Mutação evidente

Compartilhe com seus amigos:

Um ou outro

Esses dias escrevi algo sobre as aulas de OSPB, que havia nos meus tempos de escola e recebi um número acima da média de e-mails, telefonemas, comunicados e até cartinhas. Duas me foram entregues na redação. De alguma forma fiquei devendo uma resposta aos leitores. Quem escreve uma cartinha e tem o trabalho de leva-la até a redação, merece uma esticada na prosa. Todos em realidade merecem.

 

Passei metade da vida naquilo que chamam de regime de exceção. Se a gente escreve “ditadura militar” os milicos telefonam bronqueando, e se escrevemos “regime”, os comunas acham que é um rótulo muito fraco e de certa forma inocenta os autocratas. Eu penso que o período no qual os militares estiveram no poder foi mais “autocrático” do que outra coisa, afinal o poder era absoluto, fechavam o Congresso, cassavam deputados e metiam na cadeia os que contrariassem a ideia central, de uma pátria verde-oliva.

 

Assim foi a minha infância, adolescência (quando comecei a trabalhar em jornais) e em partes, a juventude. Não me deixei contaminar por nenhum dos lados, nem o do poder e menos o da oposição; ambos os modelos me pareciam falhos e cheios de lacunas, hoje muito claramente visíveis.

 

Tenho a relatar que minha vida era normal; com amigos, escola, festinhas e viagens aos finais de semana; tinha uma conta no banco, um automóvel aos 18 anos, havia sim a censura, intolerância a certas badernas. As drogas e bebidas eram bem menos reprimidas. Nunca usei drogas.

 

Não concordava com a autocracia, como não tolerava papo comuna (num sentido amplo dos quereres oposicionistas) e até hoje não sei o era que pior? Em certos aspectos paguei pelo preço, o de sustentar o meu ideal nos dois regimes.

 

Pelas mãos dos milicos, sofri a dor da poda idealista e depois deles, algo bem mais dolorido: o debate com a ignorância e a insensatez de gente mal preparada. Se o caso é “olhar nos olhos” de um oponente, preferiria encarar alguém de farda, do quê qualquer um disfarçado daquilo que não é, não sabe ser e cujo desprovimento da qualidade pública, jamais algo será. Está difícil viver diante de tanta “bastardice” intelectual.

 

Mas é possível levar a vida, no resumo daquilo que experimentamos ao passar do tempo. É necessário ser forte para formar a opinião e poder dizer, abertamente, o quanto regredimos e por vezes nos sentimos impotentes na correção das diferenças sociais. E dela que advém o ser mutante brasileiro, híbrido de pais reprimidos formado da liberdade mentirosa. Éramos vigiados por um regime e hoje somos prisioneiros dos nossos atos. Continuo perguntando: o que é pior?

 

Da diferença social é que sai a maioria dos seres políticos mentirosos e safados; toda vez que se revelam é darde. Com as aulas de OSPB ou por meio das cartilhas marxistas, a verdade é que não fomos competentes e em razão disso, somos infelizes. O Brasil, da exuberante fusão de raças, da resultante pacificidade descrita por Sérgio Buarque de Holanda e Darcy Ribeiro, corre o risco de se tornar uma não de “manos” radicais, incultos, violentos e corruptos. Tenho pena dos que enfrentam essa realidade.

 

Outro dia vi esse enfrentamento na rede social. Uma jovem foi massacrada ao corrigir uma frase que não há em “A Revolução Traída” de Leon Trotsky. Foi duramente reprimida e ameaçada por gente que não lê nem gibi do Tio Patinhas. Entre centenas de difamações, foi socorrida por um professor, depois humilhado da mesma maneira. Isso está tudo errado!

 

E vai piorar se o produto político advindo da ignorância continuar investindo equivocadamente na educação, ignorando a realidade, surrando professores, substituindo a formalidade da ordem, racional, social e pacífica. “Ordem e Progresso”, a frase da nossa bandeira é “Comteana” (Auguste Comte), positivismo puro, na essência da “Lei dos três Estados”, onde “Todas as concepções humanas passam por três estágios sucessivos – teológico, metafísico e positivo -, com uma velocidade proporcional à velocidade dos fenômenos correspondentes”. Isso foi pensado e escrito em 1822, ano em que o Brasil tornou-se independente; deixou de ser colônia. Paradoxalmente o que nos falta é a essência dessa independência, se o objetivo é corrigir o rumo, curar as deformações e erradicar as desigualdades.

 

 

Coluna impressa…

Compartilhe com seus amigos:

O que há pela city

 

Recolhimento

Li na Coluna do Corvo, uma nota sobre o FGTS da Fundação de Saúde. Segundo consta não está sendo depositado. Há um erro na informação. Recolher e não depositar o FGTS é apropriação indébita, é crime. Nem atrasos são tolerados. Agora, a Fundação não deposita desde 2013? É muita grana; pagam os funcionários com o dinheiro do povo, descontam e não depositam? Vão conversar com o diretor da Fundação mês que vem? Deviam ter conversado faz muito tempo.

Bubas

Nossa reportagem deu um passeio na localidade conhecida como Ocupação do Bubas. O barro era tanto que o veículo ficou irreconhecível. O fotógrafo Roger Meireles postou um vídeo sobre a situação do local em nossa página “Gazetinha Extra Pauta”, na rede social. Naquele local, a única pessoa que vive no seco é o João de Barro, que conseguiu construir sua casa em cima de um poste.

Enchentes

São Pedro exagerou no aguaceiro este ano. Meu estúdio está todo mofado, nem fogão e geladeira escapam da umidade; o ar se tornou irrespirável dependendo do local. Ouço gente reclamando em tudo o que é lugar. Mas ontem pela manhã vi uma reportagem no telejornal Bom Dia Brasil que de alguma forma me tocou: O povo está em desespero no Rio Grande do Sul. Em cima de uma canoa, a repórter pergunta como um cidadão estava se virando em situação tão complicada e ele diz: “não dá para chorar, senão enche mais”. Em princípio pareceu uma sacada, uma tirada de gaúcho, mas em verdade foi consternador. Triste.

