim. A tradição segurou as pontas. É por isso a correria um dia antes, as lojas cheias; o que se vê é a economia em movimento. Impressionante.

Então vamos raciocinar: o que aconteceria se surgisse uma brisa de realidade e todo o mundo deixasse de celebrar o lado mentiroso e comercial do Natal? Se todos apenas se contentassem em dar as mãos e meditar sobre o surgimento do menino Jesus? Como seria, caso Papai Noel fosse ignorado e as chaminés das lareiras tapadas para ele não entrar?

Seria muito chato. Além, é claro, da catástrofe econômica mundial. A quebradeira geral, pois o Natal, graças aos seus artifícios, consegue gerar bilhões de dólares. Uma roda que não pode parar. O trenó precisa voar. 

Então deixar o papai Noel entrar e ao mesmo tempo não esquecer o pequeno Jesus em sua manjedoura. Vamos manter as coisas como estão, sem filosofar tanto sobre a realidade e o desperdício. Desta vez não vou praguejar o comercialismo e a ganância. Vou só reverenciar a união e a fraternidade. Vou assistir o Papa argentino, caso nesta noite não tome um remédio para dormir.

Desejo a todos um bom Natal!   

Gato 11a   

Agilidade

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Dezembro, que venha! 

Jornalismo maçante

Eu só vejo telejornais na Rede Globo. Deixa eu aclarar: em minha casa não pega outro canal. Não tenho mais cabo e nem satélite. Depois do advento da internet, com as informações tão ágeis e sucessivamente postadas, a Tv ficou meio sem graça, de um modo geral. Cancelei as assinaturas eletrônicas, além do mais a repetição era uma coisa medonha.

Todo mundo é abarcado com isso, como essa informação sintomática via redes sociais e sites de notícias. Antes a gente ligava o computador para ler um e-mail, escrever uma carta; uma matéria; hoje a gente aperta o botão para saber o que há de novo.

Então, a Dona Globo resolveu dar uma agitada na programação e implantou mais um telejornal, por tabela mudou o horário dos demais, especialmente os que são transmitidos pela manhã. O “Hora um” começa as cinco da matina! Isso que é agradar a insônia do povo brasileiro! Arrancaram fora o telecurso, a única veia educacional televisiva e, colocaram no lugar, todas as desgraças do mundo, que serão repetidas até as 9 horas da manhã! Dá para acreditar? Ô povo sem juízo!

E tiraram do ar também o Globo Rural! O compacto semanal da roça simplesmente evaporou das telas! Mais cinco horas seguidas de repetições? Ah ninguém merece! Encurtaram inclusive o Louro José, a única brisa de humor das manhãs.

A Globo virou sucursal da Globonews; deu pra ver como é que o rabo morde o cachorro. Mas pra quem gosta (como eu confesso que gosto), é um prato bem cheio.

 

Minha mãe

Uns meses atrás, diante do infeliz advento que envolveu A Gazeta do Iguaçu, dona Gina telefonou. Mãe parece que sente as dores mesmo lá de longe. E ela, na altura dos seus 74 anos, disse: Rogérinho – ainda me chama assim – não fica triste e parte pra outra, pois esse negócio de jornal impresso já era. Eu cancelei as assinaturas aqui em casa, pois além de ruins, esses jornais espalhavam ácaros e cheiro de tinta por toda a casa. Ficavam empilhados lá no quartinho, “trancando canto”. Hoje eu fico sabendo de tudo pelas redes sociais, quem morreu no bairro; vejo as fotos dos parentes; os aniversários, não vejo nem televisão. Quando passa o Jornal Nacional, tudo parece notícia velha, tanto que vou passear com a cachorra na praça. Pois veja meu filho: se a televisão já era, imagina os jornais?

É e mãe tem esse dom de refrescar a mente da gente. Ri e até esqueci dos problemas. Toquei mesmo a vida pra frente.

 

A qualidade

Se por um lado há espaço para a notícia, por outro, a qualidade dos noticiários anda um tanto ameaçada. Nunca se viu erros tão sucessivos e pedidos de desculpas no ar. Trocam nomes; parafraseiam equivocadamente; suprimem fontes, precisam melhorar e muito, se o desejo é o de segurar a credibilidade. Neste caso me refiro a tudo e todos. O jornalismo está, de certa forma, empobrecendo diante da necessidade de ser veloz.    

“perduralices”

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Peixe e Gato 

Economês

Os nomes indicados para a área econômica de Dilma Rousseff, em seu segundo mandato, não impressionaram nem um pouco os entendidos e causaram arrepios em muitos aliados. Uma ala está bem descontente, a começar pela pressa em revelar o perfil dos escolhidos. Há peixes grandes petistas acreditando que a “presidenta” mais atendeu a oposição, do que o mercado, afinal de contas o mundo gira e a economia roda. Vamos ver como Joaquim Levy se safa, no ministério da Fazenda. Se é que vai mesmo aceitar a parada. No governo Lula ele manteve pontos positivos, mas o mundo de hoje é bem diferente, considerando suas práticas de austeridade.

 

Impeachment

O que é isso? Perguntou uma pessoa, numa roda de botecos. E não se fala em outra coisa que não seja “impeachment” daqui, acolá e para qualquer coisa.  Para começar querem “impeachemar” a Dilma. Em minha opinião, caso aconteça, será uma espécie de golpe, levando em conta que a mulher levou as eleições nas urnas. O brasileiro precisa utilizar melhor as armas democráticas, como é o caso do voto, e parar de tratar as coisas na base do tapetão, como acontece no futebol.

 

Impeachment do Reni

Correm listas pela internet, pedindo assinaturas para cassar o Reni Pereira do cargo de prefeito. Pois é coisa difícil de acontecer. Antes terão que “impeachemar” a maioria dos vereadores. O povo é esquisito: vota e depois quer “desvotar”; é o caso do gato que descome dinheiro. Poxa, deviam pensar um pouco mais na hora que escolheram o homem.

 

Postos de Turismo

Eu vi duas estruturas de concreto onde há uma placa informando que serão “Postos de Atendimento aos Turistas”. Uma na Praça Getúlio Vargas, atrás do prédio da antiga Câmara Municipal e outra em frente ao “Centro de Artesanato”, se é este ainda o nome do local. E me digam, precisava tanto? Será que uma salinha nas estruturas existentes já não faria o serviço de bom tamanho? Os turistas e visitantes já são atendidos nos balcões dos hotéis, pelos guias, taxistas, por boa parte da população. Todos que viajam possuem aparelhos com GPS. Foz deveria investir num aplicativo eficiente e ponto final. O município precisa parar de jogar dinheiro fora e apoiar a iniciativa privada, que vive segurando o rojão, penando em impostos e taxas.

