Relações de Fronteira

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Iguazú anda mais rápido

Uma coisa é certa: a final da Copa do Mundo, envolvendo a Argentina, serviu para medir a quantas andam as nossas relações com os vizinhos. E aqui entre nós, idiossincrasia não se discute assim tão facilmente, em razão de uma partida de futebol; o assunto é bem mais amplo e delicado.

No meu ponto de vista, as relações com os nossos irmãos do sul mudaram muito e para melhor, tanto que às vezes nos entrelaçamos e só entendemos que pertencemos à nações diferentes quando uma bola atravessa do gramado.

Vou fazer uma pequena viagem ao passado. Quando cheguei em Foz, no início dos anos 80, Puerto Iguazú era um local difícil de se chegar. Ia-se ao Paraguai na maior tranquilidade, suplantando a Ponte da Amizade; para se chegar em Iguazú era preciso enfrentar uma fila medonha na Av. General Meira, atravessar o veículo de balsa, ou de catraia. Não havia travessia noturna. Era normal as pessoas deixarem os automóveis do lado de lá e buscar no dia seguinte. O comércio era praticamente do mesmo tamanho, com boa gastronomia e praticamente as meses pessoas no comando dos estabelecimentos. O vento soprava uma crise econômica e aquela gente sofria. E como sofreram.

Vale aqui ressaltar, que quando Foz ainda era um riscado de três ruas e Ciuda del Este nem existia (nem Puerto Stroessner existia), Iguazú era uma grande cidade, com mais de 40 mil habitantes. O destino foi invertendo os papéis. Depois veio a Ponte Tancredo Neves, as relações se apressaram com um intercâmbio mais acentuado; apareceram as aduanas, os Cassinos, o Duty Free e deu nisso que há hoje, um novo perfil de lazer, mas com algumas dificuldades que parecem enraizadas, afinal de Contas, Iguazú está para o governo em Buenos Aires, como cidades amazônicas brasileiras estão para Brasília. Não vamos longe, como Foz está para Brasília, em muitos de seus aspectos quando ressaltamos a atenção do governo federal.

Então, convivendo juntos esse tempo todo e aprendendo a se relacionar, é que brasileiros e argentinos vão suplantando as dificuldades. A diferença é que hoje são mais unidos e brigam mais quando algo pode se atravessar para causar transtorno.

A última Copa do Mundo é um exemplo desse esforço, em perceber que algo mudou em ambos os territórios. Em outros mundiais, eu nunca vi tantos argentinos no Brasil e tantos brasileiros na Argentina. Prova disso é o número pequeno de ocorrências desagradáveis e as que aconteceram foram pontualmente sanadas, como um caso mencionado neste espaço, no restaurante Pizza Color, pelo fato de alguns brasileiros serem hostilizados pelo mau humor de apenas um indivíduo, o recepcionista do local.

Postei o caso aqui e o mexe-mexe foi impressionante. Centenas de e-mails e uma virtual preocupação dos empresários e autoridades. E por que? É uma resposta virtual: ninguém quer desmanchar a aura que se construiu, de amizade, de bem receber, de querer bem os clientes, visitantes e turistas. No fim das contas foi até bom que algo ocorresse, justamente para testar esse pronto-socorro de se acabar com a anomalia, de corrigir o que pode estar errado em cima do laço. E acreditem, foi corrigido. O assunto já é passado.

Isso eu admiro nos irmãos argentinos. Sabem da qualidade de seus produtos, da competitividade nos preços; sabem das conquistas duramente batalhadas e não querem voltar atrás; querem seguir conquistando, indo em frente. Precisamos aprender com os hermanos. Não somos tão atentos assim no Brasil.

Bom, estamos falando de nações, culturas, costumes. Alguns donos de restaurantes brigam quando falamos do sucesso que é a noite na Argentina. Mas ninguém faz nada para melhorar o lado de cá. Ninguém briga por causa da altíssima taxa tributária sobre alimentos e bebidas, em razão da fiscalização as vezes abusiva, dos encargos e situações que inviabilizam os negócios. Foz está se tornando um caso sério em matéria de entretenimento, os estabelecimentos fecham cedo, queixam-se da falta de segurança e outra série de tormentos. Do jeito que as coisa anda, é provável que fechem até para as refeições. Não se admirem.

A verdade é que nos compreendemos “cidades turísticas” mas ainda não aprendemos a trabalhar e nem se com portar como tal. Falta muito. Estamos engatinhando no segmento. Precisamos nos cuidar se pretendemos viver do turismo e dos turistas. Não se trata apenas de questão de trabalho. É também uma questão de mentalidade!

…acabou-se a festa do futebol

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…e fim de papo…

Não é segredo, depois do fatídico jogo onde a nossa derrota foi mais do que histórica (7×1) passei a ser alemão desde criancinha! Torci e muito para a final acontecer contra a Holanda, prá lá de merecedora de um título mundial, mas o destino não é muito feliz, tampouco justo com os Laranjas Mecânicas; chegam e não levam.

Como a decisão era contra a Argentina, por pouco não pintei o cabelo de loiro e arranjei lentes de contato azuis.

Assisti a final de cabo a rabo e curiosamente, em razão de uma daquelas rápidas escapadas, perdi justamente o gol, mas já fiquei sabendo imediatamente por meio de uma mensagem, que soltava rojõezinhos, aplausos, bandeiras alemãs e tudo o que cabia nos espaços dos caracteres.

Vi a desolação dos hermanos, pobrezinhos, fiquei com dó e entendi a expressão carrancuda do Messi, sem esboçar um único sorriso, nem com os olhos. Não que ele não saiba perder, é que não foi predestinado a isso, não assimila bem as derrotas e menos ainda em seu maior momento.

Em meu conceito, alguém que perde e sai dando gargalhadas não entendeu a essência da competição em sua seriedade e compromisso. Messi é alguém de caráter e competitividade. O atacante é “o cara”, embora não tenha merecido o troféu de melhor jogador. De longe, Messi não mostrou futebol para merecer a honraria. Havia no mínimo uma dezena de craques que desempenharam muito mais do que o argentino.

De tanto torcer e zanzar de um lado ao outro, acordei com a perna esquerda dura, inchada, andando igual a um pirata da perna-de-pau. Bom nunca fui pirata, já perna-de-pau não dá para esconder.

Mas enfim, acabou-se o carnaval futebolístico e sem muitas novidades; o Brasil levou um chocolate holandês e o hexa, teremos que buscar na Russia; a Alemanha venceu o plantel argentino, como milhares devem ter adivinhado e dividido os resultados dos bolões; Dilma foi mais uma vez vaiada pela torcida e desta vez no Maracanã. Aliás, a “presidenta” recebeu mais vaias e xingamentos do que qualquer juiz ao longo do Mundial.

E a terrinha? Tudo igual. Me disseram que a Polícia Militar e Rodoviária Federal estava preparada para receber os argentinos caso resolvessem festejar do lado de cá da fronteira e cometessem algazarra. Algumas blitizies estavam reservadas para eles. No fim o trânsito estava muito tranquilo. Soube que não foi a mesma coisa em Puerto Iguazú, onde houve inundações de lágrimas, fazendo subir as águas do rio que faz divisa com Foz.

Um caso em especial me chamou a atenção e, pelo bem das relações com os vizinhos, vou relatá-lo, assim as autoridades turísticas poderão trabalhar o tema com cuidado e certas pessoas modificarão o atendimento aos visitantes.

Alguém sofreu uma abordagem muito preconceituosa antes do início do jogo e mais tarde fui descobrir que outras pessoas enfrentaram a mesma situação. Aconteceu num restaurante considerado tradicional em Puerto Iguazú, a Parrilha Pizza Color, que fica na Avenida Córdoba, nas imediações da Rodoviária (Foto).

As pessoas que iam chegando eram recebidas na porta por um cidadão que se diz sócio do estabelecimento. Ele cumprimentava meio asperamente, mas dizia que os serviços ocorreriam apenas até as 16 horas, pois fechariam o estabelecimento para os funcionários assistirem à final da Copa.

O local estava muito bem frequentado, quase lotado e em grande parte por argentinos que foram vibrar pela sua amada seleção.

Especificamente, com um cliente, foi assim: o “porteiro de luxo” além de orientá-lo a ir procurar outro local, fato que se pode considerar uma descortesia sem tamanho, afirmou que o cliente não tinha nada o que fazer lá, já que pelo fato de ser brasileiro, torceria para a Alemanha. O visitante de pronto negou, disse que seria o contrário, mesmo assim o atendente seguiu dissuadindo-o e cada vez mais de forma já indecorosa, afirmando que os “iguaçuenses vão comer e beber em Iguazú pelo fato da comida ser mais barata e melhor”.

Mesmo debaixo de pressão, os convivas resolveram ficar, quando descobriram pelos garçons, que o restaurante não fecharia, o contrário, seguiria aberto até a madrugada seguinte, como sempre acontece em todos os dias.     

Havia muitos brasileiros lá, paraguaios e até alemães. As seguidas ocorrências e negativas causavam tristeza ao time de garçons e o clima foi aos poucos esquentando. Bom, o resultado todo mundo conhece; para os supersticiosos e, pessoas que acreditam na mandinga, foi o tratamento do “sócio” do restaurante que gorou a vitória dos hermanos. Lascou-se e escrever este texto, é uma forma de ajudar remediar a situação. Alguns clientes afirmaram que formularão queixa na Câmara de Comércio e o bicho vai pegar.

Eu conheço a “Parrilha Pizza Color” faz muito tempo, há mais de 20 anos. O serviço é muito bom, os assados são ótimos e os preços honestos. Honestidade não quer dizer “barato”. Aquele figura que recebe as pessoas, na entrada, não condiz com a casa e a sua reputação. Um inóspito artista de rua, que faz esculturas em barro é bem mais simpático! Quem o conhece dirá que estou certo.

Qual a razão de mentir sobre o fechamento da parrilha? Qual o problema no fato de os clientes torcerem para uma equipe de futebol que não seja a Argentina? Por que questionar a preferência dos visitantes, ao praticarem o lazer do outro lado da fronteira? É dinheiro bom que fica lá e não é pouco.

Eu vejo muita gente indignada com isso, a começar pelos proprietários de empreendimentos gastronômicos de Foz, sobretudo quando “autoridades” insistentemente levam visitantes para jantar em Iguazú, como não houvessem atrativos e nem restaurantes de qualidade do lado brasileiro. Em certo ponto, a turma tem razão, mas visitar os países vizinhos está nos planos dos anfitriões. Eu mesmo faço isso, como também utilizo os restaurantes deste lado. Conheço muitos argentinos que se alimentam em Foz apesar da diferença cambial. Isso tem nome, significa “bom relacionamento de fronteira”. Já não basta a penca de problemas que enfrentamos?

O que não se pode alimentar é essa rixa entre irmãos, nações amigas; uma fagulha pode causar uma tragédia, ainda mais quando os nervos estão alterados em razão de um momento importante, afinal, futebol para os argentinos é religião!

Um trato inadequado, como o ocorrido no último domingo, pode mover uma onda contra o comércio de Iguazú e isso será uma tragédia para muitos empresários. Como conheço muita gente lá, fraternos e bons amigos, peço para darem um puxão de orelha no infeliz parrilheiro, assim ele aprenderá. Só assim entenderá que o sucesso de sua empresa é a clientela. Fama ruim se alastra como praga. 

ColorPizza Color, uma excelente local para os visitantes e turistas, só precisam amarrar o rottweiler

Color 3 As pizzas estão entre as melhores da região, mas o velhote da entrada estraga a estada dos clientes

color 4 As iguarias servidas lá são soberbas, recatadas, cinco estrelas, mas o recepcionista empurra a freguesia para os vizinhos…

…crônica futebolística…

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Pendurando as chuteiras

Bye Bye Brazil…a última ficha caiu. A minha caiu faz tempo e como todos, só não esperava os hepta gols, a maioria num espaço de seis míseros minutos. Bom, caso alguém leu as minhas últimas postagens assimilou o descrédito na partida contra a Alemanha, a equipe mais bem preparada para o mundial.