 

Irritação

Me parece que não é só no Pronto Atendimento do Morumbi que houve discussão por causa do atendimento. A situação está se generalizando. Uma pessoa só vai ao atendimento emergencial de saúde, se de fato precisa, ainda mais num domingo, quando todo mundo quer paz e sossego. Quem vai o pronto-socorro ou leva um filho até lá, é porque de fato precisa; daí chega, encontra uma baita fila, espera horas, não vê perspectiva de aliviar a dor? As com sequencias são imediatas: revolta, bate boca, indignação, e o que mais alguém vai sentir? O brasileiro paga um monte em impostos para pelo menos, ter a saúde em dia, quando precisa.

 

Política

Vejo um povo se alvoroçando em tratar da filiação neste ou em outro partido. E falam, e telefonam, e escrevem, e tratam disso dia e noite. Há quem respire política, pense nela quando está comendo, bebendo, tomando banho; há quem durma e sonhe com a tal da política. Acontece que uma grande maioria pensa em trabalhar, sustentar a família, levar o pão para casa; há quem pense na escola dos filhos, enfim, há quem leve a vida na normalidade, sem precisar se matar e criar ódio dos políticos. Tais pessoas, ou a camada da população que deseja levar uma vida normal, no mínimo, deveria ser honrada com a atividade e atenção da classe política. Com um pouco mais de atenção, por parte de nossos representantes, pode ser que as pessoas se sentissem mais confortadas, pelo que pagam.

 

Corja

Há políticos que não pertencem ao que chamam de corjas. Eu sei de gente honesta e que paga pelo preço de simplesmente ser “político”, pois o povo generaliza e sem dó. É hora do bom se diferenciar, se quer permanecer prestando serviço ao povo.

 

Coluna do Gatão

Compartilhe com seus amigos:

O empresário Ermíni Gatti, do alto dos seus 87 anos, manifesta a opinião sobre muitas coisas. Turismo é uma de suas preferências. Ele começou a emitir opinião no careno de Turismo de A Gazeta do Iguaçu. Na última edição, versou sobre o Centro de Convenções, assunto que aliás, conhece de cor e salteado. É um prazer reproduzir o texto: 

Ainda, Convenções e Eventos

por Ermínio Gatti

Quer dizer que vão privatizar o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu? Ótimo, e quanto eu levo nisso? Acontece que fui um dos maiores acionistas privados; mesmo contrariado com a construção naquele local. Mas quando somos acionistas corremos riscos e preferi acreditar o projeto, para não dizerem que eu era do contra. Deu no que deu.

Mas não devemos – de jeito algum – viver de chorar o leite derramado. O caso do Centro de Convenções, afinal de contas, durou só 35 anos. A nossa cidade é muito conformada quando o assunto é perder tempo. O melhor negócio é tocar bola pra frente e acreditar que o elefante branco deixará de ser estátua e finalmente caminhará.

O fato da iniciativa privada entrar no negócio é uma boa, pois para fazer o Centro funcionar, as empresas que vencerem o certame para ocupar a área, devem atrair eventos, convenções, enfim, terão que fazer um calendário e a cidade ganha com isso. Os hotéis vão hospedar as pessoas, os receptivos vão se ocupar do transporte, bem como os taxis; há boas empresas em Foz para ajudar na organização e produção dos eventos.

Mas eu me refiro a um panorama mais amplo. Um centro de convenções funcionaria em Foz do Iguaçu até onde está, caso houvesse mais atenção do poder público. Manter um parque para eventos, como aquele, não implica apenas em pagar a conta da luz, os funcionários e manter a estrutura limpa. Sem eventos, isso é dinheiro jogado fora. O mais importante seria investir em divulgação e de alguma maneira, ir buscar eventos que se espalham em muitas cidades brasileiras. Neste caso, o trabalho nunca foi realizado como deveria. Buscar um evento, concorrer ombro a ombro nesse mercado, implica em conhecimento, acesso às companhias aéreas, em oferecer vantagens aos organizadores e produtores. Infelizmente não fomos felizes nessa tarefa.

Agora falam novamente em construir outro centro de convenções para a cidade. Ouvi dizer que estão em dúvida se será na entrada da cidade, na avenida Beira Rio ou Marco das Fronteiras, onde eu queria que isso acontecesse há 35 anos. Nunca vou esquecer a discussão sobre o local, ocorrida no auditório do Hotel Salvatti. Caso a minha ideia fosse aceita, pode ser que o mercado de convenções e eventos seria outro em Foz. Como escrevi no início do texto, a gente sempre corre riscos.

Foz do Iguaçu hoje é outra. Além dos atrativos possui uma mentalidade mais elástica sobre o Turismo e espero que tenha amadurecido no aspecto coletivo, para tratar das Convenções e dos Eventos. Isso é algo para todos e não para apenas uns se beneficiarem.

 

 

 

 

 

…minhas homenagens

Compartilhe com seus amigos:

Monumentos Vieira

 

“Vieira” é o símbolo de São Tiago o Maior ou Santiago. É a referência dos peregrinos, da busca, do caminho, da procura pela imensidão. Quero dois Vieiras no meu sábado!

Algo que senti nesse meu “exílio” foi não poder lembrar algumas pessoas, amigos queridos, quando se despedem. Amanhã fará dois meses que seo Hermínio nos deixou e não pude me despedir. Começo por ele:

Hermínio Bento Vieira

HERMINIO BENTO VIEIRA (1)

…um luso muito simpático, comerciante de mão cheia, conhecedor de muitas culturas, homem simples e dedicado à família. Este é o resumo dos resumos.

Mas eu não penso na formalidade de um obituário, pois as pessoas vivem eternamente em minha memória. E a memória quando é preenchida de justeza, torna-se um relicário de saudade.

Houve épocas em que vivia metido com restaurantes, logo, encontrava seo Hemínio da rede de supermercados que ele era sócio e gerenciava em Foz, o Muffato. Dalí surgiu uma amizade bacana, de dicas, conversas curtas e longas, conselhos e tudo um pouco. Ele versava orgulho quanto ao bacalhau que fornecia e ensinava sobre os vinhos de sua amada terra. Por mais de uma vez telefonou: “Venha pegar uma garrafa de um “Casal Garcia” que chegou hoje”, ou o produto de uma “quinta” famosa; Hermínio sabia até sobre as rolhas, imagina?

