RogérioBonato

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Chacotas com a cara

só dos outros

 

Apesar do lindo céu de brigadeiro, muita gente ficou com medo que despencasse uma tempestade em Foz do Iguaçu. É que o governador Beto Richa anunciou uma solução os cidadãos conseguirem transpor a BR 277 mais confortavelmente. Isso mesmo, ele disse que o Estado resolverá o problema.

A verdade é que a concessionária responsável pelo trecho não entregou três viadutos, dos quatro previstos no contrato, segundo informaram. Um ficaria na entrada da cidade, outro no trevo do CTG Charrua e por fim, uma estrutura deveria ser construída no cruzamento entre a BR e a Avenida Paraná, justamente no ponto mais complicado de travessia.

Germano Lauck, onde está, deve esboçar satisfação com o empréstimo de seu nome ao Hospital Municipal. Segundo as informações oficiais, o grau de contentamento dos usuários e pacientes beira os 100%, aqui entre nós, algo muito difícil de acontecer em hospitais públicos. Além de bater recorde de atendimento, povo elogia a estrutura. É o segundo hospital batizado com nome de religioso na cidade, o primeiro foi a Santa Casa Monsenhor Guilherme, um local que infelizmente, muita gente não gosta nem de lembrar. Vai ver padre Germando conversa melhor com o homem, lá em cima.

Eu tenho saudade de alguns caras. Sempre lembro muito do Dudu Constantinópolos, do Toninho Cirillo e sempre, quase todos os dias, do padre Germano. É que sempre trocávamos telefonemas, falávamos sobre um pouco de tudo, além de ele ser um grande conselheiro, uma pessoa que sabia transmitir a paz e aquietar um pouco o coração da gente, quando ele andava um tanto inquieto. Saber que um empreendimento com seu nome vai bem, é sempre uma forma de lembrá-lo.

Olha, sem demérito ao monsenhor Guilherme, apesar de muitos da nossa geração não conhecê-lo, dizem que foi um grande batalhador pelo bem estar dos cidadãos. Mas assim foi a Santa Casa durante décadas, mais de 60 anos, em verdade. É uma pena que a cidade não assimilou a sua importância. Caso existisse e na conformidade dos hospitais que prestam relevantes serviços, teríamos duas ótimas estruturas à serviço da comunidade.

E apesar dos estragos causados pela alta do dólar, algo que mexeu com o setor de compras e turismo, os servidores federais ameaçam uma nova operação-padrão e com isto, prometem “fechar” a fronteira. O ato deve acontecer na quarta-feira, dia 23. Durma-se com mais essa.

Se bem que operação padrão complica, mas não fecha coisa nenhuma. Deixa tudo na lentidão e situação assim, em cidade turística, é de matar. É quando eles resolvem trabalhar e revistar todos os veículos que atravessam a fronteira. Há filas imensas, nervosismo, reclamações, mas os servidores estão “trabalhando” e ninguém pode dizer absolutamente nada.

O rapaz que brincava de Fake, ou de criar perfis falsos em Foz do Iguaçu se apresentou ontem ao delegado. Claro, depois de quase um mês, ele teve tempo suficiente para estudar bem as respostas e arranjar desculpas. A coisa está feia na rede. Tem gente sendo processada por muito pouco, em verdade, até por frases pela metade. Mas a brincadeira do moço iguaçuense pode acabar mal. Além do rastreamento, necessário até encontrá-lo, há um farto material para ser estudado pelos policiais. Além da falsidade ideológica, crimes contra a honra também teriam sido cometidos.

Isso é complicado. Pessoas que não conseguem se notabilizar pela qualidade daquilo que escrevem, ou pela inteligência, precisam encontrar desses artifícios? Mas é só assim que conseguem. Pior, escondendo a cara, ou fazendo chacota dos outros.

Mudanças no Clube Hípico de Foz do Iguaçu! Derlis Cabral é o novo presidente. E a chapa que assumiu o clube é fortíssima, sobretudo por contar com Maeli Valiatti na vice e o coronel Ivan na tesouraria. Escreverei mais na semana que vem.

O caso “Doutorzinho”, que foi notícia nacional, continua rendendo. Dentre as novas, fiquei sabendo que o advogado iguaçuense Oswaldo Loureiro é que foi escolhido a dedo e contratado para defender o Evangevaldo Castanheira dos Santos. Diga-se, Loureiro foi contratado a peso de ouro. Ontem ainda estava em Curitiba atuando para seu novo cliente. Pois é assim que dizem: para grandes casos, o negócio é contratar grandes advogados.

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Permanência garantida

 

Conforme anunciou, Jorge Samek ficará mesmo em Itaipu e até 2017. A presidente Dilma sacramentou o ato de permanência dele e de toda a atual diretoria. Se alguém acreditava que tudo não passava de fetiche político para ganhar tempo, pode partir para outra e tratar de levantar os pinos, pois o jogo continua. Mas isso não quer dizer que Samek fica de fora das eleições; deverá ajudar o partido e acredito, é um nome de peso nas mesas de negociações.

 

Boa a entrevista de Olivério Pacheco na edição de ontem da Gazetinha. Ele demonstrou que está com os pés no chão, além do mais possui bagagem para domar os ânimos e harmonizar o grande leque de querências no PT. Haja querências e correntes ideológicas na agremiação. Mas tudo está focado na eleição dos delegados do partido, que acontece no próximo dia 27 de maio. Depois é que a cidade terá uma decisão mais centrada sobre uma possível candidatura própria dos “companheiros”.

 

O clima parece que vai esquentar no PMDB. Além de Tércio, Beltrame e Dobrandino, há um quarto nome preparando as asas para tentar a candidatura. E não é a Liciane Neumann. Segredo meu e que não demora, todo mundo vai ficar sabendo.

 

E o Reni, terá ou não o apoio do PSDB? Alguém me contou que Valdir Rossoni abonaria a candidatura no final do mês passado, em Foz. Até agora nada. Será que algo acontece traz dos montes?

 

É verdade: o PDT quer mesmo um nome na disputa pela prefeitura. Depois de uma notinha publicada aqui, alguns telefonemas deram conta que o partido vai pressionar o prefeito. Como é que pode? Oito anos no poder e não fazer um sucessor? Mas o Paulo Mac se defende e diz que fez uma penca de sucessores. Vide bula, ou a quantidade de secretários e parceiros que já lançaram candidatura.

 

Ué? O camarada Aluízio Palmar ficou de fora da Comissão da Verdade? Não vi o nome dele entre os sete nomeados pela presidente Dilma? O que será que aconteceu? Pelo barulho que fizeram aqui em Foz, ele seria o “Manda Chuva” do novo aparelho governamental, que visa entre outras, a apuração sobre os abusos e, o esclarecimento sobre prováveis crimes praticados durante o período militar.

 

Leia-se: crimes praticados pelos dois lados; o dos milicos e o dos guerrilheiros. Os trabalhos iniciais estão sendo formatados, tabulados e está em vias de decisão saber o que a Comissão da Verdade investigará primeiro, ou seja, os militares ou os seus inimigos? Neste caso algo ainda está para ser decidido. O que não pode é a Comissão da Verdade, ser de mentira!  Alguém já imaginou a confusão que seria, caso apurassem que dentre os crimes praticados pelos guerrilheiros, a “presidenta” possa estar envolvida em alguma situação? Que barbaridade!

 

Se bem que depois de tanto tempo é difícil até saber quem era o mocinho e o bandido. Bom, para começar, até Fernando Collor de Mello prestigiou o evento com o status de “ex-presidente”. Francamente, entre militares e guerrilheiros uma Comissão da Verdade funcionaria mesmo se fosse contra os corruptos.

 

A alta do dólar complicou a vida de meio mundo em Foz do Iguaçu, a começar pelo lado de lá da fronteira. Muitos comerciantes estão se queixando de uma repentina queda no movimento. A Grécia mais uma vez, foi a causadora da esculhambação monetária no mundo inteiro e até o Brasil, forte varonil sentiu a pancada. Os gregos não são mesmo fáceis. Quem comprou com cartão de crédito internacional ou fez dívida em dólar, danou-se.

 

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Que dia!

 

A quarta-feira amanheceu agitada, a começar pela expectativa de Jorge Samek continuar ou não em Itaipu. Havia informações de todos os lados e frentes diferentes. Pior, gente de peso estava metida no meio. Como eu não tenho bola de cristal e não gosto de bancar a mãe de santo, preferi esperar pela publicação no Diário Oficial da União (que só sai com a data de hoje).

 

Mas ontem, coincidentemente, era o aniversário de Samek. O caso era saber se ele ganharia um presente, ou seja, a nomeação para mais alguns anos em Itaipu, ou se daria um presente para Foz do Iguaçu, anunciando a possível candidatura nas próximas eleições. Sem qualquer demérito aos demais pré-candidatos, é sempre um presente saber que alguém de expressão e nascido na cidade, possa encarar um desafio assim.  Em todos os casos, parabéns Samek!

 

E o nosso confrade Tércio foi o aniversariante da terça-feira e eu passei batido, pois escrevi a coluna longe da cidade e sem celular e internet funcionando, ficou difícil conferir as informações.