Devem investir em campanhas para o iguaçuense tratar melhor aquele que vem de longe, e deixa a grana na cidade. Uma mocinha atrás de uma mesa, numa gaiola de concreto, não vai fazer muita diferença. Reni cada vez mais enfia o pé na jaca. Já tivemos vários postos de informações turísticas pela cidade e acabaram em depósito de craquentos.

 

É verdade Terta?

Certa ocasião, montaram um posto de informações turísticas na Rua Rio Branco. Passado o tempo, mudaram o nome do local para “Casa do Ingresso”. Ingresso de quê? O local apodreceu, literalmente fechado anos a fio. É o caso do “Teletur”, que não funcionava nem debaixo de cacetada.

 

Câmara

O Legislativo vai mudar de mãos, ou melhor, de presidente, já que o poder é a mão do povo! Pelo menos deveria ser; ao tratar de temas mais abrangentes em favor da sociedade e, menos do interesse pessoal do vereadores. Pelo que me contaram Fernando Duso é candidato único. O desgaste da imagem política é tão em Foz, que ninguém quer segurar a batata quente.

 

Eleições

Nem se passaram as eleições para deputados, senadores, presidente e já há alguém se movendo para colher votos para prefeito. Ouvi um suposto candidato tentando convencer um futuro eleitor. Parecia piada. Mas vai-se fazer o que? Tem gente que vive disso e respira isso.

 

Protegido

A política em mim, não causa mais esse tipo de estrago, de viver pensando em eleições e coisa e tal. Aliás nunca causou. Eu, como todos os brasileiros, me preocupo com o futuro, cada dia mais em mãos de gente menos preparada, incompetente. O tempo passa e as pessoas estão se afastando desse ofício, da representatividade, de honrar a população com o que ela precisa e merece. A política vai se moldando nesse antro de imbecis e perdulários. É por isso, que tratei de criar a redoma, mas de ficar com um olho no peixe e outro no gato. 

…falecimento…

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Adair, Leandro,

Gauchinho!

Gauchinho

Sexta-feira triste e pelo visto assim será o final de semana. Estava nos afazeres diários, abrindo e fechando textos e o computador apita. Era o Kiko Sierich, avisando por meio da rede social que o nosso querido amigo, o Gauchinho acabara de falecer; ele estava na UTI de um hospital.

Muito antes, precisamente na hora do almoço, recordei o Gauchinho. Lembrei suas facetas, estórias e história. Era sim, um homem que fez história; fez muita história entre os amigos, por puro companheirismo e sentido solidário. Foi um amigo de verdade.

Mas deixa eu contar; talvez eu possa contar melhor do que muita gente, pois além do Luiz Pereira de Lima, fui quem o aceitou para trabalhar na Gazetinha e antes de abrir o jornal. Falo de 25 anos ou mais.

Adair Leandro era o seu nome. Assim que topou iniciar as atividades já foi comigo ajudar a comprar um fusca velho. O primeiro veículo do jornal. Ele voltou dirigindo e ao chegar na redação nos convenceu em desfazer o negócio. O assoalho do carro estava tão podre, que a bateria ficou pelo caminho.

E assim o Gauchinho foi ficando. Enfrentou as crises, as brigas, as confusões e acompanhou passo a passo a evolução e crescimento do mais antigo e duradouro matutino da cidade. São hilários e incontáveis os “causos” do nosso amigo. Eu pessoalmente tenho muito que agradecê-lo. Cuidou dos meus filhos inúmeras vezes, ia buscá-los na escola quando as tarefas de redação me prendiam; dormia cuidando da casa quando eu ia viajar e era o meu parceiro preferido para zanzar pela região, quando demos de expandir a circulação.  

No livro “Gato Preto, Gato Branco”, dedico praticamente um capítulo ao querido Adair; quando ele aprontou uma das boas; foi buscar um exemplar de O Pasquim 21 na banca de um certo japonês. Eu disse: “vá ao japonês, em frente ao Mac Donald’s, buscar um Pasquim”… não expliquei que era um jornal e nem que era uma banca de jornais, onde ficava o tal japonês. E ele foi. Foi ao japonês, em frente ao Mac… e pediu por um Pasquim. O japonês que havia lá ficou olhando… disse que não conhecia aquilo; o Gauchinho virou uma fera: – “Como não, o seo Rogério disse que sempre pega isso aqui! Afinal, é de comer ou de beber?”

Ele foi ao Sushi Hokkai. E o burro fui eu, que não expliquei direito onde deveria ir, e o que iria buscar. Gauchinho era obediente de arrepiar. Tinhoso até, se o caso fosse cumprir uma missão. A gente ri até hoje da trapalhada.

Francamente, não conheci uma única pessoa que não gostasse dele. Que não risse com ele; que figura. Vai nos causar muita saudade. “Causar” é fatidicamente mais doloroso de “deixar”, um verbo tão pobre quando falamos e tentamos expressar amor, amizade.   

Que os anjos façam fila e o recebam como merece. Iluminado! Era um grande cara, festeiro; faceiro. De fato muito iluminado. Nossa, como a gente faz para agradecer alguém assim, em momento tão triste? Adair Leandro, nasceu em 05/05/55, precisão numérica impressionante; portando 59 anos. Despediu-se 31/10/2014.  

um pouco sobre tudo…

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É a vida, é bonita

e é bonita…

aum 1

Sobre os Conselhos

Simplesmente o povo não entende a cabeça do político. O problema é imaginar que não entende pelo fatos dos políticos serem muito espertos, ou por que não querem mesmo é entender. Daí seria muita banalização e isso chega dar medo.

O risco é alguém gritar «vamos acabar com essa corja» e a coisa pegar, como ocorreram os movimentos populares do ano passado. Já deu para entender que é difícil controlar a turba.

O que aconteceu é que os deputados tentaram confundir a população no tocante à Política Nacional de Participação Social, o  conhecido como PNPS, um decreto da recém reeleita Dilma Roussef. E quem fez isso? Os aliados descontentes, em boa maioria os que não foram bem sucedidos nas eleições. Pensaram mais nos seus umbigos do que na Nação.

E qual argumento usaram? Aquele que mais Dilma teme, quando é chamada de «bolivariana», «golpista», dentre outras.

A intenção de Dilma é nada menos que organizar o quintal, hoje cheio de «Conselhos Comunitários» para todos os lados, como é o caso dos conselhos de Saúde, Segurança, Juventude, afins. Há uma porção de espertalhões criando conselhos, na pavonice de pousar como autoridade, quando não consegue emplacar uma eleição ou cargo público. Em Foz do Iguaçu há casos clássicos de gente assim, fracassados politicamente e que se agarram em algum “conselho” para ficar dando pitaco aqui e acolá.