E ele sofreu muito com as pendengas familiares, impostas pelo destino diferente das justezas da memória. Mas creio que soube superar com zelo e reserva, pois não era um homem de se afogar em mágoas. Trabalhador a tal ponto, que parecia coexistir em dois ou três lugares. Eu o via na loja do Boicy, depois na JK e em seguida no prédio do atacado, numa mesma tarde. Seu Hermínio é uma pessoa que sempre lembro com carinho. Meus profundos sentimentos à dona Rosa Muffato Vieira, Rosiane Aparecida Vieira, Luciane de Fátima Vieira e ao bom amigo Junio Gomez. Agora sim estou em dia com o Hermínio.

Waldo Vieira

Waldo

…um dia ele fez um convite para um bate papo em sua magnífica biblioteca. Foi numa manhã dessas de inverno, bem cedo. Eu havia acabado de escrever Obesus Insanus, que ele leu o manuscrito.

Como havia um surto de gripe, o professor me atendeu por traz de uma vidraça. No início senti-me um tanto envidraçado, mas ele bem justificou a proteção e, não liguei. Ele disse:

- Rogério, vi o teu trabalho de pintura, os audiovisuais, já comi no teu bistrô, leio as tuas colunas no jornal. Vou ser direto: largue tudo e só escreva. A arte da escrita é a mais importante de todas; a que perdurará.

- Não faço por buscar vaga ou reconhecimento no multitalento; sou hiperativo professor Waldo! Disse, por estar surpreso e com uma pitada de humor, afinal, não era da conta dele o que eu deveria ou não, fazer? Ele entendeu a minha expressão.

- Não pretendo discutir o teu talento meu caro, apenas estou te aconselhando a aprimorá-lo em algo onde possui chance; no resto, esqueça. Um dia vai me dar razão. Falou o Waldo, com um olhar um tanto perseverante.

Dias depois, o encontrei saindo de uma livraria. Me parabenizou pela edição impressa do livro. E ele disse:

- Está contente com o resultado? Com o que dizem as pessoas que estão lendo? Está feliz Rogério? Então… transforme essa tua felicidade em realização e entenda o recado da persistência, pois quando se busca, irremediavelmente se busca, a gente encontra, consegue.

Sei dizer que pensei dias, meses e de vez em quando ainda penso naquelas poucas palavras, mas arrasadoras no sentido prático, sem metáforas, rodeios ou entrelinhas. Palavras certeiras e que ajudaram moldar algo que faltava em meu caráter, pois quase duvidei que existisse o caráter, depois de tudo o que passei e enfrentei. Lembrando São Tomás de Aquino, “a humildade é o primeiro degrau da sabedoria”.

Cheguei a escrever na folha de rosto de um livro (que está para ser lançado): “Sim era Diógenes, ele passou com a sua lanterna, não foi a minha, a face iluminada”.

Eu não saberia só elogiar o Waldo, dizendo que foi um grande homem por tudo o que fez em nossa cidade; só sei, no exato momento em que escrevo, as mudanças que causou em mim. Desculpem o egocentrismo, mas é assim que eu gostaria de dizer obrigado. Por tudo.

Meu abraço aos queridos Andrea Cavalcanti e Artur Vieira

…em preparação…

Compartilhe com seus amigos:

Nichos em ebulição

Corrida 2
Minha visão não é em nada turva sobre a movimentação dos políticos locais. É cética. Independentemente do que acontecerá com o instituto “reeleição”, tempo de mandato e a frágil reforma política que está se delineando, uma coisa é certa: os eleitores discutem o processo mais do que em outras épocas e de maneira aprofundada, além do que imaginam os políticos.

Gato 6

É que algo mexeu com o perfil do cidadão. Os valores foram sacudidos a tal modo, que os institutos de pesquisas não conseguem avaliar. O Brasil lidou com uma série de eventos de grande impacto social, tais os movimentos em desagravo aos políticos, depois os escândalos, prisões, o “petrolão”; o desgaste é grande não apenas no PT, mas em todas as siglas. O país é um Titanic para qualquer ser com cargo eletivo, seja no Legislativo ou Executivo. Desta vez a bola cheia está nas mãos do Judiciário.

O quarto poder não é mais a imprensa, a opinião está pulverizada nas redes sociais; acabou-se o que era doce. Qualquer elogio ao governo ou político é traduzido imediatamente em verba publicitária. A transparência acaba com a vida das corporações de comunicação. A Polícia Federal e o Ministério Público aparecem antes das emissoras de rádio, blogs, televisão e jornais. Quase todos os formadores da opinião caíram em descrédito.

As eleições do ano que vem exibirão um pouco dessa ira. Creio que o brasileiro não desperdiçará mais a oportunidade de eleger alguém, com voto de protesto, condendo poder aos inconsequentes e larápios. O eleitor sabe que no fim das contas isso custará caro.

E como está Foz e os seus políticos em cenário tão incerto? Hoje todos rodam num liquidificador, fazendo força para não resvalar seus rabos nas lâminas. Ninguém escapa com facilidade desse redemoinho medonho.

Para começo de conversa as “maquinas” governamentais estão enferrujadas. No caso de Foz do Iguaçu, quem vai querer apoio de Dilma Roussef ou Beto Richa? Qualquer dos dois fará desabar o palanque. Neste caso o bicho come se ficarem ou correrem. E dependendo das pesquisas, só doido para contar com o apoio de Reni Pereira ou colar nele (caso não participe).

Então vamos pelas beiradas: Reni começou a trabalhar tarde. Mesmo duplicando a Av. Felipe Wandescheer, Morenitas, lançando editais para uma série de obras, pavimentando e, concluindo o viaduto da Br 277, não escapará da praga que o abateu ao não saber rodar o bambolê. É necessário arte e traquejo para sacudir a cinturinha política onde não há muito ânimo e disposição por parte do povo. Ele vai penar para ficar em condições de igualdade com um primeiro pelotão. Pecou numa porção de áreas e ações. O prefeito aposta na divisão dos votos, com um horizonte cheio de balões de ensaio, mas pelo que sinto até isso será difícil de acontecer.