 

Muita gente acha – e coisa que eu não gosto é “achismo” – que eu fico fazendo torcida apenas pelo Samek. Torço para qualquer pessoa bem intencionada e que preza pelo destino da comunidade. Sempre comunguei a idéia de que alguém como Samek na prefeitura escreveria uma nova história em matéria de desenvolvimento, a começar pelas portas abertas nos principais escalões do governo federal. Seria como possuir uns quantos deputados de uma só vez, como é o caso de Cascavel, um dos locais onde pedimos deputados emprestados (rs).

 

Mas ele se defende argumentando que pode ajudar mais em Itaipu, sendo assim, muita gente se conforma, a começar pela penca de pré-candidatos que vai se formando. Mas que há esperança e expectativa por parte de muitas pessoas e, será assim até os últimos minutos da prorrogação, isso há.

 

Outra informação e que considero relevante é a orientação dos ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann. Eles querem que o PT de Foz do Iguaçu se some aos esforços do chamado “Blocão”, por enquanto liderado pelo prefeito Paulo Mac e que pode congraçar 18 partidos.

 

Com a posição dos ministros, é bem possível que haja uma retomada nas negociações e os partidos passem a falar um idioma unificado. Por enquanto ainda estão na fase “Torre de Babel”.

 

Pois é, não podemos divulgar pesquisas. Mas a rede social está virada em números, porcentagens e informações das mais diversas, sobre vários candidatos. E se depender do vazamento de informações das muitas pesquisas que estão sendo realizadas na cidade, teremos palpites para todos os paladares. Alguns, aqui entre nós, muito amargos ou azedos, dependendo o ponto de vista (rs).

 

Alguém já acompanhou cálculo de marketólogo? É a coisa mais engraçada de se ver. O cara risca, rabisca, acrescenta, multiplica, divide, faz raiz quadrada e consegue chegar num ótimo resultado, sempre em favor do seu candidato. Nunca vi coisa igual. Acertam com tamanha precisão, que não sei a razão de nunca acertarem na loteria, tamanha a habilidade. O problema é que de cada dez marketeiros, apenas um é de fato o cara, o que consegue emplacar o seu candidato. Então, caros leitores, não caiam em lábia de gente que organiza campanha política. A margem de erro é muito insegura.

 

Bom, conversa de marketeiro neste momento é para convencer apoiadores e arranjar recursos de campanha. Não existe outra possibilidade.

 

Paulo Mac esteve em Brasília, na Frente Nacional de Prefeitos e sendo assim, levou por tabela o esfrega da “presidenta”, na questão dos royalties do petróleo.

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Festa popular consagra

eleição das Cataratas

nos dias 25 e 26 de maio

 

O balão nas Cataratas: foto de Alexandre Marchetti

 

A consagração das Cataratas do Iguaçu como uma das sete maravilhas da natureza terá uma grande festa popular em Foz do Iguaçu e na vizinha Puerto Iguazú, na fronteira do Brasil com a Argentina.

Na sexta-feira, dia 25, é a vez do lado brasileiro comemorar a conquista. No sábado, 26, a celebração é no lado argentino. Bandas de renome nacional e local vão colocar todo mundo para dançar e cantar. A entrada é grátis.

A programação começa no início da tarde da sexta-feira. Um pouquinho antes dos shows, a população ganhará de presente um espetáculo nos céus da fronteira.

Um dirigível da New Seven Wonders, promotora do concurso, fará um sobrevoo nas Cataratas do Iguaçu, depois de sair do Gramadão da Vila A. A saída está prevista para as 14h, com chegada ao lado argentino das Cataratas do Iguaçu às 16h.

Depois do sobrevoo, e antes da apresentação das bandas no Gramadão da Vila A, haverá uma solenidade rápida de premiação. Uma placa de bronze será entregue pelos representantes da fundação suíça aos prefeitos de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi, e de Puerto Iguazú, Marcelo Sánchez, e à comissão dos comitês locais de apoio às Cataratas no concurso.

“Nada mais justo do que comemorar essa conquista num evento público em reconhecimento e agradecimento às pessoas que acreditaram e se empenharam para que isso fosse possível. Essa conquista nos pertence e é para sempre”, diz Gilmar Piolla, superintendente de Comunicação Social, presidente do Fundo Iguaçu e do comitê local de apoio às Cataratas.

Como parte das festividades, a programação prossegue no dia 27 com a realização do Congresso Mundial das Sete Maravilhas da Natureza. Parte da programação acontece no Brasil e a outra em Puerto Iguazú. Representantes de todas as atrações eleitas participam do evento.

Já entre os dias 29 e 30 de maio, em Buenos Aires, capital argentina, será inaugurado um monumento alusivo à premiação, uma espécie de maquete das Cataratas do Iguaçu. Outras surpresas estão previstas, mas as datas ainda não foram definidas.

 

Shows

No dia 25, sobem ao palco do Gramadão o grupo Cidade Negra e o cantor Daniel, além de artistas paranaenses –a banda Soulf Funk e A Banda Mais Bonita da Cidade. A programação começa ao entardecer, por volta das 18h. Portanto, programe-se para aproveitar ao máximo a festa.

No sábado, 26, em Puerto Iguazú, a comemoração será durante a “Festa Cataratas 7 Maravilhas da Natureza”, no Parque Nacional. O evento coincide com o encerramento do festival “Iguazú em Concierto”, com a participação de 700 jovens de todo o mundo.

A celebração acontece seis meses depois das Cataratas do Iguaçu serem confirmadas como uma das sete maravilhas da natureza. O anúncio foi feito em 11 de novembro no site da fundação New Seven Wonders, organizadora do concurso. A Amazônia também foi incluída na lista, o que consagra o Brasil com duas maravilhas na eleição.

O evento está sendo organizado pelos comitês locais de apoio às Cataratas do Iguaçu no Brasil e na Argentina. Os dois comitês foram criados exatamente para desenvolver estratégias e campanhas de mídia para angariar votos no concurso da New Seven Wonders. A primeira etapa teve início em 2007, com a participação de 440 destinos de mais de 200 países e territórios.

 

Título desperta a curiosidade

Para o prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi, Foz do Iguaçu tem grandes motivos para festejar esse título. “Cada vez mais o mundo está reconhecendo a importância da natureza e das maravilhas naturais. Aqui, nós temos o privilégio de conviver perto de uma delas”. Esse prêmio, ainda segundo o prefeito, vai despertar a curiosidade e trazer ainda mais pessoas para conhecer as Cataratas.

 

Reconhecimento

O secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, Felipe González, diz que a premiação reconhece todo o trabalho da gestão integrada do turismo, que deu visibilidade à atração no mundo inteiro. “Por meio da votação, nas redes sociais, nosso destino ficou ainda mais conhecido. Alguns entraram lá somente para votar, outros para conhecer e muitos acabaram de uma forma ou de outra tornando-se multiplicadores de votos”.

 

Aumento de turistas

Adélio Demeterko, gerente comercial da Cataratas S.A., empresa que administra a visitação turística no Parque Nacional do Iguaçu, diz que a festa de consagração vai “selar definitivamente esta conquista do Destino Iguaçu”. E representa “um congraçamento com o público, em agradecimento ao envolvimento da comunidade na campanha que elegeu as Cataratas do Iguaçu”.

 

Demeterko acredita que nos próximos anos serão colhidos os frutos da campanha que elegeu as Cataratas, que desde o início, em 2007, teve impacto no aumento da visitação. Agora, todas as campanhas para atrair turistas terão como mote o fato de a atração estar entre as sete maravilhas. Mesmo a chamada para a Meia Maratona das Cataratas do Iguaçu, lembra Demeterko, já tem este mote: “Venha correr numa das sete maravilhas da natureza”. E isso será feito em todas as campanhas de mídia, daqui para a frente.

Jean Paul de la Fuente, um dos diretores da Fundação New Seven Wonders, afirma que a eleição das Cataratas entre as sete maravilhas naturais do planeta terá reflexos no aumento do número de visitantes.

 

Nas Filipinas, segundo ele, o número de voos diários cresceu de três para 22 no aeroporto que dá acesso a Porto Princesa, rio subterrâneo que ficou entre as maravilhas. Já a procura pela Baía de Há-Long, no Vietnã, exigiu a construção de um aeroporto.

 

Para o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhotéis), Carlos Silva, a conquista do título já tem impacto no aumento da procura pelos atrativos de Foz do Iguaçu. De acordo com dados do Sindhotéis, em abril e na primeira metade de maio os hotéis estão com 65% e 70% de seus leitos ocupados. Essa taxa de ocupação é considerada muito boa para meses de baixa temporada e representa um crescimento entre 10% e 15% sobre o mesmo período de 2011.

 

E o aumento de visitantes traz mais investimentos. A rede hoteleira, por exemplo, deverá ganhar mais mil leitos até o final deste ano, somando 23 mil no total. Segundo Silva, os restaurantes também acompanham esse ritmo. A cidade vem ganhando restaurantes de porte pequeno e médio, com mais opções para um mercado que já representa 39 mil refeições por dia.