A verdade é que o governo não controla e  nunca controlará conselho algum. Daí, o decreto visa apenas colocar o bonde nos trilhos, sobretudo abrindo os olhos das administrações públicas, fazendo que elas dêem mais atenção aos anseios populares. É isso mesmo, Dilma criou uma espécie de coleira, que poderá ser inclusive colocada nela.

O decreto não mexe com ninguém, apenas fortalece a população contra os políticos de baixo calibre, que entram na atividade pensando em lesar o contribuinte. Não vamos nos esquecer, que em boa parte, as nomeações públicas nas administrações, são indicação de gente do Legislativo.

Daí transformaram um decreto que aparentemente era inofensivo, num dragão de sete cabeças. O governo não cria Conselhos, não paga conselheiros; Conselhos Comunitários ou Populares não possuem «poder» e nem mesmo interferem no Legislativo.

Em verdade os legisladores, nossos nobres deputados, temem uma fiscalização maior por parte da população, pois quando ela se organiza em forma de “Conselho”, fortalece o conceito de “Sociedade Organizada”.

Então vejam, sem uma “Sociedade Organizada”, os políticos pintam e bordam, como acontece em Foz do Iguaçu, na barra forçada para aumentar o número de cadeiras na Câmara Municipal. Taí um exemplo da eficiência e valor dos Conselhos, quando é movido em favor da maioria. 

Gato 1 - Cópia - Cópia

aum 2

Sobre os juros

Houve uma corrida nada discreta na direção de alguns bancos e cooperativas. A popança passou a ser um lugar interessante para se deixar a grana, depois que aumentaram a taxa de juros no país.

Gato 10

 

aum 3

Sobre os argentinos

A choradeira é geral. Nossos vizinhos, em especial os que fazem Turismo, não podem mais atravessar a fronteira sem pagar caro, cerca de 30% de impostos. É por isso que quase não se vê mais as placas argentinas em meio ao nosso trânsito. A “presidenta” de lá, quer forçar o Turismo interno, fazendo com que o dinheiro circule mais no país. Isso sim é bolivarismo puro, impedindo o direito de ir e vir. E nisso o Brasil se machuca; Além de não receber “los hermanos”, vê bilhões deixados em Miami, Nova Iorque e em países da Europa. Se ficar o bicho pega, se correr…

Gato 11a

aum 4

Sobre o Festhumor

Devido a repercussão em face de decisão na Justiça – em meu favor – na última quarta feira, muitas pessoas telefonaram e enviaram comunicações, algumas até muito singelas, o que agradeço de coração. Os mais novos queriam entender melhor o caso, como uma jornalista de apenas 24 anos. Quando começamos os Festivais do Humor Gráfico em Foz, ela tinha apenas 13 aninhos, daí não assimilou o evento e menos ainda a sua importância.

Deixa eu dar uma refrescada na memória do povo: na época, Foz do Iguaçu era fortemente atacada por meio de informações sensacionalistas. A cidade tenteou de tudo para atenuar os algozes; foram enviadas cartas para as redações dos jornais; organizados encontros pela Paz; muitos peregrinaram, tentando provar que tudo não passava de invencionice. Então o Ziraldo, numa visita à Foz do Iguaçu, teve a sacada de fazer um Festival de Humor, justamente para vencer e combater o terror. Deu certo. Nas quatro edições do evento, os boatos simplesmente evaporaram, pois o sarro foi tão grande, que os acusadores ficaram envergonhados.

Acontece que como em quase tudo em Foz, há inveja, desconforto, ciúme e andaram “pagando” – coisa que eu já sei – um travestido de mercenário para fazer denúncias contra o evento, e ele fez. Tentou cobrar para não fazer e se lascou. Mas o caso foi parar na Justiça e de lá para cá, o empenho foi preciso me defender. Das 26 denúncias, 22 era simplesmente denunciações caluniosas” e foram desmentidas na lata; apenas quatro prosperaram e as decisões estão acontecendo agora, depois de muitos e muitos anos. Até agora, se não fui vitorioso, fui excluído de ações. Está se provando que não houve nada de errado.

E é aquela história, quem não deve não teme. Quem perdeu foi Foz do Iguaçu, que deixou de abrigar um evento mundial, consagradamente um dos maiores do planeta. Não houve clima que nos fizesse continuar. Eu preferi dar a cara ao tapa, já que trouxe o Ziraldo para a cidade, para ajudar a defendê-la. Assumi a responsabilidade sobre as acusações. Não tenho medo. Não fiz nada de errado.

Agora, depois das decisões, o caso vai virar livro. Vou contar em detalhes o sórdido e o hilário. No fim uma coisa acaba ficando até bem, perto da outra. A obra foi devidamente registrada e está nas mãos do meu editor. Chama-se “Encontro de Terroristas”. Apesar do sofrimento eu não perdi o humor e nem a piada.

Eu li os blogues e os comentários. Agradeço aos que aclararam a verdade sobre o caso. O que houve foi uma decisão da Justiça Federal, em Porto Alegre. Por “unanimidade” me foi reconhecida a extinção da punibilidade. Se durante tanto tempo me defendendo, não fui considerado “culpado”, logo, sou inocente. E fim de papo.

Gato 6

Enfim a vida volta ao normal…

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 Vai que é tua Dilma

Experimentamos um pouco da dádiva democrática. Faz bastante tempo que isso não acontecia. Alguns especialistas afirmam que o Brasil está dividido, cortado quase que ao meio, por meio de uma linha diagonal. Isso não é verdade. Todos os Estados tiveram a sua parcela de derrota e vitória. 

Houve uma diferença em torno de três milhões e meio de votos; os números de uma eleição num país como o Paraguai e, uma abstenção de quase 30 milhões de eleitores; somados os quase sete milhões de votos brancos e nulos, o que perfaria uma eleição do tamanho da Argentina. Os números no Brasil são mesmo assim, desproporcionais. A abstenção pode ter causado enorme influência no resultado. Vai-se lá saber em favor de quem?

 Dilma 1

No Paraná, Aécio fez 60,98% dos votos, contra 39,02% de Dilma. Aumentou os números em relação ao primeiro turno. Quase um milhão e meio de eleitores não votaram no Paraná. Em Foz, Aécio venceu com 58,39% dos votos, contra 41,61% de Dilma. 81.904 iguaçuenses preferiam o Aécio, contra 58.358 mil votos para Dilma (Até eu fechar este texto). Dilma aumentou a votação nas 631 seções de Foz. 

Dilma 2

Mas também informaram (TRE) que de um total de eleitores 190.014 eleitores, compareceram 144.641 (76,12); as abstenções foram 45.373 (23,88%); os votos válidos foram 140.262; os votos em branco somaram 1.606 e os nulos 2.773. Eu fui um dos eleitores entre os quase 150 mil, que compareceram às urnas. Mas logo mais saberemos o resultado na cidade. Francamente estou um pouco curioso.