Escrevi e faço questão de repetir: se a seleção brasileira vencesse esse time da Alemanha, aí sim diriam que a Copa do Mundo foi comprada. E com isso na cabeça, fui me preparando para o pior. Preferiria perder na semifinal para a Alemanha do que para a Argentina ou Holanda no Maracanã.

Ah, mas tenho que admitir que sofri duplamente, primeiro em razão do placar, depois em ver a seleção derrotada pelas camisas do Flamengo; foi uma urubuzada histórica e que faz tremer qualquer coração tricolor, como é o meu.

Mas é só um jogo de futebol. Coisa pouca e devemos renovar o espírito pois “as outras coisas” andam normalmente, como é o caso das faturas de luz, água e telefone; o poetinha vagabundo disse: “o vencimento não pode esperar”; vencem os impostos, as tarifas; a dispensa esvazia, vai faltar comida para o meu gato Fernando Henrique. Acreditem, tudo seria igual caso o Brasil vencesse os urubus germânicos e fosse para a final. Nada mudaria se a Copa ficasse aqui e conquistássemos o hexa! Viveríamos ilusoriamente um pouco mais felizes e será que precisamos tanto de uma felicidade assim? Creio que necessitamos mais da seriedade lúcida.

Por isso, há muito, o futebol não mexe mais com a minha cabeça e nem rouba o meu tempo. Adoro assistir uma boa partida, um clássico, mas não me desespero, arranco os cabelos, roo a unha e, se precisar trocar os 90 minutos em frente à televisão por algo mais aprazível, não penso duas vezes. Troco jogo de futebol para pintar e escrever. Uso um tempo assim para pensar.

A gente tem muito o que se preocupar, claro, depois de secar a equipe argentina. O brasileiro pensa assim. Se não ganhamos, eles menos ainda! Mas algo me diz que podem chegar lá… saberemos daqui algumas horas e eu volto, mais uma vez para descrever o que vi e como foi que vi.

Minha ótica sobre a partida é simples: quatro volantes é muita coisa e pior ainda é meter um atacante anão entre gigantes experientes e organizados. Foi o que aconteceu, como nas peladas dos campinhos de antigamente, quando o jogo virava em cinco e acabava em dez.

Tenho dó da molecada. Sim, são meninos de 22, 23, 25 anos. Tudo bem, meninos milionários, muito bem pagos para aquilo ao que se propõem e haja o que houver, levarão essa cicatriz para o resto da vida. O Maracanaço de 1950, não foi tão cruel quanto o Mineiraço de 2014. O que ainda salva é sustentar as estrelas pentacampeãs no peito. Nossa constelação ainda é bem visível, está lá no céu distante e aqui na Terra, na terrinha, muita coisa para varrer. Vamos lá Brasil, descalça a chuteira!

    Canarinho

…de segunda e primeira mão

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Alemanha x Holanda

Vou torcer para o Brasil; pela Seleção Brasileira! E mais, muito mais do que nunca. Nas questões futebolísticas sou sempre um otimista. E torcerei com garra, ânimo, determinação, fé, como estivesse em campo. Enfim, torcerei para o nosso esquadrão canarinho com a gana que torci contra a Argentina! 

Em minha modesta opinião de passar por 14 mundiais, desde que nasci, será muito difícil passar pela equipe alemã. Estão jogando direitinho, dentro de um esquema tático exemplar. De 70 para cá, quando fomos tricampeões, acompanhei cada jogo como estivesse no estádio e a Alemanha que vi jogar esses dias é muito superior. Pode ser que em homenagem ao Neymar os brasileiros descubram o “conjunto”, aquele que ainda não vimos neste campeonato, mas que é complicado passar para as finais, isso é.

Do outro lado a Argentina está na mesma situação. Os holandeses estão comendo a bola e o jogo contra a Costa Rica mostrou isso. Venceram na cobrança de pênaltis, mas o nível de jogo do adversário era muito superior ou futebol argentino e brasileiro. Aliás, o jogo da Argentina x Bélgica estava muito chato, mais cansativo de ver do que corrida de jabuti, conforme revelou o amigo Zé Carlos.

E o que deu a Copa do Brasil até agora, em termos de resultados? Exatamente dois jogos entre europeus e sul americanos. Eletrizante!

Minha experiência diz que a final será entre Alemanha e Holanda e que os laranjas (num bom sentido) serão finalmente campeões e merecem. Desculpem os fanáticos brasileiros, mas é preferível assim, deixar a competição amanhã (terça-feira), do que passar por outra derrota no Maracanã, sela contra holandeses ou argentinos. Perder duas vezes em casa, no Maracanã, em final de Copa do Mundo, ninguém merece! É melhor procurar uma saída estratégica na semifinal, já que os alemães estão jogando igual gente grande.

No mais, se esse time vencer a Alemanha em placar apertado, aí sim vão dizer que o PT comprou a Copa do Mundo. O Brasil só convence ganhando de placar acima de 3 gols.

Eu não acredito em comprarem jogo de Copa. Isso é complicado, muita gente ficaria sabendo a começar pelos técnicos, árbitros, os 22 jogadores, mais os reservas, governantes e confederações. Na certa alguém abriria o bico.

Como comprar um jogo como foi Brasil e Chile, com uma bola na trave no último segundo da prorrogação? Impossível. Seria hilário imaginar que o técnico orientasse o atacante assim: “No finalzinho manda uma bola na trave que tudo mundo vai acreditar que o jogo era sério”. Pra começo de conversa, ainda em minha opinião, bola na trave deveria valer dois gols, de tão difícil que é acertar. Uma coisa é encontrar o gol, com sete metros de largura com dois e meio de altura, um senhor espaço. Outro é acertar a trave! Travessão deveria valer alguma coisa.

Agora esta esperar pra ver. Dos 32, restam apenas 4. Eu francamente quero o Brasil na Final, mas não ficaria nem um pouco triste com a Holanda campeão, afinal de contas merecem, jogam bem, fazem melhores campanhas mas nunca levam o caneco. Vai ver essa possibilidade começou a surgir com mais força depois da joelhada que o Neymar Jr. Levou nas costas.

Em Foz os políticos não poupam nem a Copa do Mundo. Estão caindo e matando aos quatro cantos da cidade, nos domingos inclusive como aconteceu no final de semana. Por favor, não venham me procurar, especialmente os que sequer atenderam o telefone este ano.    

Ar x BR

Crônica

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O aperto de mão

aperto 1

Apertar a mão é um gesto de pura docilidade. Ele é mais antigo do que a expressão oral. É bem possível que os homens se apertavam as mãos, em sinal de respeito e amizade, muito antes de pronunciar qualquer palavra.  

Nos primórdios, quando metade das populações habitavam cavernas e a outra parte as savanas e árvores, estender a mão para um desconhecido queria dizer: “não quero encrenca”.

Uma sequência de pinturas rupestres narra a odisseia desesperada de um caçador pronto para despencar de um penhasco; segundo as ilustrações ele perseguia uma manada de mamutes e o peso dos animais fez desbarrancar encosta. O hominídeo ficou dependurado no galho de uma árvore. Um integrante de outro clã, que observava as técnicas de caça se aproximou e estendeu a mão. Pela importância do ato, é provável que tenha merecido o registro nas paredes de uma caverna na Rússia.

 Os homens lutavam contra os animais predadores, mas também se defendiam dos semelhantes, das outras facções, tribos, grupos, assim como acontece hoje entre países inimigos. Como fazem os cães aos rolarem no chão em sinal de submissão, os humanos mais fracos apelavam estendendo à mão.

Em verdade e, infelizmente, nossa raça não conseguiu evoluir na genética pacífica, tampouco honrando um aperto de mão. Quantas situações assim foram covardemente traídas e o código sumariamente quebrado? Quem já não passou por isso?

Outro dia eu dei de notar que as pessoas apertam as mãos das outras o tempo todo, mesmo que contrariem as regras sociais. Alguns desses protocolos são pontuados pela etiqueta ou diante dos preceitos higiênicos. Por exemplo: por uma questão de educação, deve-se esperar que a pessoa mais velha estenda primeiro o braço e a mão, ainda mais caso ela seja uma autoridade ou celebridade. O caso é que quase ninguém liga pra isso.

Não se deve interromper uma roda de amigos confabulando, ou quando estão tratando de algo aparentemente sério.  

Apertar a mão é um costume e em locais públicos como em restaurante, algo que só deveria acontecer só após o cafezinho, na saída, depois de pedir e pagar a conta. Na melhor das hipóteses, antes, na entrada do estabelecimento. Pessoas à mesa, em geral já passaram pela higienização das mãos e dali em diante tocarão os alimentos; daí sempre aparece um infeliz, atravessa o salão e faz questão de cumprimentar um amigo ou conhecido! Eu já vi garçons interromperem o almoço dos comensais para cumprimentá-los, o que considero abominável!

E no boteco? Você está aprazivelmente roendo um frango à passarinho, ou uma costelinha, saborosamente lambuzado de gordura e vem aquele cidadão cumprimentar a mesa inteira. Ele não se toca, deveria dar um olá coletivo, especialmente quando percebe que outras pessoas estão se alimentando com as mãos. Não está errado comer com as mãos, caso elas sejam bem lavadas. Na Índia e Japão, alguns restaurantes não possuem talheres.  

Mas para não entristecer o companheiro, aquele que acabou de chegar, a gente apanha um guardanapo, limpa os dedos, aperta a mão dele e de lá, vamos direto ao lavatório, para poder comer outro pedacinho do galináceo frito, mesmo correndo o risco de encontrar a travessa esvaziada.

Certa ocasião sacaneei: dei a mão toda ensebada para quem veio cumprimentar. Depois daquilo o figura passa longe toda vez que me vê no bar. Pior: andou espalhando que era mal educado. Nada, fui criado nas redondezas de Cambridge, no Milton Park Country, onde há o Centro Britânico de Etiqueta! Não acreditem nisso por favor.  

O caso não é somente assim, rodeando dessas peculiaridades perdulárias. Vamos considerar que um aperto de mão leva no mínimo quatro segundos. Se houver abraço, a reverência dura lá uns dez ou mais segundos; pior se houver beijo e coisa e tal. Raciocinando o meu happy hour, quase sempre curto somados os muitos amigos no bar ao qual frequento, passo a maior parte do tempo pegando em mão de marmanjos, mais até do que bebendo.

Segundo os meus cálculos, com base num aperto de mão dentro da média, passo uns dez minutos só pegando em mão de homens!  

Afinal, cumprimentamos na chegada e na saída, sem contar o tanto de vezes que apertamos a mão cada vez que selamos uma aposta, ou que algum bêbado chato insiste em te cumprimentar toda vez que te considera correto em alguma pendenga.  

Adoro apertar a mão dos amigos. Respeito o protocolo à risca, mas me desculpem, estou ficando chato ao passo que envelheço e penso em economizar um monte de coisas, sobretudo o tempo. Portanto, aos que lerem este artigo eu peço: não fiquem entristecidos, só não venham me encher o saco apertando a mão em ocasiões desnecessárias; deixem de lado o símbolo da confraternização universal; não haverá problemas e nem o mínimo constrangimento. Não sou político, e sim inóspito às vezes, quando estou comento, bebendo e conversando intimamente com algum amigo. Certas atitudes não estão no relicário dos bares e sim, nas regras que permeiam o comportamento.

aperto 2

Em tempos de certa forma recentes, a divergência quanto ao ato de “apertar as mãos”.