 

Editorial da Gazetinha

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O TRE e os dados

 

O Tribunal Regional Eleitoral divulgou dados (ainda parciais) sobre o número de eleitores, filiados e demais informações referente a “condição eleitoral” dos cidadãos de Foz do Iguaçu. A cidade, segundo uma projeção, ainda está longe da possibilidade de realização de um segundo turno. Imagina-se que em pouco menos de uma década se conseguirá atingir o número de 200 mil pessoas em condições de voto. Em realidade, uma cidade de destacada importância no contexto nacional, como é Foz do Iguaçu, ainda necessitará esperar muito tempo para alcançar Cascavel, por exemplo, em certos aspectos a mais importante rival na disputa pela liderança regional. Se depender do número de eleitores os cascavelenses deram um salto.

Mas não é apenas neste quesito que Cascavel lidera; a cidade consegue eleger um número considerável de representantes tanto para o Congresso Nacional como para a Assembléia Legislativa, com cinco deputados para cada uma das casas. Em outras palavras, possuem dez representantes, enquanto foz, apenas dois.

O curioso é o desempenho dos representantes de Cascavel em períodos eleitorais; eles conseguem grande expressão de votos em cidades da região, ao contrário de Foz, que mal ultrapassa Santa Terezinha.

Trata-se de um exemplo claro do interesse popular em defesa da cidade; na escolha pontual da representação, no entendimento que isso faz em matéria de obras, benefícios e proveitos às comunidades. Frente a estes resultados é incontestável a conotação de pólo regional.

Onde Foz do Iguaçu se perdeu? O senso político não faz parte do perfil do cidadão? A população não está atenta aos diferenciais que agregam valor regional? Pode ser, um pouco disso tudo ocorra, e mais, é transparente a desunião e o acaso, quando se coloca a política em primeiro plano. Partidos e candidatos parece que não estão preocupados com o destino da cidade e sim, com suas carreiras e o sucesso individual.

O iguaçuense precisa aprender a refletir quando números como os do TRE são divulgados. Eles são o indicativo de que algo deve acontecer, melhorar, mudar, pois é de forma coletiva que se resolve os problemas de uma cidade, com a força do voto, na fundamentação democrática e sendo assim, é necessário união e mais do que isso: qualidade de escolha.

 

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De fraldas

 

As pessoas querem saber e eu explico: para lembrar, a expressão “Zóio de coelho” arrancou muitas risadas na cidade nas últimas eleições. É pra ver que há humor também em política. O candidato Dilto Vitorassi em suas andanças foi buscar – ele próprio a lá Goulart de Andrade – o depoimento de um cidadão em determinada comunidade. Em verdade a cena era para chorar, pois o quase-indigente encontrava-se em situação desumana, estirado num colchão apodrecido, embaixo de uma palhoça. Questionado se Paulo havia passado por lá alguma vez, em seu primeiro mandato, o cidadão disse: “aqui ele não veio, aquele “zóio de coeio!”. A pessoa fez referência à cor dos olhos de Paulo que são claros.

 

Segundo fui informado ontem, ao final da tarde, PMDB e PT estão mesmo de namorico. A fase é de pegar na mão um do outro, ainda sem afagos e beijinhos, mas quem estava no local, garantiu que rola algo mais. Os flertes eram mesmo calorosos entre os marmanjos dos dois partidos. Puxa vida, isso pega até mal. Daqui a pouco estarão selando acordos na base do beijo, abraço ou aperto de mão, igual a meninada na escola (rs).

 

“Porco Bestia!”, gritou um conhecido italianão ao ser surpreendido com a visita de um outro conhecido político antes do almoço de domingo, Dia das Mães. “Você não tem mãe, não?”, emendou o gringo e a recepção nada calorosa acabou ali mesmo, no portão, sem cafezinho e polenta, certeiramente um dos itens do cardápio para aquele dia. Considerando a ocasião, o italiano até que foi refinado.

 

Mas é assim mesmo, os políticos se parecem muito com os gatos, se esfregam nas pernas da gente só quando estão com fome, ou carentes. Passam boa parte dos mandatos sumidos e surgem do nada em ocasiões às vezes nada agradáveis, como em velórios, cujos mortos nunca os conheceram pessoalmente; e dá-lhe contar histórias das vidas das pessoas, como fossem velhos amigos. Dia desses uma viúva ameaçou pegar a vassoura que estava atrás da porta. Os filhos que não deixaram. Ia ser bonito de ver um assanhadinho ser tocado de um velório à base de vassouradas. E o pior é que se a gente publicar, são capazes de entrar com processo contra o jornal.

 

Taí uma situação difícil de agüentar, a do político que faz o que quer e depois “não quer” ser criticado ou ver mencionado um caso onde esteve lamentavelmente envolvido. Pessoas que se dispõem ao meio público não devem ter medo da exposição da imagem. O bom político, ou o esperto, sempre acaba fazendo uma limonada do limão azedo. Os eleitores devem prestar atenção.

 

E o TRE divulgou o número de eleitores de Foz do Iguaçu. 186.743 é a quantidade de pessoas em condições de votar nesta paradisíaca cidadela. Imagina-se que haverá um aumento na ordem de 6 a 8% até as eleições, pois o sistema não contabilizou a contagem completa. Uns dizem que pode diminuir. Mesmo assim não chegaremos ao segundo turno. O bom é que muitos jovens resolveram ir aos cartórios em cima da hora. Como o sutiã, o primeiro voto a gente nunca esquece!

 

Meus amigos, se houvesse segundo turno em Foz do Iguaçu, provavelmente alguém já estaria usando fraldas no lugar da cueca. Uma pena que isso só poderá ocorrer daqui umas duas eleições, pois apesar da cidade parar mais um mês, até decidir o prefeito, a disputa ganharia um gostinho diferente, mais temperado. O segundo turno para alguns políticos seria algo como “brincar de agonia”.

 

Infelizmente é assim, o ato da disputa ainda é encarado como uma “brincadeira” por alguns. Devia ser coisa muito séria, o fato de mexerem com a vida de tantas pessoas.

 

Se quiserem saber, Cascavel passou a ser de longe uma cidade mais importante que Foz no aspecto geopolítico e pelo simples fato de possuir segundo turno. Os mais bairristas que não reclamem, mas é a pura verdade; é desse jeito que as cidades são diferenciadas aos olhos de quem trabalha os orçamentos e repasses de verbas em Brasília.

 

Bom, em matéria de política os nossos quase vizinhos dão show de bola, elegem pencas de deputados e possuem representação exemplar além das fronteiras do município, o que não é o caso de Foz, que parece, caminha às avessas, é cada vez menos representada e em todos os aspectos (mais no editorial desta edição).

 

E não é que tinha mesmo, um guarda paraguaio no trevo entre a Avenida Paraná e Br 277? Pois veja, uma moto acidentou-se e um policial do país vizinho, envolvido no choque, deu de controlar o trânsito por alguns minutos. Quem passou pelo local gostou da iniciativa: com um dos braços ele fazia o sinal de parada para quem vinha da BR e como o outro, sinalizava a passagem para os que estavam no trevo. E funcionou!

 

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“Zóio” de coelho

 

Apesar de tudo o que ouço, das rusgas, encrencas, acusações e disque-disques envolvendo a Unila, procuro ao máximo preservar a instituição, pois ela é muito maior do que as pequenices cotidianas e os seus resultados periféricos; é um dos maiores empreendimentos voltados para a área da Educação na América Latina e isso deve ser respeitado. O problema é saber se as pessoas que estão lá, na Unila, pensam assim. Às vezes acho que não, a começar pela quantidade de e-mails que apontam brigas entre mestres, reclamações de alunos e aquela sensação da carroça sempre atropelando os bois.

 

O fato da morte de um aluno, um equatoriano de 22 anos, não deve ser atribuído à instituição. Foi uma fatalidade e o laudo será divulgado pelas autoridades. Como saber o que os alunos fazem fora dos turnos e longe da Universidade?

 

Mas discutindo o “institucional”, não consigo entender certas coisas na área pública. Se de um lado, nos damos com a Unila, inclusive uma das maiores obras físicas do país e que empregará uma porção de trabalhadores, de outro temos a Unioeste, praticamente vizinha, sucateada, precisando investimentos, bem como uma série de melhorias. Uma é federal e a outra estadual, mas a diferença parece estelar quando se fala em recursos. Não deveria ser assim.

 

Para concluir, penso que a Unila deve se abrir um pouco mais para Foz do Iguaçu; a entidade está se portando como Itaipu em outros tempos, longe, distante, como estivesse em outro mundo. Que não me venham, por favor, colocar a culpa no trevo da BR 277? Sério, no Salão Internacional do Livro a ausência da Unila foi muito sentida e em vários aspectos.

 

Política: fiquei sabendo que após a reunião entre os “partidos independentes” e o PMDB, com Dobrandino no centro das atenções, houve certo corre-corre por parte de um outro grupo. Não querem de jeito nenhum deixar o PMDB solto, articulando, propalando a possibilidade de uma campanha isolada. É que o Dobrandino que de bobo não tem nada, encontrou o momento certo de polemizar e roubar a cena, outro problemão para os adversários.