 Dilma 3

Pessoalmente confesso que estava difícil até em frequentar um boteco. Não havia outro assunto, que não fosse Dilma e Aécio, Aécio e Dilma; uma faísca e pronto, estava feita a confusão. O futebol deixou de ser a conversa de balcão. A turma se vestiu de vermelho ou de azul. Se bem que no bar onde eu vou, a grande maioria era azul, torcedores do Aécio. Poucos se arriscavam posar com a cores de Dilma, mas havia sim alguns corajosos. Se depender das apostas, entre caixas de cerveja e garrafas de uísque, há quem não pagará bebida até o final do novo governo Dilma. Sim, quem apostou na candidata, contra a massa tucana, vai beber de graça por longo e bom tempo. Eu não apostei nem um palito de fósforo, logo, se não fumo, nem um maço de cigarros.

Dilma e Lula, ineditamente atingiram uma espécie de “Tetracampeões”, se é que podemos converter eleição em campeonato. Mas no fim das contas os discursos foram imensamente pacíficos, a começar pelo de Aécio Neves, que disse ter telefonado para a oponente assim que assimilou o resultado. Deu um bom exemplo.  

O meu voto não declarei. É uma questão bem pessoal, embora o discernimento coletivo. Sempre foi assim. Eu não colo adesivos no peito e nem no automóvel. Não induzo a família e os amigos. Respeito o direito sagrado. Medito, penso, vou lá e voto. Quando me arrependo, simplesmente lamento e não cometo o mesmo erro. Voto para mim é algo muito sério; não fico exibindo como fosse um panfleto perdulário que diminui uns e exalta outros. Embora muita gente saiba o meu voto, ou para quem ele foi, não me embriagarei da vitória e nem tripudiarei na derrota.

Espero que o meu voto promova o que eu quero, baseado nas promessas e no que há de mais importante no futuro. O Brasil precisa de uma reforma política e eleitoral de verdade. É necessário implantar o voto distrital, acabar com a reeleição e eleger todos os representantes no mesmo dia. Que não me venham com essa bobagem de discutir apenas o tamanho da propaganda dos políticos.     

Para finalizar, os institutos de pesquisas se safaram. Não erraram feio, mas também não acertaram na pinta. O Datafolha foi mais ousado. Elegeu Dilma meia hora antes do resultado oficial. Acertou na boa de urna.

Agora é esperar a poeira baixar e com esperança, sem perder o humor, quero ver os amigos se unirem, sem rusgas. No país do futebol, mais um campeonato acabou. Um certame mais sério do que muitos entendem ser. Um bom início de semana! 

…após o primeiro turno…

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Um rápido olhar para

certas coisas

Um olá

Voltei para matar a vontade de escrever e de alguma forma, atender o pedido de alguns amigos, diga-se vários. Muitas pessoas enviam e-mail e utilizam as redes sociais cobrando mais postagens e publicações minhas. Que bom né? Pudera, fiquei três décadas escrevendo todos os dias em jornais; falei em emissoras de rádio e televisão, daí ganhei visibilidade e de certa forma expandi a opinião; muita gente lia a minha coluna, por isso, devo sim algumas explicações.

 

A Gazeta

Sobre A Gazeta do Iguaçu, embora muitas pessoas vivam perguntando, me recuso a comentar o que houve por lá, até pelo fato da cidade toda já saber; a peleia é grande nos bastidores. Mas um dia tudo vai se resolver. É melhor deixar por conta da Justiça, não importa o tempo de espera.

 

Em resumo

Vou muito bem obrigado, mais magro, mais esperto, mais calmo. Com tempo para pensar longe do “mundico”, o lugar onde muita gente vive e convive com questões perdulárias, política suja, fofocas e fuxicos. Infelizmente o ambiente é bem assim em alguns lugares. Estar fora disso é tudo o que eu queria na vida. Estou me sentindo muito realizado profissionalmente, fazendo coisas que antes não passavam de sonhos. Não posso escrever em jornal, mas escrevo livros, roteiros, participo de projetos pessoais, enquanto espero. Mas eu falarei mais sobre isso no futuro.

 

Eu votei

Fui até o local de votação e escorreguei na “papelama” espalhada pelas calçadas. Uma vergonha! Quero dar um puxão de orelha na Cláudia Pereira, pois boa parte da propaganda sujando a rua, onde eu fui votar, eram justamente (ou injustamente) dela. A deputada eleita que distribua os puxões de orelhas nos seus cabos eleitorais. Olhando a lista do TRE, às 20h10m, Cláudia aparecia em na posição de número 59 entre os mais votados, com 29.377 votos. Como o Ratinho Júnior, da mesma coligação (PSC-PSC/PR/PT do B), fez mais de 300 mil votos, levou Cláudia e outros vários candidatos para a Assembleia Legislativa. Ratinho, com sua estratégia, tornou-se praticamente “dono” da ALP. Está calçando uma avenida para substituir Beto Richa daqui quatro anos.

 

Ratinho e os Pereira

Aumentou um pouco mais a dívida dos Pereira, Reni e Cláudia, com o Ratinho Júnior. A fórmula eleitoral tem sido a mesma desde que a família entrou para o ramo da política. Mas engana-se quem acredita que tanto Cláudia como Reni ficaram esperando a chuva de votos. Precisaram gastar muita sola de sapato. Opa, e grana também.

 

Chico e Claudia

Chico Brasileiro ficou entre os 20 mais votados no Paraná. Uma vitória importante para Foz do Iguaçu, que faz tempo não elegia deputados com boa quantidade de votos da cidade. Chico superou os 50 mil votos, dentre os quais, 44.750 foram arrebanhados no seu principal curral eleitoral, ou seja, em Foz. Já Cláudia beirou os 30 mil votos, mas apenas 17 mil iguaçuenses votaram nela. O restante dos votos vieram de fora. Isso mostra um pouco da insatisfação com governo de Reni. Mas isso não importa, são deputados eleitos pela cidade e devem representá-la da melhor maneira possível.

 

E agora Reni?

O negócio é ir desatolando o pé da jaca. Precisará trabalhar dobrado nos próximo dois anos, se a ideia é encarar um projeto de reeleição. Se quiser melhorar, terá que trocar alguns assessores. Deve começar por um que está enrustido no gabinete, tratando de melhorar a própria vida. Está para estourar uma bomba e é certo que o pavio está aceso no MP.  

 

Chico, Cláudia e Beto

Se antes havia uma aproximação de Foz com o governo do Estado por causa das boas relações de Reni Pereira com Beto Richa, a situação triplicou, pois Chico Brasileiro e Cláudia Pereira estamparam Richa em suas campanhas. Pelo menos na ALP, Foz terá um pouco mais de atenção. Quem sabe agora, pelo menos, terminam o viaduto da BR 277.