Atualizando…

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Ai se a Argentina não…

Papa

Não adianta, só times maiúsculos, sem aquela sensação de zebras circulando pelas oitavas da Copa do Mundo. Futebol de gente grande, foi o que assistimos nos últimos dias, um jogo mais bonito e disputado que o outro.  

Coincidência ou não, venceu a supremacia, ou seja, até eu postar (15h35) todos os que mais pontuaram em suas chaves, na primeira fase, classificaram-se para as quartas de finais. Teremos muita pedreira no final de semana. O osso vai roer o cachorro.

A Argentina rebolou contra a Suíça e seria uma complicação caso não vencessem, no mínimo, o Papa Francisco exoneraria a guarda. Francamente, ele estaria complicado caso seu time não vencesse. Como ia explicar as preces falhadas?  

…só Copa…

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Povo anestesiado

As pessoas perguntam a opinião da gente sobre o desempenho da seleção. Em meu ponto de vista está muito abaixo do esperado e algo que não aguento mais, é o fato de balizarem a qualidade do grupo com a Copa das Confederações (volto a comentar). Os torcedores, comentarias e pessoas envolvidas com o futebol parece que insistem em viver de saudade. O problema é agora.

Mas se querem saber, a Colômbia será mais tranquila do que o Chile. Pauleira mesmo vem depois, na semifinal, enfrentaremos França, Alemanha ou Argélia (postei antes do jogo entre Alemanha e Argélia).

Quem está assistindo as partidas deve ter notado que não está fácil para ninguém. Quase todos os jogos estão sendo decididos no segundo tempo, isso quando não vão para a prorrogação e pênaltis.

Do outro lado, na chave oposta, as coisas não são tão ruins para a Argentina, dependendo de quem sobrar, como Bélgica, Estados Unidos, Suíça, Costa Rica ou Holanda. Nuestros hermanitos terão que pelear, se seguirem adiante fatalmente enfrentarão a Holanda, de longe a equipe mais combativa e bem enquadrada em campo. Os mais perigosos em minha opinião são justamente a Holanda e a Costa Rica. Quem passar vai dar trabalho.

Vamos parar de endeusar o Júlio Cesar, por favor. O jogo com o Chile já acabou! Do jeito que vão as coisas o goleiro vai entrar com responsabilidade mais que redobrada em campo, quer dizer, um peso muitas vezes maior.

E só dá Copa. E o resto do mundo e o Brasil, será que continuam assim tão parados? Nada de fato acontece? Sei não, não é bem assim. O Planeta Bola ainda gira e uma porção de coisas acontece. Vamos “desanestesiar”  torcida brasileira! 

…nova postagem…

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Indiferente é o fantasma

Na ponte

Tristeza: foi o que senti depois da enxurrada de fotos e gravações das duas meninas se atirando da Ponte da Amizade. Mais tristeza ainda foi me deparar com os comentários infelizes de pessoas indiferentes com o caso, zombando, desacreditando, desmerecendo a importância do ocorrido. A natureza humana está de fato – como mencionou a jornalista Thays Petters na rede social – sofrendo sérias deformações; estamos mais para o rumo da irracionalidade do que outra coisa. Bom, racional é o leão, as onça, o papagaio, a cobra, o gato é muito racional. Os irracionais inventaram a bomba atômica, faz\em guerra, matam uns aos outros e caminham para a extinção. Será este o preço a “racionalidade”?

Meninas

 

Discussão

Quando ocorrem tragédias assim, a sociedade deveria parar para discutir. Tentar entender o que afeta a cabeça dos adolescentes, como as meninas cuja opção foi beijar o leito barrento do Rio Paraná é algo urgente para se fazer. O que passa pela cabeça dos jovens, é um problema nosso sim, especialmente quando estão cada vez mais abandonados do sistema que deveria encaminhá-los. Só a família não consegue fazer o trabalho. Um cidadão escreveu outro dia, quando eu mencionei algo assim, questionando o comportamento e a indiferença nas redes sociais: “se não quer brincar não desce para o play”. Tal comentário ficará gravado em mim. Penso que redes sociais e a internet, acessada livremente por todos, poderia ser um meio de resolver os problemas do mundo e não zombar deles, como fossem ações depravadas e em muitos casos elogiadas. Aí está o ponto: o do equívoco coletivo, quando mais pessoas se divertem com a desgraça alheia, do que as que se preocupam.

 

Na Copa

Estou ficando enjoado de futebol. Até imaginava que a Copa do Mundo no Brasil causaria isso, especialmente para nós brasileiros, mas não acreditava que fosse tanto. Enfim os jogos passarão a ocorrer mais esparsos, praticamente aos finais de semana, assim sobra tempo pra vida voltar ao normal.

 

Ainda na Copa

Não se fala em outra coisa a não ser a mordida do atacante uruguaio. Como disse o apresentador Chico Pinheiro (Bom Dia Brasil), ele deveria jogar pela equipe da Transilvânia, a terra do Conde Drácula.

Eu vi e revi as imagens e tudo acontece muito rápido, mais até que dentada de cobra! E levando em conta que abocanhar os adversários é, por assim imaginar, uma das especialidades do goleador, devem colocar uma focinheira nele, para proteger quem está em campo. Hannibal Lecter deve estar enciumado.

Suares

 

Na Copa, de novo

Não aguento mais as comparações sobre o desempenho da seleção brasileira na Copa das Confederações, no ano passado. Chega, o problema é o futuro e ele está bem próximo, a equipe chilena está “mordendo” é a bola e se o Felipão não cuidar, vão comer ela sábado, já que o jogo acontece bem na hora do almoço.

 

Cuidados

E tem uma porção de botecos arranjando um jeito de entreter os torcedores. A maioria está apelando para a tradição, pensando em servir uma suculenta feijoada aos comensais torcedores. Tomara a rede pública de Saúde não entupa com casos de indigestão. A equipe do Chile está cansada de ser tocada dos mundiais pelo Brasil. Querem dar o troco, custe a feijoada ou não.

 

Bom meus queridos amigos e leitores, em breve terei novidades. O negócio é trabalhar.   

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O que eu vi

A abertura

Foi a abertura de Copa do Mundo mais pífia e ridícula dentre todos os eventos ao longo da história. Para um país que proporciona manifestações deslumbrantes como o Carnaval, o que eu e, o resto do mundo assistiu quinta feira, mais parecia uma festinha de colégio normalista, acanhada, sem sal e açúcar. Francamente a escola de samba Unidos do Porto Meira faria uma apresentação melhor. O Brasil pagou um senhor mico. Foi uma abertura horrorosa.

 

A organização

A televisão mostrou trens funcionando, trânsito ordeiro, gente calma cruzando as roletas do estádio; tudo no padrão Fifa. Já além dos muros de Itaquera havia protestos, confusões, gente apinhada na clássica imagem da brasilidade suburbana; uma população excluída. Isso no mínimo é nojento. Mas vai se fazer o que? Quando foram buscar a Copa todos comemoraram e fizeram festa.

 

O policiamento

A Polícia Militar de São Paulo bateu até no céu da boca. Agiu com extrema truculência para garantir o evento. Infelizmente a mídia dedicada ao mundial não mostrou. Mas as imagens estão infestando as redes sociais e os jornais estrangeiros. A sorte é que a militância foi pequena, insípida, mas roubou a cena. Os movimentos vão se intensificar.

 

Recepção

Bom, Dilma Roussef já teve uma ideia do que enfrentará em outubro. Levou uma senhora vaia e de certa forma foi hostilizada quando a mandaram tomar naquele lugar. Agora fica a dúvida em saber se o povão que recebe os benefícios, bolsas família, cestas básicas, gritaria do mesmo jeito. Mas não demora saberemos.

Escreveu o Florestan Fernandes Jr:Onde estavam os senhores da Copa?

Onde estavam ontem os políticos que festejaram a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014? Onde estavam: Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Campos, Aécio Neves, José Serra, Jaques Wagner, Yeda Crusius, Cid Gomes, Carlos Eduardo de Sousa Braga, Wilma de Faria, Roberto Requião, José Roberto Arruda, Blairo Maggi? Onde estava Marina Silva que queria uma sede no Estado dela, o Acre? Onde estavam os prefeitos, senadores, deputados, ancoras de televisão e rádio que queriam tanto a Copa do Mundo? Onde estavam os prefeitos e governadores responsáveis pelas obras exigidas pela Fifa? Ontem, coube a uma única mulher receber toda a agressão de uma torcida rica e privilegiada que conseguiu ingressos para o jogo de abertura em São Paulo. Uma elite raivosa que não perde a chance de destilar seu ódio de classe, seus preconceitos e sua falta de educação. Parabéns, presidenta Dilma, você não se escondeu nos palácios da República como fizeram os governadores.


 

O jogo

Não gostei da seleção num todo. Entrou de salto alto e saiu de rasteirinha. O elenco mostrou-se apavorado e desorganizado com o esquema tático imposto pela Croácia que diga-se, vai incomodar se passar para a segunda fase. Oscar comeu a bola. Foi sem qualquer sombra de dúvida o melhor em campo.

 

Neymar Jr.

Correu fez um gol nas suas características, mandando bala de fora da área. Na cobrança da penalidade mais parecia do Fred, dos Flintstones, em sua corridinha para arremessar a bola de boliche. Tirem esse menino das cobranças pelo amor de Deus!

 

Fred

Esse sim está com o futuro garantido. Deve fazer escolinha de atores, estrelar novela da 8, fazer cinema e concorrer ao Oscar de Melhor Ator! “Cai na área que o seo juiz vai dar pênalti!”, deve ter aconselhado Felipão, na volta para o segundo tempo. Por mais o repeteco de imágens, não pênalti  de-je-i-to-ne-nhu-m! O garotão se jogou fazendo cena, espertalhão. Fiquei com vergonha, isso sim. Está certo o técnico da Croácia (em sua coletiva), “o Brasil não precisa de artifício assim”.

O Japa é nosso!

Se antes da Copa, todo mundo dizia que ela havia sido comprada, depois da atuação Yuichi Nishimura, passei a acreditar que realmente a Fifa enfiou o título no pacotão. Que vergonha! Em minha análise, o resultado seria o empate, pois além de não haver pênalti, Ramires atropelou um zagueiro croata e o juiz fez que não viu, possibilitando o gol de Oscar. Foi uma péssima e lamentável estreia.

 

México também dançou

Dois gols foram claramente surrupiados do placar mexicano. Será que um bandeirinha que apita Copa do Mundo ainda não sabe que em cobrança de escanteio não há impedimento?

 

Chocolate

Agora todo mundo quer desviar da Holanda, que aplicou uma guloseima na Espanha. E a situação está mesmo complicada para os campeões do mundo. Basta um empate entre Holanda e México, os espanhóis voltam para casa. Aquela partida não foi revanche e sim vingança da mais pura.

 

Em Foz

O que vi foram algumas pessoas protestando como o caso do Ben Hur Ângeli, que além da toalha de mesa de sua abençoada mãe, xadrez vermelho e branca, arrancou de alguém uma camisa da Croácia. Meu bom amigo Adriano Cunha apelou para a camisa do selecionado argentino. Baiano argentino, dá pra imaginar uma coisa dessas? “Yo soy da Bahia…”. Pois eu digo e escrevo: morro, mas não visto camisa dos hermanos. Se for paras usar uma camisa da Argentina ou um modelo regata, prefiro andar de saia.

Ben Hur e Adriano

 

No mais…

Tudo igual. Rojões, buzinas, bêbados espalhados para todos os lados, uma farra que só. O brasileiro extravasou. A maioria não quer saber de protestar, de reclamar e de copisa nenhuma. É bem possível que seja esta a cara do Brasil, que não liga para absolutamente nada e por isso, adore mais o circo do que o pão. Que venha o México. 