Paulo Mac Donald está na graça do povo e não pelos “olhos de coelho”, como brincou o Dilto Vitorassi em certa ocasião. A falta de atitude de Rení foi que estendeu esse tapetão vermelho para o antecessor. As pessoas ficaram com saudade das atitudes de governante. Mas e daí? Ele precisa se livrar das pendengas jurídicas e elas parecem um embrulho de três cocos, coisa complicada de acomodar; são como uma “perca de porquinhos”: pega-se um e outros tantos escapam. Se sair candidato será um páreo duro de vencer.

Ficam colocando o nome do Chico Brasileiro na disputa. Em minha opinião é algo que nem pega bem. Ele não vai abandonar a Assembleia Legislativa. Para alguém cujos valores políticos são pautados pelas promessas, deixar de ser deputado em apenas depois anos seria como trair a confiança dos eleitores. Vai ficar é na dele, quietinho, usando do prestígio para apoiar alguém de sua simpatia ou alinhamento partidário. Cláudia Pereira deve seguir o mesmo caminho.

Daí aparecem nomes como Nancy Rafagnin, Fernando Duso, Anice, dentre outros. Em minha opinião, são indicações para compor chapa como vice e olha lá, ou arriscando a Câmara de Vereadores, coisa complicada de buscar uma vaga com o olhar de “revesgueio” da população. O Legislativo local que não dê bobeira, do contrário levará uma surra por meio de uma renovação histórica. A população reclama muito do desempenho da atual legislatura.

Sim, teremos mindinhos lançando candidatura, a exemplo de “todo o sempre”. Há quem só encontre palco e microfone em momento assim, pagando mico de otário em nome da democracia. E a gente tem que engolir. É por isso que conseguem tão poucos votos. Por que são ridículos e desprezíveis.

E vou além, poderá haver surpresas. Samek, por exemplo, pode decidir deixar Itaipu (ele só sai de lá se quiser) e se candidatar a prefeito. Vice ele já tem, o Gilmar Piolla. Embora a Binacional seja algo importante, muita gente acredita que ser prefeito de uma cidade como Foz é algo pra lá de importante.

Ouvi empresários mencionando Ivone Barofaldi e a ala dos investidores falando em Cláudio Rorato. Mas duvido que tanto um como o outro e até mesmo Paulo Ghisi, Piolla e Samek permitiriam a ventilação dos nomes em momento assim. Queimariam mais o filme do que levariam vantagem. É hora de testar e não de expor. Uma coisa é bem diferente da outra.  

Mas e daí? Um quatro assim proporcionaria um cenário novo, com possibilidades de alterações agravantes na postura de muitos postulantes. Alguém duvida de uma peneira de novos nomes? Meus amigos, a política é a arte do improvável. Tudo pode acontecer.

Gostem ou não, queiram ou não, a realidade está aí em cima. Quem não acreditar que continue usando a peneira para tapar o sol. Político que engana a sí é o que vai pendurar a chuteira. Todos estão em situação complicada; ninguém pode bater no peito que a vida é fácil e o futuro está resolvido. Todos precisarão decidir e decisão em épocas tão difíceis, com a credibilidade dos políticos tão em baixa, é coisa bem difícil de fazer.
Gato 11a

Nomes das Ruas de Foz

Compartilhe com seus amigos:

Moradores não

querem mudanças

O vereador José Carlos quer retirar das ruas e avenidas os nomes de coronéis, milicos e demais pessoas que teriam feito parte da “ditadura militar”. E quais seriam esses nomes? Vamos analisar: Bom, no centro da cidade há apenas duas ruas com nome de generais, a Rua Castelo Branco e a Avenida Costa e Silva. Pergunte aos moradores e comerciantes instalados nos endereços se querem a mudança? Não querem. A vontade do vereador não deve suplantar a dos moradores.

Na mesma Linha: alguém vai concordar em retirar o nome do Costa Cavalcanti do Hospital e Ginásio de Esportes? Ou a intenção do nobre edil é mais aprofundada contra os que vestiram fardas como Duque de Caxias, marechais Floriano Peixoto e Deodoro, almirantes Tamandaré, Barroso? Puxa vida, tive o cuidado de olhar o mapa e descobrir que o município de Foz do Iguaçu, fundado, criado e administrado por tantos militares, nem possui tantos nomes de gente que vestiu farda no período militar em suas ruas, praças e avenidas. Vai ver, estavam preocupados com outras coisas, como era o caso do coronel Clóvis Cunha Vianna, responsável pela construção da Foz moderna, ou quase igual ao que é hoje. O vereador podia arranjar preocupação similar, como é o caso dos bairros que inundam a cada chuvisco, ou a grande quantidade de cães e gatos abandonados em todos os lados, transmitindo doenças; ou ainda o atendimento ao público em muitas áreas, totalmente precário. Nome de rua não é algo tão fácil assim de mudar; gera demanda, exige gastos enormes com alteração em mapas, endereçamento postal, impressos das empresas que estão em tais locais… isso é a maior dor de cabeça para uma porção de pessoas. E vale a pena? Oras, faça-me o favor? Há muita coisa mais importante cuja brilhante mente do vereador poderia se ocupar. 

aa9

Péssimo atendimento

Compartilhe com seus amigos:

Upa ou Ula?

O que deveria obedecer a sigla – Unidade de Pronto Atendimento – é na verdade uma unidade do “lento” atendimento. O povo enche a boca para reclamar. Segundo me contaram, as pessoas chegam de madrugada e quando não desistem, são atendidas muitas horas depois. Se é assim, onde está o “p” do Upa?

Passei por lá dias desses – por um motivo muito triste – e enquanto aguardava percebi uma certa agitação das pessoas que aguardavam o atendimento. Doente não tem paciência. Doente quer ser atendido, aliviar a dor, deixar de causar problemas aos parentes ou amigos. Gente humilde é assim, além de sentir dor, se preocupa em atrapalhar a vida dos outros.