 

Beto

Desde o início da campanha eu disse que Beto levava no primeiro turno. Os insatisfeitos tiravam sarrinhos, diziam que eu estava gorando o Requião e a Gleisi e coisa e tal. Não se trata de gorar, secar e sim estar atento ao que dizem as pessoas. Não queriam a Gleisi por causa da Dilma e o Requião, por causa dele mesmo. Atentem para a surra que a Dilma levou do Aécio no Paraná; 49,79% para ele e 32,54% para ela. Vamos ver o que vai acontecer no segundo turno, mas já posso adiantar: a briga será boa.

 

Quo vadis Marina?

Antes de saber onde ela vai, é necessário entender de quem eram os seus supostos votos; aqueles que a projetaram no topo. Em minha opinião boa parte eram do falecido Eduardo Campos, Aécio e da Dilma. A questão agora é saber para quem eles voltarão e de que forma. Na real, Marina continuou com a mesma base eleitoral do último pleito. Quer dizer, não saiu do lugar. Em minha modesta opinião, Marina atrapalha se somar tanto com Dilma como com Aécio na briga pelo segundo turno. Mas é só a minha opinião.

 

Quo vadis institutos de pesquisa?

Que papelão, de novo. Erraram a posição do Aécio em 10%. Nas últimas pesquisas ela aparecia na casa dos 24% e nas urnas conseguiu 34,38%. O que foi que aconteceu IBOPE, Data Folha, Vox Populi? De que maneira conseguiram pulverizar a realidade da noite para o dia? Pois eu estou convicto: se o crescimento de Aécio Neves aparecesse nos gráficos, o resultado da eleição seria outro.

 

E os nossos deputados federais?

O gato comeu os votos de novo. Professor Sérgio com quase 59 mil votos e Vitorassi com 32.500, em ambos os casos muito abaixo daquilo que esperavam. Mas ambos estão na suplência. No arranjo das cadeiras em Brasília pode sobrar uma brecha tanto para um como para outro. Se arranjarem algo para o Leandre e Cristiano Santos, ambos da coligação PV – PV/PPL, Dilto vai habitar um gabinete na Capital Federal. Vamos continuar nos contentando com Fernando Giacobo, que conserva o domicilio eleitoral na cidade. Sem ofensa, Giacobo possui um perfil mais regional e muita gente não consegue desgrudar Cascavel da Imagem dele. Ele conseguiu 144.305 mil votos, mas apenas 6.260 em Foz. Fez 4,6% dos votos na cidade; para terem ideia, o estreante Paulo Rocha fez 5.552 votos. Não é desta vez que o destemido cavalinho Lambari vai subir a rampa do Congresso.

 

A soma dos outros

Mais uma vez a soma dos votos pulverizados em candidatos sem chances seriam suficientes para enviar dois iguaçuenses para nos representar em Brasília. Mas o que se vai fazer? Foz tem disso, de conviver com essa cadeia predatória, onde o negócio é prejudicar o oponente no lugar e antes, de resolver os problemas da cidade. É difícil conviver com isso.   

 

Promessa

Prometo sim que postarei mais regularmente textos aqui. Vou tratar de arranjar tempo;mas o meu pique para a informação formal está muito mudado. Vou escrever mais sobre cultura, leitura e arte. A quem possa interessar, estarei aqui. Inté!  

…hora do respeito…

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Tragédia e ignorância

Campos 1O impacto foi tão violento que os corpos foram dilacerados e dilacerados. 

A morte de Eduardo Campos chocou a todos no Brasil e também no exterior, afinal de contas, uma eleição para presidente em nosso país, abre os olhos do mundo. O dia 13 de Agosto foi de consternação e perplexidade. Eu mesmo fiquei o tempo todo com um olho na televisão, e outro na tela do computador, embora as informações foram se repetindo com intensa dramaticidade; primeiro a queda do aparelho, depois a revelação sobre os seus ocupantes e por fim, a constatação de não haver sob reviventes.

E quando cai um avião é sempre assim. Buscam a opinião de especialistas, demonstram as qualidades da aeronave; correm para saber se estava tudo certo com a manutenção, licenças, habilidades da tripulação e coisa e tal; aventam os possíveis erros mecânicos e humanos, os defeitos e anomalias que causaram a tragédia. Mas quando o acidente envolve alguém famoso, tudo fica bem diferente. O evento ganha uma dimensionamento de comoção e não poderia ser diferente.

Mas desta vez, o que me chamou a atenção, foi a falta de escrúpulos, de educação, de respeito pelas vítimas, tanto nas transmissões ao vivo, como nas redes sociais.

Na cobertura da Globo, o repórter José Roberto Burnier se viu em saia justíssima quando um entrevistado disse que foi um dos primeiros a chegar no local da queda, que ajudou a recolher as vítimas e inclusive chegou a abrir os “olhos verdes” de Eduardo Campos, seu “amado candidato”. Em verdade não foi um depoimento e sim a manifestação do oportunismo midiático de mais um papagaio de pirata. Se até os extintores de incêndio da aeronave e peças reforçadas moeram, trituraram, é possível imaginar o que não deve ter ocorrido com os corpos dos passageiros e tripulantes; eles foram literalmente dilacerados, partidos em pedacinhos, carbonizados em decorrência do impacto e explosão. Os restos mortais serão identificados apenas por meio de DNA, arcada dentária e olha lá, pois os bombeiros ainda estão juntando partes de gente espalhadas pelo local da queda. Não deve ter sobrado um olho para poder ser aberto.

Mas o pior ocorre na internet, onde há comentários dos mais desairosos, como uma suposta “operação orquestrada pelo PT”, com a intenção de afastar Campos da campanha. E tem gente que acredita nisso. Ridículo. Estão propagando uma onda de crimes contra a honra de algumas pessoas e isso vai acabar rendendo muitos processos.

A coincidência de datas, com a morte do avô Miguel Arraes, o “13” do PT, também produziram pérolas de muito mau gosto.
A tragédia também acordou fofoqueiros de plantão, como os imbecis que inventaram que Eduardo Campos seria filho do compositor Chico Buarque de Holanda. Uma invencionice tosca, sem o menor cabimento, propalada por um site de humor. Eduardo era filho de Maximiano Campos, um senhor poeta pernambucano, cronista, morto em 1998, aos 56 anos. Há quem tenha nascido para inventar situações ridículas e envergonhar gente séria.

Também não faltaram políticos “pegando uma carona” no episódio e em Foz do Iguaçu isso causou um certo enojamento dos internautas. Podiam pelo menos esperar uns dias, aguardar o luto se findar, poupando parente e pessoas que de fato admiraram as vítimas, fossem elas famosas ou não. Poxa, sete pessoas perderam a vida num acidente muito misterioso, qual diga-se, pode ter envolvido até outra aeronave, levando em conta que algumas pessoas juram ter visto duas bolas de fogo.