Pré Copa

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Panorama estranho

Copa gelada

O frio promete durante o período de mundial de futebol. Dizem que será o inverno mais rigoroso dos últimos 30 anos. Isso é claro, na Região Sul. Fico imaginando a situação dos atletas que devem se deslocar em regiões adversas, como é o caso da “nossa” Coréia do Sul. Treinarão em Foz, com temperaturas baixas e jogarão em locais beirando os 30 graus. O Brasil é mesmo essa coisa cheia de contrastes.

 

Foz fria

E põe frio nisso. Parece que estamos em outro país, se depender da empolgação para receber uma Copa do Mundo, mesmo na condição de subsede. Estive no Rio esses dias e dá para comparar, a cidade está totalmente verde e amarela, com bandeirolas por todos os lados, festas, charangas, saraus, bandinhas nas ruas, gente fantasiada como fosse época de carnaval. Em Foz, nada, nem nas proximidades do Flamenguinho.

 

Os aeroportos

Nem quero comentar sobre Foz, o que considero uma vergonha, apesar da pressão do setor empresarial. Mas o Galeão, pelo amor de Deus, uma tragédia. Fizeram obras no setor internacional e os brasileiros continuam apinhados como fossem galinhas. A fila nos setores de embarque são uma aberração, com centenas de pessoas desorientadas, andando que um lado ao outro sem indicações visuais ou explicações. Do lado de fora, pior ainda; há piranhas para táxis, hotéis, pousadas e o que mais se imaginar em matéria de abordagem e desconforto.

 

No Rio

Uns amigos disseram que o atendimento da Cataratas S/A, na Floresta da Tijuca é show de bola. Vans buscam os visitantes nos hotéis e os desembarcam aos pés do Cristo Redentor e por apenas R$ 50 reias! Acabou-se a fobia com táxis, trenzinho agendado, tumulto em bilheteria. Ainda há desacertos, mas os depoimentos são os mais positivos.

 

Mick

Um casal de amigos (pediram para não revelar os nomes), chegou ao Corcovado e sem mais, notaram a presença de uma pessoa conhecida. Daí começou aquilo de pensar: “quem é o figura, acho que já o vi em algum lugar”. Foram se aproximando e para a surpresa era ninguém menos que o superstar Mick Jagger! E ele estava todo simpático, sorrindo, mas só não aceitou tirar fotografias, pois caso o fizesse, chamaria a atenção do povo e acabaria com o passeio, antes, muito tranquilo. Pois é, atrativos turísticos possuem dessas coisas. Agora, dar de cara com o Mick Jagger é uma loteria.

 

Brasil e quem?

Essa do Felipão dizer que o Panamá tem esquema de jogo parecido com o do México foi a piada do dia! México, em minha modesta opinião futebolística, é um carrasco dos Brasil, terrível como adversário, pior até que a Argentina. Isso de dizerem que a chave da seleção brasileira é moleza, não concordo. Foi esse time de Camarões que nos derrotou na disputa pelo ouro olímpico, quando tínhamos outra porção de craques no elenco; a Croácia é um dos melhores times da Europa e o México, bom, já sabem a me palpite. Se passarmos tranquilos pela primeira fase, daí eu vou botar fé. 

Oi

A dona Oi Telefonia, é a patrocinadora oficial da Copa do Mundo. Pois devia usar a grana do patrocínio para investir em tecnologia e tratar melhor a clientela. Todos os serviços da Oi são alvo de reclamação por parte dos usuários. Em meu caso é um grande desastre. Venderam internet com 10 megas e entregaram 8 megas a menos; venderam internet móvel e não entregaram; qualquer serviço possui o prazo de 5 dias após a reclamação, até quando é problema da operadora, fora da casa da gente. A Anatel devia bater duro nessa gente; só multas do Procon não são suficientes. É lamentável. 

Início de semana…

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Piora ou melhora? 

Agora não adianta

Não concordo com os movimentos que visam esculhambar a Copa do Mundo no Brasil. Protestar é uma coisa, inviabilizar o campeonato é outra. Deveria haver mobilização quando o país foi buscar o evento, ou se candidatou para ele; isso sim foi um ato de irresponsabilidade, sobretudo para quem conhece o país e as obras realizadas nele. Que me lembre, na época, não houve manifestação, pelo contrário, muita gente foi é fazer festa depois de bater no peito. Quem diria, buscar a Copa e as Olimpíadas ajudou na eleição de Dilma e hoje os eventos são um bomba no colo dela.  

Depois do leite derramado não resta alternativa a não ser deixar a turma correr atrás da bola. Agora foca difícil desmanchar os estádios e as obras nas cidades sede, utilizando o material para a construção de moradias, hospitais e escolas. E querem saber, se a Copa acontecesse em outro país, dificilmente a verba seria destinada para benfeitorias; tudo ficaria na mesma, com os corredores dos hospitais apinhados de doentes; crianças sem escolhas ou dormindo nelas por causa da distância e um monte de famílias sem teto ou na fila de uma moradia.

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Copa em Foz

A exemplo das demais cidades, Foz do Iguaçu enfrentará alguns rigores em razão dos treinamentos do selecionado da Coréia do Sul. Moradores da Vila Iolanda estão preocupados, em especial quem habita as cercanias do Estádio Pedro Basso. O comentário é que necessitarão de identificações especiais e haverá restrições de visitantes, coisa que eu não acredito. Não chegariam a tanto. Deve sim haver um controle mais apurado na entrada do campo de treinamento. Pelo que sei a situação é mais dura onde ocorrerão as partidas, como é o caso de Curitiba, onde até passarinho vai precisar de passe para sobrevoar o estádio do Atlético.

Hipocrisia

Eu vou torcer pra o Brasil. Escutei muita gente dizer que torceria para a Argentina, coisa que eu não faço nem sob tortura vietnamita. Vamos parar com isso. Se bem que na hora do jogo todos virarão anjinhos. Fico imaginando como anda o astral dos atletas, sob pressão e das maiores, já que a política está bem misturada ao esporte.

 

Pergunta de boteco:

Como ficará o Brasil após a Copa? Taí algo que eu não gosto nem de pensar. Em minha opinião fica pior ganhando ou perdendo. Francamente, não sei o que será melhor.

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Asfalto

Mas a prefeitura está recapando e curiosamente no sentido oposto do local onde a Coréia do Sul treinará. Algumas ruas próximas ao campo do Flamengo estão boas para o teste de jipes lunares. Essa eu não entendi.

E tem outra, sábado pela manhã parei no semáforo da Avenida das Cataratas, onde está o restaurante China, e uns caras deram de esguichar tinta branca no asfalto na pintura das faixas. Resultado: meu carro, que é preto, ficou parecido com um mosquito da dengue, cheio de pintinhas brancas. Mandei lavar, polir e vou mandar a conta para o gabinete do prefeito.  

 

Zica

Supersticiosos estão na tarefa da mandinga para espantar o agouro no recém inaugurado estádio do Corinthians, onde o timão levou um rodo do Figueirense. Haja São Jorge!

 

Iceberg

O bairro da Aclimação (SP) virou uma geleira glacial. Caiu tanto granizo que havia gente congelando até defunto no meio da rua. E o povo se esbaldou com bonecos de gelo, trenós e brincadeiras das mais estapafúrdias. Gelo é diferente de neve e muitos irão parar no pronto-socorro depois de contrair broncopneumonia. Deviam era encher a caixa d’água com os granizos, já que dava para carregá-los. Até isso, o povo morrendo de sede e um iceberg desaba do céu. Vai ver não entenderam a mensagem.

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Bar do Futuro

Virou moda em algumas cidades da Europa e Estados Unidos. O “Barman” deu lugar ao robô, que agita os coquetéis e atende a clientela. Os usuários, apesar da enorme curiosidade, não aprovaram. Segundo uma pesquisa, quem vai ao boteco, gosta de conversar com o cara que vende as bebidas.

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…para não perder a prática…

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Pouca ou muita coisa

Postura – O desabafo de um cidadão na Câmara Municipal, gravado e compartilhado na rede social está motivando muita gente a participar das plenárias. O cidadão questionou a não abertura de uma CPI. Agiu corretamente o tempo todo, com envergadura e poder de contribuinte. Errou ao fazer um gesto obsceno, mas isso, diante de sua iniciativa, passou desapercebido.

Obrigação – De uns tempos para cá está difícil agradar a população. Outro dia vi uma dona de casa comentando: “estão fazendo de tudo para conquistar o meu voto; asfaltam, passam vassoura nas ruas, plantam florzinhas, mas isso é a pura obrigação deles. Não fazem nada além daquilo que deveriam fazer”.

Não falha – No dia que político entender que é eleito para cumprir e respeitar a vontade dos eleitores, pode ser que a qualidade do serviço público melhore. Até lá vamos sofrem um bocadinho mais. Mas a verdade falha, mas não tarda, igual à Justiça quando é induzida pela matilha.

100 anos – Me disseram que a exemplo do Carnaval, o poder público municipal pretende privatizar a Fartal, os show e demais atrações ao público. Será? Vale o que diz a Lei, do contrário o balcão do Ministério Público é largo e longo.

Internet – É pra ver como a falta de responsabilidade causa vítimas. Basta analisar o que aconteceu no Guarujá, quando uma mulher foi linchada depois da interpretação coletiva e equivocada, da publicação de uma foto num site. Horripilante a ira popular e a ignorância.

Privada – Já pensou uma coisa dessas? O cidadão vai ao estádio de futebol esperando confraternizar a dádiva esportiva e volta num caixão de defuntos, por causa de uma privada que lhe foi atirada na cabeça?

Patrimônio – Nos Estados Unidos e outras países considerados mais desenvolvidos, depredar um bem público é um crime gravíssimo. Se acontecesse igual no Brasil, no caso do vaso sanitário, provavelmente a pessoa ganharia prisão perpétua por causa da depredação do bem, e não pelo assassinato.

Galerias – A Rua Santos Dumont passa por obras em galerias pluviais e esgoto. Quem passar pelo local perceberá que o piso está sendo rasgado nas esquinas. A medida deve acabar com um alagamento centenário na via. Finalmente e olha que dizem, que obra debaixo da terra não rende votos.

Aprazível – A temporada de outono está uma maravilha em matéria de temperatura. Quisera fosse sempre assim em Foz do Iguaçu, quando não há o calor in tenso e nem o frio rígido. Quem bom fosse desta maneira o ano todo.

Perturbação – O que leva um cidadão desfilar pela cidade com o som do automóvel escancarado, irritando a todos por onde passa? Não se tocam; são ridículos. Pior, nunca vi alguém em situação assim com uma mulher ao lado. É pra ver o nível da pessoa: música ruim, sempre rodeado de machos, deve ser caso de psiquiatria.

Rede social – Um pesquisa diz que a rede está aos poucos equilibrando, ou seja, melhorando. Os internautas estão criando coragem e excluindo os fuinhas que poluem ou prejudicam as ferramentas de comunicação, como é o caso do Facebook. E o tempo de permanência também está diminuindo. Há quem dê uma “espiadinha ao ligar o computador e depois caia na vida, como é o meu caso. Eu, pessoalmente, só entro em Facebook para ver se há algum recado; dispenso atenção ao que é sério.

Bicho solto – Uma suçuarana está infernizando a vida dos moradores em chácaras e até residências pelas bandas da Vila Carimã. O felino zanza pela beira dos rios e durante a noite. Anda matando cães, gatos e apavora os galinheiros. Recentemente foi visto nos fundos do Hotel Royal Park. Bom, por lá tem de tudo, onça, macacos, tucanos, veados, e agora, a suçuarana. Meu gato não sai de dentro de casa faz uma semana. Gato é bicho esperto.

Candidatos – Por favor não me liguem, não me procurem e não me abordem na rua. Não suporto falsidade de políticos. Já não basta as agressões públicas por meio de outdoors mentirosos?   