A verdade é que cada paciente levava um tempão até ser atendido.

Mas notei algumas esquisitices, coisas em verdade desnecessárias. Por exemplo: pintaram os azulejos verdes claros, originais, com tinta a óleo azul escuro, quase roxo. Algumas crianças estavam brincando de “passar a unha”. Isso mesmo, faziam caretinhas e bichinhos nos azulejos pintados.

Eu fiz parte do governo Paulo Mac Donald Ghisi e tenho um pouco de culpa quanto a cor verde clara, mais precisamente o Pantone 382, aquele verde clarinho, com uma pitada de amarelo. Quando prefeito, Paulo pediu um estudo para cobrir de tinta unidades de saúde e órgãos públicos; tudo estava precisando de limpeza e pintura. Na pesquisa, com a ajuda de arquitetos, descobrimos que na cor verde clara, mais do que no cinza gelo, as pessoas se sentiam mais relaxadas e tranquilas. A medida nada tinha de política e sim de prover bem estar aos cidadãos. Tanto que as cores de campanha e do partido de Paulo são azul, vermelho e branco, tal a coloração do PDT, seu partido.

Ai mudou o governo e mandaram pintar os edifícios de azul marinho, uma cor pedante, pesada, fúnebre, e total desacordo com qualquer padrão de iluminação e comunicação visual. Além do mais, as pastilhas cerâmicas eram higiênicas, de fácil limpeza e manutenção.

Bom, a grana da pintura podia ajudar na reposição de medicamentos, pagamento de médicos, melhoria da iluminação e instalações. Mas é assim que a gente faz a comparação: antes era UPA, hoje é ULA, bem diferente mesmo.

aa8

Assim era o edifício do UPA, claro, ávido, limpo e eficiente no atendimento. Agora está azul marinho e bate recordes de reclamação. Apenas torrar dinheiro pintando as pastilhas com tinta óleo, não resolve. Antes era UPA, agora é ULA.

…mudanças?

Compartilhe com seus amigos:

Samek e Itaipu

Pelo o que apurei, as mudanças em Itaipu são mais fruto de especulação do que outra coisa. Isso não quer dizer que não ocorrerão, elas acontecem no Vaticano, Reino da Inglaterra, Império Japonês, Principado de Mônaco e não aconteceriam na Binacional?

Há pressão em todos os setores do governo, sobretudo em meio a crise institucional, com a política mais frágil que vaso de cristal. Dilma quer se acertar com as bases no Congresso Nacional e a cada conversa alguém mira um cargos em ministérios, agências, empresas públicas e não seria diferente em Itaipu, ambição de 9 entre dez políticos. 

O caso é que a usina não é coisa assim fácil de barganhar, politicamente falando; há muita estratégia, responsabilidade técnica e social. Qualquer faísca ameaça parar 60% do Brasil. Portanto, o conhecimento e entrosamento com o setor energético é fundamental. Neste caso, Jorge Samek é uma fortaleza, além do mais, está bem longe dos escândalos que envolvem o PT. 

O que são as especulações? Uns dizem sobre a saída de Samek, outros comentam uma virtual mudança nos postos de diretoria. Mas alguém já ouviu a opinião do Samek? Ele falando sobre o assunto? Até o momento eu não ouvi nada. Penso que chegado o momento, Samek chama a imprensa, explica, diz que fica ou se despede, sem muitos rodeios. É bem ao seu estilo.

No mais, isso é um assunto que interessa muito ao círculo político, aos que estão de olho nos cargos. O cidadão comum só aperta o botão do interruptor e lê a fatura de energia no início do mês. Regionalmente Samek tem o apreço da população. O povo prefere ele em Itaipu, do que alguém do Nordeste, Centro Oeste e até mesmo de Curitiba.  

aa6

Qual político brasileiro não quer Itaipu? A pressão é grande pelas mudanças na Binacional

aa7

Jorge Samek está em posição confortável. Já bateu o recorde de permanência, é querido por muitos e mantém-se como uma reserva moral no PT, dificilmente alguém provará o contrário.

O caso Gazetinha

Compartilhe com seus amigos:

Quem não paga…

DEVOLVE!

O Tribunal de Justiça do Paraná publicou decisão sobre a “reintegração de posse” no jornal A Gazeta do Iguaçu. A liminar foi concedida em favor de Ermínio Gatti, que em outra recente decisão, já administrava as empresas que compõem a editora.

Foi um caso escabroso de apropriação de uma empresa jornalística. As pessoas que compraram o jornal não cumpriram o contrato, em verdade, não pagaram. O negócio beirava os 10 milhões de reais; deram um sinal de 500 mil e levaram o matutino no peito, permanecendo no local por mais de dois anos. O contrato é de junho de 2013.

Sem o devido conhecimento no trato jornalístico quase quebraram um veículo de 27 anos. Reduziram-no a um panfleto de notícias requentadas e duvidosas, com informações voltadas para a especulação política, exercício de futuro e babação de ovo. Obviamente o leitor não aprovou, o número de assinaturas e anúncios despencou e a popular “Gazetinha” leva uma surra virtual. O número de reclamações é enorme na rede social.

A transação envolvia os imóveis, dois terrenos no centro de Foz do Iguaçu. Eles também são reintegrados. Curiosamente há uma obra de pavimentação numa das áreas. Pelo visto a empreiteira contratada vai ficar no prejuízo.

Na semana, provavelmente, haverá um desenrolar da questão. Cascavel que se prepare para receber de volta os seus filhos e investidores pródigos.  

AA5

A atual direção sabia que levaria um “reintegração de posse” bem no meio da cachola, mas para complicar, iniciaram uma obra em terreno alheio. Empreiteiros vão arcar com o prejuízo. 

Aniversário

Compartilhe com seus amigos:

Fartal e barro.

Taí uma coisa que não existe sem a outra. Quem vai ao parque de eventos do CTG Charrua reclama.

Mas é um problema sério e difícil de resolver. O barro está na área do estacionamento, pois o terreno é mais baixo e encharca facilmente. A verdade é que não existe Fartal sem chuva e seria necessário uns 200 caminhões de pedras para resolver o problema. E pedra custa caro.