De qualquer forma qualquer resultado ainda é prematuro e por isso, devemos demonstrar respeito, sem hipocrisia e oportunismo, deixando as paixões políticas de lado. Para torcer por um candidato, desejar mudar o país ou melhorá-lo, não implica em fazer dos eleitores, seres idiotas, imbecis radicais sem o senso do discernimento. Isso só vai confirmar a máxima de que possuímos os governantes que merecemos. Definitivamente merecemos o melhor, mas agimos como quiséssemos o pior.

Os CamposO poeta pernambucano Maximiano e os filhos Antônio e Eduardo; DNA de muito caráter e respeito pelos alheiros; deveríamos, pelo menos retribuir ou agir da mesma maneira.

…mais um dia…

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…na caçada

O dia dos pais, para mim, poderia se chamar Dia da Saudade.

Passando um rápido olhar pelas redes sociais, dei-me com o vazamento de emoção, de filhos manifestando o sentimento, a distância, a saudade, a alegria e também a tristeza, sobretudo os que não possuem mais os pais vivos, de maneiras que se pudesse dar um telefonema, enviar uma mensagem e na maioria dos casos, um abraço.

É a minha situação. Meu pai se foi e a ficha ainda não caiu. De certa forma ainda é recente, ou o tempo que não passa, ou a minha memória não desgarra. Sonho com ele todos os dias e não foi diferente hoje; acordei depois de uma longa e inteligente conversa com o Benito. Ele bem podia se chamar “Bonito”, de tão lindo que era.

Impressionante, eu nunca tive uma conversa com o meu pai em vida, como tenho nos sonhos. Primeiro eu vivia fugindo de casa, depois fugindo pro mundo e agora, fugindo de mim. Fugir da gente mesmo possui um sentido ideal; quer dizer “humildade” e a constatação de que não somos o mundo e sim, devemos compartilha-lo com os demais, é o ante-egocentrismo. Fujo e depois declaro: “eu, caçador de mim”.

Então, sai menino de casa e, fazendo as contas, meu pai tinha lá os seus 45, 48 anos. Viveu até os 79, em 2010. Fiquei longe mais de 30 anos, e isso quer dizer, boa parte da vida.

Ao bancar o “vira-mundo”, cada vez que o encontrava levava um choque, pois estava diferente, longe daquele homem de porte atlético, forte e elegante. Infelizmente não consegui chegar quando ele mais precisou que eu chegasse, não deu para me esperar, teve que ir. As pessoas da minha família já sabem que eu sou ruim de chegar, de voltar. Estão conformadas.

Mas eu, apesar de considerarem uma enorme falta de respeito, não tenho na memória a imagem de meu pai em vestes fúnebres, a caminho de um jazido; tudo o que guardo dele é vida e diante disso, sei que estou por ele, perdoado.

Hoje eu sei o que provavelmente sentirão os meus filhos quando eu não mais habitar este mundão e sou capaz de imaginar a forma com a qual me reverenciarão; são iguais a mim e neste exato momento estão virando o mundo, cada um buscando a vida, como busquei. O melhor presente que eu poderia ganhar num dia assim, é exatamente este: saber que os meus filhos são muito melhores do que eu! Se estou triste e com a saudade ampla de meu pai, estou feliz por meus filhotes, ávidos, audazes, corajosos, de olhos brilhantes e de cara com o mundo. Por isso, “vou descobrir o que me faz sentir, eu, caçador de mim”.

É bem isso que eu quero mesmo, inverter os papéis, dedicar o dia que seria do meu pai, aos meus filhos, assim saberão que estou bem e muito agradecido. Sonharemos todos uns com os outros, o tempo todo!  

Alexandre Garcia

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Professor…apenas professor!

Alexandre Garcia

Você sabe quanto ganha um professor do ensino médio com curso superior completo e até pós-graduação? Em uma cidade pertinho de Brasília, acredite: pouco mais de um salário mínimo. O salário é menor até do que o piso nacional! Para uma profissão que deveria ser extremamente valorizada.

Será que eles sabem que professor é um dom; é uma vocação. A pessoa nasce professor. E não tem que se envergonhar, a não ser com o salário.

Talvez por isso, nesta quarta-feira (06/08) vi no jornal alguém que se identifica como “pedagoga”, isto é, formada em pedagogia. Não é professora. Outra se diz “educadora”. Educadora é a mãe, é o pai. Professor é professor, o que ensina. O médico é médico porque teve professores. O engenheiro, porque teve professores. Professor é qualidade, não é apenas salário.

O prefeito, os vereadores, que oferecem pouco ao professor, talvez não tenham tido professores dedicados. Pagam abaixo do mínimo porque não podem pagar pior para o setor mais importante do município, que é o ensino. Que deveria ter o maior salário.

O vereador pode até fazer leis, mas não faz um país com saber, com conhecimento, com futuro. Isso é o professor que faz. O professor é o construtor do país, do futuro, precisa de salário que lhe dê tranquilidade para viver e lecionar preparado, para que possa se vestir dignamente, à altura da nobreza da profissão.

Aliás, qual seria a mais nobre das profissões? A do advogado, que não deixa o inocente ser condenado? A do engenheiro, que não deixa o viaduto cair? A do médico, que não deixa o paciente morrer? Ou a do professor, que não deixa definhar o futuro? Professor é mais que vereador, que prefeito, que não lhe pagam, porque nem é profissão, é missão.

Relações de Fronteira

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Iguazú anda mais rápido

Uma coisa é certa: a final da Copa do Mundo, envolvendo a Argentina, serviu para medir a quantas andam as nossas relações com os vizinhos. E aqui entre nós, idiossincrasia não se discute assim tão facilmente, em razão de uma partida de futebol; o assunto é bem mais amplo e delicado.

No meu ponto de vista, as relações com os nossos irmãos do sul mudaram muito e para melhor, tanto que às vezes nos entrelaçamos e só entendemos que pertencemos à nações diferentes quando uma bola atravessa do gramado.

Vou fazer uma pequena viagem ao passado. Quando cheguei em Foz, no início dos anos 80, Puerto Iguazú era um local difícil de se chegar. Ia-se ao Paraguai na maior tranquilidade, suplantando a Ponte da Amizade; para se chegar em Iguazú era preciso enfrentar uma fila medonha na Av. General Meira, atravessar o veículo de balsa, ou de catraia. Não havia travessia noturna. Era normal as pessoas deixarem os automóveis do lado de lá e buscar no dia seguinte. O comércio era praticamente do mesmo tamanho, com boa gastronomia e praticamente as meses pessoas no comando dos estabelecimentos. O vento soprava uma crise econômica e aquela gente sofria. E como sofreram.