…luto…

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A morte sem a despedida

Anjo da morte

O que nos faz pensar sobre os nossos filhos expostos ao mundo? Pensamos antes em “nosso mundo” e como ele era tão diferente. Não se trata de egoísmo e sim da amplitude da visão. Concluiremos que não há comparação entre os mundos, o que foi o nosso e este, em que vivem os nossos filhos.

E eu não penso em coisas assim apenas em momentos de dor, como a que sinto neste exato momento, ao saber sobre o assassinato de um amigo, filho de um outro amigo querido. Penso em questões assim todos os dias e instantes. Penso na dor dos outros como fosse a minha, com compaixão, solidariedade e imensa tristeza.

Deixa eu divagar: em alguns países, como é o caso dos Estados Unidos, há muitos casos de latrocínio, assassinatos a céu aberto, alguns mesmo incompreensíveis e inexplicáveis. Num apanhado geral e segundo as estatísticas, 84,3% dos casos são solucionados prontamente, 12,3% posteriormente. É mínima a fração de homicídios pendentes ou que não foram elucidados.

Refiro-me àquele país, devido o orçamento que é empregado em segurança pública e em sua abrangência, que vai da prevenção, passa pela educação e termina na recuperação e acompanhamento dos condenados. Há respostas para a sociedade.

De outro modo, eu citaria um caso ocorrido por lá, em 2008 no Estado do Alabama, onde Antony G. Brambosi, com 28 anos, foi assassinado em frente a sua casa. Assaltantes tentaram levar sua caminhonete por causa da quantidade de ferramentas que nela havia. Antony era empreiteiro de obras. Na tentativa de defender o patrimônio ele foi morto no local. O fato chocou o condado. Dois assaltantes receberam pena perpétua e o homem que disparou o revólver foi parar no corredor da morte. Mas o que mais chocou foi o depoimento de Albert Brambosi, 78, pai da vítima:

“A sentença não atenua o meu sofrimento. Jamais serei o mesmo. Tenho três filhos, Joseph, Margie e Tony (Antony) e a dor que eu sinto agora é diferente e tento entendê-la: Joseph foi para o Afeganistão, combater o terrorismo. Levei-o até a estação ferroviária, abracei-o forte, senti que ele nunca mais voltaria e de fato não voltou. Recebemos apenas os seus restos mortais. Eu, acreditem, estava preparado; sei como é a guerra, lutei no Vietnã e um dia me despedi do meu pai, mas voltei. Meu pai lutou na Segunda Guerra Mundial e se despediu de meu avô e também voltou; meu avô lutou na Primeira Guerra e passou pelo mesmo, pelas despedias e retornou. Levamos sorte. Mas a dor que eu sinto agora é diferente de todas, é avassaladora. Meu querido filho não saiu para a guerra, nem para ser morto por ela e sim, saiu para trabalhar. Essa minha dor sufoca”.

A dor de Albert não seria diferente da minha, e não será e nem é, do que sentem os pais que perderam seus amados filhos em situações absolutamente dantescas, por tragédias sociais que poderiam ser evitadas caso não houvesse tanta ignorância e o sistema fosse mais eficaz, justo e seguro em favor dos cidadãos. Caso não houvesse tanta imprudência do Estado, quando não protege seus filhos como deveria; quando não investe; quando ignora a pobreza, a desigualdade social, o desemprego; quando ignora a corrupção.

Na contramão dos números, o Brasil se destaca entre os países onde mais se mata por futilidades, por meio de assaltos, brigas, tráfico e situações que pela banalidade, nos parecem comuns. São comuns enquanto não nos atingem diretamente. Quando somos direta ou indiretamente atingidos, como é o casso agora, é que abrimos mais os olhos e sentimos o gosto amargo da inversão dos valores naturais, no pesadelo onde pais enterram os filhos.

Mais pessoas perderam a vida em ocorrências assim, em nosso país, do que americanos que foram mortos na Guerra do Iraque e em operações no Afeganistão. O fato é que a guerra – apesar de suas agruras e injustiças – nos parece menos perigosa. Menos traiçoeira. Peço perdão e confesso meu constrangimento ao lidar com tal comparação.

Puxa vida, eu não queria me despedir de um filho indo para uma guerra, mas não suporto imaginar essa sensação horrível, pela qual todos estão expostos; de um filho não voltar.

Há quem culpar sim. A intensidade de algumas fatalidades poderiam ser atenuadas. Culpo a corja de políticos imbecis que se acovarda ou se amoita quando devem votar leis mais severas contra o crime, pelo fato de estarem ligados a ele; pessoinhas de estatura moral baixa, que se escondem debaixo do manto da democracia; deveriam se envergonhar quando levam para o vazio temas de suma importância, como é o caso da maioridade penal. A inércia e a decorrente ineficácia política é a onda que dá tempo ao crime e aos criminosos.

Nunca devemos nos esquecer que somos os moldadores da coletividade. A construímos e a demolimos quando consideramos a necessidade.

Chegamos ao cúmulo de nos despedir de nossos filhos como fossem para uma guerra, ou atravessassem um campo minado. Mas eles só estão á caminho da escola, do trabalho ou de um encontro com os amigos numa derradeira noite de sexta, sábado ou domingo. Que pavor.

Me atemoriza o fato de memorizar a enorme lista de pais que passaram pelo mesmo nos últimos anos; pessoas com quem mantive estreito relacionamento, próximas, no auge da vida e da alegria; do merecimento de paz, mas que encontraram o limbo úmido e escuro por meio da insensatez, como fosse ela anunciada.

O que dizer para pessoas em tal estado? Não. Não há mesmo o que se dizer. 

…no front…

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Tudo se copia…

Ivone

Taí um nó para o Reni Pereira desatar: Ivone Bartofaldi candidata e segundo ela, convidada pelo governador Beto Richa. Seria algum sinal da quebra da sintonia entre o governo local e o Estadual? No mínimo Reni deve ter gritado: Poxa Beto, qual é a tua?

Ivone, pré-candidata a deputada estadual vai bulir na colmeia de Cláudia Pereira e., ajudar na divisão de votos. De outra forma, dona Ivone pode ganhar apoio irrestrito da ala empresarial, meio de nariz torcido com o desempenho do governo municipal (foto Sônia Vendrame). 

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Ela tem chances?

Ninguém saberá responder com fidelidade, sobretudo diante do quadro incerto que vai se montando ao passar dos tempos. As nuvens negras não saem de cima do Palácio Cataratas nem mesmo com a turma anunciando obras. Reni deixou formar uma onda difícil de amainar e para complicar, leva chumbo de ex-aliados. Sendo assim, Ivone passa a ter mais chances ao se distanciar da administração pública, mas sabe que terá uma batalha pela conquista dos votos. O que atrapalha ainda é a grande quantidade de candidatos.

 

Efeito

Em minha modesta opinião, dois desastres comprometeram a campanha de Chico Brasileiro: o apoio de Dobrandino com a sua turma e, Ivone Barofaldi como vice de Reni. Pode ser que como candidata, consiga sensibilizar uma parcela da oposição ao governo. Muita gente ainda se mostra inconformada e o passado não é tão recente assim, caminhamos para um ano e meio de governo.    

 

Famoso quem?

Tenho recebido e-mails e convites nas redes sociais de várias pessoas anunciando pré-candidatura. Há gente conhecida, mas francamente, nunca ouvi falar no nome de algumas pessoas. Completamente estranhos ao nosso meio e o resultado já sabemos: terão votos dos familiares e de alguns amigos. Expressão pública ao ponto de conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa ou Câmara federal não se conquista assim. Famosos Zé-Ninguém poderão roubar a quantidade de votos que faltará para eleger alguém. Deviam cuidar mais do futuro da cidade do que da vaidade.

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Avião

Os noticiários estão esfriando o avião desaparecido na Indonésia. Não se sabe nada da caixa preta, do resgate dos destroços, de absolutamente nada.

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Operação

A Polícia Federal prendeu um número muito grande de contrabandistas e pessoas envolvidas com o ilícito em Foz e micro região. Aliás, muita gente fica se perguntando: onde é que cabe tantos presos em Foz do Iguaçu. Todos os dias se tem notícias de operação disso, daquilo e de filas esfregando o polegar na delegacia. Haja xilindró.

 

Estrago

Aos que estão atentos aos telenoticiários, é possível notar um certo esforço para atenuar a paulada sobre a compra da refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos. Mostram cálculos, valores sobre taxas, obrigações judiciais, tentam explicar de que forma 42 milhões, se tonaram 1,2 bilhão. Vai lá saber a mágica que Nestor Cerveró aprontou, aquele figura do “zóio caído”, antes, considerado um gênio das operações petrolíferas mundiais. O homem já foi capa de revista mundo afora. Bom, até eu seria, se oferecesse 700 milhões por um monte de canos que só valia 42 milhões. “Como esses brasileiros são ricos”. devem ter pensado os vendedores da refinaria.

E não vamos longe, há outro estopim aceso na Argentina. Não demora o Brasil sentirá o cheiro das pólvora.

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Balaio de gatos

Em momentos assim a gente vê o potencial do toma lá, dá cá, que ocorre em Brasília. A posição quer uma CI para a compra da refinaria e a situação quer outras sobre metrô, aeroportos e afins. É para ver a quantidade de pedras no sapato de todas as esferas políticas.

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Campos e Marina

Não seguirei o riso ao me deparar com Roberto Campos e Marina Silva sentadinhos, um ao lado do outro, discutindo o Brasil pré-eleitoral. Lembraram o Paulo Mac Donald conversando com a menina Vitória em sua campanha pela reeleição. Nada se cria, tudo se copia.

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Andrézão

Pois é, André Vargas perdeu a oportunidade de ficar calado, um direito que lhe pertencia perante o escândalo da viagem em jatinho de doleiro. Foi à tribuna, falou e se complicou mais ainda. E qual a razão do plenário não se manifestar nem contra e nem à favor? Hahahaha, claro, todo mundo lá adora uma “carona” em aviãozinho particular durante as férias, com a família. Taí um assunto difícil de rolar em CPI. 

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…de lá para cá…

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Milagres Brasileiros

Anos Dourados

Foi quando Juscelino Kubitscheck resolveu abrir as portas do gigante adormecido para as siderúrgicas e multinacionais, mudando a capital federal para Brasília, construindo pontes, estradas e fábricas de caminhões e automóveis para rodar sobre elas, esquecendo-se das ferrovias e navegação fluvial. O Brasil sobre rodas deu no que deu. A pílula foi dourada pela sorte de Antonio Carlos Jobim e seus parceiros, desabrocharem por meio de suas belas e inesquecíveis canções, interpretadas pelas vozes célebres da humanidade, na época. Lá fora só dava Brazil, terra de paz, água de coco, “ordem e progresso”, diga-se uma frase positivista.

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E depois?

Depois só confusão. Erros e mais erros conduziram o país ao populismo, guiado por Jânio e sua vassourinha. João Goulart era o vice. Vale lembrar que o mundo estava dividido. De um lado o comunismo e de outro, vertentes de todas as espécies, aspirando ares de liberdade e expirando ditaduras. O Brasil também estava dividido, de um lado gente que não queria saber de nada e de outro uma turba que sabia menos ainda.

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E daí?

Jânio eleito por uma massa inquieta, no lugar de pacificar acirrou, condecorou Che Guevara, irritou, acirrou, proibiu o biquine, o lança perfume, despachou bilhetinhos para todos os cantos e amarelou diante das “forças ocultas”. João Goulart assumiu e foi para a esquerda. Diante de sua monumental fraqueza, acabou alimentando um golpe. E o Brasil foi parar nas mãos dos militares. Antes disso Ranieri Mazzilli governou por 13 dias, como interino.  

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Como?

O que muitos não dizem é a verdade. O povo da esquerda, ligado aos partidos comunistas era menor que o da direita. O Congresso Nacional, formado por deputados e senadores, foi que ceifou a democracia, apoiado pelo Poder Judiciário. Eles escolheram Humberto de Alencar Castelo Branco como presidente. E vieram Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo; passaram-se 21 anos até José Sarney.