 

O PMDB dá pinta que seguirá a cartilha nacional, se juntando com o PT em Foz. Outra, segundo me disseram, o grupo liderado pelo Paulo Mac está com um pé na coalizão. É claro que isso ainda vai render noites sem sono, esquentação de miolos e muita andança entre um lado e outro, mas segundo consta, estão próximos de sacramentar a união.

 

Algo que as pessoas não entendem, ou não querem entender, é que ninguém quer afrontar as determinações da cúpula peemedebista e petista, a nacional, onde a presidente Dilma, o ex Lula e o vice Michel Temer ainda dão as cartas. Dilma tem tudo para ser reeleita e os acordos de hoje são permeados em volta disso. Ir contra a maré pode ser algo complicado em matéria de administração municipal.

 

De outra forma, Reni Pereira faz o jogo, tenta apoios, instiga o convencimento o que não está errado em matéria de performance; ele afinal, é o único pré-candidato que de fato, será “candidato”. Acreditem, há uma diferença na nomenclatura, apesar dela estar aos olhos da legalidade. “Candidato” mesmo, dentro do prazo permitido. Boa parte dos “pré-candidatos” anunciados sequer participarão das eleições, escrevam.

 

Pois um passarinho ficou assoviando ao redor do meu escritório, que Paulo Mac estaria disposto a mudar de partido. Ele iria para o PT e Carlos Duso é quem estaria ajeitando a passarela. Neste caso, especificamente, até a “presidenta” Dilma teria feito o convite. Como Paulo não é candidato a quase* nada (explico depois), nas próximas eleições, poderia fazer o que bem entender da legenda. Ao que tudo indica, e, parodiando o Dilto Vitorassi, o “zóio de coelho”, está mirando as eleições de 2014 e é claro, não quer correr o risco de ficar em time que não seja, pelo menos, o do virtual vencedor.

 

Explico do “quase nada”: Paulo quer o título de “maioral da parada”, de “general da banda” de “mandachuva do pedaço”. Disso ele não abre mão.

 

Mas o PDT, partido do prefeito, segundo me confidenciaram, está para apresentar uma lista “quintuple” de candidatos, todos em condições de disputar as eleições. Nanci Rafain Andreola e Paulo Rúbio estão nela. Quais seriam os outros três nomes? É uma saia bem justa e que Paulo Mac terá que vestir, independentemente de sair ou ficar no partido.

 

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A dança das coligações

 

O sábado foi movimentado em matéria de política, a começar pela reunião dos “partidos independentes” com foco no PMDB, onde o nome de Dobrandino Gustavo da Silva por pouco não foi mais uma vez aventado para a disputa eleitoral deste ano. Faltou pouco. Representantes de vários partidos prestigiaram a reunião e rapidamente a notícia se espalhou pela cidade. O grupo “independente” forma uma salada partidária e bem colorida, com siglas de oposição, direita, esquerda e de tudo um pouco. Mas olho, é uma penca considerável de partidos.

 

Dobrandino disse que seus advogados garantem que ele pode ser candidato, mas depende ainda de uma informação. Será? Ele teve condenação colegiada, portanto teoricamente seria um “ficha suja” e em condições assim, não poderia concorrer. Mas nunca se sabe, pois há recursos para tudo. Agora, se ele tem condições de se eleger são outros quinhentos. É uma forma de testar a opinião pública e é logo que saberemos, pois há pesquisas em elaboração.

 

Tércio Albuquerque e Sérgio Beltrame ainda fazem parte da lista de prováveis candidatos. Tércio não participou do encontro, pois está no nordeste com a família. Fiquei sabendo que ele deu um pulo até Brasília; foi convidado para uma conversa ao pé de ouvido, com dois distintos cavalheiros de incontestável influência. O que será que vem por aí?

 

O nome de Tércio sempre é mencionado nas rodas políticas e até agora não se sabe ao certo, se arriscará à disputa pela prefeitura ou como vice na composição de alguma chapa; é também provável que ele concorra a uma vaga na Câmara. Em breve saberemos.

 

Há, em verdade, quatro pesquisas sendo realizadas em Foz. Duas, segundo uma informação, de institutos pesados, ou seja, de renome. Como se poderá divulgar os dados eu já não sei, mas se as pesquisas forem devidamente registradas na Justiça Eleitoral, é óbvio que serão matéria do interesse público.

 

O deputado federal Rubens Bueno esteve na manhã do sábado na redação da Gazetinha. Ele chegou as 8hs da matina, praticamente de madrugada (rs) para quem fica fechando o jornal até altas horas. Em todos os casos havia alguém de plantão e o deputado foi mais uma vez atendido. A matéria é interessante e está nas páginas de hoje. Com Rubens, claro, Osli Machado, um dos pré-candidatos made administração municipal.

 

Falei com Paulo Mac Donald ao telefone e quis saber até onde e quando ele levará o assunto sucessão. Ele disse que manterá a discussão acesa até os 49 minutos do segundo tempo. Ou seja, até onde der. É o estilo do Mac, o de esticar o elástico até perto de arrebentar.

 

E o Samek? Mesmo depois do anúncio de sua desistência em disputar a prefeitura pelo PT, muita gente está de olho no dia 16 de maio, próxima quarta-feira. É a data em que ele deverá ser reconduzido à direção-geral de Itaipu Binacional, em ato assinado pela presidente Dilma. E vai que resolvem mudar isso? E vai que o ex-presidente Lula considere que Samek é importante na disputa? A política, meu amigos, é a arte do improvável.

 

O outro período em que todo mundo está de olho é o prazo final para definir candidaturas. Pré-candidato e que pode de fato encarar a disputa, até o momento, só mesmo o deputado estadual Reni Pereira. Os demais estão fazendo o jogo, testando o nome; participam da dança das possíveis coligações. Quem não souber dançar, leva ou dá pisão em pé de alguém.

 

Não poderia deixar de agradecer a simpática homenagem que me foi prestada em reconhecimento à idealização do Salão do Livro de Foz do Iguaçu. Quase declinei e só não o fiz, por saber que o Domingos Meirelles havia sido escolhido para me homenagear. Aí não teve jeito. É que em meu modo de pensar, gestores públicos, ex-gestores, e pessoas que assumiram cargos executivos, não devem ser homenageados e sim, homenagear, o povo, com seus atos, idéias e ações. Portanto, eu não fiz mais do que a minha obrigação, enquanto estive a frente da Fundação Cultural.

 

E o Salão do Livro encerra mais uma edição e com êxito, principalmente pela boa presença de público o tempo todo, sobretudo a grande quantidade de crianças e alunos da rede pública. Quase todas as escolas bateram ponto no Salão. O evento tem tudo para se transformar em referência no incentivo à leitura na Região Sul do País.

 

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A dorminhoca

 

O caso Guaíra/Salto Del Guairá deve ganhar pressão daqui uns dias. É de se concordar com a reivindicação. Devemos imaginar o que não seria o Oeste do Paraná em matéria de Turismo, caso não acontecesse a submersão de Sete Quedas?

 

Não cabe aqui ficar encontrando culpas e erros do passado, mas é uma realidade que Guaíra teve o seu sonho de progresso abortado. Com Sete Quedas era uma localidade próspera, que abrigava bons hotéis e recebia um fluxo enorme de turistas, mais do que Foz em algumas épocas do ano.

 

Então, se Itaipu fosse construída 50 metros adiante, teríamos o lago, as praias, Guaíra e Sete Quedas, e tudo isso somado ao que já temos, daria para imaginar o tamanho do sucesso. Bom, isso dos “50 metros adiante” é conversa de engenheiro.

 

Relembrando, a inundação de Sete Quedas é uma história de muita tristeza e também tragédias, com a queda de uma passarela apinhada de turistas, pessoas que foram até lá se despedir das maravilhas. Conforme foi publicado no editorial deste jornal, dificilmente aceitariam o desaparecimento de uma local como aquele nos dias de hoje e em qualquer canto do planeta.

 

“A Adormecida de Foz do Iguaçu”. O título está errado, deveria ser “A quenga de Brasília, que acabou numa balada de quinta categoria em Ciudad Del Este”. Sim, pelo fato de ser a mulher de um político passando pela cidade. Mulheres de Foz, mesmo acidentalmente dopadas, dificilmente encarariam uma balada de beira de estrada, como a que foi cenograficamente montada para o episódio. Pedi para gravarem, pois o jogo entre o Fluminense e Boca me era mais importante.

 

Ô mania de mostrarem Foz como fosse a Praça 11, ou, um local de baixo valor cultural, na forma de um meretriciado. Tudo bem que não somos ainda um “principado”, mas a gente não merece certos rótulos. Será que é só assim que nos assimilam como cidade? De outro jeito, dizem que toda dramaturgia tem um fundo de verdade. Qual seria a mulher de político que ficou daquele jeito?

 

Que venha o Boca! Que venha o Riquelme e companhia! Ui que medo. O problema do Fluminense é o estádio. O Engenhão não é o gramado tricolor, o palco de verdade é o Maracanã, em obras para a Copa. Imaginar um confronto com o Boca Juniors, no Engenhão é de arranjar calafrios.