Vale aqui ressaltar, que quando Foz ainda era um riscado de três ruas e Ciuda del Este nem existia (nem Puerto Stroessner existia), Iguazú era uma grande cidade, com mais de 40 mil habitantes. O destino foi invertendo os papéis. Depois veio a Ponte Tancredo Neves, as relações se apressaram com um intercâmbio mais acentuado; apareceram as aduanas, os Cassinos, o Duty Free e deu nisso que há hoje, um novo perfil de lazer, mas com algumas dificuldades que parecem enraizadas, afinal de Contas, Iguazú está para o governo em Buenos Aires, como cidades amazônicas brasileiras estão para Brasília. Não vamos longe, como Foz está para Brasília, em muitos de seus aspectos quando ressaltamos a atenção do governo federal.

Então, convivendo juntos esse tempo todo e aprendendo a se relacionar, é que brasileiros e argentinos vão suplantando as dificuldades. A diferença é que hoje são mais unidos e brigam mais quando algo pode se atravessar para causar transtorno.

A última Copa do Mundo é um exemplo desse esforço, em perceber que algo mudou em ambos os territórios. Em outros mundiais, eu nunca vi tantos argentinos no Brasil e tantos brasileiros na Argentina. Prova disso é o número pequeno de ocorrências desagradáveis e as que aconteceram foram pontualmente sanadas, como um caso mencionado neste espaço, no restaurante Pizza Color, pelo fato de alguns brasileiros serem hostilizados pelo mau humor de apenas um indivíduo, o recepcionista do local.

Postei o caso aqui e o mexe-mexe foi impressionante. Centenas de e-mails e uma virtual preocupação dos empresários e autoridades. E por que? É uma resposta virtual: ninguém quer desmanchar a aura que se construiu, de amizade, de bem receber, de querer bem os clientes, visitantes e turistas. No fim das contas foi até bom que algo ocorresse, justamente para testar esse pronto-socorro de se acabar com a anomalia, de corrigir o que pode estar errado em cima do laço. E acreditem, foi corrigido. O assunto já é passado.

Isso eu admiro nos irmãos argentinos. Sabem da qualidade de seus produtos, da competitividade nos preços; sabem das conquistas duramente batalhadas e não querem voltar atrás; querem seguir conquistando, indo em frente. Precisamos aprender com os hermanos. Não somos tão atentos assim no Brasil.

Bom, estamos falando de nações, culturas, costumes. Alguns donos de restaurantes brigam quando falamos do sucesso que é a noite na Argentina. Mas ninguém faz nada para melhorar o lado de cá. Ninguém briga por causa da altíssima taxa tributária sobre alimentos e bebidas, em razão da fiscalização as vezes abusiva, dos encargos e situações que inviabilizam os negócios. Foz está se tornando um caso sério em matéria de entretenimento, os estabelecimentos fecham cedo, queixam-se da falta de segurança e outra série de tormentos. Do jeito que as coisa anda, é provável que fechem até para as refeições. Não se admirem.

A verdade é que nos compreendemos “cidades turísticas” mas ainda não aprendemos a trabalhar e nem se com portar como tal. Falta muito. Estamos engatinhando no segmento. Precisamos nos cuidar se pretendemos viver do turismo e dos turistas. Não se trata apenas de questão de trabalho. É também uma questão de mentalidade!

…acabou-se a festa do futebol

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…e fim de papo…

Não é segredo, depois do fatídico jogo onde a nossa derrota foi mais do que histórica (7×1) passei a ser alemão desde criancinha! Torci e muito para a final acontecer contra a Holanda, prá lá de merecedora de um título mundial, mas o destino não é muito feliz, tampouco justo com os Laranjas Mecânicas; chegam e não levam.

Como a decisão era contra a Argentina, por pouco não pintei o cabelo de loiro e arranjei lentes de contato azuis.

Assisti a final de cabo a rabo e curiosamente, em razão de uma daquelas rápidas escapadas, perdi justamente o gol, mas já fiquei sabendo imediatamente por meio de uma mensagem, que soltava rojõezinhos, aplausos, bandeiras alemãs e tudo o que cabia nos espaços dos caracteres.

Vi a desolação dos hermanos, pobrezinhos, fiquei com dó e entendi a expressão carrancuda do Messi, sem esboçar um único sorriso, nem com os olhos. Não que ele não saiba perder, é que não foi predestinado a isso, não assimila bem as derrotas e menos ainda em seu maior momento.

Em meu conceito, alguém que perde e sai dando gargalhadas não entendeu a essência da competição em sua seriedade e compromisso. Messi é alguém de caráter e competitividade. O atacante é “o cara”, embora não tenha merecido o troféu de melhor jogador. De longe, Messi não mostrou futebol para merecer a honraria. Havia no mínimo uma dezena de craques que desempenharam muito mais do que o argentino.

De tanto torcer e zanzar de um lado ao outro, acordei com a perna esquerda dura, inchada, andando igual a um pirata da perna-de-pau. Bom nunca fui pirata, já perna-de-pau não dá para esconder.

Mas enfim, acabou-se o carnaval futebolístico e sem muitas novidades; o Brasil levou um chocolate holandês e o hexa, teremos que buscar na Russia; a Alemanha venceu o plantel argentino, como milhares devem ter adivinhado e dividido os resultados dos bolões; Dilma foi mais uma vez vaiada pela torcida e desta vez no Maracanã. Aliás, a “presidenta” recebeu mais vaias e xingamentos do que qualquer juiz ao longo do Mundial.

E a terrinha? Tudo igual. Me disseram que a Polícia Militar e Rodoviária Federal estava preparada para receber os argentinos caso resolvessem festejar do lado de cá da fronteira e cometessem algazarra. Algumas blitizies estavam reservadas para eles. No fim o trânsito estava muito tranquilo. Soube que não foi a mesma coisa em Puerto Iguazú, onde houve inundações de lágrimas, fazendo subir as águas do rio que faz divisa com Foz.

Um caso em especial me chamou a atenção e, pelo bem das relações com os vizinhos, vou relatá-lo, assim as autoridades turísticas poderão trabalhar o tema com cuidado e certas pessoas modificarão o atendimento aos visitantes.

Alguém sofreu uma abordagem muito preconceituosa antes do início do jogo e mais tarde fui descobrir que outras pessoas enfrentaram a mesma situação. Aconteceu num restaurante considerado tradicional em Puerto Iguazú, a Parrilha Pizza Color, que fica na Avenida Córdoba, nas imediações da Rodoviária (Foto).

As pessoas que iam chegando eram recebidas na porta por um cidadão que se diz sócio do estabelecimento. Ele cumprimentava meio asperamente, mas dizia que os serviços ocorreriam apenas até as 16 horas, pois fechariam o estabelecimento para os funcionários assistirem à final da Copa.

O local estava muito bem frequentado, quase lotado e em grande parte por argentinos que foram vibrar pela sua amada seleção.