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Regime militar

Deploro qualquer regime que contrarie a vontade do povo; qualquer forma de governo autocrática ou ditatorial, em que a população é desprezada e inibida, impedida de participar e expressar suas vontades e opiniões. Mas o fato é que muita gente e organizações apoiaram os militares no poder; transformaram o estado num braço de ferro sem oportunidades de discussões e vias abertas para o debate. A transição foi muito lenta. Se Castelo Branco usasse seu mandado para organizar politicamente o Brasil e o devolvesse à democracia (como prometeu), possuiria uma estátua em cada praça brasileira.

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Milagre

O único milagre que se pode constatar é a sobrevivência do povo brasileiro. Não faço referência ao período militar e sim à qualquer governo que surgiu depois dele. Foram mais acidentes administrativos do que outras coisas e o Brasil se mantém vivo em razão de seus recursos e a força de trabalho da população. E foi assim durante Collor, Itamar, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. Mas o aparente cansaço, o desestímulo, os exemplos perdulários, escândalos, corrupção, desmandos e badernas, podem por fim aos recursos e ao ímpeto incrustado no caráter do povo, causando fissuras sociais e transformações horrendas; atrás delas virão os aproveitadores e manipuladores da opinião pública. O Brasil, hoje, está muito parecido com o de 1964. É preciso algo bom acontecer para arrefecer os ânimos e desta vez, o remédio não será vencer a Copa do Mundo. Dá um frio na espinha imaginar o que poderemos encontrar pela frente.

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E como será?

Não faço a mínima ideia. É impossível prever o que acontecerá nos próximos meses. Não quero ser o arauto do apocalipse, mas caso os nossos líderes não se resolverem, teremos uma crise política sem precedentes, atemorizante, acompanhada pelo caos econômico e de bandeja, tudo o que ocorre paralelamente na natureza; falta de água num extremo e inundações em outro; desabastecimento, elevação nos preços das mercadorias, combustíveis e serviços; inflação e todas as suas decorrências, afetando o mercado financeiro, a produção, comprometendo a estrutura administrativa; Executivo, Legislativo e Judiciário serão ineficazes diante da revolta popular, onde há bandidos de todas as classes insuflando, promovendo quebra-quebras, explodindo bancos, sequestrando as pessoas. E o que fazer?

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Realidade e ficção

Ou Brasil é real, na forma com a qual o concebemos e participamos dele, ou será a nova novela da seis horas, onde há cores e flores por todos os lados, com belas professorinhas e até, a ingenuidade dos vilões. O Brasil real é bem diferente. É de dar medo. Tomara tudo se ajeite e este meu texto seja apenas o reflexo de uma noite que não foi bem dormida.    

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Iniciando a semana…

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Prisão domiciliar

Me contaram que houve uma comemoração no gabinete de Reni Pereira em razão de uma suposta “prisão domiciliar” do ex-prefeito Paulo Mac Donald Ghisi. Rolou até guaraná e salgadinhos.

 

Prisão domiciliar II

Domingo encontrei o Paulo caminhando e pegando um sol, bem ao seu estilo, sem camisa e em passo de ganso. Perguntei: “ué? Não era para estar ‘preso’, em casa?”. E ele respondeu: “bem que eu queria, assim teria tempo para ler, escrever e postar as minhas ideias no Facebook”, e foi-se dando risada. Estava mais solto que pinto em bombacha.

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Prisão Domiciliar III

Do jeito que a mesa da Promotoria do Patrimônio Público está entulhada de processos é bem provável que alguém cumpra o encarceramento no domicílio ou vá dormir no presídio. Paulo fez questão de dizer: “o Reni não escapa”. Chumbo trocado em brincadeira de piá pançudo, não dói.   

 

Visitante ilustre

Fizeram festa também por causa do novo ministro do Turismo, ao visitar o stand de Foz na 20ª edição do Workshop & Trade Show CVC, ocorrida nos dias 19 e 20 de março, em São Paulo. Vinícius Lages assumiu o ministério no último dia 17, no lugar de Gastão Vieira. Aqui entre nós, ambos desconhecidos e desconhecedores das ações necessárias para o setor.Lá aproveitam o tempo mais para “fazer” Turismo do que trabalhar nele.

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Até quando o Brasil, repleto de potencialidades turísticas, ficará empossando neófitos e políticos em cargos que requerem conhecimento em prol do desenvolvimento? Em minha opinião um setor que  movimenta bilhões em divisas, deveria ser ocupado por gente com capacidade técnica atestada. Pelo visto estamos só perdendo tempo.  

 

Pista emborrachada

Pois eu fui até o “buchometro” da Avenida Paraná conhecer e caminhar na tal pista emborrachada. Passei por ela e nem vi de tão pequena. Não chegou a dar gostinho. Acabei desperdiçando a caminhada que faço todos os dias, de 10 quilômetros, entre o Carimã e o centro da cidade. Se a prefeitura mantivesse o mato baixo e as pistas de caminhadas limpas, já estaria de bom tamanho. Nem precisaria emborrachar o piso, providência que é necessária nas escolas e locais para a prática do esporte.  

 

Frio

Há pessoas exageradas. Bastou uma brisa um pouco mais fresca que já havia gente usando casaco de pele, cachecol e touca de lã. Deem um tempo, nem é pra tanto. Mas seria de bom tamanho tirar as roupas pesadas para pegar um sol. Segundo os entendidos teremos um inverno glacial na Região Sul, com direito a geadas e até neve. Está na hora de aproveitar o peso argentino baixo e renovar a adega.

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Eleições

Dei uma conferida na lista de prováveis candidatos. Para variar há uma porção de nomes interessantes, que serão literalmente atrapalhados por quem não possui a mínima chance de se eleger. Triste o destino de Foz do Iguaçu, sempre atrapalhada por um bando de bobalhões que se acham e esculhambam o pleito. Somados os votos desperdiçados em gente assim, é que deixamos de eleger pessoas com qualidade parlamentar.

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Eleições II

É temerário imaginar que a responsabilidade recairá nos ombros dos eleitores. Sim, pois serão os artífices da escolha. Faz tempo a cidade não consegue um consenso e elege gente capaz e competente. Passados alguns meses, ficam chorando igual bebês atrás da chupeta. Ô povo que não aprende.

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Última morada

Mais uma vez Foz do Iguaçu discute a necessidade de um novo cemitério, desta vez programado para a Gleba Guarani. Os cemitérios São João Batista, Jardim São Paulo, Islâmico, Três Lagoas e Parque Nacional estão superlotados, com defuntos empilhados e em alguns casos (segundo me informaram), deixando a sepultura até mesmo antes do tempo, para dar lugar a outro corpo. Qual a razão da cidade não pensar em crematório, uma solução mais barata e que não ocupa um centímetro do solo. “Há, não temos tradição para isso”, disse-me um político, outro dia. Sim a gente não tem tradição para uma porção de coisas, como é o caso do futebol, carnaval e em escolher políticos eficientes, que não ficam abrindo a boca para tantas bobagens. Se já não entendem sobre a vida, vão saber menos ainda à respeito da morte. Crematórios são eficientes e em muitos casos mais dignos com os restos mortais de quem se vai.

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Iguassu Post

Um endereço esperto está movimentando a cidade. A iniciativa é bastante criativa: The Iguassu Post Journal, um blog cheio de humor na abordagem política e cotidiana. Quem assina é o Mário Backes. Me rachei de rir.  

Na última edição, há um relato do boneco de Reni, sobre a Lei da Inércia, ou seja, o efeito entre ação e reação às críticas, começando pela abordagem do “repórter da mil e uma noites” quando perguntou: “Brefeito, o bobulação não está contente com o seu desempenho…” e deu no que deu. Em verdade o The Iguassu Post transcreve uma página hilária, de um suposto diário. Dá para conferir em http://iguassupostjournnal.blogspot.com.br/.

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Marcha fiasquenta

Um bando de sonhadores cuturnistas realizou uma “marcha pela ditadura”. Segundo o Fábio Campanha mais pareceu um rolezinho, com uma turma de embandeirados que não conseguiu chamar a atenção. O movimento não obteve expressão nas capitais. Passou foi em branco. O povo não quer mais saber de ditadura. Podem esquecer. Foto do evento em Curitiba, de Maringas Maciel.

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ACIFI

Fiquei uns dias fora e não soube da demolição do prédio da Associação Comercial e Industrial de Foz e nem do novo empreendimento, que abrigará a entidade. Levei um susto quando passei pelo local, afinal de contas o endereço era dos mais tradicionais. A calhar, aproveito para avisar que a entidade está atendendo bem em frente à antiga sede, onde funcionavam os laboratórios da Uniamérica. Olhei de perto o projeto e o achei fantástico. Frutos do progresso! 

…ainda tô voltando…rsrsrs

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O trágico e o ridículo

Num mundo onde somos vigiados minuciosamente, filmados, gravados, seguidos por uma infinidade de meios eletrônicos; rastreados por satélites inclusive, uma aeronave moderna e cheia de tecnologia simplesmente desaparece. Some, evapora.

E havia centenas de passageiros, quase todos com seus não menos sofisticados celulares. Em muitos voos na Ásia, não há mais a obrigatoriedade em desligá-los. Não é segredo que um aparelho de celular por ser localizado com certa facilidade, como é o caso de veículos que possuem GPS e aparatos de seguimento. A gente acha que a tecnologia venceu a ficção, mas parece que não é bem assim.

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Reni e Yassine

O jornalista fez uma pergunta pertinente. Quis saber do prefeito, o que ele teria a dizer sobre os problemas de sua administração. Foi 99% mais leve que os entrevistadores do CQC, que jogam muito pesado com os entrevistados. Em minha opinião Reni deveria simplesmente responder e não esbravejar. Deve estar muitíssimo arrependido.

 

Reni e Yassine II

O destempero por trazer algumas consequências inesperadas. Reni briga pela reação na aprovação de governo e quando começou a mostrar algumas benfeitorias, acontece o desastre. Deveria fazer a limonada, desculpando-se, como qualquer cidadão ou autoridade. A opinião pública gosta de ouvir pedidos humildes de desculpas.

 

Reni e Yassine III

Claro, o jornalista tomou providências ao sentir-se ameaçado. O Legislativo já se envolveu na questão. Reni deve ter se dado conta que a vida de prefeito é muito mais complicada que a de deputado. A cobrança é mais frontal aos homens do Executivo público; o povo está mais atento e não seria diferente em cidade onde a disputa foi acirrada entre as duas principais forças políticas. Se Reni quiser acertar, necessitará muito jogo de cintura; mais profissionais e menos puxa-sacos.

 

Professor Sérgio

É normal que no final de tarde eu encontre alguns amigos nos botecos. Nem bebo mais, mas não deixo de bater um papo na tardinha, revendo pessoas e sabendo por meio delas o que há no cotidiano. Escrevendo livros, tornei-me uma espécie de ermitão.

Pois bem, esses dias a discussão era o outdoor que colaram em frente ao estabelecimento, com a cara enorme do deputado Professor Sérgio, onde antes havia o belo sorriso de uma modelo, experimentando uma sandália. Alguém deu de ligar reclamando para a empresa que explora o espaço publicitário. O deputado que abra os olhos, o povo não gostou de sua propaganda.    

 

Eu não voto…

…em deputado por causa de propaganda ou dos apelos que envolvam sua atividade congressista. Eles não me convencem facilmente; mas infelizmente boa parte dos eleitores não são tão exigentes e não discutem o processo eleitoral com a mesmo discernimento da minoria. Não quero discutir a qualidade do deputado em questão e sim, as necessidades mais relevantes de uma cidade como Foz do Iguaçu, que não consegue terminar obras.