 

Dia desses, conversando com o Ricardo Foster na redação da Gazetinha, brincamos que a torcida tricolor não enche uma kombi. Pensando bem acho que enche sim. No jogo com o Inter, na última quinta, havia uma penca de torcedores do Fluminense no Bar do Juca, alguns obviamente eram “tricolores do sul”, gremistas, disfarçados, mas isso não importa. Penso que já dê para encher um micro.

 

E o Santos ensacou o Bolívar! Parecia o tipo de jogo “vira em cinco, acaba em dez”. Haja chá de coca para amansar o ânimo da torcida e muitos bolivianos após o vexame. Bom, o Santos jogou futebol e o Bolívar não, é a diferença. Os bolivianos pareciam amadores e muito pernas de pau, a começar pelo goleiro, fraquíssimo. Veremos as finais, mas a Libertadores ainda reserva muitas emoções, como diria o Roberto Carlos.

 

Ao lembrar o “Roberto”, remontei ao “Erasmo”, eterno parceiro. Pois eu escrevo que tentei ler seu livro, lançado na noite de quinta feira no Salão de Foz. Tentei e não consegui, é muito ruim. Só não é pior que o empresário do compositor, um chato, asqueroso e mal educado. Vi de longe e fiz questão de nem conhecer e, se eu ainda estivesse na Fundação Cultural, pediria que ele se desculpasse com alguns companheiros da imprensa. É o tipo de empresário que se acha o artista.

 

A noite ontem foi do meu querido amigo Domingos Meirelles, um grande escritor; alguém que revira a história com a alma jornalística, depura os fatos e com tanta devoção, autentica os fatos. História é fonte documental; não há outra forma de registro, que não seja por meio de fontes fiáveis. Admiro o trabalho do Domingos e mais, ele próprio, que é um grande cara, um dos “índios guardadores” da nossa queira e tão malfadada Foz. Em outra ocasião eu explico com mais texto.

 

Promoção

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Black diferencial

 

Se Ciudad del Este já era complicada nos dias normais, há de se imaginar a pressão em promoções como a “Black Friday”, iniciada ontem e que segundo os comerciantes, segue até domingo. Em média, 200 estabelecimentos oferecem descontos de até 70% nas mercadorias. A Ponte da Amizade estava congelada e muita gente passou sebo nas canelas, indo a pé até o outro lado.

 

Black Friday é uma invenção norte-americana e por lá, acontece na última sexta-feira de novembro, após o Dia de Ação de Graças. A moda já se espalhou pelo mundo. É uma espécie de “carnaval comercial fora de época” (rs).

 

Por estas bandas, pelo menos em matéria de movimento, a promoção parece que deu certo. Até o fechamento desta edição a opinião dos comerciantes ainda não estava bem formada. Uns disseram que o movimento foi bom, ou que não foi.

 

A notícia se espalhou, apesar da campanha tímida nas últimas semanas; eu mesmo não entendi os outdoors, pesei que fosse promoção de balada noturna. Mas na tardinha da quarta-feira, não se falava em outra coisa. O povo gosta de comprar e aproveitar os descontos, não importa a quantidade de dinheiro no bolso.

 

A sacada visa, além das vendas, a liquidação de estoques meio que encalhados, ou seja, uma maneira de repor produtos mais atualizados nas prateleiras. Foi o que me disseram. A iniciativa ajuda boa parte dos comerciantes, mas alguém garantiu – com todas as letras – que prejudica outros, cujos produtos não precisam entrar na linha do tiro promocional. O que todos concordam é com o benefício agregado na imagem institucional do centro comercial, conhecido pela desorganização urbana, trânsito incontrolável, enganação por parte de alguns oportunistas (eles estão aos poucos sendo identificados e banidos) e o perigo que há em comprar alguns produtos falsificados.

 

Eu, francamente, já me acostumei com Ciudad del Este do jeito que é. A maioria de quem freqüenta a área também. Se reduzirem muito os problemas pode ser que o local fique chato e venha perder aquela característica de varejo absurdo; igual o que acontece em algumas ruas ou bairros das grandes cidades brasileiras. Ordenar demais redutos como CDL e a Rua 25 de Março, por exemplo, seria como tentar colocar ordem num bloco carnavalesco, imagina? A bagunça está incorporada ao folclore e no macro resultado.

 

Em vários aspectos, apesar de não gostar muito de atravessar a fronteira, admiro a velocidade que há na cidade vizinha. Não houve e nem haverá crise que a desbanque; pode atormentar, mas não desbancar. Trata-se de uma cidade visitada por todas as categorias de compradores (e também está inserida no turismo de compras) e aí está o poder da diversidade.

 

Cruzam a ponte, marreteiros, donos de pequenos estabelecimentos de todo o Brasil, muambeiros, gente que vende quinquilharias, donas de casa, estudantes; a grossa camada da classe média e, os ricos também, pois há oferta para todos os segmentos e classes sociais.

 

Às vezes penso que Foz desperdiça o sucesso paraguaio no segmento comercial. Com um pouco de vontade política teríamos movimento semelhante e sem precisar modificar o perfil de produtos. Bastaria o governo federal aliviar as taxas tributárias e criar uma política diferenciada para esta fronteira. Uma medida assim cobriria de êxito a venda de produtos fabricados no Brasil. Foz possui appeal para uma estratégia assim, um fator inédito de distribuição de renda, aumentando substancialmente o turismo rodoviário.

 

Sim, pelo fato dos compradores já existirem. Teríamos uma das mais pujantes zonas comerciais do hemisfério, além de uma vitrine permanente da indústria brasileira. O problema é que poucos acreditam no diferencial e a mentalidade tacanha acaba atrapalhando. É possível somar o turismo ao comércio, ou provocar um encontro dos segmentos, de maneiras que um possa agregar valor ao outro. Pelo momento, o negócio é aproveitar o “Black Friday”.

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Uso cauteloso

 

Fiz alguns comentários sobre a utilização das redes sociais e recebi muitos e-mails e até telefonemas. É pra ver como os leitores estão ativos no mundo virtual. Não adianta resistir, o envolvimento com as redes sociais é quase que certo, ainda para quem precisa estar atento. Eu mesmo resisti um bom tempo – não me dei bem com o Twitter – mas devo confessar que acesso o Facebook sempre que posso; ele já faz parte da minha rotina. Não que eu permaneça por lá, interagindo o dia inteiro, como fazem muitas pessoas, mas passei a medir o consciente popular pela mescla de informações que há naquele canal. É uma forma de aferir a importância que dão aos fatos. A leitura nos ajuda e muito na abordagem daquilo que escrevemos ou, de certa forma, colocamos à apreciação dos formadores de opinião.

 

Repito: não concordo e de forma alguma, com a utilização equivocada da ferramenta. Há quem abuse, denegrindo a imagem alheia e, pratique crimes contra a honra. Também é horrível topar com imagens apelativas como a nudez provocativa, apelativa (e nada sensual) e o pior são as imagens de acidentes, com pedaços de corpos humanos espalhados por todos os lados.

 

Em tempos de política então, só se vê saia rasgada, com o jogo da vaidade exposta sem qualidade, para não dizer “falta da moral”. Mas de outra forma, é bom que os políticos saibam que a maioria dos que se utilizam das redes sociais, possuem critérios mais apurados de avaliação e isso quer dizer muitas coisas: enquanto uns acham que estão propagando a imagem, estão é mostrando aquilo que não deveriam. Estou convicto que pela falta de inteligência e assessoria, muitos políticos enterrarão suas carreiras justamente nas redes sociais.

 

A reação dos internautas frente aos abusos e asneiras é generalizada e forte. Quase todos criticam no ato, a manifestação equivocada. E o engraçado é que quem se equivoca tenta arrumar e, a situação só vai ficando pior. Os equívocos deveriam servir para que algumas pessoas se tocassem e sumissem por uns tempos.

 

Mas há também situações engraçadas e criativas. Ontem o amigo Marcelo Zini inseriu uma foto onde aparecia uma placa dependurada no portão de uma residência e ela dizia o seguinte: “Não se atende vendedor nem religiosos”. A originalidade e franqueza do morador foi inspiradora, daí tomei a liberdade em aprimorar um pouco a iniciativa. Eu escreveria assim: “Não se atende vendedores, especialmente os de rede para deitar, religiosos e cabos eleitorais”.

 

Não sou preconceituoso, pelo contrário, atendo, por exemplo, o vendedor de pamonha, mas o cara que vem vender a rede? Ele é muito pegajoso, chato, insistente. Não atendo nem se ele me der uma rede. E os religiosos então? Chego a ter pena daquelas senhoras impregnadas de fé (motivadas pelos pastores), que insistem em pregar as “palavras do Senhor”, sem fazer idéia da minha religião, ou credo? Agora, os piores são mesmo os cabos eleitorais. Ganham disparado dos demais; são caras de pau e inconvenientes e seus “patrões” deveriam saber que a preferência política deveria ser respeitada como a opção pela religião e a disposição em comprar ou não uma rede. Oras, não voto nem em político que paga pessoas para infernizar famílias no domingo pela manhã ou em horários de descanso. O corpo a corpo deveria ser mais cauteloso, calculado. Está muito mais fácil perder o voto, do que ganhar.