Em minha gestão na Fundação Cultural não era diferente. Arrumávamos caminhões e caminhões de pedriscos e mesmo assim chovia e se fazia o lamaçal. A alternativa era mudar o evento de local. Levá-lo para onde é realizado o Carnaval, Centro de Convenções ou prainha, mas nunca houve recursos para um novo endereço. Particularmente eu gostava muito da Fartal quando acontecia na terceira pista da J.K, mas os tempos mudaram, o número de entidades aumentou, a população dobrou e a cidade merece uma festa bonita para comemorar o seu aniversário. Vi imagens da Fartal na rede social. Está tudo muito bonito.

AA4

Mesmo com iniciativas como a área de shows coberta, o povo não deixa de sujar o sapatinho. São Pedro não dá trégua em junho. 

Viva o gordo?

Compartilhe com seus amigos:

A presidenta e o Jô

Não consegui assistir a entrevista. Dormi no segundo bloco. Achei tudo muito chato. Não vou aqui comentar o desempenho do Jô Soares e menos o de Dilma Rousseff, apenas creio que não era o momento ideal. De outra maneira, embora respeitado o protocolo, não gosto desse formato em que os entrevistadores vão ao Palácio da Alvorada. Imagino que Dilma poderia muito bem prestigiar o programa com a sua presença nos estúdios onde é realizado todos os dias, com a plateia, a banda tocando, as piadinhas rotineiras do apresentador. O cenário de uma biblioteca inspira um horário gratuito, do tipo “fala da presidente à nação”, como estamos cansados de ver. O povo está caindo de pau em Jô Soares. Poxa, Barack Obama foi ao David Letterman e sem a mínima frescura!

AA3

Obama não faz o Letterman ir até a Casa Branca…

Reforma política

Compartilhe com seus amigos:

Todos esperam

muito mais

Francamente não dá para chamar essa movimentação no Congresso de “reforma”. É uma “pataquada” que não leva a nada e a lugar algum. Os itens fundamentais foram desprezados, como os casos da obrigatoriedade do voto e eleições todas de uma vez, de vereador ao presidente da República. Dizerem que eleições a cada dois anos aproxima o povo da política é conversa fiada, deixa é o povo mais “p” da cara com o segmento político.

Estão é ajeitando as coisas para a tal “perpetuação” no poder, a começar pelos deputados. Eu não acredito mais nos políticos e penso que boa parte da população pensa igual. A classe nunca esteve tão em baixa e no momento em que deveriam dar exemplo, recuperando um pouco a credibilidade, desafinam.

Pena que os eleitores, base da sociedade civil organizada, não levam a sério o pleito. O certo seria uma renovação completa e em todos os níveis, banindo quem não cumpriu o que prometeu  e se desviou da proposta de representação, cuidando apenas de seu umbigo.

AA1

…aposentadorias

Compartilhe com seus amigos:

O Buraco Negro

da Dilma

Ih… lá vem outra pendenga sobre a aposentadoria. O governo Dilma deve criar uma PEC para discutir o assunto. A ideia é criar uma “idade mínima” para o trabalhador receber o valor integral do recurso. É o que vão apresentar para as centrais sindicais nesta segunda feria.

A iniciativa visa embaçar a fórmula 85 (Mulheres), 95 (Homens), cujo prazo para vetar ou sancionar encerra na próxima quarta-feira dia 27. A fórmula resulta da soma da idade, com o tempo de contribuição. A idade mínima vai mexer na matemática dos deputados e senadores. Até este domingo não se sabia ainda de uma idade proposta pelo governo, mas dificilmente a faixa fique longe de 65 anos para os homens e 60 para as mulheres. Em alguns países a idade mínima é bem mais alta.

O caso está nos gastos com a Previdência, atualmente na casa dos 12 bilhões. Numa projeção, em 2060, eles chegariam aos 3,2 trilhões, algo impossível de suportar.

Sei dizer que o brasileiro trabalha muito, sobretudo para sustentar essa cambada que não faz absolutamente nada a não ser atrasar o desenvolvimento do país. Em minha opinião, o brasileiro trabalha mais do que japonês, alemão, norte-americano, trabalha pra chuchu, recolhe um monte de impostos, enfrenta necessidades e não vê retorno em seu esforço. Somos, em verdade, escravos de um sistema arcaico e que não reconhece o suor. Precisam melhorar muito as regras até que reconheçam o esforço do trabalhador brasileiro.

Aposentar

…enchente na Georgia

Compartilhe com seus amigos:

Arca de Noé

Em Tblize, na Georgia, a chuva causou cenas de cinema. Uma inundação liberou uma porção de bichos de um zoológico; era uma tal de hipopótamos, elefantes, macacos, leões, tigres, ursos, circulando de um lado ao outro da cidade. As autoridades apelaram para o estoque de dardos tranquilizantes, mas o triste é que muitos animais foram abatidos, impiedosamente.

E a jornalista Monalisa Perrone, apresentadora do Hora Um, disse que o caso aconteceu nos Estados Unidos. Dei foi um pulo da cama, pois a notícia se espalho pelo mundo, inclusive nos canais globais. Mas como ela é muito competente, corrigiu em seguida.

Arca 2

O povo conduzindo a bicharada de volta ao zoo

Arca

…na arca de Noé, o Pica-pau fez o maior estrago (Hum pouco de humor não atrapalha a segunda-feira).

De volta…

Compartilhe com seus amigos:

Olá amigos e leitores!

Atendendo aos apelos, voltarei a postar regularmente neste endereço lá pelo dia 15 de junho. Tenho manifestado opinião por meio das redes sociais, embora sem muita frequência. O problema é a falta de tempo, uma vez que assumi várias atividades extra jornalismo.

Francamente, eu me sinto um “aposentado” quando o assunto é reportar os fatos, pois com o advento da internet há milhões de pessoas fazendo isso a cada segundo.