 

Trincheira

Ontem precisei me deslocar até a Vila A. Asseguro que não foi uma tarefa das mais confortáveis. Precisei encarar o trânsito iguaçuense, mais louco que o Batmam quando há chuva. Filas em todos os semáforos, ruas inundadas e o trevo do CTG Charruas simplesmente impossível de encarar e sem um único policial rodoviário no local! Mas havia uma viatura estacionada na Ponte Tancredo Neves e outra na Avenida das Cataratas.

 

Arrais

Os motoristas iguaçuenses além da carteira de habilitação necessitariam de um documento da Marinha, se o caso é “navegar” por algumas ruas e avenidas de Foz do Iguaçu.

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Dia da Água

Não vamos longe, o evento que comemora o líquido mais importante do planeta antes da cerveja foi transferido para o dia 27. O motivo foi a chuva! Dia da Água, transferido por causa da chuva beira o irônico.

 

Reza

Convenhamos, cinquenta milhões de pessoas estão rezando para a natureza repor água nos reservatórios e a chuva só cai em sentido oposto. Infelizmente a água que cai em nossa cidade vai em sentido oposto ao da Serra da Cantareira. Ela abastece os reservatórios da Bacia do Plata, na Argentina e Uruguai.  

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Requião na área

Francamente, caso o senador Roberto Requião consiga candidatura ao governo do Estado, eu não gostaria de estar na pele de Gleisi Hoffmann e menos na de Beto Richa, sobretudo em debates nas emissoras de televisão. Acredito piamente que Requião agregaria um pouco de emoção ao pleito. O senador visita Foz do Iguaçu no final de semana.

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Pegar a mão

Confesso que está um pouco difícil encontrar tempo para escrever rotineiramente neste espaço. Vou tentando portar mais regularmente, mas o meu compromisso com a editora me absorve totalmente na produção de três livros. Dois já estão no prelo: “Onze maneiras de amar antes de o mundo acabar” e “O vampiro do empório japonês”. “O solar das bonecas mudas” está em vias de revisão. Os três títulos terão lançamento nacional. Sei dizer que foi uma tarefa colocar o contrato em dia. Mas vou me virando e informando as postagens via rede social. 

…no aquecimento…

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Mundico

Ficar de fora da área de comunicação uns tempos até que faz bem. Não quer dizer alienação, ou simplesmente desaperceber a ocorrência dos fatos. Refiro-me ao ato de não participar deles no efeito da propagação, em geral, emitindo a opinião. Longe disso a gente percebe que em muitos casos, ressaltam o tal “mundico” ou seja, dão importância ao que interessa a poucos, em favor das suas realizações pessoais. É ruim quando a relevância da notícia é vilipendiada desta forma. Em outras palavras: quando forçam algo que simplesmente não existe, como fosse um grande acontecimento. De fora, a gente percebe isso com mais clareza.

Hoje, com a rede social tão ativa e orgânica, é impossível ficar de fora dos principais acontecimentos. Os meios sociais são uma dádiva em favor da informação. Quando alguém erra, exagera ou mente, é cobrado cruamente. As pessoas se movem na rede social como o sangue nas veias; alguns fatos bombeiam mais e outros, nem saem do lugar.

 

O que eu vi

Vi tudo o que permeou a comunidade ou de certa fora a atingiu. Estive de olho nos fatos estaduais, nacionais e internacionais. No Brasil, os principais acontecimentos que envolvem a Saúde, Segurança, Educação e claro, as pendengas judiciais que paralisaram o país, como o caso do julgamento do mensaleiros. Sobre segurança, a recente tragédia envolvendo a estudante de Antropologia da Unila, cujo corpo foi encontrado num apartamento. Voltarei ao assunto em breve.

 

O que eu não vi

Fuxico, fofoca, papo furado, confusões corriqueiras e arranca rabo entre políticos. Isso eu não vi mesmo. Como é bom estar longe desse tipo de coisa. O mundo, apesar dos agravantes problemas, parece que fica mais arejado.

 

Estatuto

Mudando de assunto, preciso deixar claro alguns pontos aqui sobre a Canja do Galo Inácio, especificamente em relação ao evento realizado neste ano (2014), em sua décima quarta edição.

Ontem recebi vários telefonemas de pessoas interessadas no Estatuto do Evento. Mas quero adiantar que o eu interesse aqui é começar a projetar o evento para o seu 15o ano e se possível expandi-lo e para tanto, preciso da ajuda de todos os órgãos voltados aos serviço social, a começar pelo Provopar. Espero que não encarem como crítica. É apenas um balizamento em benefício de um dos eventos mais sérios e assimilados pela comunidade.

E existe sim um “estatuto” pois a ação, dado o seu volume e envolvimento comunitário, exigiu a postulação de regras; um conjunto muito simples de normas, sempre obedecidas e levadas à risca pelos voluntários e entidades que foram se somando aos eventos realizados desde o Carnaval de 2000. Vejamos:

 

Canja do Galo Inácio – Estatuto

1 – O evento denominado Canja do Galo Inácio, será realizado em todas as noites da “terça-feira”, feriado de Carnaval. O intuito, além da filantropia, é ressaltar a alegria e a união por meio da boa nutrição. Uma canja, é tradicionalmente o alimento que propõe repor as energias deixadas na folia. A Canja após o Carnaval, está incorporada ao folclore brasileiro.

 

2 - No aspecto filantrópico, propõe-se escolher a cada ano, apenas uma entidade a ser beneficiada nas ações da Canja do Galo Inácio.

2.1 – A entidade deve manter as suas ações voltadas para a área da infância e nutrição.

2.2 – A entidade escolhida deve ser ativa, notadamente conhecida pela sociedade e existir perante as regras sociais, portanto CNPJ e certidões em dia. 

2.3 – Quando a entidade escolhida não está legalmente estabelecida, será substituída por outra em condições legais.

2.4 – A entidade escolhida, apta e disposta à participar da Canja do Galo Inácio, deve cumprir as normas do presente estatuto, dedicando-se por meio de seus voluntários, na prospecção, arrecadação e venda do alimento e camisetas.

2.5 – A entidade escolhida receberá todo o proveito da arrecadação, na venda do alimento, camisetas e demais itens promocionais que forem se somando ao passar dos anos. Nenhum valor jamais será descontado do valor arrecadado.

2.6 – A entidade terá acesso às doações e produtos que não foram utilizados no feitio da Canja do Galo Inácio na noite da terça-feira de Carnaval.

2.7 – A entidade pode administrar como bem entender o valor arrecadado e recebido durante a ação.

2.8 – A escolha da entidade beneficiada obedece a critérios de curadoria. Três membros nomeados devem discutir a lista de entidades que se propõe a participar do evento, cumprindo as regras anteriormente enumeradas. Os curadores devem discutir o assunto com a comunidade e órgãos voltados para a Assistência Social. São considerados membros vitalícios da curadoria, os padres Germano Lauck, Giuliano Inzis e o elaborador do evento, jornalista Rogério Romano Bonato. Na ausência de um dos membros, deve haver substituição em pleno acordo com os demais.

2.9 – A escolha da entidade beneficiada deve se dar no início do mês de novembro em ano anterior à realização do evento.

2.10 – Todos os eventos terão prestação de contas e divulgação dos valores arrecadados.

2.11 – O valor arrecadado e doado para a entidade prestigiada terá cobertura irrestrita de todos os órgãos de comunicações interessados.

2.12 – Entidades beneficiadas apenas serão escolhidas novamente, caso todas as demais ações sociais municipais tenham sido atendidas.

2.13 – A Canja do Galo Inácio é uma iniciativa voluntária. Sendo assim não emite cheques, faz pagamentos ou contrai contas. Apenas atua como intermediária perante as ações de ajuda às entidades prestigiadas pelo evento.

1.14 – A Canja do Galo Inácio não aceita doações em espécie, não aceita cheques como doação. Aceita apenas alimentos, camisetas e serviços que possam de alguma maneira ajudar na realização do evento.  

 

3 – A escolha da estampa para a impressão das camisetas deve ocorrer no início de novembro do ano anterior ao evento. É responsável pela escolha da estampa o idealizador da Canja do Galo Inácio, jornalista Rogério Romano Bonato. Cabe ao mesmo solicitar desenhos alusivos ao evento quando forem necessários.

3.1 – Os desenhos alusivos devem ser confeccionados por cartunistas notáveis. Ressaltar o jornalismo ilustrativo por meio do humor é uma das funções da Canja do Galo Inácio.

3.2 – Todos os direitos na utilização dos desenhos alusivos serão doados pelos cartunistas convidados e pertencerão ao acervo da Canja do Galo Inácio.

3.3 – Cabe aos organizadores do evento, ressaltarem o trabalho do cartunista doador da ilustração alusiva no respectivo ano em que ela for utilizada.

3.4 – As ilustrações alusivas serão utilizadas em toda a campanha para a Canja do Galo Inácio: camisetas, brindes, anúncios, ingressos, tickets de venda e devem constar no material promocional do Carnaval.  

3.5 – As camisetas impressas serão doadas ou adquiridas mediante o pagamento de patrocinadores. Os patrocinadores serão orientados em procurar a empresa escolhida para a fabricação e estampa das camisetas.

3.6 – Cabe aos organizadores a apresentação de layout quando ao aproveitamento da marca dos patrocinadores.

 

4 – A Canja do Galo Inácio deve ser preparada mediante doações. Nenhum valor jamais será descontado da arrecadação.  

4.1 – Serão doados apenas ingredientes utilizados no feitio do alimento. Eles são discriminados assim:

-  Carne de Frango

- Temperos diversos como salsa, cebolinha verde, alho e demais condimentos e especiarias.

- Batatas

- Milho

- Arroz

- Óleo

- Sal

- Queijo ralado

- Água

4.2 – Serão doados itens para a segurança e preparo dos alimentos

- Gás de cozinha

- Papel alumínio

- Detergente, demais materiais de limpeza

- Desinfetantes

- Luvas e tocas para quem manusear alimentos

- Extintor de incêndio

- Copos de plástico

4.3 – Todos os que trabalharem na área de cozinha devem usar uniformes e proteções exigidas pela vigilância sanitária.

4.4 – Cabe aos organizadores solicitarem a inspeção do Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária

4.5 – Um chefe de cozinha deverá se responsabilizar pela qualidade da Canja do Galo Inácio.

4.6 – Os organizadores devem manter um nutricionista na área de produção do alimento, bem como em seu acompanhamento.

4.7 – O serviço de atendimento, venda e entrega dos alimentos fica por conta dos voluntários da entidade beneficiada.

4.8 – A limpeza e higienização do local da Canja do Galo Inácio ficas por conta da entidade beneficiada. Sobretudo a “lavagem das panelas”.

4.9 – A sobra do produto será administrada pela entidade beneficiada.

4.10 – A entidade beneficiada administrará os alimentos que não foram usados durante o evento.

 

5 - A Canja do Galo Inácio será lançada nas quinta-feira, antes do Carnaval, em local acertado entre organizadores e voluntários. O evento propõe a confraternização dos que trabalharão na ação.

 

6 – Os organizadores devem comunicar os órgãos de comunicação quanto a entidade beneficiada, não poupando esforços para que ela se torne mais conhecida perante a sociedade.    

 

7 – O nome Canja do Galo Inácio não deve ser utilizado sem a autorização dos curadores.

7.1 – O nome “Galo Inácio” será reservado apenas para a realização do referido evento, não podendo ser associado à pessoas e ações individuais. O termo deve ser registrado em Cartório.

7.2 – O “Frevo do Galo Inácio” será apresentado nos eventos, com a intenção de ajudar na propagação e bons resultados em favor das entidades beneficiadas.

 

8 – Os organizadores e curadores devem propor ao longo do ano ações que priorizem nutrição em favor da infância, bem como o manuseio correto de alimentos, combatendo o desperdício.