 

Em minha modesta opinião ocorre o mesmo na rede social: pessoas que invadem um Facebook ou Twitter com assuntos indesejáveis, estão invadindo a privacidade e em razão disso, serão marcadas, excluídas e logo, ignoradas.

 

Bom, aceito solicitações de amizade no Facebook (rs). Cheguei a ter mais de 2000 amigos, daí fui acrescentar o nome inteiro à página e tive que começar tudo de novo (rs), perdi contatos e é a razão de desaparecer da lista de muitas pessoas. O canal está se transformando (se é que á não é) no maior mix de opinião que já tivemos e mais ágil do que tudo o que há em matéria de comunicação, até mais do que o rádio, coisa que parecia ser impossível de acontecer.

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Glossários e vernáculos

 

Atenção… atenção mamães: neste domingo, dia 13, as que estiverem acompanhadas dos filhos ganharão um mimo especial ao visitar Itaipu Binacional. Todas serão contempladas com fotos em papel ou digital. As 30 primeiras mães visitantes ganharão uma foto impressa. O material será entregue na hora. As demais terão suas fotos publicadas no site do Complexo Turístico Itaipu e no facebook, a partir de segunda-feira, dia 14. As fotos serão feitas em dois pontos.

 

Recebi alguns e-mails e em respeito aos leitores, terei que considerar a discussão. Na coluna de ontem mencionei uma parceria entre Itaipu (onde todos os atuais gestores rezam a cartilha do PT) e o município. Segundo alguns a minha visão foi “monocular” (rs). A expressão foi, propriamente, do Oswaldo Loureiro, retirada seu baú/glossário, onde em geral o vernáculo encaixa na razão, antes da emoção (rs). Gostei da expressão. O puxão de orelha faz sentido, já que Itaipu atendeu abertamente as causas da cidade, para a cidade, pela a cidade, e não, para o Paulo Mac. O caso que se houve convênios também não será possível negar que houve uma parceria.

 

Na visão de alguns leitores, sobretudo do Loureiro, Itaipu e o PT não devem obrigação a ninguém. Apenas fez a lição de casa, em especial pelo fato do que o petista mor, Jorge Samek, nasceu em Foz. Devolveu o que pode para sua terra natal e é um ato dos mais louváveis.

 

Mas lá no PT, insisto, as coisas andam um pouco estranhas. Muita gente está desanimada com a quantidade de encrencas e a pressão de fora. Vai-se lá saber o tabuleiro de negociações? Enquanto houver negociação tudo bem; o perigo está nas negociatas.

 

Outro que me surrou logo cedo foi o Sérvolo de Oliveira. Bom, como bom botafoguense não deve ter gostado nada da catracada do último domingo, quando o Fluminense enfiou gol até de bicicleta! Mas o que a política tem como isso?

 

Sérvolo, um manifestador da opinião nas redes sociais está mandando ver sobre os impasses no Partido dos Trabalhadores e rotula algumas ações como “Renisistas”, ou seja, de favoráveis ao apoio à candidatura do deputado Reni Pereira. Ele afirma que na última reunião ordinária do partido, “o grupo de André Alliana e Adriano Louzada, deram mais uma demonstração de desrespeito pelas decisões das instâncias partidárias (inclusive do Diretório Nacional) na vã, e agora muito clara, tentativa de jogar o partido em um projeto tucano”. Pois é tem mais essa; Reni deve ter o apoio de Beto Richa e do ninho dos bicudos paranaenses. PT e PSDB no mesmo palanque? Só se for mesmo numa cidade igual Foz do Iguaçu (rs), onde o improvável sempre acontece!

 

Todo mundo quer saber quem deu e, quem levou o presentão carioca em troca de certas estripulias no cenário político iguaçuense. Parece que não se precisará esperar muito tempo até o rojão explodir.

 

Voltando ao tema das redes sociais, não estou gostando nada de ver o espaço preenchido com trocas de farpas, lamentações e em alguns casos até palavras de baixo calão. Sei de muitas crianças que aproveitam o Facebook e até o Twitter como forma de relacionamento. O que se anda escrevendo não é apenas um atentado ao pudor; fere gravemente o princípio das relações e os bons costumes. Os pais devem estar mais atentos.

 

Também não gostei nada das fotos ensangüentadas dos bandidos que se disfarçavam de policiais. Desse jeito não dá para acessar rede social na hora do almoço. Escorrerá sangue na tela do computador.

 

Para encerrar, recebi esta do Bem Hur Angeli: Definitivamente, eu não acredito em mais nada na vida… ontem fui ao Shopping e havia uma porta onde estava escrito MULHERES…. Abri, e havia um banheiro!!! É boa.

 

Só mais esta: uma boa notícia para os desesperados e “perdidos na tarde”: o Juca e a dona Maria retornaram da viagem de férias e o boteco finalmente está aberto, depois de uma semana. Pois criaram até confraria eletrônica para lamentar a ausência do casal (rs).

 

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No balaio

 

O novo presidente do PT de Foz, Olivério Pacheco, está aparentemente pisando em ovos. Ele diz que a decisão de lançar candidato próprio ou, apoiar gente de outro partido será definida em junho. Sim, disso todo mundo já sabe, o problema é saber quem sobreviverá à avalanche de confusões e os resultados da cisão de opinião entre as duas correntes, hoje bem distintas, algo que aumenta a cada dia.

 

É minha opinião no sentido da observação, no entanto vamos lá: como um partido de define os rumos da Nação por quase dez anos, atuando diretamente no social e articula obras importantes para as camadas mais pobres; que possui influência direta – via Itaipu – no destino de uma cidade como Foz, não vai lançar candidato? É no mínimo estranho.

 

Independentemente da opinião das correntes, e analisando a fissura e suas prováveis conseqüências, a desunião no PT poderá causar algo sério no processo eleitoral, ou seja, os membros se dividirem em lados opostos, em trincheiras alheias. Da forma como as posições estão se tornando radicais, é bem provável que parte dos filiados ofereça apoio a adversários, até mesmo lançando candidatura própria. Quero só ver como sairão dessa. Olivério precisará de muita paciência para administrar a situação. Tomara consiga.

 

Agora, é admirável o senso de discussão democrática de Jorge Samek, especialmente quando a cidade toda sabe que na divisão de idéias, os protagonistas são pessoas importantes do seu naipe. Sim, de um lado está Gilmar Piolla, que defende a candidatura própria e de outro, Joel de Lima, que pondera a aliança, possivelmente com o pré-candidato Reni Pereira.

 

Itaipu e o PT apoiaram incondicionalmente o governo municipal nos últimos anos, inclusive no aspecto da parceria em obras importantíssimas. Como seria, do nada, apoiarem um provável adversário de alguém indicado ou apontado por Paulo Mac? São apenas conjecturas. Só depois da decisão petista é que se poderá fazer uma leitura mais clara do quadro; por enquanto está difícil. O processo ainda está preso no balaio.

 

Mas segundo um passarinho, que não é o Corvo, a influência externa tem uma mão pesada nas questões petistas. Um ministro e um deputado federal do partido teriam comandado o espetáculo lá de Brasília, e o artífice da confusão foi muito bem premiado, inclusive já está trabalhando em outro Estado, num projeto caro, envolvendo muitos recursos públicos. Um doce abóbora (aquele de coraçãozinho) para quem adivinhar o nome.

 

Muita gente acha que a confusão no PT está monopolizando a discussão política da cidade. Em certos aspectos está, mas há quem garanta, que o cenário está se tornando propício para outras candidaturas próprias, em partidos que apenas somariam apoio. O PMDB pode ser um deles, aproveitando o momento, lançando uma chapa. Afinal, o PMDB vai ou não lançar candidato? O povo quer saber.

 

O mesmo pode ocorrer em mais quatro legendas o que elevaria o número de candidaturas para sete ou oito. Seria algo pelo menos diferente em termos de “terreiro” político em Foz, ou seja, nem mãe de santo é capaz de adivinhar o resultado.

 

Me contaram, que apesar do apoio oficial que ainda não saiu em favor de Reni Pereira, o PSDB está esfregando as mãos para enfiar um pé no processo eleitoral. Valdir Rossoni adiou a viagem para Foz, para o evento que oficializaria o apoio. Parece que os tucanos estão batendo o bico.

 

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Cadê o extintor?

 

Pois é, a escritora Martha Medeiros, conforme uma informação, desistiu do Salão do Livro de Foz e bem em cima da hora, no aeroporto, em Porto Alegre. O motivo pessoal, segundo consta, foi a filha. Muitas pessoas a começar pelos professores da rede municipal sentiram-se frustrados com a alteração da programação de sábado, já que Martha é muito reverenciada na região. Feiras, salões, eventos literários e demais programas sofrem com as desistências, cancelamentos ou quando por qualquer motivo alguém deixa de comparecer; fica duro para os organizadores e agentes públicos se explicarem.