Especificamente, com um cliente, foi assim: o “porteiro de luxo” além de orientá-lo a ir procurar outro local, fato que se pode considerar uma descortesia sem tamanho, afirmou que o cliente não tinha nada o que fazer lá, já que pelo fato de ser brasileiro, torceria para a Alemanha. O visitante de pronto negou, disse que seria o contrário, mesmo assim o atendente seguiu dissuadindo-o e cada vez mais de forma já indecorosa, afirmando que os “iguaçuenses vão comer e beber em Iguazú pelo fato da comida ser mais barata e melhor”.

Mesmo debaixo de pressão, os convivas resolveram ficar, quando descobriram pelos garçons, que o restaurante não fecharia, o contrário, seguiria aberto até a madrugada seguinte, como sempre acontece em todos os dias.     

Havia muitos brasileiros lá, paraguaios e até alemães. As seguidas ocorrências e negativas causavam tristeza ao time de garçons e o clima foi aos poucos esquentando. Bom, o resultado todo mundo conhece; para os supersticiosos e, pessoas que acreditam na mandinga, foi o tratamento do “sócio” do restaurante que gorou a vitória dos hermanos. Lascou-se e escrever este texto, é uma forma de ajudar remediar a situação. Alguns clientes afirmaram que formularão queixa na Câmara de Comércio e o bicho vai pegar.

Eu conheço a “Parrilha Pizza Color” faz muito tempo, há mais de 20 anos. O serviço é muito bom, os assados são ótimos e os preços honestos. Honestidade não quer dizer “barato”. Aquele figura que recebe as pessoas, na entrada, não condiz com a casa e a sua reputação. Um inóspito artista de rua, que faz esculturas em barro é bem mais simpático! Quem o conhece dirá que estou certo.

Qual a razão de mentir sobre o fechamento da parrilha? Qual o problema no fato de os clientes torcerem para uma equipe de futebol que não seja a Argentina? Por que questionar a preferência dos visitantes, ao praticarem o lazer do outro lado da fronteira? É dinheiro bom que fica lá e não é pouco.

Eu vejo muita gente indignada com isso, a começar pelos proprietários de empreendimentos gastronômicos de Foz, sobretudo quando “autoridades” insistentemente levam visitantes para jantar em Iguazú, como não houvessem atrativos e nem restaurantes de qualidade do lado brasileiro. Em certo ponto, a turma tem razão, mas visitar os países vizinhos está nos planos dos anfitriões. Eu mesmo faço isso, como também utilizo os restaurantes deste lado. Conheço muitos argentinos que se alimentam em Foz apesar da diferença cambial. Isso tem nome, significa “bom relacionamento de fronteira”. Já não basta a penca de problemas que enfrentamos?

O que não se pode alimentar é essa rixa entre irmãos, nações amigas; uma fagulha pode causar uma tragédia, ainda mais quando os nervos estão alterados em razão de um momento importante, afinal, futebol para os argentinos é religião!

Um trato inadequado, como o ocorrido no último domingo, pode mover uma onda contra o comércio de Iguazú e isso será uma tragédia para muitos empresários. Como conheço muita gente lá, fraternos e bons amigos, peço para darem um puxão de orelha no infeliz parrilheiro, assim ele aprenderá. Só assim entenderá que o sucesso de sua empresa é a clientela. Fama ruim se alastra como praga. 

ColorPizza Color, uma excelente local para os visitantes e turistas, só precisam amarrar o rottweiler

Color 3 As pizzas estão entre as melhores da região, mas o velhote da entrada estraga a estada dos clientes

color 4 As iguarias servidas lá são soberbas, recatadas, cinco estrelas, mas o recepcionista empurra a freguesia para os vizinhos…

…crônica futebolística…

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Pendurando as chuteiras

Bye Bye Brazil…a última ficha caiu. A minha caiu faz tempo e como todos, só não esperava os hepta gols, a maioria num espaço de seis míseros minutos. Bom, caso alguém leu as minhas últimas postagens assimilou o descrédito na partida contra a Alemanha, a equipe mais bem preparada para o mundial.

Escrevi e faço questão de repetir: se a seleção brasileira vencesse esse time da Alemanha, aí sim diriam que a Copa do Mundo foi comprada. E com isso na cabeça, fui me preparando para o pior. Preferiria perder na semifinal para a Alemanha do que para a Argentina ou Holanda no Maracanã.

Ah, mas tenho que admitir que sofri duplamente, primeiro em razão do placar, depois em ver a seleção derrotada pelas camisas do Flamengo; foi uma urubuzada histórica e que faz tremer qualquer coração tricolor, como é o meu.

Mas é só um jogo de futebol. Coisa pouca e devemos renovar o espírito pois “as outras coisas” andam normalmente, como é o caso das faturas de luz, água e telefone; o poetinha vagabundo disse: “o vencimento não pode esperar”; vencem os impostos, as tarifas; a dispensa esvazia, vai faltar comida para o meu gato Fernando Henrique. Acreditem, tudo seria igual caso o Brasil vencesse os urubus germânicos e fosse para a final. Nada mudaria se a Copa ficasse aqui e conquistássemos o hexa! Viveríamos ilusoriamente um pouco mais felizes e será que precisamos tanto de uma felicidade assim? Creio que necessitamos mais da seriedade lúcida.

Por isso, há muito, o futebol não mexe mais com a minha cabeça e nem rouba o meu tempo. Adoro assistir uma boa partida, um clássico, mas não me desespero, arranco os cabelos, roo a unha e, se precisar trocar os 90 minutos em frente à televisão por algo mais aprazível, não penso duas vezes. Troco jogo de futebol para pintar e escrever. Uso um tempo assim para pensar.

A gente tem muito o que se preocupar, claro, depois de secar a equipe argentina. O brasileiro pensa assim. Se não ganhamos, eles menos ainda! Mas algo me diz que podem chegar lá… saberemos daqui algumas horas e eu volto, mais uma vez para descrever o que vi e como foi que vi.

Minha ótica sobre a partida é simples: quatro volantes é muita coisa e pior ainda é meter um atacante anão entre gigantes experientes e organizados. Foi o que aconteceu, como nas peladas dos campinhos de antigamente, quando o jogo virava em cinco e acabava em dez.

Tenho dó da molecada. Sim, são meninos de 22, 23, 25 anos. Tudo bem, meninos milionários, muito bem pagos para aquilo ao que se propõem e haja o que houver, levarão essa cicatriz para o resto da vida. O Maracanaço de 1950, não foi tão cruel quanto o Mineiraço de 2014. O que ainda salva é sustentar as estrelas pentacampeãs no peito. Nossa constelação ainda é bem visível, está lá no céu distante e aqui na Terra, na terrinha, muita coisa para varrer. Vamos lá Brasil, descalça a chuteira!

    Canarinho