 

9 – Os organizadores devem propor a participação das entidades já beneficiadas anteriormente em cada ação à ser realizada, promovendo integração entre entidades sociais. Clubes de serviços sociais e entidades voltadas aos interesses comunitários são parceiros vitalícios da Canja do Galo Inácio.

 

10 – Os organizadores podem propor a existência de um bloco carnavalesco para contribuir nas ações de arrecadação. O bloco carnavalesco deve obedecer critérios e um estatuto próprio, desde que não desvie a sua finalidade, mencionada no presente estatuto.

O estatuto acima foi assinado em abril de 2001, um pouco antes da realização da segunda Canja do Galo Inácio. Os termos foram aceitos por todos os voluntários e organizadores.  

 

Provopar

Após cinco edições da Canja do Galo Inácio e sua evidente exposição, decidiu-se repassar a ação ao Provopar de Foz do Iguaçu. A entidade possui mão de obra e todos os aparatos disponíveis para uma melhor realização do evento, seja na área de cozinha, como em mobilização social.

Foram entregues ao Provopar todos os utensílios arrecadados ao longo dos anos, como fogões, panelas, colheres, mangueiras de água, desenhos confeccionados pelos renomados cartunistas, bem como uma cópia do estatuto. O Provopar prometeu seguir as regras, bem como respeitá-las.

A Canja do Galo Inácio é um dos maiores eventos sociais realizados durante o Carnaval, sem perder o espírito carnavalesco.

É de conhecimento público a sua realização, bem como a grande quantidade de crianças assistidas nos últimos 14 anos

Fim de férias!

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Cadê as águas?

 

Estamos em março, onde as águas fecham o verão. Nem tanto, em Foz do Iguaçu, onde eu vivo, elas fecham as ruas, avenidas, causam a maior esculhambação. É paradoxal a vida com a natureza: rezamos para chover e quando Deus, São Pedro e todos os santos resolvem atender as nossas suplicas, rezamos de novo, suplicando de joelhos que pare de cair água! A vida é isso, um ato de ajoelhar e rezar.

 

No mundo

Bom, preciso citar “Foz do Iguaçu” como a cidade onde moro, especialmente depois de descobrir que muita gente lê este blog e várias localidades e até mesmo n o exterior. É o milagre da Internet, certificado pelo Google Analítico. Sou lido em Foz, quase todos os Estados brasileiros e em 28 outros países, e não importa se há apenas 28 amigos espalhados pelo mundo!

 

Começo

Então o ano começou hoje! Maravilha! 06 de março de 2014, quinta feira-tecnicamente o primeiro dia útil, e amanhã já é sexta-feira! Creio que nunca fiquei tanto tempo assim sem escrever. Mas resolvi dar um pitaco aqui no blogue, exercitando o contato com os leitores, na rede, afinal de contas não foram poucos os pedidos, especialmente nos dias de Carnaval em que coloquei um pouco a cara para o lado de fora do meu estúdio.

 

O que querem saber:

O que eu achei do Carnaval? Não acho nada, posso apenas comentar o que vi. Fui até o “Largo Raúl Quadros” no domingo, para saber sobre os preparativos da Canja do Galo Inácio. Lá conferi a grande aceitação popular diante da iniciativa, ou seja, de um local onde se pode brincar o Carnaval de uma maneira muito sadia, ao som das marchinhas e atividades para todas as idades, principalmente em favor das crianças.

 

Ampliação

Conversei com o presidente da Fundação Cultural, sobre a possibilidade de expandir a área de folia e ampliar o número de dias além do domingo e terça-feira e podem escrever: o Carnaval de Foz do Iguaçu vai acabar se mudando para o centro da cidade.

 

Confraternização

O que se vê no Largo Raul Quadros é aquilo que havia antes nos clubes, em especial Oeste e Country, onde as famílias iam se divertir. Avós, pais, crianças fantasiadas e blocos, todos brincando como antigamente, debaixo de confetes e serpentinas. Não se precisa muito para realizar um bom Carnaval. Simplicidade é tudo. O povo é quem faz a festa.

 

Eu sei…

Eu sei a dureza que foi iniciar o Carnaval naquele local. Durante três anos precisamos (Quando eu estava na Fundação) dobrar todo mundo na lábia, inclusive os membros do Templo Evangélico ao lado. Não demorou até os fiéis acabaram se divertindo. Carnaval não é uma festa tão pagã, pelo contrário, é pura confraternização e encontro entre famílias.

Custo

Em verdade, senti a falta da “Charanga da Saudade”, um grupo musicar derivado da Orquestra e Banda, que hoje não existem mais. Eles abriam o evento conduzidos em carros antigos, levando o Rei Momo e a Rainha do Carnaval. Rendiam mídia nacional inclusive, pela simpatia e saudosismo, inserindo a cidade na grande festa nacional. Na comparação entre o que acontece no Centro e na Duque de Caxias, concluiremos que o Carnaval da Saudade é de graça.

 

Canja

Todos os anos eu sempre fiz de tudo para que a Canja do Galo Inácio arrecadasse em favor da infância e nutrição. Em geral, eu e os meus parceiros começamos a nos movimentar em novembro. Em 2013 e neste ano, os preparativos começaram um pouco tarde. Fui ao Provopar, participei de duas reuniões, senti imensa vontade em manterem o evento em riste, mas infelizmente desviaram do estatuto. A arrecadação deve ser revertida para uma entidade na área da nutrição infantil, sem haver muita conversa. O Provopar reverteu a renda para si próprio e está errado. Não devem desviar o foco de um evento que deu certo nos últimos 13 anos. Muitos voluntários não gostaram, mas tenho fé que as coisas se ajeitarão no ano que vem. Se foi uma experiência, que valha pela opinião das pessoas.

Galo

Bela arte do amigo Dante Mendonça; uma aquarela para a Canja do Galo Inácio de 2014 

Faltou

Outra ideia foi mobilizar parte da cozinha para a área de festejos no centro da cidade. No fim, praticamente desabrigaram a Canja, colocando-a debaixo de uma barraca toda furada, em meio aos jurados dos concursos promovidos pela Fundação Cultural. Para terem ideia, a fila de pessoas que iam provar a Canja do Galo Inácio se estendida entre o Restaurante Tirol e Consulado do Paraguai. Houve momentos em que havia mais gente na fila, do que foliando. E é fácil explicar isso: segundo uma pesquisa, 75% das pessoas que vão comprar a Canja, o fazem com o intuito de colaborar com a entidade prestigiada e, levam o alimento para comer em casa. Muita gente me perguntou qual a entidade escolhida em 2014. A Canja não ganhou a divulgação dos anos anteriores, não estava nem mesmo no material de divulgação do Carnaval. Faltou alimento na ação do centro da cidade.

Boneco

Bacana o boneco que fizeram este ano, mas ele não apareceu pelo centro da cidade.

 

Futuro

A Canja do Galo Inácio é um evento solidário, mas não deve perder a sua característica carnavalesca, ainda pelo fato de ter sido inserida no calendário nacional. Já disputou mídia com o Bloco Bacalhau do Batata, de Olinda e agora está se acanhando. Os voluntários estão se dispersando e isso não pode ocorrer. Espero que as coisas se ajeitem no decorrer do ano, na comemoração da décima quinta edição do evento.

 

Na Duque

Embora os organizadores tenham se esforçado, não ouvi bons comentários. Uns se queixaram das acomodações e outros do preço. Muita gente não aprovou a programação. A velha fórmula de uma banda para aquecer o povo não deve ser descartada. Michel Teló é um baita artista, me rendo à sua simplicidade e qualidade artística, mas Carnaval não é a sua praia. Deveriam tê-lo guardado para os festejos do centenário, durante a Fartal.

 

Terceirizada

Independentemente de quem realizou o Carnafalls, ela dificilmente perderá a expressão pública. Vai ser difícil explicarem a contratação da Tom Maior e das demais atrações, com a suposta cobrança de ingresso. É uma regra: privados não podem e não devem explorar taxas e cobranças em bens públicos. É inegável que a marca do Carnaval de Foz, pertencia ao bem público. Mas isso não cabe a mim julgar e sim ao Ministério Público. Tomara tudo tenha sido realizado nos conformes.  

 

E o mundo?

Continua pegando fogo em algum lugar. O problema agora é entre russos e ucranianos. E o pior é que são nações modernas, com grandes populações. Estão tratando do assunto como ainda existisse a cortina de ferro. Discussão besta, mas de pavio aceso.

 

Simpatia

Os desmandos políticos estão causando uma onda de simpatia em favor dos militares. O general Augusto Heleno Ribeiro Pereira está crescendo perante a opinião pública. A novidade é uma possível dobradinha entre ele e o ministro Joaquim Barbosa. Caso lancem candidatura farão um estrago.

 

Reni e a Felipe Wandscheer

O prefeito foi ao RPCTV do almoço explicar o virtual alargamento da Avenida Felipe Wandscheer e foi atropelado pelo apresentador Carlos Gruber sobre as verbas do Albergue Noturno. Aqui entre nós, não deve haver em Foz uma via mais fácil de alargar do que a Felipe Wandscheer, que possui calçadas de sobra de ponta a ponta. Tomara a obra não demore e nem estacione igual ao famigerado viaduto da BR 277. Aquilo sim é uma novela mexicana.

Por hoje é só. Estou pegando o ritmo, portanto não me cobrem…rsrsrsrs!!! Boa tarde, noite e bom Bia!   

 

…quase lá…

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Bola de Cristal

Ola amigos da Gazeta do Polvo! Todos os meus agradecimentos, pois em 19/12 a página eletrônica, ainda em fase experimental, suplantou os 23 mil acessos o que é um número expressivo, considerando o universo cibernético iguaçuense.

Particularmente estou muito surpreso com o desempenho da página e também com o meio “internet”. Francamente, eu não conseguia tanta leitura e manifestação sobre o meu pensamento exposto, quando dedilhava no segmento impresso. Mas escrever na internet requer mais responsabilidade, levando em conta a concorrência. Os ‘internautas’ fazem comparações e levando isso em conta, devemos ser sucintos e sérios, embora o humor e o desprendimento. Internautas? Eles não existem mais. São potenciais e instantâneos formadores de opinião, se utilizam das redes sociais a cada piscar. Na mesma velocidade e, por uma brecha sociológica, o mundo está atravessando uma metamorfose; redes sociais realizam passeatas, protestos, exaltam as boas e as más ideias, organizam confusões nos shoppings, ajudam entidades, encontram desaparecidos, dilapidam os corruptos, enfim, é perfeitamente possível entender o que o povo acredita sobre o conteúdo cotidiano, quando ele é medido pela internet. O mundo está aproximado.

No mais, na nossa grande e ao mesmo tempo minúscula Foz do Iguaçu, o vento tenta aliviar a onda de calor. A semana passou e não choveu; tomara não despenque um temporal durante as festas de ano novo, esculhambando a decoração dos hotéis que estão se empenhando em agradar os hóspedes.

Nas coisas da política, é aquele marasmo. Recesso na prefeitura e os vereadores estão mais ligados aos seus redutos, apertando mãos e oferecendo um “feliz Natal” por meio da mídia exterior. Zé Carlos posou com um cheque de um milhão e meio, que será devolvido para a prefeitura; como fosse um grande feito. Segundo os economistas, se quisesse, economizaria para devolver cinco milhões. Ai sim seria um fato digno de orgulho, para ser exibido.

É a mesmo coisa que o professor Sérgio gastar com outdoor para informar que conseguiu um milhão para a área de segurança, um valor que não faz cócegas no sovado de um meliante.

Querem saber: a cidade, em muitos aspectos está mais preocupada com outras coisas; com o destino, pode ser. O que será de nós, após o vendaval da Copa do Mundo e Eleições? Quem possuir uma bola de cristal que me avise, por favor!  Bom Dia! 

Bola