Deixa eu fazer um pequeno resumo, as pessoas perguntam e considero oportuno: comecei a trabalhar muito cedo. Fui office boy em produtoras de cinema. Comecei na Rua do Triunfo, em São Paulo, levando latas de filmes de um lado ao outro; dali um tempo o Nelson Sarco me arranjou uma boquinha em seu estúdio, na Rua da Mooca. Para quem não conhece a área, ele foi um dos papas da animação. Considero um grande aprendizado. Tanto que de lá fui parar na Mannesmann do Brasil e depois na Weelabrator. Na primeira, uma indústria siderúrgica, eu animava em 16 mm as montagens de estruturas espaciais da Mero, ou seja, criava uma imagem de como seria o ambiente em uma grande estrutura tubular depois de pronta. Daí surgiu minha paixão pela arquitetura.

Em veículos de comunicação comecei em 1974, moleque de tudo; creio que não havia nem completado os 15 anos. Foi no lendário “O Arauto do Pentágono”, intrépido semanário de São Caetano do Sul e que circulava em todo o Grande ABC, portanto, puxo um vagão de 40 anos, cheio de laudas, desenhos, experiências fantásticas na área dos impressos, rádio e televisão. Em paralelo fui atuando no campo das artes, publicidade e mais tarde caminhei pela literatura, coisa que adoro e tenho uma meta. Hoje, depois de tantas aventuras e desventuras comunicativas, estou de novo no cinema. Muita aventuras e apenas uma “desventura”.

Isso tem um nome: vida. Todo mundo fez uma porção de coisas nela e deve se orgulhar, jamais esconder ou omitir. Provavelmente sentiria o mesmo orgulho caso fosse um dia coletor de lixo, pintor de parede, garçom, motoboy; qual o problema? São profissões igualmente nobres, pois há nobreza de sobra no simples ato de trabalhar. Quem não trabalha, nada fez e se confronta com o passado pobre, da pobreza medíocre de jamais ter arriscado, certamente vive de invejar o passado dos outros. Acreditem, há muita gente assim por aí. Que pena. Mas eu prefiro pensar nos que fizeram.

Mas voltando ao assunto do Blog, como se pode verificar, há uma coluna do lado direito da tela, que mostra um pouco de tudo sobre as minhas atividades e coisas que gosto de fazer. Não estão atualizadas como deveriam, mas vou tratar disso com o tempo.

Aqui é possível escrever textos mais discernidos, longos, coisa impossível de se fazer na rede social, o que é um perigo: as pessoas estão se tornando muito infográficas e não leem mais como deveriam. A velocidade da rede está impregnando uma espécie de preguiça no ambiente da leitura, sem falar das abreviações e termos que jamais usaríamos em jornais, revistas e livros. É lamentável, mas é algo que podemos lutar para melhorar.

Então, vou continuar aqui, no blog e lá na rede. Ficaria honrado com a leitura dos amigos!     

vaza…

Compartilhe com seus amigos:

David

Contra fatos não há argumentos

Compartilhe com seus amigos:

Agravo

amigos…muitos amigos!

Compartilhe com seus amigos:

A rede é vasta

Fiquei muito feliz e ver tantos amigos brigando por mim na rede social, em especial no Facebook, onde fui sumariamente censurado. Se acontece comigo, longe das redações, imagino como não é a vida dos jornalistas que atuam em A Gazeta do Iguaçu, depois que ela foi tomada de assalto em função de um negócio mal feito.

Eu bem que alertei, mas não me levaram em consideração. Nas voltas do destino, as coisas lamentavelmente acontecem, daí as pessoas aparecem dizendo: “puxa vida, foi como você alertou”.

Caso Gazeta do Iguaçu

Compartilhe com seus amigos:

Tribunal nega provimento

por unanimidade

Grupo controlado pelo empresário Ermínio Gatti deve assumir A Gazeta do Iguaçu. Rosalvo Tavares levou uma surra no Tribunal de Justiça do Paraná e não há mais recurso. 

Prtocesso

Exclusivo

Compartilhe com seus amigos:

A verdade sobre a venda

de A Gazeta do Iguaçu!

 

 

Minha versão é a de “testemunha” ocular. Ao final de maio de 2013, eu atravessava a Ponte Tancredo Neves juntamente com o amigo Adrianno Cunha. Íamos comprar uma garrafa de vinho na Argentina (O que não é pecado e nem contraria a Lei). Isso se deu por volta das 19hs.

Recebi um telefonema de José Reis Cazuza. Ele perguntou: “É verdade que o jornal A Gazeta do Iguaçu acabou de ser vendido?”. E eu respondi: “acho que não, mas pode até ser, pois o jornal sempre esteve à venda”. Imediatamente retornei para Foz, fui diretamente ao Hotel Carimã, onde fui informado pelo Dr. Ermínio Gatti, que de fato haviam feito negócio. Ele também se disse arrependido.

Eu manifestara para muita gente, estar cansado de jornal. Puxa vida, sempre na mesma rotina, cuidando da vida dos outros e filtrando todos os pecados do mundo. De certa maneira fiquei até aliviado, mas só até saber para quem a empresa (que ajudei a fundar) foi vendida: Rosalvo Tavares.

No ato alertei ao Ermínio: “isso vai dar dor de cabeça”. E deu, muita do de cabeça.

O negócio foi concretizado, segundo informaram, graças um intermediário, um conhecido empresário do setor de câmbio e turismo. O maior e bem sucedido doleiro da cidade. Ele teria encaminhado Rosalvo até Ermínio e inclusive avalizado a transação. Tive o cuidado de telefonar para a pessoa em questão (ela prefere se manter no anonimato) e para variar, negou tudo. Disse que “conhecendo o perfil dos compradores, jamais os avalizaria”. Que barbaridade! 