 

Não vou puxar a orelha de ninguém, pois aconteceu nas três edições do Salão do Livro que estiveram sob a minha ordenação, mas isso de anunciar nomes e depois ficar mudando, alterando, criando expectativa é um problema sério. Particularmente neste ano, muitos nomes foram anunciados, a imprensa publicou releases, cedeu espaço com destaque e depois a lista foi alterada, como foi o caso do anúncio de Martinho da Vila e Juca Chaves. Penso que o ideal é divulgar a relação de palestrantes e celebridades quando ela estiver de fato toda acertada, quando os convidados estiverem com a passagem na mão. Mas olha, é coisa complicada de administrar; sempre alguém acaba furando.

 

Gostaria de agradecer as gentis palavras do prefeito Paulo Mac a meu respeito, durante o ato de abertura do Salão Internacional do Livro de Foz. Apesar dos contratempos os espaços estão sendo muito disputados pelos freqüentadores, uma boa oportunidade de aproximação do público leitor com os autores, editores e pessoas que militam a literatura. Os programas de incentivo à leitura estão aumentando o interesse pelos livros no Brasil; há mais feiras, salões e encontros literários, bem como uma organização mais firme entre os livreiros. O brasileiro enfim, está lendo mais.

 

Segundo me disseram a coisa continua fervendo no PT de Foz. Há duas alas, cada uma puxando a sardinha para a sua brasa; uma defende a aliança com um pré-candidato de outro partido e a outra, insiste na candidatura própria. É o chamado efeito pós-Samek cujo extintor de incêndio necessitará de carga total; ou melhor, há o risco de que alguns caminhões de bombeiros não apagarão o fogaréu.

 

Olivério Pacheco é o novo presidente do Partido dos Trabalhadores e ele, segundo consta, foi articulado por Joel de Lima e André Aliana; ambos pertencem à ala que acolhe a idéia de uma possível aliança com o deputado Reni Pereira. Corre em boca muito aberta, que Joel posiciona para ser o vice.

 

Mas o assunto ainda vai dar o que falar, sobretudo em razão de um recurso que tramita na Executiva Nacional, contra a decisão da Estadual, que acolhe a idéia de aliança pró-Reni Pereira. Deu para entender a confusão? A decisão é que apontará o rumo do partido e mesmo assim ainda cabem outros recursos, inclusive contra a eleição de Olivério. Trouxeram gente de longe para votar. Pacheco foi eleito com 18 votos contra 13 de Nivaldo Donato. O próximo lance deverá ser a eleição de delegados do partido, e só depois disso haverá a definição do plano de táticas visando às eleições. Estima-se que até 10 de junho o marreco esteja assado e pronto para ser servido. Que dificuldade?

 

Mas uma coisa ninguém pode negar: a, por enquanto, monopolização da discussão política visando as eleições deste ano. Os outros partidos e mesmo as alas governistas ou estão em passo de tartaruga, ou trabalhando debaixo do pano.

 

E depois das farpas e arranca-rabos, o Estado finalmente depositou (sexta-feira) a primeira parcela do convênio celebrado para o pagamento do transporte escolar em Foz. Os R$ 280.210,49 aliviam um pouco os cofres municipais, mas ainda faltam outras três parcelas; elas somam R$ 1.120.842, valor que foi ofertado pelo Estado, mas que segundo o Palácio Cataratas, não cobre o “preju”. Ele beira R$ 1,5 milhão.

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Um “salão”

que merece o povo

 

Não pelo fato de tê-la criado, juntamente com várias pessoas, mas considero o Salão do Livro, de longe, o evento mais importante de Foz do Iguaçu. Peço desculpas aos que não concordam e perdão, aos que realizam eventos muito maiores, mas a nossa “feira”, que se tornou um “salão” é a ocasião no calendário da cidade em que celebramos a inteligência, a capacidade de criação, é quando instigamos a imaginação com tantas obras maravilhosas em exposição; é a oportunidade de interagir e manter contato com inúmeras celebridades, as que já nos visitaram e que nos visitarão nos anos seguintes. Há essa perspectiva de infinito, quando se aborda algo tão imensamente importante, o livro.

Às vezes me dou com a sensação de que muitas pessoas ainda não se despertaram para a importância do salão, sobretudo professores e pessoas que deveriam se somar ao evento, quase que por obrigação. Por este aspecto, o salão é um tanto “desperdiçado”, pois daqui um tempo, curto ou longo, quando exibirem na televisão algo sobre a Feira de Parati, ou a respeito das bienais, aparecerá alguém desconectado e dirá: “Puxa vida, por que não fazem algo assim em Foz do Iguaçu?”. Quer dizer, pessoas assim não prestigiam momentos importantíssimos e depois ficam pronunciando asneiras.

Enquanto estive na Fundação Cultural, um dos maiores problemas era o de angariar verbas para a divulgação dos eventos realizados pela entidade, como o Carnaval, Fartal, Festival de Teatro e, o Salão do Livro; vivia me pegando com o prefeito por causa disso, de dinheiro, ou medida orçamentária para propagar os eventos públicos, pois é a única maneira de atrair a população. No fim nem poderia me queixar, pois conseguia apoio inconteste dos veículos, que sempre abraçavam o calendário. Eu vivia peregrinando em emissoras de TV e jornais, inclusive aqui, na Gazetinha, passando o chapéu (respondo inclusive um processo por causa disso), para ganhar espaço e, avisar a população sobre as atividades que estavam sendo programadas; é papel do gestor público se virar e fazer as coisas acontecerem, especialmente quando o dinheiro do povo é utilizado na construção de escolas, hospitais e estruturas imensamente necessárias. Portanto, todos os Salões do Livro, foram de pleno conhecimento dos cidadãos, tanto que os recintos, plenárias, oficinas e demais atividades sempre receberam bom público. Mas é necessário mais, mais gente, mais alunos, mais professores, educadores, a população deve prestigiar o salão e também as livrarias, os sebos, as feiras paralelas, as atividades dos livreiros e ajudar a acabar com a excrescência que há na frase: “O brasileiro não lê”. O brasileiro precisa aprender a ler e salões, feiras, encontros literários são o melhor canal para incentivar a leitura.

Há em nosso país escritores geniais; muitos deles já passaram pelo Salão do Livro, basta analisar a relação e ver nos outdoors as fotos de quem participará; é uma programação muito interessante, além de agradável.

Aonde é que se pode encontrar pessoas com Paulo Markum, Luiz Manfredini, Martha Medeiros, Fabricio Carpinejar, Geraldo Amancio Pereira, Amaury Ribeiro Junior, Ilan Brenmam, Marcia Rigon, Erasmo Carlos, Márcia Tiburi, Domingos Meireles, Domenico De Masi? Todas estas pessoas no espaço de uma semana? Pois há quem viaje até a Itália na esperança de encontrar o Domenico? O Salão é um regalo, é um presente para a cidade e deve ser aproveitado ao máximo.

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Fechado e aberto

 


Devemos respeitar os feriados, são amparados pela lei e graças a eles Foz do Iguaçu saiu do buraco, literalmente. Isso faz parte de um conjunto de estratégias na área do turismo e olha que levaram décadas para descobrir. Nossos atrativos estão em boa distância dos grandes centros, logo, dá para passar um final de semana prolongado, pois há o que contemplar o ano todo. O bom movimento está aquecendo a economia, gerando empregos e, fazendo muita gente acreditar que Foz é uma cidade turística.

 

Não, não estou escrevendo bobagem, é que infelizmente muita gente ainda não acredita nisso; o pensamento de alguns ainda é muito tacanha, muito abaixo do valor que possui o que conceituam como destino. Devem acreditar que é bom encher a cidade de visitantes, mas que se deve recebê-los bem, com conforto e profissionalismo. Ouço muitas e muitas reclamações sobre um pouco de tudo.

 

Mas sobre os feriados, estou na dúvida se houve uma espécie de surto consumista, ou os supermercados erraram na estratégia. Na segunda-feira as filas estavam enormes e a dos caixas rápidos – os que eu freqüento, pois só compro água e bolachas – praticamente atravessavam as lojas; quase encostavam no açougue, em geral na outra extremidade desse tipo de comércio.

 

No feriado da terça-feira, precisei ir ao açougue e a fila ia até a calçada. Faz tempo não me dou com situação assim e foi a mesma coisa em toda a cidade, principalmente nos bairros. O fechamento dos supermercados fez sorrir os proprietários de pequenos estabelecimentos; uma pena que não se organizaram ou estocaram produtos. Poderiam vender bem mais e cativar novos clientes.

 

Bom, quem leu o texto vai perguntar: “se no dia em que fui ao supermercado, a fila no caixa rápido encostava no açougue, por que eu não aproveitei para comprar a carne (rs)?”.

 

Entendo que para o cidadão foi um desserviço, um sofrimento e o movimento absurdo foi uma clara a mostra de que o sol nasce para todos e mais, cidade turística ou com vocação para o segmento não deve fechar a estrutura comercial nunca! Um supermercado pelo menos deveria manter as portas abertas 24 horas, se fosse o caso; há demanda de consumidores para algo assim. Cidade turística sem comércio aberto dá no mesmo que fechar restaurante em horário do almoço. Imagina?

 

Tem gente que nasce virada para a Lua. É o caso da gandula Fernanda Maia, que devolveu a bola com eficiência para um jogador do seu time, o Botafogo e, que resultou em golaço; melhor, na vitória. Como ela é ajeitadinha, malhada e possui uma boa estampa não deu outra, foi parar em todos os principais programas da televisão brasileira; a Ana Maria Braga e o louro José dedicaram um programa inteiro para ela!

 

A moça se defende bem, disse que apesar de torcedora foi escolhida pela federação carioca para atuar na partida e não fez nada2 além da obrigação. Muita gente acredita que não é bem assim. Feliz dela que certamente será capa da Play Boy. Se a devolução da bola fosse feita por um gandula homem, provavelmente ele teria sido expulso, surrado pela torcida adversária, não apareceria em programa de televisão, dentre outros infortúnios. Futebol e mulheres aprontam dessas coisas.

 

E Foz terá o X-Games, viva! Estaremos garantidos até 2015 com a realização do megaevento; praticamente uma olimpíada dentro de casa. Em verdade as olimpíadas dos esportes radicais. São quatro modalidades esportivas: BMX, Moto X, Skate e Rally, que são divididos em 24 disciplinas. Vou treinar e tentar a classificação numa das disciplinas do Skate! Haja band-aid e merthiolate!

 

Bom, não é segredo que já fomos sede das Olimpíadas da Natureza, incluindo um número muito maior até de modalidades. Infelizmente a única recordação daquela aventura, são as ruínas da base náutica de Três Lagoas, cujas telhas despencam nos craquentos que se escondem lá.

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Questão de crédito

 

É difícil a gente ficar de especulação política ou fazendo exercício de adivinhação; prefiro questões concretas. Até nisso, a abordagem é um tanto perigosa, pois meus amigos, os políticos, andam muito receosos, ciumentos, cautelosos, ariscos, mas também andam aprontando. Por estes tempos, qualquer critica – e até mesmo elogios – dependendo da abordagem, é motivo para alguém ficar penando que a informação não passa de torpedo, ou teleguiado de seus adversários. A cabeça de alguns políticos às vezes consegue ser assim, tão medíocre, de pensar que as críticas são recebidas como “pacotes da oposição”.

 

Não é assim, às vezes a análise é séria, fundamentada, verdadeira e não há muito o que se fazer depois dela publicada. É melhor ficar quieto e aceitar. Escrevi sobre críticas e elogios e francamente, as vezes é muito pior ser elogiado por algumas pessoas do que criticado por outras. A crítica pode ser mais séria do que o elogio babão, daqueles comprados por 120 reais.

 

A crítica vai para os políticos que ficam prometendo cargos públicos para meia cidade. Isso mesmo, há quem saia pelas “bases” com uma lista de cargos comissionados e já preenchendo os espaços. É uma forma de iludir os correligionários e possíveis aliados. É uma pena que façam política dessa maneira.

 

Eu acredito na eleição de gente que olha a máquina pública como empresa, a começar pela qualidade da mão de obra a ser empregada, já que permitem tantas nomeações. Aliás, sou contra esse mundo de cargos comissionados. Sonho com o dia em que um prefeito assuma e leve com ele apenas um ou dois assessores; no mais todos deveriam ser concursados e os mais graduados e com experiência, nos cargos de chefia.

 

Há várias formas eficazes de administração pública no planeta e as mais simples, em cidades de porte médio, os servidores efetivos preenchem 100% das vagas nas prefeituras e demais setores, como os conselhos, câmaras e demais órgãos que propõem a gestão da comunidade. Num dos sistemas de “condados” que pesquisei, o conselho de cidadãos é que promove os servidores, na base da avaliação do desempenho, do serviço que ele presta ao público, já que é pago com o dinheiro dos impostos. Servidores relapsos normalmente são afastados. Escolhem inclusive os juízes e promotores. É a comunidade quem se alterna nos “conselhos de cidadãos”, em geral formado por pessoas com maior experiência de vida e discernimento sobre as causas comuns. Funciona.

 

Aqui, no Brasil e em suas cidades o modelo é esse, extremamente democrático, de pluralidade simplesmente incontrolável, há um pouco de tudo, Cacarecos, Titiricas e gente boa até no meio do entulho partidário e depois, ninguém sabe explicar a razão de tantos escândalos, desvios, corrupção. É fácil explicar: começa pela nomeação de patrícios, padrinhos, afilhados, sobrinhos e eles ingressam na máquina pública com a bagagem para apenas quatro anos, ou oito e o pensamento é o de aproveitar o tempo.

 

Nessas e outras uma reforma política seria fundamental. Mas uma reforma certinha, saudável, não com resultados abomináveis como a “não obrigatoriedade do uso do bafômetro” e outras aberrações. Alguém acredita que um Congresso onde cometem tantas e seguidas escressências saberá reformar alguma coisa?

 

E quem é que elege o Congresso? As Assembléias? As Câmaras? Os prefeitos, governadores? Um doce de abóbora para quem se conscientizar e reconhecer que em nosso Brasil, escolhem-se pessimamente os representantes.

 

É pra gente pensar e pelo menos começar a escolher um pouco melhor. Portanto, voltando ao início do texto, fique de olho em quem sai fazendo campanha antecipada e prometendo cargo, loteando o que não é seu e sim do povo.

 

Coluna impressa

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Honra é tudo

 

A atitude da família Prado, ao combater o “fake”, foi louvável. Uma decisão difícil, mas que foi pensada, discernida e trabalhada com frieza até, se permitirem o meu comentário. Pois nada, quando se trata da reparação da honra, pode ser tratado diferente, ou no clamor da emoção. Eu sei bem o que é ser enxovalhado todos os dias, debaixo de crimes de calúnia, injúria e difamação. É o modo que encontram para tentar desconstruir o que faço, ou, o que fazem todas as pessoas bem intencionadas e que de alguma maneira sobressaem em decorrência de seus atos; simplificando, é assim que resolvem enfrentar os “fazedores”; com mentiras, acusações levianas, brincadeiras criminosas e pior, no anonimato.

 

É muito triste lidar com isso, ser acusado por anônimos, apócrifos ou pessoas que se escondem atrás de identidades falsas e que por várias razões não possuem coragem de mostrar a cara. Para mostrá-la, como, por exemplo, eu faço aqui todos os dias, é necessário habilidade, responsabilidade, história e compromisso com a verdade. É necessário tempo. Os que não possuem nada disso e tentam de alguma forma aparecer, acabam fazendo bobagem e estejam certos, pagarão um preço. É justo que paguem. A Lei precisa de exemplos e é assim que a sociedade entende o que se passa e forma opinião sobre as suas deficiências.

 

O boboca que se ocupou em fazer um “fake”, poderia usar da criatividade e desenvolver algo produtivo, que somasse e não desmoralizasse pessoas e também comprometesse ainda mais a rede, a internet, uma ferramenta tão útil e preciosa nos dias atuais. Pois é a opinião pública quem está depurando o canal; a cada dia cria-se dispositivos e meios para dar credibilidade aos milhões de informações veiculadas de minuto em minuto. Pode ser, a rede mundial de computadores um dia estará livre de canalhas e perniciosos.

 

Em tempos de política então, é um tal de plantarem informações dúbias, confusas e que visam tumultuar o processo. Não vou longe, dias desses, minha amiga Leila Gesing recebeu um e-mail nada agradável. Um anônimo a questionava de forma leviana, sobretudo me envolvendo. Leila é uma jornalista profissional, diplomada e que usa a internet de forma criativa. Foi ofendida pelo que deveria ser apenas uma comunicação, uma nota crítica ou forma de expressão sobre o seu trabalho; em verdade foi um e-mail abusado, que foi rastreado e já se sabe o autor. Levará mais um processo.

 

Hoje não é tão complicado assim descobrir anônimos, em verdade covardes. São pessoas problemáticas e que se omitem, justamente por pregar mentiras e acusações infundadas. Quem sabe criticar de verdade e com a verdade; quem possui opinião destacada, conhecido ou não, assina, põe o nome embaixo.

 

Milhares de pessoas são a todo momento vítimas de inescrupulosos e das mais diversas forma. São atacadas em blogues, diretamente ou por meio de comentários; são ofendidas com os chamados “fakes”, uma falsidade ideológica e que é crime e dá cadeia.

 

É uma pena que se precise perder tempo e empregar dinheiro contratando gente especializada em rastrear a canalhice. O nome, a honra, embora muitos brinquem com isso, é algo fundamental para muita gente e não merece ser abalada assim tão gratuitamente.

 

Já ouvi muita gente dizer que “não dá nada” utilizar a internet parta certas coisas, ou seja, parta criticar ou esculhambar alguém. “Dá sim”, trata-se de um meio de comunicação igual aos outros e em alguns casos, muito poderoso. É onde a mentira pode se tornar verdade mais rapidamente e é espalhada de forma quase que descontrolada.

 

Quando processos na justiça são julgados e os mal intencionados punidos, é possível acreditar que algo acontecerá e que os ataques diminuirão. Só mesmo a punição para devolver a honra e mesmo assim, é difícil que ela seja totalmente reparada.