 

A negociação

O que vou relatar está na Justiça, mas não me refiro ao processo e seus ritos judiciais; escrevo o que vi e apurei jornalisticamente. As partes assinaram uma minuta que rezava o seguinte: o comprador (ou compradores) pagariam duas parcelas de R$ 300 mil e R$ 200 mil respectivamente, em cheques preenchidos para as datas de 20/07/2013 e 20/09/2013. Os “cheques” estavam em nome “JR Construtora” com sede em Cascavel. Pagariam também por uma terceira parcela com o valor de R$ 2.500.000,00, em 20/12/2013, com cheque da mesma empresa. A minuta contratual previa, dentre outras, que qualquer descumprimento acarretaria uma multa de R$ 1.000.000,00 (Um milhão de Reais) para qualquer uma das partes. No documento constava que o comprador deveria quitar todos os passivos financeiros da empresa jornalística, impostos, insumos, bem como ativos trabalhistas até o dia 20/12/2013. Segundo a avaliação de contadores e advogados, o negócio foi realizado na casa dos R$10 milhões de Reais, como popularmente dizem, de “porteiras fechadas” e com um burro empacado do lado de dentro, eu.

Fiquei, para salvaguardar o acordo a pedido do Dr. Ermínio. No fim aconteceu tudo como eu havia previsto, apesar de inúmeros alertas.

 

O frigir dos ovos e a frigideira queimada

Os cheques de R$ 300 e R$ 200 mil não foram pagos no prazo. Foram trocados, com uma tortura até receber os valores. Pagaram pingado, com dois ou três meses de atraso. Já começaram descumprindo os termos.

Entendendo a confusão, Ermínio Gatti chamou Rosalvo Tavares em sua sala, no Hotel Carimã, em 16 de Novembro de 2013, eu fui junto. Gatti perguntou: “terei problemas com o cheque de R$ 2.500.000,00 (dois milhões e meio)?”… “vocês honrarão o compromisso até a data especificada 20/12/2013?”. Rosalvo respondeu: “não, dificilmente o senhor receberá o valor do cheque e pelo que estou percebendo, as contas também não serão pagas e é tudo culpa do meu sócio, ele é um enrolado, tanto que eu fui quem pagou os R$500.000,00, referente aos dois cheques, do meu bolso”.

Jamais esquecerei a expressão do meu amigo Ermínio Gatti naquela tarde. Eu apenas ri. Face ao que disse Rosalvo, restava apenas esperar pelo prazo (20 de dezembro de 2013). Na data em questão, ao olhar o cheque, notei que estava simplesmente nulo. Na parte numeral constava R$ 2.500,000,00 e no espaço extenso preencheram “Dois mil e quinhentos reais”. Quem em sã consciência erraria no preenchimento de um cheque nesse valor?

Os cheques foram entregues em envelope e Gatti, por uma questão de cortesia, nem conferiu. Foi descobrir no ato do depósito. Cheque que aliás não pode ser depositado, pois estava nulo.  

No dia 19 de Novembro, fui impedido de entrar no edifício do jornal que eu ajudei a criar e por um segurança mal encarado, com revólver na cintura. Fui ameaçado publicamente. Minha coluna foi sumariamente retirada das páginas e diante da conjuntura, enfrentei uma situação infernal, mas não vem ao caso. Nasci para lidar com dificuldades. Nada foi fácil em minha vida.

Daí iniciou-se uma guerra judicial, na esperança de receber o jornal de volta. Jamais a empresa foi transferida, pelo simples fato de não haver sido paga, foi apenas entregue, mas não pagaram por ela. A minuta foi desrespeitada.

Resumo da ópera, hoje a empresa possui um proprietário e ele se chama Ermínio Gatti. Em minha opinião, dos leitores, assinantes e anunciantes, o jornal piorou substancialmente. Perdeu a aura iguaçuense, se bandeando para as picuinhas cascavelenses; perdeu foi sua essência de veículo combativo, transformando-se num lambe botas de políticos. Tornou-se o endereço impresso para quem quer impressionar e tentar enganar a verdade. Jornalismo assim não bate com o perfil de A Gazeta do Iguaçu.

 

Finalmentes”

Segundo informações, Rosalvo Tavares deveria devolver a empresa até às 18 horas da última segunda-feira, 06 de abril. Não atendeu. Caso pagasse pelo débito, acrescido de juros e correções, poderia permanecer. O fato é que não pagou.

Modus Operandi

A empresa jornalística A Gazeta do Iguaçu possui algo em torno de 60 funcionários dentre empregos diretos e indiretos. Há, portanto, enorme responsabilidade social e isso fez com que mesmo afastado, o empresário Ermínio Gatti honrasse todos os meses a folha de pagamento dos trabalhadores. O empresário – aos 86 anos – preocupou-se em manter em dia os compromissos, assinado à distância os cheques e por meio de uma funcionária que controlava as contas, segundo determinou a Justiça, já que a empresa estava em seu nome. Ele não poderia agir diferente.

Ao saberem que deveriam desocupar a empresa, os “invasores”, utilizaram de um recurso baixo, muito questionável: simplesmente barraram a funcionária responsável pelos pagamentos, no intento de tumultuar o caso e com isto, ganhar tempo. Berraram ao vento que ela sumiu com documentos. O que é uma grande mentira. O dinheiro do salário dos funcionários e dos fornecedores está nas contas da empresa, sendo que o acesso bancário pertence – como sempre pertenceu – ao proprietário, Ermínio.

Rosalvo Tavares foi à delegacia de polícia fazer uma queixa crime contra a funcionária, aliás, fez uma suposta denunciação caluniosa e poderá responder criminalmente por ela. Os profissionais foram informados que possivelmente não receberiam seus pagamentos por parte do proprietário, pelo simples fato de sua representante ter sido impedida de acessar o sistema. O Sindicato dos Jornalistas foi informado.

Segundo me relataram, Rosalvo se debateu para arrumar dinheiro e cumprir a folha em espécie, do contrário enfrentaria uma manifestação. Supostamente usou a verba do pagamento de papel e insumos, o que pode dar numa enorme bola de neve e até quebrar a empresa. Outras informações dão conta que alguém estaria suplicando pagamentos adiantados dos anunciantes, o que está totalmente fora de praxe, uma vez que eles sempre depositam o dinheiro nas contas da empresa.

Fim de papo

Rosalvo deve desocupar a empresa. Segundo uma fonte, não há recurso. Sua administração causou graves danos e eles devem ser imediatamente contornados, caso contrário, teremos mais uma história triste sobre o fechamento de jornais, com muitos pais de família perdendo o emprego.